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O COMEÇO DO FIM

Há alguns dias os jornalões e televisões, por meio de seu séquito de repórteres que zelam diariamente pela desinformação dos brasileiros, cumprindo missão do PT na cobertura do que se passa no Congresso Nacional, perguntaram para o Renan Calheiros se o decreto 8.243, baixado pela Dilma criando os tais "conselhos populares" que teriam a incumbência de formular políticas públicas, na verdade uma versão cabocla dos "sovietes" de Lenin, teria alguma chance de passar no Senado. 
Do alto de sua "autoridade" e "credibilidade", Calheiros não foi taxativo, mas deu a entender que a proposta bolivariana seria detonada.
Raposa velha, Renan Calheiros iniciava o esquema que seria acionado dias depois, quando a proposta de maquiagem da LDO desabou sobre o Congresso. Algo mais ou menos assim: se o PT não concede ao PMDB os cargos que deseja, tudo que venha do Palácio do Planalto será liminarmente detonado pela base alugada. O contrário também é verdadeiro: se for atendido naquilo que lhe interessa, o PMDB aprova tudo, inclusive o decreto dos sovietes.
Em rápidas palavras é isso que está acontecendo. E não há nenhuma dúvida de que a bandalha do PMDB seguirá em frente com a mesma estratégia. Sendo assim, não será surpresa se, saciada a sua voracidade, passada essa fase de "negociação" que fatamente terá a anuência petista, não será de estranhar de forma alguma que a "base alugada" no Congresso aprovará o decreto bolivariano da Dilma, criando os "conselhos populares". Afinal, que diferença fará isso se o Congresso Nacional se transformou num órgão que já não representa de maneira nenhuma o povo brasileiro? 
Com a licença geral e irrestrita para que o Executivo faça o que quiser com o dinheiro público quando a responsabilidade fiscal for para o ralo, o que pode ocorrer na quinta-feira, o Poder Legislativo na verdade deixou de ter qualquer função. Passará a ser igual à Assembléia Nacional bolivariana da Venezuela e o ato de legislar será executado dentro do Palácio do Planalto enquanto o Congresso Nacional se tornará uma repartição pública destinada a homologar sem maiores delongas todo e qualquer projeto do Executivo. Tudo igual à Venezuela, faltando apenas que por aqui seja aprovada a tal "lei habilitante" que na Venezuela concede ao chefe do Executivo o poder de legislar por decreto. 
Isto quer dizer que estamos assistindo em câmera lenta - nem tão lenta assim - as instituições democráticas serem demolidas uma a uma até que não reste o menor resquício de democracia representativa e a liberdade se torne uma quimera.
Ato contínuo, esse Congresso já emasculado, aprovará o plebiscito da "constituinte da reforma política do PT", quando os brasileiros serão convocados novamente a votarem nas urnas eletrônicas e os serviços eleitorais serão levados a efeito pela Smartmatic, a empresa venezuelana contratada pelo TSE, que se tornou célebre no pleito do plebiscito na Venezuela que deu poder perpétuo para o finado caudilho Hugo Chávez. E lá tudo foi tão bem preparado pelo G2 cubano, que antes de morrer Chávez determinou que Nicolás Maduro seria seu sucessor. Posteriormente embarcou para Havana, onde receberia novos tratamentos para o câncer...
Até hoje não se sabe ao certo onde foi parar o cadáver do defunto caudilho.

Do Blog do Aluizio Amorim de 27-11-2014.

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