sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TERCEIRA EDIÇÃO DE 18-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
A missão de Vaccarezza era convencer a "moça" sobre contrato
Brasil  Sexta-feira, 18.08.17 13:15
Numa troca de emails entre Cândido Vaccarezza e Jorge Luz, obtida pela Operação Abate, o lobista fala que entregou a "V" um estudo para que "ele convença a moça a definir pela negociação".
"Para isto é fundamental q a moça seja contactada antes da reunião de conselho na 6feira", escreveu Luz. O MPF diz que V é Vaccarezza, mas não há referência a quem seria a "moça".
Dilma presidiu o conselho da Petrobras de 2003 a 2009, data do referido email.
Leia a mensagem completa:
"Estivemos hoje em SPaulo com as pessoas que participaram do almoço em Brasília. Entregamos ao V o estudo feito pelos advogados da empresa para que ele convença a moça a definir s pela negociação. Para isto e fundamental q a moça seja contactada antes da reunião de conselho na 6feira. Mais tarde te telefono caso não consiga chegar na moça. "
O lobista do PMDB, o operador do PP e o deputado do PT
Brasil 18.08.17 12:54
A Operação Abate, que prendeu o ex-petista Cândido Vaccarezza, confirma a total sinergia entre PT, PMDB e PP no maior esquema de corrupção da História. No caso, a propina negociada por Paulo Roberto Costa com a Sargeant Marine foi repassada ao lobista Jorge Luz para pagar Vaccarezza.
Luz foi quem apresentou a empresa à Costa, que autorizou sua contratação para fornecimento de asfalto. Em troca, a Sargeant pagou-lhe 192,8 milhões de dólares. O lobista recebeu sua parte e ainda pagou 400 mil a Vaccarezza.
A nova esgotosfera
Brasil 18.08.17 12:21
A esgotosfera do PT era paga com propina das empreiteiras e propaganda estatal.
É preciso descobrir se a mensagem falsa sobre a TV Globo, acusando-a de ter fechado um acordo com Lula, teve o dedo do governo de Michel Temer ou não.
Fraude grosseira contra a TV Globo
Brasil 18.08.17 11:52
A esgotosfera de Michel Temer está espalhando uma mensagem falsa no WhatsApp para atacar a TV Globo.
Leia a nota de Lauro Jardim:
"Circula no WhatsApp um áudio falso, atribuído a um profissional do jornalismo da Globo, dizendo-se revoltado porque a emissora passaria a atacar Michel Temer e defender Lula, com quem teria feito um acordo.
O áudio é uma fraude grosseira, mas viralizou.
Numa outra versão, o áudio é antecedido por um texto que diz que o dono da voz é Luiz Nascimento, diretor do Fantástico, que teria pedido demissão na sexta-feira, o que é falso também.
A motivação do áudio é clara, e, para a Globo não seria difícil chegar aos autores e desmascarar a fraude.
Procurada, a Globo diz que máquinas de propaganda se utilizam cada vez mais de fake news com propósitos escusos. Mas que pesquisas mostram que a emissora tem uma vantagem: como é líder absoluta, e todos veem seus noticiários, o público não acredita nos boatos, porque eles não são compatíveis com o que vai ao ar de fato".
Paulo Roberto escondeu Lula?
Brasil 18.08.17 12:24
Na troca de emails entre executivos da Petrobras alvos da Operação Abate, há um trecho interessante que merece ser destacado. Quando falam sobre a possível substituição de José Sérgio Gabrielli, Márcio Aché Cordeiro diz que "corre a dúvida entre Graça (preferida da Dilma) e o PR (do Lula e PT)".
"Graça" é, obviamente, Graça Foster - que acabou virando presidente da Petrobras. "PR", para os procuradores, seria Paulo Roberto Costa, ex-gerente de Abastecimento e primeiro delator da Lava Jato.
O problema é que Paulo Roberto até hoje era tido como indicação apenas do PP. Ele não disse que era chegado de Lula e do PT.
Operação de hoje também cita Palocci
Brasil 18.08.17 11:57
No despacho do juiz Sérgio Moro, obtido por O Antagonista, há referência a uma troca de emails, em 04/09/2010, entre os executivos da Petrobras, José Raimundo Brandão Pereira e Márcio de Albuquerque Aché Cordeiro.
Márcio informa ter intermediado encontro para Jorge Luz e ainda que teria se encontrado com "Vacarezza e o Palocci".
"Amigo: Apesar do seu silêncio espero que tudo esteja correndo bem por aí. Aqui as coisas vão caminhando com as fofocas de sempre. Consegui fazer sentar o Murilo com o Jorge Luz. Corre que nosso Silas está contratando dois navios para asfalto. Avisei ao Barbosa para alertar o Guilhermes e na segunda ao Teodoro. Na segunda vou estar no 19 pois a mudança será feita. Terça (dia 7) vou estar com o Vacarezza e o Palocci. Ainda corre a dúvida na Presidência entre a Graça (preferida da Dilma) e o PR (do Lula e PT). O Jorge Rodrigues tem conversado bastante com o Barbosa e com o Teixeira estou acompanhando o assunto do duplo pagamento a Usina União. O assunto está com o jurídico mas foi estranho!!!"

SEGUNDA EDIÇÃO DE 18-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O GLOBO
PF cumpre duas fases da Lava-Jato ao mesmo tempo e prende ex-deputado Cândido Vaccarezza
Ordens da 43ª e 44ª fases estão sendo cumpridas no Rio de Janeiro e em São Paulo
POR JULIANA ARREGUY
Sexta-feira, 18/08/2017 7:10 / atualizado 18/08/2017 7:51
Cândido Vaccarezza: Alvo da Lava-Jato - Ailton de Freitas/16-07-2013 / O Globo

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, a 43ª e a 44ª fases da Lava-Jato no Rio de Janeiro e em São Paulo. O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, ex-PT, é um dos alvos de prisão temporária. É a primeira vez que a PF realiza duas fases da operação ao mesmo tempo. As operações foram batizadas de Sem Fronteiras e Abate, respectivamente.
Foram expedidas 46 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão temporária, 29 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva. Todos os presos serão encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Segundo a PF, a Operação Sem Fronteiras, que ocorre no Rio de Janeiro, mira a relação entre executivos da Petrobras e grupos de armadores estrangeiros para "obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários" com a estatal.
A Operação Abate, por sua vez, ocorre em São Paulo e investiga um grupo criminoso que seria "apadrinhado" por Vaccarezza. A PF suspeita que o ex-parlamentar utilizava influência para obter contratos da Petrobras com uma empresa estrangeira, que teria direcionado recursos para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-deputado.
Em 2015, a Polícia Federal indiciou Vaccarezza em meio às investigações da Operação Lava-Jato, por recebimento de propina derivada de contratos da Petrobras. O inquérito apontava indícios de corrupção passiva dos três políticos. Segundo o documento, Vaccarezza teria recebido em seu apartamento, em São Paulo, valores do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava-Jato, a mando do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para a sua campanha à Câmara de 2010
Vaccarezza deixou o PT em 2016 após alegar divergências com a então presidente da República, Dilma Rousseff.

PF deflagra Operação Havana, que mira desvios no Ministério dos Esportes
Investigações apontam que quadrilha teria criado 'atletas fantasmas' na pasta
POR O GLOBO
Sexta-feira, 18/08/2017 9:44 / atualizado 18/08/2017 9:48
PF deflagra Operação Havana, contra fraudes no Ministério dos Esportes - Reprodução/TV Globo
BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Havana, que investiga a uma quadrilha que teria inserido dados de "atletas fantasmas" nos sistemas do Ministério dos Esportes, com o intuito de desviar recursos do "Bolsa Atleta". Os agentes cumprem seis mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, determinados pela 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal, a quadrilha conseguiu criar 25 atletas fantasmas no período de um ano. Há "atletas", inclusive, de alto rendimento e nível olímpico.
Ainda de acordo com a PF, as fraudes teriam ocorrido em 2012. Segundo informações encaminhadas pelo Ministério dos Esportes, o prejuízo pode ter chegado a R$ 810 mil, o que corresponderia a mais de R$ 1 milhão em valores atualizados.
O nome "Havana" é referência ao local de nascimento do líder e de alguns membros da organização criminosa: Cuba.


NO BLOG DO MERVAL PEREIRA
Distritão Misto
POR MERVAL PEREIRA
Sexta-feira, 18/08/2017 06:30
As negociações da reforma política caminham para uma espécie de “distritão misto”, no qual a legenda poderá ser votada para reforçar a representação partidária na escolha dos candidatos eleitos. Assim, um candidato que não estiver entre os mais votados, mas receber o reforço dos votos de sua legenda, pode superar outro.
Não haveria, nesse caso, uma lista fechada feita pelo partido, mas o eleitor pode interferir na lista aberta ou pelo voto direto no seu candidato, ou no voto em sua legenda preferida, que assim poderá eleger mais representantes.
A questão do financiamento das campanhas eleitorais é a que mais discussões provoca. O tal “Fundão democrático”, se subsistir às críticas generalizadas, chegará à aprovação final desidratado. O recuo no estabelecimento do valor do Fundo, inicialmente previsto para ter esse ano 3,6 bilhões, deve-se ao temor de uma revolta popular contra os políticos.
É inaceitável que, num momento de crise econômica em que se exigem sacrifícios da população e existem 13 milhões de desempregados, se retire dos cofres públicos uma quantia desse tamanho sem que o orçamento do País comporte tal gasto. Caso insistam, é certo que o Fundo será contestado no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro do STF, Luis Roberto Barroso, o principal defensor da proibição do financiamento por empresas das campanhas eleitorais, acha que a questão é política e pode ser resolvida no Congresso, contanto que sejam superadas as questões que levaram o Supremo a considerar inconstitucional a maneira como se financiava eleições no País.
Se voltar o financiamento empresarial nas mesmas condições anteriores, com o mesmo sistema eleitoral, continuará sendo um instrumento mafioso de fazer política, afirma Barroso. Ele conta que nos contatos que tem tido com empresários pelo País, em eventos públicos de que participa, recebe sempre os mesmos relatos: nos anos eleitorais, os políticos achacam os empresários em busca de dinheiro supostamente para as campanhas eleitorais.
Acabar com esse fisiologismo exacerbado seria garantir segurança jurídica aos contratos e competição leal entre empresas. Também o ministro Luis Fux, que foi o relator (e não o ministro Barroso, como escrevi ontem) do processo no STF que culminou com a proibição de doações privadas para as campanhas eleitorais acha que está na hora de rever a proibição, com alterações e limitações ao financiamento privado.
Por isso, baratear as campanhas deve ser o primeiro passo, e o voto distrital misto é um dos caminhos que estão sendo estudados na Câmara. Como não há como dividir o País em distritos até a eleição, o “distritão misto” pode ser o caminho de transição.
Outra maneira de baratear as campanhas seria proibir os efeitos especiais que nos últimos anos dominaram a propaganda da política brasileira através de marqueteiros, a maioria hoje envolvida em processos da Operação Lava Jato.
Na eleição de 2014, vários candidatos que hoje se encontram envolvidos em escândalos políticos, tanto em nível nacional quanto nos Estados, foram apresentados ao eleitorado por esses marqueteiros com características que não correspondiam à verdade, encarecendo e distorcendo as campanhas.
O ministro Fux, em entrevista a Roberto D’Ávila disse que o financiamento deve seguir regras restritas e estar baseado na ideologia do empresário, que pode participar da eleição financiando partidos ou candidatos que comunguem dos seus pensamentos. Isso significaria fazer com que os programas e valores partidários fossem ressaltados.
Dentro desse espírito, financiar vários candidatos para o mesmo cargo, ou vários partidos, deveria ser proibido na nova legislação. O deputado Miro Teixeira pretende procurar ministros do STF que se manifestaram sobre a revisão da proibição do financiamento privado para apresentar um antigo projeto seu que pode ser recuperado agora.
Ele propõe que um banco estatal como o Banco do Brasil centralize as doações “num verdadeiro Fundo Democrático”. As empresas que quiserem financiar candidatos ou partidos depositariam o dinheiro nessa instituição que, em 48 horas, pediria informações sobre o CNPJ e a situação da empresa para os órgãos fiscalizadores. Passado no crivo, o dinheiro seria depositado diretamente na conta da campanha beneficiada.

NO O ANTAGONISTA
Força-tarefa também queria prisão preventiva de cônsul
Brasil Sexta-feira, 18.08.17 10:51
Os investigadores pediram a prisão preventiva do cônsul honorário da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, que teria participado de esquema para facilitar a contratação de empresas gregas pela Petrobras.
Sérgio Moro concedeu a prisão temporária.
Força-tarefa queria prisão preventiva de Cândido Vaccarezza
Brasil 18.08.17 10:46
Mas Sérgio Moro concedeu a prisão temporária, inicialmente por cinco dias.
O tesouro de Vaccarezza
Brasil 18.08.17 10:39
Vejam o que a PF apreendeu hoje no armário da casa de Vaccarezza.
Todos sabiam
Brasil 18.08.17 10:30
Representantes da força-tarefa da Lava Jato dizem que as investigações que culminaram nas fases de hoje deixaram claro que até funcionários sem cargos de chefia sabiam da "corrupção partidária" que assaltou os cofres da Petrobras.
"Trata-se de um esquema de corrupção partidária"
Brasil 18.08.17 10:25
Na coletiva para explicar as duas fases da Lava Jato de hoje, representantes da força-tarefa deixam isto claro: "Trata-se de um esquema de corrupção partidária".
Os partidos nós conhecemos: PT, PP e PMDB.
O modus operandi da ORCRIM
Brasil 18.08.17 10:23
As duas fases da Lava Jato de hoje reforçam alguns pontos do modus operandi da ORCRIM:
-- percentuais para pagamentos de propina;
-- contas no exterior;
-- contas pessoais e de familiares pagos por empresas.
"Em nome do Partido dos Trabalhadores”
Brasil 18.08.17 09:56
Cândido Vaccarezza é acusado pela Lava Jato de ter recebido 500 mil dólares em propinas "em nome do Partido dos Trabalhadores”.
Isso é o que mais importa em sua prisão.
Líder do PT durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff, ele usou “a influência decorrente do cargo” para favorecer a empresa americana Sargent Marine.
O doador Lula
Brasil 18.08.17 09:48
Lula vai acabar doando dinheiro para a mulher que prometeu doar-lhe um milhão de reais.
De acordo com o Estadão, "a socialite Roberta Luchsinger, neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, não paga o condomínio do apartamento onde mora, em um bairro nobre de São Paulo, desde dezembro de 2014”.
Já acumula uma dívida de 232 mil reais.
O aliado de Gilmar
Brasil 18.08.17 09:31
Celso de Mello se aliou a Gilmar Mendes na tarefa de enterrar a prisão dos condenados em segunda instância.
Ele disse ao Estadão:
“Compus a corrente minoritária e penso que agora que vamos julgar o fundo da controvérsia das duas ações, com a presença do ministro Alexandre de Moraes, talvez o debate possa ser reaberto e eventualmente a posição da Corte será mantida ou será alterada”, disse Celso de Mello”.
Exclusivo: Milícia de Maduro quer sequestrar diplomatas brasileiros
Brasil 18.08.17 09:16
O Antagonista foi informado de que milícias de Nicolás Maduro planejam sequestrar diplomatas estrangeiros.
Há dois brasileiros na lista, segundo fontes da Abin.
Governador do Tocantins é alvo da PF
Brasil 18.08.17 07:42
O governador do Tocantins, Marcelo Miranda, do PMDB, é alvo de operação da PF.
A informação inicial, diz o G1, "é que ele foi intimado e deve ser ouvido nesta manhã por um ministro do STJ".
Os detalhes da operação contra o governador de Tocantins
Brasil 18.08.17 09:15
A Polícia Federal informa que apura pagamento de propina em obras de infraestrutura no Estado de Tocantins.
É a quinta fase da Operação Ápia, diz a nota da PF:
"Cerca de 40 Policiais Federais cumprem mandados de busca apreensão e intimações.Todos os depoimentos serão acompanhados por um Ministro do STJ e por um Subprocurador da República.
A apuração, que tramita no Superior Tribunal de Justiça- STJ, apontou que obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica realizadas no Estado do Tocantins entre 2011/2014 custaram cerca de aproximadamente R$ 850 milhões de reais, e geraram créditos indevidos a empresários.
Os pagamentos realizados entre os anos de 2011/2014 totalizaram aproximadamente R$ 730 milhões de reais, enquanto o restante, mais de R$ 120 milhões de reais foram efetivamente quitados em anos posteriores."
Cunha tem "dados relevantes"
Brasil 18.08.17 09:14
Eduardo Cunha resolveu abrir o jogo?
O Globo informa que, “nesta semana, para surpresa dos investigadores, um emissário de Cunha pediu ao Grupo de Trabalho para retomar as negociações.
A sinalização é que o ex-deputado poderia ter dados relevantes a acrescentar à proposta inicial”.
O bovino vai mugir?
Brasil 18.08.17 08:29
Cândido Vaccarezza, abatido hoje pela Lava Jato, tem muito a contar.
Ele foi líder de Lula e Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e fez parte do quadrilhão petista.
Marcos Valério na PF
Brasil 18.08.17 08:43
Marcos Valério vai prestar depoimento na PF.
Segundo a Folha de S. Paulo, a razão da oitiva não foi divulgada.
Do IDP para o TSE
Brasil 18.08.17 08:18
Gilmar Mendes é presidente do TSE.
É também sócio do IDP.
Agora a Folha de S. Paulo revela que todos os candidatos a ministro substituto do TSE ensinam no IDP.
A reportagem contou como essa escolha foi feita:
“O TSE enviou um ofício ao STF comunicando sobre a vacância e sobre a necessidade de a Corte eleger uma lista tríplice. O ofício do TSE não continha nenhum nome.
Nesta quarta-feira (16), no intervalo entre a sessão da manhã e a da tarde no Supremo, Mendes apresentou a lista pronta à ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal. A votação para a oficialização da lista tríplice foi, então, pautada para o mesmo dia.
O ministro Ricardo Lewandowski sugeriu desconforto em votar nomes sem analisá-los antes. ‘É claro que são nomes conhecidos, mas eu penso que, daqui para a frente, fosse desejável que os nomes indicados sejam acompanhados de um pequeno curriculum vitae’, disse.
Mendes, então, disse que a praxe é manter nomes que vêm de listas tríplices anteriores, para que ‘não haja nenhuma surpresa’.
Horbach e Silveira já figuraram em listas anteriores, e Quintas é também diretor da escola do TSE, explicou Mendes.
O vínculo com o IDP não foi citado”.
Exclusivo: PF pega o doleiro Sem Fronteiras
Brasil 18.08.17 07:17
O alvo da Operação Sem Fronteiras, que ocorre juntamente com a Operação Abate, é o doleiro Henry Hoyer, operador do PP.

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 18-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO BLOG DO FAUSTO MACEDO
Bretas manda prender de novo empresários que Gilmar soltou
Pouco depois de ministro do Supremo dar habeas corpus a Jacob Barata Filho, o 'rei do ônibus', e Lélis Teixeira, juiz federal da Lava Jato no Rio expediu novos mandados de prisão por 'fatos novos'
Por Fabio Grellet e Marcio Dolzan, do Rio no Estadão
Quinta-feira, 17 Agosto 2017 | 21h19
Pouco depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus ao empresário Jacob Barata Filho e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra ambos. Assim, os dois permanecerão presos.
Barata Filho – conhecido como “rei do ônibus no Rio” – e Lélis Teixeira estão presos desde o início de julho na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Eles foram alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato, que investiga o pagamento de propinas a autoridades do Estado em troca de obtenção de benefícios no sistema de transporte público no Rio.
As novas ordens de prisão são por motivos distintos. Bretas havia decretado nova prisão de Lélis Teixeira ainda na semana passada em função de “fatos novos” – o Ministério Público Federal (MPF) acusa Teixeira de realizar esquema semelhante no sistema de transporte municipal. Barata Filho, por sua vez, tinha também uma ordem de prisão por evasão de divisas. Por esse crime, ele fora pego em flagrante e teve prisão preventiva decretada.
Como ambos já estavam presos, Bretas não havia expedido novos mandados de prisão. Agora, com o habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, Bretas decidiu expedi-los.
Jacob Barata Filho é dono de um conglomerado de empresas no Rio e em outros Estados, com mais de 4000 veículos. Herdou o negócio de seu pai, que atuava no ramo desde os anos 1960. Os negócios da família incluem também operadores de turismo, entre outras empresas, e se estendem por Portugal.
Procurada pelo Estado, a advogada de Barata Filho afirmou que não pode comentar uma decisão que, “juridicamente, ainda não existe”. “Eu só fiquei sabendo por meio da imprensa. Oficialmente, não há nenhum registro dela. Então, ainda não posso me manifestar”, disse Daniela Rodrigues Teixeira.
O Estado não conseguiu localizar a defesa de Lélis até o fechamento desta edição.

NO ESTADÃO
A xepa da reforma política
Mesmo que a situação fiscal do País fosse excelente, seria um despropósito destinar recursos públicos para os partidos e seus candidatos
O Estado de S.Paulo
Sexta-feira, 18 Agosto 2017 | 03h00
Como se estivesse num fim de feira, quando se faz de tudo para convencer o freguês a levar uma mercadoria que ele não quer de jeito nenhum, o relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), informou que vai alterar a proposta que institui o famigerado fundo para financiar campanhas eleitorais. Quando abriu sua banquinha, o relator havia incluído no seu texto a destinação de 0,5% das receitas orçamentárias da União para o tal fundo, o que daria algo em torno de R$ 3,6 bilhões. Diante da imensa repercussão negativa, o deputado admitiu que a freguesia tomou um “susto”, pois se tratava de “uma ousadia, muito desproporcional”, e agora diz que “R$ 2 bilhões é um valor razoável”.
Isso não pode ser sério. Em primeiro lugar, nenhum valor pode ser considerado “razoável” para compor o tal fundo, pois a própria existência do financiamento público de campanha contraria a essência da democracia representativa, na qual os partidos, como entidades privadas, devem ser financiados por seus apoiadores pessoas físicas, e somente por eles. Com o fundo público, todos os contribuintes são obrigados a pagar as despesas de partidos com os quais não têm nenhuma afinidade. Ao contrário do que se diz por aí, esse não é o “preço da democracia”, e sim o preço da confusão entre o público e o privado no Brasil.
Portanto, é falsa a discussão sobre se o estabelecimento de um fundo de financiamento eleitoral é oportuno ou não no momento em que o País aperta os cintos no imenso esforço para reequilibrar as finanças públicas. O problema não é esse. Mesmo que a situação fiscal do País fosse excelente, seria um despropósito destinar recursos públicos para os partidos e seus candidatos.
Ademais, mas não menos importante, a disposição do relator Vicente Cândido de pechinchar o valor do tal fundo indica o caráter aleatório e errático da proposta. Se R$ 2 bilhões são “razoáveis”, por que então propôs incríveis R$ 3,6 bilhões em primeiro lugar? Quais os critérios que nortearam a proposta inicial? Por que se estabeleceu como meta 0,5% das receitas líquidas da União, e não 0,6% ou 0,4%? E qual é o critério que torna R$ 2 bilhões “razoáveis”? Por que não R$ 1 bilhão?
São perguntas a que, já está claro a esta altura, ninguém sabe responder em meio à balbúrdia da xepa que se instalou na comissão de reforma política. As propostas são feitas, modificadas ou retiradas sem que haja o menor traço de coerência, planejamento ou clareza. A única coisa que está suficientemente evidente para o eleitor é que, a julgar pelos procedimentos na comissão, o resultado final será extremamente danoso para o País, exceto, como eles próprios esperam, para os atuais parlamentares.
Assim, explicam-se as “jabuticabas” em debate na comissão, como a criação do “distritão”, sistema em que as eleições para a Câmara passariam de proporcionais a majoritárias, favorecendo assim os candidatos que já são conhecidos ou por terem mandato ou por serem famosos. “O distritão não é uma jabuticaba, é um jabuticabal”, explicou o cientista político Bolívar Lamounier em entrevista ao Valor. Segundo ele, a fórmula acabará com a renovação da Câmara porque só vão ganhar as eleições os “Tiriricas”, ou seja, os nomes lembrados pelo eleitorado. “Teremos um tirirical”, ironizou.
Diante da óbvia resistência ao distritão, que acabou por adiar a votação da reforma, os imaginosos parlamentares agora propõem o “distritão misto”, em que o eleitor pode votar no candidato ou no partido. Os votos para o partido seriam distribuídos para os candidatos de forma proporcional à sua votação individual. É mudar para tudo continuar igual. Mas alguns deputados estão animados e acham que esse sistema, inexistente no resto do mundo, será aceito pela população.
A votação, no plenário da Câmara, da reforma política está prevista para a próxima terça-feira. O entra e sai de propostas esdrúxulas, a indisfarçável intenção de conseguir dinheiro fácil para as campanhas eleitorais e a total ausência de compromisso com os reais interesses do País desautorizam qualquer esperança de que a reforma que vem aí servirá para melhorar o desmoralizado sistema político nacional.

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
SEXTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2017
Apesar da promessa de controlar a frequência dos deputados, a Câmara nunca foi tão tolerante. Nesta quinta (17), o painel eletrônico para “registro de presença” foi aberto às 6h (!) da manhã. Isso permite que eles batam o ponto e corram para o aeroporto, pegando o primeiro voo para seus Estados. Suspensa pelo ex Eduardo Cunha, a manobra foi restabelecida pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Ao contrário de todos os trabalhadores brasileiros, os parlamentares não registram a hora que saem do, digamos assim, trabalho.
O painel da Câmara registrava a presença de 436 deputados, pelas 11h da manhã. Mas menos de trinta estavam presentes no plenário.
Por que a presidência da Câmara manda abrir o painel de registro de presença às foi 6h da manhã? A resposta: “é comum acontecer isso.”
O registro de ponto foi aberto para sessão deliberativa extraordinária, na quinta. Mas nada de importante foi deliberado, como é de costume.
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De todas as propostas da reforma política, em discussão na Câmara, a única que gera consenso é a emenda (PEC 77), relatada pelo petista Vicente Cândido (SP), prevendo entre outras espertezas a criação do “fundão” de R$3,6 bilhões para custear suas campanhas. O dinheiro será retirado na boca do caixa do Tesouro: 0,5% de toda receita líquida da União, ou seja, o dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros.
Falta consenso na PEC 282, proposta de emenda que veda coligações e cria a cláusula de barreira, acabando com os partidecos de aluguel.
Também falta consenso em torno da PEC 282, dos tucanos, que prevê a perda do mandato de quem se desfiliar, incluindo suplentes e vices.
O sistema eleitoral brasileiro é o mesmo desde a Constituição de 1988. Para valer em 2018, a reforma deve ser sancionada até 7 de outubro.
Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que, em 2016, as concessionárias de rodovias investiram R$ 354,4 mil por quilômetro, mais que o dobro do que o governo federal gastou em suas rodovias.
No DF, o Tribunal de Contas escreve outra página repugnante na história das regalias e privilégios do serviço público: seus conselheiros receberão R$1,6 milhão, retroativos, a título de “auxílio-moradia”.
Michel Temer quer acabar “penduricalhos nos contracheques”. A expressão foi utilizada há 17 anos pelo então presidente do STJ, ministro Paulo Costa Leite, em sua posse. Nada mudou.
Exatos 144 marajás da CAESB, empresa de águas do DF, recebiam acima do teto de R$30 mil. Tem gente ganhando R$55 mil, R$67 mil, R$75 mil e até mais de R$100 mil por mês. Agora receberão o teto. Mas não se fala em devolver o dinheiro que embolsaram durante anos.
Somente o grupo empresarial Paulo Octavio responde por 2,3% de toda a arrecadação do governo do Distrito Federal com o IPTU, neste ano de 2017. São mais de R$18 milhões por ano.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer a retirada do plano de trabalho da CPI do BNDES a análise de delações premiadas de envolvidos com empresas enroladas na investigação ao banco público.
Batalhador dos direitos dos aposentados, Antônio Simões dos Reis, de Indaiatuba (SP), indagou a Paulo Paim (PT-RS) para que serve a CPI da Previdência que ele preside, para além de blábláblá e gastos com cafezinho, almoços e “algumas branquinhas”. Ficou sem resposta.
Lula quer suspender interrogatório à Justiça, em setembro, sobre a compra do terreno pela Odebrecht para o Instituto Lula, a título de propina, para que advogados questionem 97 testemunhas de defesa.
...a ida do deputado federal para o trabalho às 6h é inédita... a não ser que seja para sair antes das 6h15.

NO DIÁRIO DO PODER
ADIANTAMENTO IRREGULAR
MPF ACUSA EX-PRESIDENTES DA PETROBRAS FOSTER E GABRIELLI POR IMPROBIDADE
INVESTIGAÇÃO APONTA ADIANTAMENTO DE R$ 155 MILHÕES SEM DEVIDA GARANTIA
Publicado: quinta-feira, 17 de agosto de 2017 às 16:04
Redação
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, cinco ex-diretores da autarquia, as empresas Galvão Engenharia S.A e Sinopec Petroleum do Brasil Ltda. e seus representantes legais por irregularidades na construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas (MS). Auditoria do Tribunal de Contas da União apontou prejuízo aos cofres públicos decorrente da antecipação de pagamento sem a devida garantia.
Além de Gabrielli, são responsabilizados pela irregularidade os ex-diretores da estatal Almir Guilherme Barbassa, Guilherme Estrella, Jorge Luiz Zelada, Maria das Graças Silva Foster e Renato de Souza Duque; a empresa Galvão Engenharia S.A e seus representantes legais Erton Medeiros Fonseca e Guilherme Rosetti Mendes; e a Sinopec Petroleum do Brasil Ltda., representada por Wang Zhonghong.
A Procuradoria pede liminarmente à Justiça a indisponibilidade de bens de Graça, Gabrielli e dos outros citados e, ao final da ação, a condenação dos réus ao ressarcimento ao erário, suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e demais penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
Segundo a Procuradoria da República, R$ 155 milhões – correspondentes a 5% do valor contratado (R$ 3,1 bilhões) – foram adiantados ao consórcio responsável pela obra sem qualquer contraprestação específica que protegesse a Petrobras em caso de inadimplemento do contrato, como, de fato, aconteceu. O Ministério Público afirma que a a UFN III está paralisada desde 2014, com 80% da edificação concluída, sem previsão de finalização, mesmo após adiantamentos e um investimento de mais de R$ 2 bilhões pelo BNDES.
De acordo com o Ministério Público Federal, ‘todos os requeridos participaram de diversas reuniões da Diretoria Executiva da Petrobras, onde discutiram, deliberaram e aprovaram os atos que culminaram na pactuação do contrato, cujas cláusulas permitiram o pagamento antecipado irregular apurado pelo TCU’.
“Os réus não podiam se furtar da responsabilidade de supervisionar, desde o início e inclusive quando da pactuação, todo a regularidade do contrato e dos pagamentos e cabiam a eles, ante a constatação das irregularidades em apreço, proceder à correção, evitando, dessa forma, dano ao erário”, destaca a Procuradoria.
Na ação, o Ministério Público ressalta que, além do repasse irregular, os dirigentes ainda não exigiram das construtoras a devida comprovação dos serviços prestados durante a execução da obra, não se podendo afirmar que os valores repassados ao Consórcio UFN III foram efetivamente utilizados para a finalidade constante no contrato firmado.
“Esse fato é extremamente grave e sinaliza para indício de desvio de verbas públicas envolvendo grande montante, maculando a licitude dos pagamentos de bens e serviços realizados, sem a devida exigência da nota fiscal comprobatória da prestação”, aponta o Ministério Público Federal. (AE)

LAVA JATO
LULA PEDE SUSPENSÃO DE INTERROGATÓRIO MARCADO PARA SETEMBRO
DEFESA PEDE QUE MPF APRESENTE CORRESPONDÊNCIAS TROCADAS COM O MINISTÉRIO PÚBLICO DA SUÍÇA
Publicado: quinta-feira, 17 de agosto de 2017 às 14:53
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva requereu nesta quinta (17) ao juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, suspensão do novo interrogatório do ex-presidente, marcado para 13 de setembro, no processo em que o petista é acusado de corrupção passiva por propinas da empreiteira Odebrecht para compra de terreno supostamente destinado à construção de uma futura sede do Instituto Lula.
Na mesma petição, os advogados pediram ao magistrado que determine ao Ministério Público Federal a apresentação de todas as correspondências trocadas com o Ministério Público da Suíça sobre o sistema "My Web Day" - exibindo, inclusive, a via eletrônica dos documentos para que sejam submetidos à perícia.
Segundo os advogados de Lula, a força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato informou que não teve acesso à "cópia integral" do sistema, embora um delator da Odebrecht tivesse declarado "estar na posse da chave correspondente". A defesa do ex-presidente alega que o colaborador se "retratou" dessa afirmação, cinco dias após ter requerido o acesso ao "My Web Day".
Ao requerer a suspensão dos interrogatórios marcados para setembro, inclusive o de Lula, a defesa argumentou necessidade de submeter ao contraditório papéis que foram juntados no dia 3 de agosto pelo Ministério Público, "após a realização de 34 audiências e a oitiva de 97 testemunhas".
"O Ministério Público Federal promoveu a juntada tardia de papéis ao processo, impedindo que a defesa pudesse indagar às testemunhas sobre esse material", afirmam os advogados do ex-presidente. "Há necessidade de dar oportunidade para que as testemunhas indicadas pela defesa sejam reinquiridas. A juntada desses papéis também não foi acompanhada de qualquer indicação de origem e devem ser objeto de uma perícia." (AE)

NO BLOG DO JOSIAS
Gilmar expede habeas corpus familiar e magistrado da Lava Jato dá de ombros
Por Josias de Souza
Sexta-feira, 18/08/2017 02:28
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu um habeas corpus controverso — mais um! Mandou soltar o empresário Jacob Barata Filho, preso no Rio de Janeiro desde 2 de julho. Gilmar é padrinho de casamento da filha de Barata, Beatriz. A moça trocou alianças em 2013 com Francisco Feitosa Filho, que é sobrinho da mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa Mendes.
O habeas corpus “familiar” de Gilmar durou pouco, muito pouco, pouquíssimo. Antes que os carcereiros pudessem virar a chave da cela, o juiz Marcelo Bretas, que cuida da Lava Jato no Rio, expediu novo mandado de prisão contra Barata, mantendo-o atrás das grades. Foi como se o magistrado de primeira instância desse de ombros para o despacho de uma toga Suprema.
Barata Filho opera no ramo do transporte urbano. É acusado de pagar propina a políticos e fraudar contratos com o governo fluminense. Gilmar mandou soltar também outro preso encrencado no mesmo esquema: Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.
Assim como fizera no caso de Batata, o juiz Bretas soltou nova ordem de prisão contra Lélis, impedindo-o de ganhar o meio-fio. Gilmar impusera uma série de medidas cautelares aos beneficiários de seus habeas corpus. Entre elas o recolhimento domiciliar noturno, nos finais de semana e feriados. O doutor Bretas não quis saber. Preferiu manter a dupla na chave.
Rezam o bom senso e o Código de Processo Civil que um juiz deve se declarar impedido de atuar em determinado processo sempre que há razões objetivas ou subjetivas capazes de comprometer a imparcialidade do julgamento. Entre as causas de suspeição estão, por exemplo, a amizade ou inimizade com uma das partes.
Procurado, Gilmar Mendes disse que não se considerou suspeito para atuar no caso. O casamento “não durou nem seis meses”, mandou dizer o ministro ao Globo, por meio de sua assessoria. Balzac devia estar pensando em casos assim quando disse que “a gente respeita um homem que se respeita a si mesmo.”

Candidato à cela, Lula interdita Plano B do PT
Josias de Souza
Sexta-feira, 18/08/2017 00:02
Lula percorrerá nove Estados nordestinos. Visitará 25 cidades em 18 dias. Ele chama a aventura de “caravana”, um eufemismo para campanha eleitoral fora de época —coisa proibida por lei. O ex-mito do PT se apresenta ao eleitorado com uma condenação tatuada na testa: nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Lula é, no momento, mais candidato à cadeia do que à Presidência da República. Mas ele faz pose.
Enquanto aguarda pelo julgamento do recurso que seus advogados ajuizaram no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, em Porto Alegre, Lula se comporta como Lula. Usa dinheiro público do fundo partidário para ostentar uma candidatura presidencial que pode virar pó, se a segunda instância do Judiciário confirmar a sentença de Sergio Moro.
A caravana de Lula é uma iniciativa político-religiosa. Todos sabem, inclusive os petistas, que Lula pode se tornar um ficha-suja. Mas o ingrediente da dúvida não faz parte do credo do PT. O partido se alimenta da certeza de que seu único líder é uma potência moral, que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade. Impedido de discutir um Plano B, o PT se arrisca a afundar junto com o personagem que o fundou.

NO O ANTAGONISTA
EXCLUSIVO: LAVA JATO PEGA VACCAREZZA
Brasil Sexta-feira, 18.08.17 06:42
Cândido Vaccarezza, o mais lulista dos lulistas, foi pego hoje pela Lava Jato.
Releia aqui:
O mais lulista de todos os lulistas
Brasil 17.06.15 06:33
A PF abriu inquérito contra o petista Cândido Vaccarezza, informa o Estadão.
O líder de Lula na Câmara de Deputados foi acusado por Paulo Roberto Costa de ter recebido propina de 400 mil reais do lobista Jorge Luz.
O Antagonista já mostrou estas imagens de Cândido Vaccarezza e Jorge Luz negociando no centro do Rio de Janeiro, mas elas merecem ser mostradas de novo:

O pasto da Odebrecht
Brasil 18.08.17 07:26
O juiz Sergio Moro mandou prender Cândido Vaccarezza.
Ele é conhecido na Lava Jato.
Além dos casos da UTC e de Jorge Luz, que já citamos, ele aparece nas mensagens de Marcelo Odebrecht.
O ABATE DO BOVINO RELIGIOSO
Brasil 18.08.17 07:12
Leia a nota completa da PF sobre a operação Abate, que mandou Cândido Vaccarezza para o matadouro:
PF deflagra duas fases decorrentes das Operação Lava Jato – Fase 43/Operação Sem Fronteiras e Fase 44/Operação Abate
Curitiba/PR – A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate a Corrupção e o Desvio Verbas Públicas – DELECOR/SR/PF/PR, deflagra na manhã de hoje (18/08/2017) a 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato, respectivamente, Operação Sem Fronteiras e Operação Abate. 
Foram cumpridas 46 ordens judiciais distribuídas em 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e 06 mandados de prisão temporária em São Paulo/SP, Santos/SP e Rio de Janeiro/RJ.
Ambos os casos se inserem no contexto de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagens de ativos identificados em contratação de grandes empresas com a PETROBRAS.
Na chamada Operação Sem Fronteiras é investigada a relação espúria entre executivos da PETROBRAS e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento de obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira.
Na Operação Abate, a ação visa desarticular grupo criminoso que era apadrinhado por ex-deputado federal, cuja influência era utilizada para a obtenção de contratos da PETROBRAS com empresa estrangeira. Nesta relação criminosa, recursos foram direcionados para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar. 
Informações detalhadas das investigações que fundamentaram as ações policiais nesta data serão apresentadas em entrevista coletiva às 10h no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR.
Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR. 
OPERAÇÃO ABATE
SÃO PAULO/SP:
01 mandado de prisão temporária
03 mandados de condução coercitiva
06 mandados de busca e apreensão
SANTOS/SP:
02 mandados de condução coercitiva
02 mandados de busca e apreensão
RIO DE JANEIRO/RJ:
03 mandados de prisão temporária
05 mandados de condução coercitiva
14 mandados de busca e apreensão
OPERAÇÃO SEM FRONTEIRAS
RIO DE JANEIRO/RJ:
02 mandados de prisão temporária
01 mandado de condução coercitiva
17 mandados de busca e apreensão
O bovino religioso no curral
Brasil 18.08.17 06:54
A Lava Jato, em 2015, apreendeu uma mensagem da UTC sobre o "bovino religioso".
O Antagonista desvendou o codinome: Cândido Vaccarezza.
É um orgulho para este site poder ajudar os investigadores da PF e do MPF a desbaratar a ORCRIM.
O TSE tem dono
Brasil 18.08.17 06:22
Gilmar Mendes, presidente do TSE, deu o voto decisivo para destruir as provas da Odebrecht e salvar Michel Temer e Dilma Rousseff.
De lá para cá, seu poder só aumentou.
A Folha de S. Paulo mostrou que os três candidatos a uma vaga de ministro substituto do TSE são professores do IDP, do qual Gilmar Mendes é sócio.
São eles: Carlos Bastide Horbach, Marilda de Paula Silveira e Fábio Lima Quintas





REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA

-Ridículo Silêncio-
Há muitas espécies de provação para a dignidade pessoal e numerosos gêneros de defesa.
Há feridas que atingem a honorabilidade de família, golpes que vibram sobre a realização individual, calúnias que envolvem o nome, acusações gratuitas, comentários desairosos à reputação, análises mentirosas de situações respeitáveis e escândalos do ridículo.
Na maioria das experiências dessa natureza, o ruído é justo e a retificação adequada.
Nas contrariedades familiares, é fácil estabelecer programas novos e corrigir normas de conduta. Na perseguição ao trabalho honroso, basta recorrer aos frutos substanciosos e ricos da obra realizada. Na calúnia, socorre-se o homem reto do esclarecimento natural.
Na acusações gratuitas, a verdade simples responde pelos acusados aos perseguidores cruéis. Nos falatórios da rua, a realidade modifica a opinião popular. No jogo das aparências, com que se procura envenenar as situações dignas, não é difícil demonstrar a nobreza dos fatos, focalizando outros prismas.
Para isso, há um exército de servidores da justiça do mundo que, com rapidez ou lentidão, atende a reclamações e mobiliza providências compatíveis com os acontecimentos mais estranhos. Mas, autoridade alguma da Terra garante facilidades à defesa contra os escândalos do ridículo.
Para suportar, dignamente, esse gênero de provação somente Jesus oferece o padrão necessário. A reação não serve, o protesto complica, transforma-se a reclamação em escândalo novo, converte-se o rumor em incêndio de consequências imprevisíveis.
A criatura bem intencionada, sob a perseguição do ridículo, não tem outro recurso senão recordar o Cristo, incompreendido pelas autoridades de Seu tempo, ironizado pelos ignorantes e injuriados pela multidão, compreendendo que todo homem responderá pelos seus atos a Deus, no tribunal do foro íntimo, e que a mais alta defesa contra o sarcasmo do mundo é o silêncio da perfeita confiança no Divino Poder.

Mensagem de autoria de Emmanuel, extraída do livro <Coletânea do Além>, obra ditada por Espíritos Diversos, por intermédio do médium Francisco Cândido Xavier.
Da página http://www.oconsolador.com.br, publicada em 05-6-2011.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

SEGUNDA EDIÇÃO DE 17-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO BLOG DO NOBLAT
STF está pronto para acabar com prisão em segunda instância
Quinta-feira, 17/08/2017 - 06h00
Por Ricardo Noblat
Durou pouco a garantia dada na última segunda-feira pela ministra Cármen Lúcia ao juiz Sérgio Moro de que o Supremo Tribunal Federal (STF) não recuará da decisão tomada no ano passado a favor da prisão em segunda instância.
“Não há nada pautado sobre isso. Não há nada cogitado”, disse Cármen a Moro ao encontrá-lo durante um evento em São Paulo. Pautado ainda não está, mas estará em breve. Cogitado, de há muito que está, e Cármen sabe disso.
O ministro Marco Aurélio Mello anunciou, ontem à tarde, que pretende levar para o plenário do STF a análise do mérito de duas ações que tratam da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
O Partido Ecológico Nacional (PEN) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são autores das ações que pedem a concessão de medida cautelar para suspender a execução antecipada da pena após decisão em segunda instância.
Em outubro último, por 6 a 5, o STF analisou as duas ações, e manteve a possibilidade de execução de penas – como a prisão – após a condenação pela Justiça de segundo grau. Quer dizer: antes do esgotamento de todos os recursos.
Na ocasião, Marco Aurélio, relator das duas ações, destacou que o tribunal estava decidindo sobre a medida cautelar, e não sobre o mérito delas. Ele votou contra a prisão depois de condenação em segundo instância.
Da mesma forma votaram os ministros Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. O ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da prisão imediata, admite agora que votará contra, invertendo o resultado de 6 x 5.
“Nós admitimos que se permitiria a prisão a partir da decisão de segundo grau. Mas não dissemos que ela fosse obrigatória”, argumenta Gilmar. Ele acha que a prisão só deve ocorrer depois do exame de cada caso pelo Superior Tribunal de Justiça.
No julgamento de outubro ainda era vivo o ministro Teori Zavaschi, então relator da Lava Jato no STF. Ele votou a favor da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Assim como o ministro Edison Fachin, que o substituiu como relator da Lava Jato.
O voto que poderá decidir a parada será o de Alexandre de Moraes, que não era ministro em outubro. Era ministro da Justiça do governo Temer. O eventual recuo do STF representará mais um golpe na Lava Jato, como receia Moro.

NO CEARÁ NEWS 7
MP de Sobral escutará vereadores, secretário e coordenador da Guarda
Ministério Público quer saber sobre denúncias de uso da coisa pública para benefício próprio dos vereadores Carlos do Calisto (PDT) e Cumpady Bony (PR); do secretário de Segurança, Erlânio Matoso; e do coordenador da Guarda Municipal, Paulo Adriano
Quinta-feira, 17/08/2017 às 8:46
O Ministério Público de Sobral vai escutar, nesta sexta-feira (18), os vereadores Carlos do Calisto (PDT) e Cumpady Bony (PR); o secretário de Segurança, Erlânio Matoso; e o coordenador da Guarda Municipal, Paulo Adriano. A intenção é investigar denúncias de uso da coisa pública para benefício próprio.
Contra Carlos do Calisto, pesa uma suposta concessão ilegal de matadouro-frigorífico por parte da Prefeitura. Com relação a Cumpady Bony, o problema é o uso indevido do carro da Câmara Municipal.
O secretário de Segurança, Erlânio Matoso, e o coordenador da Guarda Municipal, Paulo Adriano, serão ouvidos sobre as escalas de guardas municipais na segurança particular do ex-governador Cid Gomes na Meruoca. Além de deslocar o efetivo para outro município, a Prefeitura ainda era a responsável pelo pagamento do serviço, com o aval do prefeito Ivo Gomes.
A sexta-feira será de muito trabalho para o Ministério Público de Sobral.

Temer desiste de substituir diretor de Controle e Risco do BNB para agradar Eunício
O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), queria trocar o diretor de Controle e Risco, Nicola Miccione, apadrinhado pelo presidente do Senado, por Delano Macedo Vasconcelos, apoiado pelo deputado Raimundo Gomes (PSDB-CE)
Quinta-feira, 17/08/2017 às 10:11
O Governo Federal tem cerca de 60 cargos para serem redistribuídos aos integrantes da base, mas quer avaliar caso a caso para não perder votos importantes na tramitação da reforma da Previdência. Por esta regra, Michel Temer avisou ao ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, que não haverá mudanças nos cargos do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), no Banco do Nordeste.
O ministro tucano queria trocar o diretor de Controle e Risco, Nicola Miccione, apadrinhado por Eunício, por Delano Macedo Vasconcelos, apoiado pelo deputado Raimundo Gomes (PSDB-CE), que se ausentou do plenário na votação da denúncia contra Temer, ajudando o governo e contrariando a orientação do presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati (CE).
Para tornar mais fácil a substituição, os interessados alegaram que Nicola era indicado pelo deputado Vitor Valim (PMDB-CE), que votou contra Temer na sessão de 2 de agosto. Os peemedebistas esclareceram que ele já perdera o carimbo da indicação de Valim após votar contra a reforma trabalhista.
A matéria é do Correio Braziliense

NO O ANTAGONISTA
O desemprego é maior do que pensamos
Economia Quinta-feira, 17.08.17 10:42
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada há pouco pelo IBGE mostra que, no trimestre encerrado em junho, havia no Brasil 26,3 milhões de pessoas desempregadas, sem emprego mas também sem procurá-lo ou subocupadas (por poucas horas trabalhadas).
Primeiro pague o carnê, depois Lula
Brasil 17.08.17 10:38
O G1 informa que o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26º Vara Cível de São Paulo, determinou que a socialite Roberta Luchsinger pague o que deve a uma loja de decoração -- 62 mil reais -- antes de pensar em doar dinheiro a alguém.
A herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suiss prometeu presentear Lula com o equivalente a 500 mil reais depois que o petista foi condenado no caso do triplex e teve seus bens bloqueados por Sérgio Moro.
Passagens superfaturadas
Brasil 17.08.17 10:35
A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã, uma operação contra fraudes no agenciamento de passagens aéreas para órgãos públicos federais.
Somente em bilhetes emitidos para o Instituto Federal de Mato Grosso, a PF encontrou um superfaturamento de 8 milhões de reais.
Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
As gavetas de Maia
Brasil 17.08.17 10:32
Como anunciado, a OAB entrou com mandado de segurança no STF para que Rodrigo Maia desengavete os pedidos de impeachment de Michel Temer.
O PT e Lindbergh não querem abrir a caixa-preta do BNDES
Brasil 17.08.17 10:22
Eunício Oliveira garantiu que vai pautar hoje o requerimento de urgência para discutir e votar o projeto do senador Lasier Martins que acaba com o sigilo dos empréstimos do BNDES.
O PT não quer que a caixa-preta do banco seja aberta. Lindbergh defende que é "ilegal" quebrar sigilo em casos de informações estratégicas e comerciais.
Nem Lula, nem Cunha na cadeia
Brasil 17.08.17 09:52
Lula e Eduardo Cunha vão escapar da cadeia.
É o que dizem os procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima e Diogo Castor de Mattos, em texto publicado em O Globo.
Eles tratam da manobra de Gilmar Mendes e Dias Toffoli para impedir a prisão dos condenados em segundo grau.
Leia um trecho:
"O que houve para que Gilmar e Toffoli mudassem suas posições? Cremos que nunca saberemos com certeza, mas é lamentável que os julgamentos de decisões importantes do STF sejam tomados pelo casuísmo, sendo modificados conforme o momento político.
Uma coisa, contudo, é certa. Se houver mesmo a mudança de entendimento do STF, nenhum réu condenado na Lava-Jato, seja Lula, seja Cunha, seja lá quem for, mesmo confirmada a sentença de Sérgio Moro pelo TRF4 de Porto Alegre, cumprirá pena. A impunidade vai prevalecer"
É fundamental banir Lula da vida pública
Brasil 17.08.17 08:22
O Brasil pegou no sono.
E vai roncar até 2019.
O fundamental, agora, é banir Lula da vida pública.
E impedir que Michel Temer enterre de uma vez por todas a Lava Jato.
Só assim vamos sair desse pesadelo.

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 17-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
QUINTA-FEIRA, 17 DE AGOSTO DE 2017
Obrigado a parcelar salários do servidor talvez já a partir de setembro, o governo do Distrito Federal elabora um arrojado pacote de medidas de corte de gastos que só em salários representam R$1,7 bilhão por mês. O “Pacote Salvação”, como foi batizado internamente, a ser lançado até o fim de agosto, extinguirá cargos, órgãos, gratificações e medidas que oneram os cofres públicos, e promoverá privatizações.
A única empresa controlada pelo governo do DF que não será passível de privatização é o BRB, o Banco de Brasília.
Um PDV (Plano de Demissão Voluntária) só não vai sair no DF por falta de dinheiro. A menos que o governo federal pague as indenizações.
Além de “gratificações mandrake” que oneram a folha em mais de 30%, o DF ainda sustenta regalias já extintas em boa parte dos Estados.
O governo do DF é dono de um shopping, de imóveis “funcionais” e até inúmeros lotes residenciais em áreas nobres, como o Lago Sul.
O plano de trabalho da CPI do BNDES prevê “análise minuciosa” de vantagens para a Justiça das informações obtidas em depoimentos de beneficiários de acordos de delação premiada, como Joesley JBS e cia. O plano é assinado pelos senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente, e Roberto Rocha (PSB-MA), relator da CPI. Alguns acordos não protegeram o interesse público, suspeitam os senadores.
A CPI do BNDES cita o caso da J&F/JBS como um dos exemplos de acordos “exageradamente benéficos” aos criminosos.
O documento da CPI lembra que acordos sequer resultaram em prisão, e acordos “exageradamente benéficos” para os bandidos.
O plano da CPI do BNDES prevê trabalhos até o fim de setembro, quando serão ouvidos depoimentos de testemunhas e investigados.
Para o senador Randolfe Rodrigues, a CPI do BNDES deve investigar empréstimos “a partir de 1997”. O objetivo é proteger os governos do PT e alcançar os anos FHC. Já analisar delações sobre o banco...
Especialista em contas públicas, Raul Veloso ficou espantado ao ouvir o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) afirmar que inflação menor “causará perda de arrecadação”. Para ele, “isso é maluquice”.
Ganha cada vez mais adeptos o projeto da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) que regulamenta o artigo da Constituição que prevê avaliação regular de servidores e a demissão dos incompetentes.
Tramita na Câmara projeto que pretende punir com prisão, sem direito a fiança, quem cria “páginas ofensivas e difamatórias” contra políticos na internet. A autora é Soraya Santos (PMDB-RJ), ligada a Eduardo Cunha. Ela e o líder certamente se acham reservas morais da Nação.
Jornalões, especialmente de São Paulo, souberam ontem o que os leitores desta coluna já sabem há dias: há suspeita de sabotagem na queda do avião do ex-senador boliviano Roger Molina, que morreu.
Na lista das empresas que mais lucraram em 2017, cujas ações são negociadas na Bovespa, chama atenção a Eletrobras: no 2º semestre de 2016 lucrou R$12,7 bilhões. Este ano, apenas R$305 milhões.
O Conselho Nacional de Justiça promete agir, recebendo denúncia contra a juíza do Trabalho, Elisângela Smolareck, de Brasília. Ela exigiu do Banco do Brasil, em uma ação, reduzir sua defesa de 113 para 30 páginas, e ainda ameaçou com multa de R$30 mil. O advogado tem o direito de escrever o que e quanto considerar necessário.
Circula nas redes sociais e Whatsapp um aviso aos alagoanos sobre o próximo dia 20: “Feche a porta, tranque o portão, solte os cachorros, ligue a cerca elétrica e alarme, guarde economias e cartões de crédito, feche seu comércio: Lula estará em Penedo, Arapiraca e Maceió”.
...Dilma trataria diferente a meta fiscal: “Vamos deixar a meta aberta. Quando nós atingirmos a meta, dobramos a meta”.

NO DIÁRIO DO PODER
LAVA JATO
EX-MINISTRO PETISTA, PALOCCI TEM OUTRO PEDIDO DE LIBERDADE NEGADO
É O SEGUNDO PEDIDO DE LIBERDADE DE PALOCCI NEGADO PELO TRF-4
Publicado: quarta-feira, 16 de agosto de 2017 às 17:31 - Atualizado às 17:50
Redação
Nesta quarta-feira (16) o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, negou mais um pedido de liberdade para o ex-ministro Antonio Palocci.
Esse é o segundo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro petista e negado pelo TRF4. Além do tribunal, o STF e o STJ também negaram a liberdade ao ex-ministro.
Palocci foi preso em setembro de 2016, durante a deflagração da 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Omertá.
O juiz federal Sérgio Moro condenou Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

GEDDEL VIEIRA LIMA
EX-MINISTRO DE TEMER É DENUNCIADO POR OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA
GEDDEL VIEIRA LIMA TERIA PRESSIONADO LOBISTA PARA NÃO FAZER DELAÇÃO
Publicado: quarta-feira, 16 de agosto de 2017 às 15:47
Redação
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo do presidente Michel Temer), foi denunciado pelo Ministério Público Federal nesta quarta-feira, 16, pelo crime de obstrução de Justiça no âmbito das operações Sépsis e Cui Bono?. A acusação tem como base a suposta pressão exercida pelo peemedebista para que o corretor Lúcio Bolonha Funaro permanecesse em silêncio e não partisse para um acordo de colaboração premiada.
Na denúncia, os procuradores Anselmo Lopes Cordeiro e Sara Moreira citam as ligações de Geddel para a esposa de Funaro, Raquel Pitta. Para os investigadores, as ligações “declaradamente amigáveis” intimidavam indiretamente o corretor apontado como operador financeiro do grupo político do qual Geddel faz parte, o PMDB da Câmara.
Segundo o MPF, ao realizar essas ligações, Geddel tentou embaraçar as investigações contra a organização criminosa alvo da Sépsis e Cui Bono? – a primeira apura corrupção na liberação de valores do Fi-FGTS e a segunda mira irregularidades na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.
Em depoimento à PF, a mulher de Funaro disse que Geddel passou a fazer ligações ‘insistentemente’ após a prisão do marido, querendo saber do ‘estado de ânimo’ dele, e que esses contatos feitos em horários noturnos “passaram a incomodar”.
Raquel Pitta disse ter ouvido do marido que “ele [Geddel] está sendo homem e cumprindo o combinado”. Mas ela não explicou que combinado era esse, apenas imaginava que seria alguma “assistência à família”.

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES 
O Exterminador sem Futuro
Por Eliziário Goulart Rocha
Lula, em seus delírios de imperador do pântano, coloca entre suas prioridades na sonhada volta ao poder justamente o fim da liberdade de expressão
Quarta-feira, 16 ago 2017, 19h07
Riscos de linchamento moral nas redes sociais à parte, todos os brasileiros são livres para expressar sua opinião. Em uma democracia, pensamentos divergentes não são apenas permitidos, mas altamente desejáveis. Redes sociais abrigam pessoas de diferentes classes econômicas, níveis culturais, regiões, credos, etnias e estilos de vida. É natural, portanto, que as opiniões colidam e nem sempre se pautem pela lógica, pelo bom senso e pela compostura.
Mas, quando se trata de gente muito bem informada – sobretudo jornalistas –, espera-se um discernimento acima da média. Pessoas assim não podem alegar falta de informação para embarcar em papo furado de empresários malandros e políticos enrolões. Cair na conversa mole da viva alma muito viva é como acreditar no patriotismo de wesleys safadões. Neste caso, quem sobe voluntariamente a bordo de uma canoa afundada por excesso de safadeza está consciente do que faz.
Jornalista defendendo com fervor um homem com vários processos por corrupção nas costas já soa bastante estranho. Mas o que torna tal atitude um ato da mais absoluta sandice é o fato de que o personagem em questão, ainda em seus delírios de imperador do pântano, coloca entre suas prioridades na sonhada volta ao poder justamente o extermínio da liberdade de expressão.
Em discurso na Faculdade de Direito da UFRJ no último fim de semana, Lula retomou um de seus temas prediletos: calar a imprensa. “Eu errei quando não fizemos a regulação da mídia. Eles têm que saber que têm que trabalhar muito para não deixar eu voltar a ser candidato. Se eu for candidato, eu vou ganhar e vou fazer a regulação da mídia”, ameaçou o exterminador sem futuro. “Não vou morrer até voltar a governar com vocês este País”, exaltou-se o homem sempre embriagado de poder.
“Eles”, no caso, são todos os jornalistas que não se curvaram à seita, nem estão a soldo de projetos pessoais de poder. Para estes, censura e perseguição. Para a mídia amestrada, verbas e cargos. Talvez alguns sejam apenas ingênuos, mas ingenuidade está longe de ser virtude neste ofício.

NO BLOG DO JOSIAS
Câmara troca superfundo por cheque em branco
Por Josias de Souza
Quinta-feira, 17/08/2017 04:44
Sempre prontos a sofrer na própria pele insuportáveis vantagens, os parlamentares encontraram uma saída honrosa para a desonra que se abateria sobre eles caso insistissem na ideia de borrifar R$ 3,6 bilhões do contribuinte no financiamento das eleições de 2018. Discute daqui, negocia dali, entraram no lugar do superfundo eleitoral as palavras mais belas da Língua Portuguesa: “Cheque em branco”.
Ficou acertado que o relator Vicente Cândido (PT-SP) passará a borracha no trecho da proposta que destina 0,5% das receitas líquidas da União para a caixa registradora das campanhas. Assim, o superfundo será criado, mas permanecerá vazio até que a Comissão de Orçamento do Congresso defina a cifra que irá recheá-lo. Amanhã, quando a opinião pública não estiver olhando, nada impede que a esperteza se junte ao cinismo para elevar ainda mais o valor do Bolsa Eleição.
Finalmente, uma boa notícia: não houve nas últimas horas nenhum aumento na taxa de desfaçatez dos congressistas que negociam a suposta reforma política. Continua nos mesmos 100%. A votação foi adiada para a semana que vem. Falta chegar a um acordo quanto a outros pontos da proposta.

Em vez de trocar nome, PMDB deveria considerar hipótese da autodissolução
Por Josias de Souza
Quinta-feira, 17/08/2017 03:17
O PMDB decidiu que vai voltar a se chamar MDB. O truque é antigo. Foi ensinado pelos portugueses. Chama-se o Cabo das Tormentas de Cabo da Boa Esperança e imagina-se que tudo está resolvido.
“Queremos ganhar as ruas”, disse Romero Jucá, presidente da sigla. Se o objetivo é esse, há uma fórmula infalível: o partido de Michel Temer poderia aprovar em convenção nacional um requerimento de autodissolução, a bem da moralidade pública. As ruas bateriam palmas.
Em 1966, um paradoxo deu à luz o MDB: após extinguir todos os partidos, a ditadura militar autorizou o funcionamento de apenas dois — um contra o regime, outro a favor.
Enrolados na bandeira do combate à tirania representada pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), ficou fácil para os fundadores do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) transformar sua logomarca num ativo politicamente atraente.
Na transição para a democracia, com o ‘P’ já incorporado ao nome, o PMDB recepcionou em seus quadros José Sarney, apoiador e grande amigo da ditadura até seis meses antes. Desde então, uma maldição persegue a legenda. Sarney viraria presidente da República graças a uma cilada das bactérias que invadiram o organismo de Tancredo Neves, para impedir que assumisse o trono obtido em eleição indireta.
Em meio século de existência, o PMDB foi à sorte das urnas em eleições para a Presidência da República apenas duas vezes. Numa, em 1989, Ulysses Guimarães amealhou irrisórios 4,7% dos votos válidos. Noutra, em 1994, Orestes Quércia arrebanhou ínfimos 4,4%. O partido tornou-se prisioneiro de uma contradição: gigante no Legislativo, optou por ser subalterno no Executivo. Virou sócio minoritário dos governos do PSDB e do PT. Manteve com ambos um matrimônio político lastreado pelo patrimônio público.
O PMDB percebeu que, no Brasil, o dinheiro do Orçamento sai pelo ladrão porque os ladrões entram no Orçamento. A legenda fez dos cofres públicos seu habitat natural. De repente, decorridos 31 anos da vitória de Tancredo no Colégio Eleitoral, um raio caiu no mesmo lugar pela segunda vez. Com Temer, outro vice com destino de versa, o PMDB chegou ao Planalto novamente sem passar pela pia batismal das urnas. Achou que podia plantar bananeira no Tesouro Nacional.
O MDB representava os ideais da Humanidade. O PMDB pode ser a favor de tudo ou absolutamente contra qualquer outra coisa. Basta que paguem o seu preço. A troca de nomes não fará do Cabo das Tormentas um Cabo da Boa Esperança. Seja qual for a sigla, todos sabem que dessa moita não sai mais coelho. Sai víbora, Sarney, jacaré, Temer, abutre, Renan, morcego, Jader, escorpião, Jucá, hiena, Cunha…
Em situações assim, tão desesperados, só a autodissolução pode promover um reencontro com o meio-fio. A morte costuma atenuar os julgamentos negativos. No caso do PMDB, o único inconveniente é que o partido talvez tenha que morrer uma dúzia de vezes.

NO O ANTAGONISTA
A delação adiada
Brasil Quinta-feira, 17.08.17 07:06
A delação de Antonio Palocci só deve ser negociada por Raquel Dodge, diz Matheus Leitão.
“A avaliação de hoje na Lava Jato é que, provavelmente, não dará tempo de o Ministério Público Federal examinar se aceita ou não a proposta antes do fim do mandato de Rodrigo Janot”.
Isso é bom para Michel Temer.
Lula, o principal alvo de Antonio Palocci, vai ficar na mão de sua PGR.
Raquel Dodge não quer auxílio-moradia
Brasil 16.08.17 20:37
A futura PGR, Raquel Dodge, enviou ofício ao atual, Rodrigo Janot, pedindo a suspensão imediata de seu auxílio-moradia, informa Lauro Jardim.
A ideia era suspendê-lo até que fosse analisada a LDO de 2017, mas a possibilidade de a futura procuradora-geral abrir mão do benefício alvoroçou outros procuradores.
A consultoria jurídica da PGR, a quem Janot encaminhou o caso, disse não ver razão para sustar o pagamento.
Dodge toma posse na PGR no dia 18 de setembro.
COMO LULA DERRUBOU AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS E GEROU EMPREGO NOS EUA
Brasil Quarta-feira, 16.08.17 18:00
Não bastassem todas as ilegalidades envolvendo o financiamento do BNDES à JBS, a auditoria do TCU descobriu algo ainda mais grave: nosso dinheiro financiou a recuperação do setor de carnes nos EUA, derrubando as exportações brasileiras para o mercado americano.
No relatório de auditoria, sintetizado no voto do ministro Augusto Sherman, os técnicos ressaltam que as operações que favoreceram a JBS tinham por objetivo oficial "o aumento da participação do Brasil nas exportações mundiais", para consolidar o País como "maior exportador mundial de proteína animal".
Mas a análise dos números mostra, justamente, "uma evolução em sentido contrário".
Dizem os auditores:
"De 2007 a 2011, o volume de exportações de carne caiu 80,4% e, mesmo tendo havido recuperação nos últimos anos, os volumes exportados em 2014 ainda se encontravam aproximadamente 66% abaixo dos níveis de 2007."
Ou seja, o Brasil vivenciou a partir daquele ano "uma redução da participação no mercado mundial, com crescimento de seus principais competidores, EUA, Austrália e Índia, culminando em 2014 com a perda a posição de maior exportador mundial de carne para essa última".
A conclusão é espantosa:
"As aquisições pela JBS com apoio do BNDESPar, da terceira e da quinta maiores empresas de carne bovina nos Estados Unidos, em 2007 e 2008, não evitaram a queda no volume de exportações de carne bovina brasileira nos anos seguintes, mas foram importantes para consolidar a recuperação dos Estados Unidos no aludido mercado de exportação."
Na prática, a política de Lula tirou emprego de brasileiros para dar a americanos. Dá para entender por que Obama adorava "o cara".