DICIONÁRIO AULETE

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segunda-feira, 27 de março de 2017

TERCEIRA EDIÇÃO DE 27-3-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Eliane Cantanhêde: Gilmar, o Quixote
Em sua cruzada, o ministro enfrenta o senso comum nos vazamentos e no caixa 2
Por Augusto Nunes
Segunda-feira, 27 mar 2017, 07h16
Publicado no Estadão
Os políticos estão no olho do furacão, mas o caso do ministro Gilmar Mendes é particularíssimo, neste momento que ele mesmo chama de “tempestade perfeita” e de “crise sem precedentes”: ninguém jogou Gilmar no olho do furacão, ele mesmo é que se jogou de corpo, alma, mente, com um espantoso desdém às críticas e alertas.
Ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar resolveu agir tal qual um Quixote, de armadura e lança em punho, lutando contra o senso comum e todos os moinhos de vento e de notícias. Se sopram para um lado, ele sopra para o outro, abrindo flancos na opinião pública, na Justiça, na PGR, na PF, na Receita e, agora, na sua própria casa, o Supremo. No cafezinho que antecedeu a posse do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar circulava mais à vontade entre os políticos do que entre seus pares de toga.
O problema não são as ideias, porque muitos defendem o mesmo que Gilmar: é preciso depurar as práticas políticas, combater a corrupção e preparar o País para novos tempos, mas sem explodir os três Poderes. O problema é a forma. Antigamente, “juízes não falavam fora dos autos”. Atualmente, falam sobre tudo, o tempo todo, mas não devem tomar partido tão apaixonadamente.
Gilmar Mendes não precisava ir dormir com o ataque do procurador-geral Rodrigo Janot, condenando a “disenteria verbal”, a “decrepitude moral” e o “cortejar desavergonhadamente o poder” (referência às frequentes visitas de Gilmar a Temer). Com sua coragem pessoal e autoridade jurídica, o ministro não deveria gastar sua energia no treino, correndo o risco de entrar em campo capenga, ou estropiado, para os julgamentos da Lava Jato. Precisa se preservar.
Em sua cruzada, Gilmar defende que o foro privilegiado não é sinônimo de impunidade e autoridades não podem nem devem ser jogadas para instâncias inferiores suscetíveis a paixões eleitorais e interesses locais. Faz sentido, é uma contribuição a um debate crescente, que pode chegar a um meio-termo: manter o foro, mas criando instâncias específicas para aliviar o atual peso no Supremo.
Ele também se irrita com os vazamentos. Já ameaçou “descartar” as delações da Lava Jato que foram divulgadas e mandou abrir sindicância sobre o vazamento dos depoimentos da Odebrecht ao TSE. Diz que quebra de sigilo é crime e não admite, sobretudo, a exposição de nomes sem que nem eles nem a sociedade saibam exatamente como, onde e por que entram na história. O ministro, porém, sabe que vazamentos sempre ocorreram e sempre ocorrerão. E, como diz o juiz Sérgio Moro, a imprensa está no seu papel de divulgar.
A polêmica mais complexa em que Gilmar Mendes se meteu, porém, é a do caixa 2. Ele não apenas defende uma anistia “no momento oportuno” como a compara à repatriação de valores enviados ao exterior e não declarados oficialmente. Na anistia ao caixa 2 de campanha, como na repatriação, seriam excluídos os recursos ilícitos na origem, obtidos por corrupção, por exemplo, e sujeitos a punição penal.
É exatamente isso o que a esquerda, o centro e a direita discutem freneticamente no Congresso, para separar o “joio” (os corruptos, os que desviaram dinheiro público) e o “trigo” (os que “só” receberam dinheiro de caixa 2, inclusive porque o doador não aceitava ser publicamente identificado).
Mas é preciso combinar com “os russos”: a opinião pública, que nem sempre leu, nem sempre viu, nem sempre ouviu, mas já tirou suas conclusões e quer sangue, torcendo o nariz para qualquer negociação. Se ainda não está, logo essa mesma opinião pública ficará ressabiada com a valentia de um ministro tão particular do STF e do TSE, que pode até ter razão no conteúdo, mas é um contumaz descuidado com a forma.

NA BLOG DA DORA KRAMER
O Porta Voz
Gilmar Mendes age como porta-voz dos investigados
Por Dora Kramer
Domingo, 26 mar 2017, 06h46 - Atualizado em 27 mar 2017, 10h40
As teses defendidas ultimamente pelo ministro Gilmar Mendes resultam das diversas reuniões que ele tem mantido com representantes dos Poderes Executivo e Legislativo. Gilmar quer descartar depoimentos “vazados”, defende apuração rigorosa e punição dos responsáveis (posição que não assumiu quando a prática atingia exclusivamente o PT) e suaviza a tentativa de o Congresso aprovar anistia ao uso do caixa 2 fazendo uma comparação com a lei de repatriação de recursos depositados em contas no exterior.
O ministro do Supremo Tribunal Federal faz, assim, o papel de porta-voz dos investigados. Nenhum deles põe assinatura nesses tipos de proposta. Receio da volta do cipó de aroeira em 2018. Já Gilmar Mendes não depende de votos. Sua voz não decide, mas influencia pensamentos e robustece discursos. Ele vocaliza em público exatamente o que as excelências falam nos bastidores.

NO BLOG RADAR ON-LINE
Eunício vem anunciando o plano de vender suas empresas
Agora?
Por Gabriel Mascarenhas
Segunda-feira, 27 mar 2017, 11h21 - Atualizado em 27 mar 2017, 11h
Eunício Oliveira vinha espalhando por aí que estava louco para vender as duas empresas em que ainda figura como sócio. Se a ideia é evitar problemas, a tomar pela disposição da Polícia Federal na semana passada, o presidente do Senado talvez tenha tomado a decisão tarde demais.

NO O ANTAGONISTA
Janot terá de explicar delação de Emílio
Brasil Segunda-feira, 27.03.17 15:30
O Antagonista confirmou que a delação de Emílio Odebrecht é absolutamente frustrante, como foi seu depoimento ao juiz Sérgio Moro. Rodrigo Janot terá de explicar por que concedeu o benefício, se o empresário nada entregou de relevante.
Panelaço contra Adriana Ancelmo
Brasil 27.03.17 15:18
Nesta madrugada, fizeram um panelaço em frente ao prédio onde Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, cumprirá prisão domiciliar, após uma liminar do STJ nesse sentido - a ex-primeira-dama ainda não deixou Bangu 8.
Os vizinhos de Adriana terão noites difíceis.
Lula não é para todos
Brasil 27.03.17 15:18
Sérgio Moro deu um prazo de cinco dias para a PF se manifestar sobre um vídeo que teria sido feito da condução coercitiva de Lula.
Os advogados de Lula querem que o tal vídeo não conste do filme “Polícia Federal – A lei é para todos”.
Lula não é para todos.
Não vale sem Red Bar
Brasil 27.03.17 15:09
Lauro Jardim afirma que o recall das delações da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa não será bombástico.
"Quem acompanha de perto as negociações percebe que ambas ainda revelaram muito menos do que sabem."
Se a Andrade Gutierrez não falar tudo sobre o Red Bar, no Beira-Rio, a sua delação deveria ser cancelada.
Vida pós-lista do Janot
Brasil 27.03.17 15:05
Os citados na lista do Janot estão esperando a quebra do sigilo das delações para decidirem o que fazer da vida.
Há quem aposte na vitimização para continuar na política.
Lula fez escola. Não apenas no PT.
Mas só três tinham planilha especial de propina
Brasil 27.03.17 14:46
Os jornais estão fazendo um escarcéu com a frase de Marcelo Odebrecht sobre caixa 2.
“Duvido que tenha um político no Brasil que tenha se eleito sem caixa 2. E, se ele diz que se elegeu sem, é mentira, porque recebeu do partido. Então, impossível”, afirmou.
Mas só três tinham planilha especial de propina.
A CNBB e o foro privilegiado
Brasil 27.03.17 14:22
A CNBB divulgou uma nota contra o foro privilegiado, mas que, no fim, pontua ser "razoável, no entanto, que haja o foro privilegiado para um número restrito de autoridades como forma de proteção às suas funções e de julgamento, com a necessária isenção, de eventuais delitos por elas cometidos".
A CNBB é uma fantasia do lado vicioso do Brasil.
Foro privilegiado: o receio de Álvaro Dias
Brasil 27.03.17 14:16
Álvaro Dias, autor da PEC do fim do foro privilegiado, pede o apoio da população para que os parlamentares não façam com essa proposta o que fizeram com a das Dez Medidas:
O projeto que está em tramitação no Senado acaba com o foro para todas as autoridades.
Seis frigoríficos interditados
Brasil 27.03.17 14:08
Subiu para seis o número de frigoríficos interditados pelo Ministério da Agricultura, após a Operação Carne Fraca:
- Uma unidade da empresa Souza Ramos, em Colombo, no Paraná;
- Duas unidades da Peccin, em Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC);
- Uma unidade da BRF, em Mineiros (GO);
- Uma unidade da SSPMA, em Sapopema (PR);
- Uma unidade da Farinha de Castro, em Castro (PR).
O lado vicioso da imprensa brasileira
Brasil 27.03.17 13:44
A coluna do Estadão publicou que "Valdemar Costa Neto tem nomeado no governo Temer mais gente do que muitos congressistas. O mais recente foi na Valec. É dele a indicação de Mário Mondolfo para presidir a empresa, que cuida de construção e exploração de ferrovias. Valdemar também emplacou Maurício Quintella no comando do Ministério dos Transportes, fora outros dirigentes. Desde Lula, todos os seis ministros da pasta são do partido de Valdemar.
Em delação premiada, o ex-presidente da área de Construção da Andrade Gutierrez, Rogério Nora de Sá acusou Costa Neto de receber propina de contratos da Valec. O PR e o ex-deputado não comentam temas judicializados".
Assim como este site, a coluna do Estadão é um dos lados viciosos da imprensa brasileira.
A PF foi irresponsável?
Brasil 27.03.17 12:32
Dos 21 frigoríficos alvos da Carne Fraca, cinco já foram interditados -- e esse número pode aumentar, acredita o Ministério da Agricultura.
A PF foi mesmo irresponsável?
É só uma pergunta.




SEGUNDA EDIÇÃO DE 27-3-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"

NO DIÁRIO DO PODER
EM DEPOIMENTO
ODEBRECHT: ‘TODOS OS CANDIDATOS TIVERAM FINANCIAMENTO ILEGAL’
“CAIXA 2 ERA VISTO COMO NATURAL", DISSE O EMPRESÁRIO
Publicado: Segunda-feira, 27 de março de 2017 às 09:58 - Atualizado às 10:08
Redação
O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo que leva seu sobrenome, disse em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início de março, que o financiamento ilegal de campanhas é tão comum no País que inclui todos os candidatos eleitos. “Duvido que tenha um político no Brasil que tenha se eleito sem caixa 2. E, se ele diz que se elegeu sem, é mentira, porque recebeu do partido. Então, impossível”, afirmou.
As declarações constam do depoimento prestado na ação que apura abuso de poder político e econômico pela chapa Dilma Rousseff-Michel Temer nas eleições de 2014. Naquele ano, além da então presidente, 1.626 pessoas conseguiram votos para ocupar os cargos em disputa.
No caso da Odebrecht, o empreiteiro pontuou que, dos recursos disponíveis para campanhas, 75% eram pagos fora do sistema oficial.
“Caixa 2, para a gente, e eu acho que para todas as empresas, era visto como natural. Os valores definidos pelos candidatos eram tão aquém do que eles iam gastar que não tinha como a maior parte das doações não ser caixa 2. Era impossível”, declarou ao TSE.
O empreiteiro afirmou que, ao acertar propinas com parlamentares ou ocupantes de cargos executivos, o valor podia ser pago nas eleições tanto como doação oficial, o “caixa 1”, quanto por fora. Mas ponderou também que parte dos valores do chamado caixa 2 não foi destinada a campanhas com uma “contrapartida específica”.
Doação oficial
Marcelo Odebrecht disse que a doação oficial, como acaba por vincular a empresa ao candidato eleito, foi “criminalizada no Brasil”. E que, ao longo de “20, 30 anos”, o dinheiro não contabilizado para campanhas foi crescendo, o que ele, há quase dois anos preso pela Lava Jato, diz que “precisa mudar”. “A gente tinha medo de doar com medo da penalização que havia”, sustentou.
O empreiteiro ressaltou que os empresários têm a preocupação de não mostrar tudo o que gastam nas campanhas para evitar que alguns concorrentes, vendo eventuais disparidades nas contribuições, cobrem mais.
Arrependimento
Num dos trechos do depoimento, Odebrecht afirmou que se arrepende de ter tratado de propina no governo federal. Falando de forma geral, considerou que não só ele, mas toda a sociedade, errou ao assistir, supostamente de forma passiva, o esquema de aparelhamento político no setor público, potencial fonte de desvios e do financiamento ilegal de campanhas.
“O governo sabia, a população sabia, eu sabia que o meu empresário, para atuar na Petrobras, de alguma maneira, tinha de atender aos interesses políticos daquela diretoria. Eu fazia vista grossa, a sociedade fazia vista grossa, todo mundo fazia vista grossa”, disse. “Olhando para a frente, precisa mudar muita coisa, entendeu? Essa questão da Lava Jato foi positiva, porque acho que vai corrigir daqui para a frente.” (AE)

NO O ANTAGONISTA
O chavismo do PT
Brasil Segunda-Feira, 27.03.17 10:12
O Globo, em editorial, rejeita a tentativa de se enterrar a Lava Jato com uma reforma política:
"No momento, à medida que avançam as revelações em torno da segunda lista do procurador-geral Rodrigo Janot, maquinam-se no Congresso, onde está boa parte dos atingidos pelas delações da cúpula da Odebrecht à Lava Jato, maneiras de livrar políticos de acusações de corrupção.
Há tentativas variadas de uma imoral anistia do uso de caixa 2 — criminalizado nos Códigos Eleitoral e Penal —, e até faz-se o relançamento da reforma política, modelada sob medida para esconder dos eleitores, em 2018, parlamentares apanhados pela Lava Jato e que buscam a reeleição. É para isso que se volta à ideia inaceitável do sistema de votação em lista fechada. Por forçar o eleitor a abrir mão do direito de escolher o candidato, poder depositado nas mãos dos caciques partidários. O objetivo é encobrir acusados na Lava Jato e outros companheiros malquistos junto ao eleitorado (...).
Como já aconteceu no período de Lula na presidência, petistas defendem a ilegal proposta de uma Constituinte exclusiva, para mudar as regras eleitorais e de regulação da vida partidária.
O PT importou este modelo de Constituinte do regime bolivariano de Hugo Chávez, na Venezuela. Chávez aproveitou a primeira vitória eleitoral com grande apoio para lançar um plebiscito a fim de viabilizar uma Constituinte, e conseguiu. Assim, lançou as bases 'legais' de um regime autoritário, hoje em fase terminal.
Deve-se é manter a serenidade e, com equilíbrio, fazer poucas mudanças capazes de reoxigenar o sistema político-eleitoral: cláusula de desempenho, para acabar com a pulverização de partidos, e fim das coligações em pleitos proporcionais, para que o eleitor não tenha seu voto destinado a quem sequer conhece. Dessa forma, partidos sem votos tendem a perder importância, como deve ser na democracia".
MP quer prisão da Janete sul-coreana
Mundo 27.03.17 10:20
O Ministério Público da Coreia do Sul pediu a prisão da ex-presidente Park Geun-hye.
No início deste mês, ela teve seu impeachment confirmado por corrupção e tráfico de influências.
Adriana Ancelmo em apê do Leblon
Brasil 27.03.17 10:14
A mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, pode sair da cadeia hoje, após liminar do STJ concedida na última sexta-feira.
Antes disso, a PF fará uma vistoria no apartamento onde ela vai cumprir pena domiciliar, no Leblon. Adriana não poderá ter acesso a telefones e internet.
O maior fiasco
Brasil 27.03.17 09:44
Os lulistas festejaram o fiasco das passeatas de ontem.
O que dizer do manifesto em apoio à candidatura de Lula?
Ciro Gomes mente
Brasil 27.03.17 09:41
A Folha de S. Paulo perguntou a Ciro Gomes por que ele disse que Lula “é um merda”.
Ele respondeu:
“As pessoas editam. Falaram: ‘Você é um aliado do Lula, o Lula é um merda’. Eu disse: ‘O Lula é um merda, mas tem direito a presunção de inocência’. É totalmente o oposto do que pareceu”.
É mentira de Ciro Gomes.
A reportagem explicou:
“No vídeo, um manifestante questiona: ‘Onde é que na história está escrito que o Lula é inocente, doutor?’ Ciro: ‘Inocente nada, o Lula é um merda’".
Exclusivo: Odebrecht discute saldo de Lula
Brasil 27.03.17 08:51
Numa das mensagens que a Odebrecht entregou ao TSE, de 25 de setembro de 2013, o chefe do departamento de propinas da empreiteira, Hilberto Silva, encaminha a Marcelo Odebrecht uma planilha com a conta corrente de Lula, o “nosso amigo”.
Em 21 de outubro de 2013, Marcelo Odebrecht responde-lhe que "os 23 gastos deveriam ter sido pagos por Paulo Melo". Como se sabe, o saldo de Lula em 31 de junho de 2012 era de exatamente 23 milhões de reais.
No dia seguinte, em 22 de outubro de 2013, Hilberto Silva envia a Marcelo Odebrecht uma planilha atualizada em que a conta corrente de Lula aparece com 15 milhões de reais, depois de contabilizar os 8 milhões de reais sacados pelo Programa B, ou Branislav Kontic.
O atirador de Lula
Brasil 27.03.17 08:42
Ciro Gomes é candidato a cangaceiro de Lula.
Nesta segunda-feira, entrevistado pela Folha de S. Paulo, ele mostra que sua candidatura ao Palácio do Planalto é uma farsa.
Ele disse:
“Não tenho a menor vontade de ser candidato se o Lula for. Menos em homenagem a ele e mais porque a tendência é ele polarizar o processo. E eu ficar falando de modelo econômico... Vou ter um papel nobre, vou lá para meus 12%, 15% no mínimo, mas daí dizer para o povo que acredito que vou ser presidente... Não consigo mentir desse jeito”.
Ciro Gomes, como sempre, está trabalhando para eleger Lula. E seu papel nesta campanha é atirar em Sergio Moro.
Exclusivo: 500 mil reais por dia de Abacate, Aipo e Salsa
Brasil 27.03.17 08:24
Os documentos que a Odebrecht apresentou ao TSE mostram repasses diários para o casal Feira, durante a campanha de 2014.
De acordo com os dados do sistema Drousys, que registrava a propina paga pela empreiteira, os marqueteiros de Dilma Rousseff recebiam malas com 500 mil reais por vários dias consecutivos.
O 6 X 1 de Michel Temer
Brasil 27.03.17 08:00
Michel Temer, segundo O Globo, já ganhou no TSE.
O que está sendo definido agora é o placar.
Sem Henriques Neves, que vai deixar o tribunal em 16 de abril, o governo ganha de 5 X 2.
Sem Luciana Lóssio, que sai em 5 de maio, Michel Temer ganha de 6 X 1.
Apesar dos depoimentos da Odebrecht, que revelaram o colossal golpe eleitoral de 2014, Herman Benjamin vai acabar sozinho.
Petistas rebaixados
Brasil 27.03.17 07:48
Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Humberto Costa não podem perder o foro privilegiado.
Por isso mesmo, segundo o Estadão, eles devem desistir do Senado em 2018, optando por uma vaga na Câmara dos Deputados.
PP e PT novamente juntos
Brasil 27.03.17 07:36
O dono do PP, Ciro Nogueira, uniu-se ao PT.
Ele disse ao Estadão que fechou acordo com o governador do Piauí, o petista Wellington Dias, para disputar o Senado em sua chapa:
“Vamos separar os palanques de presidente”.
Mais ou menos da mesma maneira que ele separou em quatro parcelas os pagamentos de propina da UTC, segundo a PGR.
O Brasil responde
Brasil 27.03.17 07:12
Os protestos de 13 de dezembro de 2015 foram um fracasso.
Os petistas comemoraram muito.
Alguns meses depois, quatro milhões de pessoas foram às ruas, no maior ato da história, e Dilma Rousseff foi chutada do Palácio do Planalto.
Quando é necessário, e quando há um foco, os brasileiros vão às ruas.



PRIMEIRA EDIÇÃO DE 27-3-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
SEGUNDA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2017
Empresas banidas do mercado mundial de carnes, como consequência da Operação Carne Fraca, não vão deixar barato o prejuízo bilionário com a perda de clientes. E vai sobrar para vítimas que nada têm com isso: os contribuintes. A decisão, ainda não admitida publicamente, é exigir do governo do Brasil, na Justiça, reparação de danos que podem chegar anualmente a US$ 14 bilhões, equivalentes a R$ 40 bilhões. Só nos dez primeiros dias, o prejuízo apurado chega a quase meio bilhão de reais, segundo levantamento de entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 
O ministro Blairo Maggi (Agricultura) prevê 5 anos para que empresas brasileiras recuperem o mercado perdido. É só multiplicar por R$ 40 bi.
Antes da Operação Carne Fraca, o Brasil era o maior exportador mundial, responsável por mais de 15% de todo abastecimento mundial.
Tem havido uma fuga de importadores de carne. A China, que também havia banido o Brasil, suspendeu as restrições, assim como o Chile e o Egito.
Confirmadas as ações de indenização na Justiça, essa causa pode vir a ser maior da História movida contra o governo brasileiro.
O discurso no Congresso Nacional sobre respeito aos direitos das mulheres tem ficado apenas no gogó. Na prática, levantamento desta coluna revela que das 53 servidoras que tiraram licença maternidade no período de janeiro de 2015 a fevereiro de 2017, quase metade (25) foi punida pelos respectivos chefes deputados com exoneração ou redução salarial. Há caso de demissão no dia do retorno da licença.
Até a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher teve ex-gestantes exoneradas quando voltaram da licença.
Há situações de novas mães que recebiam R$ 18 mil antes da licença e foram rebaixadas a cargos de R$ 1,7 mil.
A maior parte das exonerações se dá nos primeiros dois meses devido a férias emendadas à licença maternidade.
Acionistas da BRF, controladora da Sadia e da Perdigão, ainda lamentarão muito a Carne Fraca. Em 2015, o lucro líquido do grupo foi de 34%, o que rendeu R$ 991 milhões de dividendos. Valor recorde.
Apesar do discurso oficial em contrário, o chanceler Aloysio Nunes tem surpreendido diplomatas, no Itamaraty, com seu evidente desinteresse pelas questões econômicas. Político experiente, prefere o lero-lero.
As cadeiras dos ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio, prestes a concluírem seus mandatos no Tribunal Superior Eleitoral, devem ser ocupadas pelos ministros substitutos Tarcísio Vieira de Carvalho Neto e Admar Gonzaga Neto, tão queridos quanto admirados no TSE.
A Polícia Federal contabiliza o cumprimento de 752 mandados de busca e apreensão na Lava Jato. Curiosamente, o Ministério Público Federal apresenta outro levantamento: 917.
A advogada-geral da União, Grace Mendonça, costura um grande acordo para as ações contra os planos econômicos Collor e Bresser. Se homologado pelo Supremo, injetará até R$ 1,5 bilhão na economia.
Estudo técnico realizado pelo Senado mostra que a aprovação da reforma da Previdência, fixando idade mínima em 65 anos, reduz gasto do governo com aposentadorias de 7% para 1,4% do PIB, em 2041.
Uma maquete com uma cidade fictícia será exposta no Congresso esta semana. Nela, expositores pretendem mostrar o que seria possível fazer e construir com o dinheiro perdido com o contrabando no Brasil.
O presidente Michel Temer recebe em audiência no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, o presidente-executivo da General Motors, Daniel Ammann. O tema da conversa não foi informado.
…bom mesmo seria terceirizar alguns políticos e sindicalistas que são contrários a Lei de Terceirização.

NO DIÁRIO DO PODER
#VEMPRARUA
PROTESTO NA AVENIDA PAULISTA POUPA TEMER E CRITICA LISTA FECHADA
LUGAR DE LULA NÃO É O PALANQUE E SIM A CADEIA, DIZ ATIVISTA
Publicado: domingo, 26 de março de 2017 às 17:38 - Atualizado às 21:19
Redação
Os grupos que lideraram as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff voltaram às ruas nesse domingo, 26, para defender a Operação Lava Jato e protestar contra a introdução da lista fechada com financiamento público eleitoral na reforma política. O público, porém, foi consideravelmente o menor de todos os atos que aconteceram na Avenida Paulista entre 2015 e 2016.
Os políticos, que no ano passado disputaram os microfones, dessa vez não apareceram. Entre os poucos que se arriscaram no ato estavam o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o deputado Major Olímpio (SD-SP). Apesar de críticas pontuais, o presidente Michel Temer (PMDB) foi poupado, enquanto o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, foi criticado.
"Gilmar Mendes é uma vergonha nacional. Não está fazendo papel de juiz, mas de político", disse no microfone o advogado Luiz Flávio Gomes, líder do grupo "Quero um Brasil ético". Os organizadores não fizeram ainda estimativas oficiais, mas parte deles fala em 10 mil pessoas. A PM não divulgou a quantidade de presentes.
Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), além do senador Aécio Neves (PSDB-MG), também foram criticados. Eles são acusados por parte dos manifestantes de tentarem promover um acordo para salvar a classe política diante das relações da Odebrecht.
O público não é maior que um dia normal de domingo, quando a Paulista fica fechada aos carros. No trecho de maior concentração, em frente ao Masp, onde está o carro do Vem Pra Rua, o público não lota nem um quarteirão.
"Deve ter umas 10 mil pessoas aqui, o que não é uma derrota. O tema agora é mais técnico", disse ao Estado Luiz Philippe Orleans de Bragança, trisneto da princesa Isabel e líder do Acorda Brasil.
No dia 13 de março do ano passado, o movimento atingiu seu ápice e reuniu 1 milhão de pessoas na Paulista, segundo os organizadores.
Líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer concorda que a pauta agora é mais complexa. "A pauta agora não é tão simples e binária como o Fora Dilma e o impeachment", afirma.
Os oito grupos que levaram carros de som para a Avenida Paulista convergiram sobre a defesa genérica da Lava Jato, o repúdio a qualquer tipo de anistia ao caixa 2, e contra a proposta de adotar lista fechada eleitoral com financiamento público. Mas existem algumas divergências. O NasRuas adotou lema "Armas pela vida" e espalhou faixas contra o estatuto do desarmamento.
Os "intervencionistas", por sua vez, defenderam a intervenção dos militares e os monarquistas pediram a volta da família real ao poder.
O MBL, como de costume, aproveitou para promover seus líderes e potenciais candidatos em 2018. Camisetas e faixas com o nome a imagem de Kim Kataguiri foram colocadas em pontos estratégicos.
Em um discurso para um público esvaziado, o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), coordenador nacional do MBL, focou críticas contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e o PT.
"O lugar de Lula não é no palanque. É na cadeia. Lula foi o chefe de quadrilha mais poderoso do país", disse. Segundo ele, Dilma não pode mais ostentar o título de mulher honrada. "Ela sabia das doações da Odebrecht".

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Deonísio da Silva (De Onde Vêm As Palavras): Ovelha negra da família e bode expiatório
De repente, um segmento da economia brasileira que mais orgulhava o Brasil no mundo deixou de ser bênção e virou maldição
Por Augusto Nunes
Domingo, 26 mar 2017, 11h23
A ovelha negra da família é irmã do bode expiatório. A cantora Rita Lee contribuiu para deixar esta ovelha ainda mais popular, ao torná-la um sucesso de nosso cancioneiro: “Levava uma vida sossegada/ Gostava de sombra e água fresca/ Foi quando meu pai me disse:/ “Filha, você é a Ovelha Negra da família/ Agora é hora de você assumir e sumir”.
Cada um de nós pode identificar a ovelha negra, seja qual for o ambiente. Ela não está apenas na família. Está na escola, na universidade, no seu local de trabalho, no trânsito, na Câmara, no Senado, no STF e, principalmente, nos noticiários.
A atual ovelha negra da família estava homiziada nos rebanhos do agronegócio e jazia bem quietinha nos frigoríficos. De repente, um segmento da economia brasileira que mais orgulhava o Brasil no mundo deixou de ser bênção e virou maldição. Bem, mas se aparência e essência fossem a mesma coisa, a ciência seria desnecessária.
Os agroboys e as agrogirls estavam tranquilos no seu agrobusiness quando outros neologismos invadiram o mundo deles e nem todos vinham do Inglês. A mídia passou a falar em herbicidas, transgênicos, agrotóxicos etc. E muitos redatores, que pouco ou nada sabiam da fome e da subnutrição dos tempos do jeca-tatu, tiveram que falar e escrever sobre estes temas, sem jamais terem sido apresentados a uma vaca, a um boi, a uma ovelha, a algumas galinhas.
E foi assim que o agronegócio pagou o pato, e a ovelha negra da família passou rapidamente a bode expiatório. Os dois, inspirados no mundo agrário e pastoril, vieram de civilizações pré-cristãs.
Na Ilíada, obra em que o poeta grego Homero narra a Guerra de Troia, ocorrida no século XIII a.C., mas trazida para a escrita por volta do século VI a.C., o rei Príamo, fazendo as vezes de sacerdote, ofereceu em sacrifício uma ovelha negra para selar o pacto guerreiro de Páris e Menelau. A expressão migrou para o mundo das metáforas e passou a designar a pessoa tida como culpada de tudo no meio em que vive, sendo oferecida em sacrifício nas falas, isto é, nas fofocas.
Já o bode expiatório é da tradição hebraica e deve ter surgido por volta do século XVI a.C. – estas datas todas são muito imprecisas – pois aparece na Bíblia, no terceiro livro do Pentateuco, o Levítico. Descreve o rito de declarar culpado pelos pecados de todos um animal inocente, levá-lo ao altar para este ato e depois conduzi-lo ao deserto. Lá, o animal é abandonado para morrer. De fome, provavelmente.
SBT, Record e RedeTV! anunciam saída da TV paga 
As emissoras não aceitam oferecer sua programação digital gratuitamente para as empresas de televisão a cabo 
Por Da Redação 
Sábado, 25 mar 2017, 17h17 - Atualizado em 25 mar 2017, 17h21 
Agora é oficial. Os canais SBT, Record e Rede TV! não estarão mais na grade de programação das televisões por assinatura NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky a partir do dia 29 de março, próxima quarta-feira. A empresa Simba Content, criada pelas emissoras para cuidar do assunto, não aceita mais oferecer o sinal de graça para a TV paga, agora que apenas o sinal digital funcionará em São Paulo. 
“Informamos que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico de televisão será desligado em São Paulo, as emissoras Record TV, RedeTV! e SBT deixarão de exibir simultaneamente suas programações nas operadoras pagas NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky”, afirma a nota oficial, veiculada na programação dos canais (assista abaixo). 
A maior reclamação das três emissoras é que as empresas de televisão fechada não concordaram em pagar pelos direitos de transmissão do sinal digital de seus canais, procedimento natural para exibir a programação de TVs nacionais e estrangeiras. “Lamentamos não termos chegado a um acordo com as operadoras, porque quem perde com isso é o público brasileiro”, diz o texto. 
Confira a nota oficial completa:
“Informamos que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico de televisão será desligado em São Paulo, as emissoras Record TV, RedeTV! e SBT deixarão de exibir simultaneamente suas programações nas operadoras pagas NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky. Estas empresas ainda não concordaram em pagar pelos direitos de transmissão do sinal digital de Record TV, SBT e RedeTV!, ao contrário do que já fazem com canais estrangeiros e com outras emissoras nacionais. Juntas, as três emissoras detêm grande parte da audiência da TV aberta e paga. Lamentamos não termos chegado a um acordo com as operadoras, porque quem perde com isso é o público brasileiro. Faremos todos os esforços para que nossa programação esteja no seu pacote de TV por assinatura. Esclarecemos que a TV aberta continua gratuita e, agora, com qualidade digital.” 

NO BLOG DO REINALDO AZEVEDO
Ciro diz receber Moro a bala! E Ferreira Gullar brega, mas chique 
O que fazem o político do PDT e um dos maiores poetas do país num mesmo post? Bem, leitor, você vai entender. Quem sabe um exercício de estilo... 
Por Reinaldo Azevedo 
Segunda-feira, 27 mar 2017, 03h17 
Ai, ai… 
Ciro Gomes, o cearense nascido por engano em Pindamonhangaba (SP), é mesmo como um peixe! 
Aliás, posso começar este post com uma, digamos, metáfora virtuosa sobre o bichinho. Virtuosa e até amorosa. Um dos maiores sucessos de Fagner, filho ilustre do Ceará, é “Borbulhas de Amor”. Quem não conhece os versos mais bregas e chiques cantados em português? Eis aqui: “Quem dera ser um peixe/ Para em teu límpido aquário mergulhar/ Fazer borbulhas de amor pra te encantar/ Passar a noite em claro/ Dentro de ti”. 
(...)
“Brega e chique?” Já chego lá. 
Peixe e peixeira
Bem, queridos. O peixe da música fazia borbulhas de amor à luz da lua. Ciro, não há como, parece ter a sina de morrer pela boca. 
Ele concedeu uma entrevista na terça-feira, 21, a uma página da Internet com algumas críticas à Lava Jato. E até disse coisas pertinentes. Censurou, por exemplo, o espetáculo midiático de Deltan Dallagnol no caso do polêmico PowerPoint. Aquilo foi mesmo um espetáculo deplorável. Quem falava? Era o defensor do Estado de Direito? 
Não exatamente! 
Era o “coroné”, o “nhonhô”, aquele que, à diferença do peixe que faz borbulhas de amor, prefere a peixeira. Ou, como se verá, o “parabelo”… 
Veja o que ele disse ao se referir à condução coercitiva de um blogueiro petista: 
Registre-se em texto:
“Hoje, esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que me mande prender. Eu recebo a turma dele na bala”. 
Eita! Como é macho esse Ciro Gomes! Como fala tudo o que lhe dá na veneta! 
Na eleição de 1998, candidato à Presidência pelo PPS, resolveu sair no braço com um eleitor. Foi contido por seguranças. Despencou nas intenções de voto. Voltou à carga em 2002, pelo mesmo partido. Chegou a ficar em segundo lugar. Especulava-se se podia tomar o primeiro de Lula. Aí ele disse que a função de Patrícia Pillar na campanha, então sua mulher e atriz conhecida e respeitada, era dormir com ele. Terminou em quarto. 
Visto como pré-candidato para 2018, agora pelo PDT, ele promete, caso Moro mande prendê-lo, “receber a turma dele [do juiz] na bala”. Ciro, como alguns setores da direita e da extrema direita, também deve ser favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento. Aliás, por que não o escolhem paraninfo ou orador da turma? 
Bem, se esse Brasil hipotético de Ciro não for uma ditadura, e Moro, um ditador, suponho que a “turma” seria…a Polícia Federal. Com Corisco não se brinca! 
Como é mesmo? 
“Se entrega Corisco!/ Eu não me entrego não/ (…) Eu me entrego só na morte de parabelo na mão”. 
Ciro Gomes, o peixe que não faz borbulhas de amor à luz da lua, morre pela boca! 
Brega e chique
Agora uma coisa que ficou solta lá atrás. Afirmei que aquela música cantada por Fagner, um de seus maiores sucessos, é um clássico do brega, mas também é chique. A obra é do dominicano Juan Luiz Guerra e se chama… “Borbujas de amor”. Sim, a original é bem pior. Ocorre que na versão em português, vejam vocês!, é de autoria de um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos: nada menos do que Ferreira Gullar, que morreu no dia 4 de dezembro do ano passado. 
Sim: “para em teu límpido aquário mergulhar” é de lascar! Mas até no cafona, eis a nota do gênio. Está na letra original: “Tengo un corazón/ Que madruga adonde quiera”. E ficou assim a de Gullar: “Tenho um coração/ Bem melhor que não tivera”. Ou você sabe por que isso, em si, é bom. Ou nunca saberá. É como um gesto elegante. Ou é ou nunca será. 
Ferreira Gullar teve um gato chamado Gatito. Quando o bicho morreu, o poeta entrou em depressão. Em março de 2014, escreveu uma crônica de mestre (aqui): “Quisera ser um gato”. 
Viram? Dá ser chique até falando de Ciro Gomes! 

NO BLOG DO JOSIAS
Relator apressa voto que Temer preferia atrasar
Josias de Souza
Segunda-feira, 27/03/2017 05:51
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Relator do processo que pode resultar na cassação do mandato de Michel Temer e na inelegibilidade de Dilma Rousseff, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, se equipa para divulgar o seu voto nos próximos dias. Deve-se a corrida contra o relógio à tentativa do relator de se contrapor às manobras do Palácio do Planalto para retardar o julgamento. O governo dá de barato que a posição de Benjamin será a favor da interrupção do mandato do presidente.
Os operadores políticos do governo se movem com a sutileza de uma manada de elefantes. Levam o pé ao freio para permitir que Temer interfira no colegiado que irá julgá-lo. Dois ministros estão na bica de deixar o tribunal. Henrique Neves sairá em 16 de abril. Luciana Lóssio, em 5 de maio. Conforme já noticiado aqui, Temer indicará como substitutos, respectivamente, os advogados Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira de Carvalho Neto.
O relator Benjamin prefere abrir o julgamento com a composição atual do TSE, oferecendo aos ministros que vão embora a oportunidade de acompanhá-lo em seu voto. Por mal dos pecados, a data da saída de Henrique Neves cairá no Domingo de Páscoa. Que será precedido do feriado da Sexta-feira Santa (14/04). Não é negligenciável a hipótese de o TSE enforcar a semana. Daí a pressa de Benjamin.
Depois de pronto, o voto do relator vai à mesa do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, a quem cabe marcar a data para o início do julgamento. Gilmar é, hoje, um dos principais conselheiros de Temer.

NO O ANTAGONISTA
PT e PMDB novamente juntos
Brasil 27.03.17 06:45
Para tentar manter o foro privilegiado, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, uniu-se ao petista Camilo Santana, governador do Ceará.
O Estadão explica:
“Eunício tinha planos de disputar de novo o governo do Ceará mas, segundo aliados, mudou de ideia. Para tanto, vem se aproximando do governador Camilo Santana, que o derrotou em 2014.
Eunício, conforme interlocutores, não descarta uma aliança com o petista para concorrer ao Senado na chapa do governador.
Caso concorra ao governo do Estado, o peemedebista pode não ser eleito e perder a prerrogativa de foro”.
Unidos pela Odebrecht
Brasil 27.03.17 06:22
O maior aliado de Lula é Renan Calheiros.
A sociedade entre ambos, escancarada nas planilhas da Odebrecht, continua viva.
Diz o Estadão:
“Réu no STF, Renan é candidato a um novo mandato e se movimenta cada vez mais para se descolar do governo de Michel Temer, aproximando-se de Luiz Inácio Lula da Silva”.
Na verdade, os dois sócios nunca se afastaram.
À espera do Judiciário
Brasil 27.03.17 06:20
Os movimentos de rua, no ano passado, foram fundamentais para colocar o Brasil no caminho da normalidade.
E num lugar normal, em que o Estado funciona, ninguém precisa sair às ruas.
A sociedade já cumpriu o seu papel. Agora é a vez do Judiciário.
Ruas vazias
Brasil 27.03.17 06:14
As pessoas só enchem as ruas quando há um vazio institucional.
O impeachment preencheu parte desse vazio. E os depoimentos da Odebrecht preencheram o resto.
Bem ou mal, Michel Temer governa. E a Lava Jato continua a combater a impunidade.
A sociedade só vai voltar às ruas se houver um golpe legislativo para anistiar a ORCRIM.
Pergunta a Ciro Gomes
Brasil Domingo,26.03.17 19:45
Um candidato a presidente da República pode bravatear que receberia "na bala" policiais munidos de um mandado de prisão?
Dallagnol: “Lava Jato pode virar uma Mãos Limpas até 2022”
Brasil 26.03.17 19:42
O fantasma da operação Mãos Limpas, que culminou numa grande pizza na Itália, ainda assusta Deltan Dallagnol. E há até prazo para que a Lava Jato descambe: 2022. Veja o que disse ao Correio Braziliense:
- A reação dos políticos do Brasil pode ter o poder que eles tiveram na Itália para reverter os ganhos da operação Lava-Jato, em comparação às Mãos Limpas?
- Sim. Pessoas têm memória curta. Na Itália, a maior parte do esvaziamento da operação começou depois de decorridos oito anos do início da investigação. É como se, em 2022, os políticos envolvidos na Lava-Jato fossem discutir uma autoanistia. Por isso é preciso que a sociedade persevere e insista em reformas que promovam mudanças contra a corrupção e não a favor dela.
A tramoia de Cuba e PT contra o Brasil
Brasil 26.03.17 11:50
Em editorial, o Estadão abordou a tramoia urdida pela ditadura de Cuba com o seus comparsas petistas, para atacar o governo brasileiro.
Cuba apresentou uma resolução no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em que pede atenção aos “efeitos da dívida externa e outras obrigações financeiras internacionais na total satisfação dos direitos humanos”, afirmando que “programas de ajustes estruturais e políticas de condicionalidades limitam gastos públicos, impõem tetos de despesas e dão atenção inadequada à provisão de serviços sociais, e somente alguns países conseguem alcançar um crescimento sustentável mais alto sob esses programas”.
"A representação do Brasil no conselho entendeu que o trecho era uma crítica direta ao esforço do governo Temer para reequilibrar as contas públicas, destruídas pela incompetência e pelo voluntarismo estatista dos governos do PT. Por isso, os diplomatas brasileiros tentaram negociar a retirada dessa menção, para evitar que fosse necessário votar contra – algo que o Brasil jamais havia feito no conselho."
A resolução, claro, foi aprovada pela ONU, mas o Brasil se posicionou "claramente contra essa tentativa malandra de constranger o País e distorcer o genuíno esforço para reorganizar a economia e, assim, conservar a capacidade do Estado de atender a população mais pobre".

REFLEXÃO ESPÍRITA

-No Caminho da Perfeição-
Recorda a sementeira de bênçãos na Terra, se desejas atingir a seara do aperfeiçoamento maior, na Espiritualidade Superior.
Não há edifício sem base, tanto quanto não existe realização sem esforço.
Lembra-te de que Jesus não nos pediu o impossível.
As lições do Divino Mestre permanecem vazadas nos quadros mais simples da Natureza.
Um grão de mostarda.
Uma candeia sob o velador.
Uma dracma perdida.
Cinco pães e dois peixes.
Nas adjacências de um lago e através de barcos humildes, emoldurou, sem ouro e sem poder humano, a maior epopeia de amor universal que a Humanidade já presenciou no curso dos séculos. 
Não te esqueças de que o serviço de aprimoramento deve começar nos aspectos mais insignificantes de nossa própria vida.
Um sorriso em casa.
Um favor espontâneo aos amigos.
Um olhar de compreensão a quem sofre.
Uma prece pelos adversários.
Um gesto de fraternidade.
O silêncio diante da calúnia.
O socorro mudo aos enfermos.
A caridade de uma boa palavra em auxílio aos ausentes.
Não procures a perfeição pela virtude postiça.
Ninguém pode começar a construção de uma casa pelo telhado.
Somos seres humanos, encarnados e desencarnados, com as nossas raízes ainda presas à Terra, mãe admirável de nosso desenvolvimento através dos milênios.
Não pretendas voar sem asas. Entretanto, se ainda não somos anjos, podemos ser companheiros da bondade fiel.
Tanto quanto possível, começa hoje o ministério da boa vontade para com todos, a partir do teu santuário doméstico, e amanhã conseguirás abençoado equilíbrio em mais amplos degraus no caminho ascensional da evolução.

Do livro <Reconforto>, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Da página http://www.oconsolador.com.br de 26-3-2017.

domingo, 26 de março de 2017

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 26-3-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"

NO DIÁRIO DO PODER
CORRUPÇÃO
COM A DESISTÊNCIA DE LULA, RÉ POR CORRUPÇÃO É COTADA PARA PRESIDIR O PT
ELA RELUTA, AFINAL É RÉ POR CORRUPÇÃO. MAS, NO PT, QUEM NÃO É?
Publicado: sábado, 25 de março de 2017 às 16:38 - Atualizado às 21:38
Redação
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que é ré na Lava Jato, acusada de receber propina, é o novo nome cogitado para presidir nacionalmente o PT. Ela integra a facção majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB), onde um grupo prefere o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Ela desconversa. "Isso não está posto. O que temos são as candidaturas do Lindbergh (Farias, senador e candidato das correntes de esquerda), do Márcio e do Padilha", disse. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) está entre os citados nas delações da Odebrecht sobre o impressionante esquema de corrupção de petistas, durante os governos Lula e Dilma.
Esta não é a primeira vez que ela é cogitada para suceder Rui Falcão na presidência do PT. Gleisi recusou alegando o fato de ela ser ré ao lado do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Mas, no PT, quem não é? Líderes da CNB defendem que Lula chame a senadora para uma conversa e tente persuadi-la em nome da unidade da sigla.
O ex-presidente reiterou a dirigentes petistas que não aceita disputar a presidência do PT. Foi a terceira vez que Lula mudou de posição a respeito do assunto. Alguns integrantes da CNB, corrente que o pressionava a aceitar o cargo, ainda vão insistir no nome do ex-presidente. "Para mim ainda tem de ser o Lula", disse o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner. 

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
“Olhos nos olhos” e outras seis notas de Carlos Brickmann
Se Lula for condenado, poderá recorrer em liberdade. Mas, se o recurso for rejeitado, estará às portas da prisão. E inelegível, como ficha suja
Por Branca Nunes
Domingo, 26 mar 2017, 06h44
Lula pediu ao Supremo Tribunal Federal a interrupção das investigações sobre ele em Curitiba. Foi derrotado por unanimidade. Já pediu medidas semelhantes ao Tribunal Regional Federal de Curitiba, ao Superior Tribunal de Justiça, e perdeu. Ao que tudo indica, terá de sentar-se diante do juiz Sérgio Moro, em 03 de maio, pela primeira vez pessoalmente, e ser ouvido sobre o triplex do Guarujá. Lula é o último a depor: depois, virão as alegações finais dos advogados e Sérgio Moro dará a sentença.
Lula é réu em cinco processos, e este é o primeiro em que haverá sentença. Se condenado, poderá recorrer em liberdade. Mas, se o recurso for rejeitado, estará às portas da prisão. E inelegível, como ficha suja.
E tudo piora, para seu lado, com o depoimento de Marcelo Odebrecht. Diz o Príncipe dos Empreiteiros que pagou R$ 50 milhões pela Medida Provisória 470/2009, a MP dos Refis, editada pelo presidente Lula para beneficiar quem estava com os impostos atrasados. Diz também que Lula informou a sua sucessora, Dilma, que Antônio Palocci era o encarregado de ordenhar a Odebrecht. Diz ainda que Dilma trocou Palocci por Mantega. Tanto Lula quanto Dilma, portanto, sabiam de tudo. E gostaram.
Depois do depoimento de Marcelo Odebrecht, depois da delação de outros diretores da empresa, ficou claro que os fatos ocorreram. A questão agora é definir se configuram crime ou não. E punir os culpados.
Dilma em risco
Odebrecht diz que Dilma lhe informou sobre a troca do captador, de Palocci para Mantega, logo depois de Palocci deixar o Governo. Citou até a frase que ela teria dito: “Daqui pra frente é com o Guido”. Informou que a presidente sabia que seu marqueteiro João Santana recebia da Odebrecht pelo Caixa 2. E que ele mesmo, Odebrecht, disse a Dilma que as contas bancárias no Exterior estavam ao alcance da Operação Lava Jato. Se essas informações forem falsas, Marcelo Odebrecht terá de cumprir pena de quase 20 anos. Se verdadeiras, sai da prisão no fim deste ano.
A defesa de Dilma
A ex-presidente não quis falar. Sua resposta está numa nota, na qual classifica o depoimento de Marcelo Odebrecht como “novas mentiras”.
A reação do PT
O PT, discretamente, está montando uma caravana para ir a Curitiba no dia em que Lula for interrogado por Moro.
A ordem é se reorganizar
O PT gostaria de ter Lula como presidente do partido. Lula rejeitou o cargo: prefere cuidar de sua candidatura à Presidência. E, claro, de sua defesa. Quem será o presidente do partido? O senador fluminense Lindbergh Farias é candidato; mas a corrente de Lula, majoritária, está escolhendo outro nome. O 7º Congresso Nacional do PT se realiza de 7 a 9 de abril. A nota informativa poderia ter sido escrita por Dilma Rousseff:
“O VI Congresso Nacional do PT será realizado nos dias 7, 8 e 9 de abril de 2017, com a participação de 600 delegados e delegadas, observando a paridade de gênero e as cotas étnico raciais e de juventude (…)”. Haverá espaço para índios, orientais, galegos?
Pisando na bola 1
O juiz Sérgio Moro, que até agora vinha resistindo bem aos ataques que sofreu, acabou errando feio e tendo de recuar ao determinar a condução coercitiva (a pessoa é conduzida presa para prestar depoimento) do blogueiro Eduardo Guimarães. A história: Guimarães, abertamente petista, soube com antecedência que Lula seria conduzido coercitivamente para prestar depoimento. Transmitiu a informação a Lula e, mais tarde, publicou-a em seu blog. Moro encarou a atitude de Guimarães como tentativa de atrapalhar as investigações. Errado: conforme a Constituição, os jornalistas podem divulgar as informações que tiverem, mesmo secretas. Quem tem de guardar sigilo de documentos são os servidores públicos, não os jornalistas. E jornalistas devem ouvir todos os lados. Moro disse que Guimarães não é jornalista. Errado: se trabalha em jornalismo, é jornalista e ponto final. Moro acabou recuando.
Pisando na bola 2
A Operação Carne Fraca gerou muito calor e pouca luz. Mais de mil homens, depois de dois anos de investigações, pegaram 33 fiscais e uns poucos frigoríficos pequenos. Erraram na divulgação, confundiram a opinião pública, confundiram os importadores, derrubaram as exportações brasileiras, geraram demissões em massa, provocaram problemas que o País levará anos para resolver. E não se pode aceitar que ignorem que ácido ascórbico é vitamina C, que os produtos são embalados em caixas de papelão, que ácido sórbico é um conservante tradicional e, ao que se saiba, seguro. Se a operação não trouxer outros resultados, foi um fracasso.

NA VEJA.COM
Ministro do TCU recebeu R$ 350 mil da Odebrecht
Vergonha na corte
Por Mauricio Lima
Sábado, 25 mar 2017, 11h00 - Atualizado em 25 mar 2017, 16h55
O ministro Vital do Rêgo, do TCU, recebeu 350 000 reais da Odebrecht. O pedido foi feito por Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, que está livre em Fortaleza. As informações estão na delação de José de Carvalho Filho, ex-diretor da empreiteira.
Atualização: Através de sua assessoria, o ministro Vital do Rego diz que “repudia a tentativa de quem pretende inventar fatos mentirosos para buscar vantagens com a delação”.

NO BLOG DO JOSIAS
FHC lembra em livro da genitália que virou crise
Josias de Souza
Domingo, 26/03/2017 04:47
Pivô de escândalo presidencial há 20 anos, Lilian Ramos vive como celebridade em Roma
A foto no camarote da Marquês do Sapucaí com Lilian Ramos com uma genitália desnuda e o presidente Itamar Franco ao lado rendeu polêmica na imprensa e Congresso depois daquele Carnaval de 1994VEJA MAIS >Imagem: Marcelo Carnaval/Agência O Globo

Num instante em que o valor do político brasileiro é medido pela quantidade de mochilas que ele recebeu da Odebrecht num cabaré, é interessante recordar que houve no Brasil um presidente atípico. Chamava-se Itamar Franco. A exemplo de Michel Temer, foi uma espécie de interlúdio entre um impeachment e a eleição seguinte. Balançou no cargo. Quase caiu. Mas o escândalo que estremeceu sua autoridade foi causado não por propinas ou desvios milionários de verbas públicas, mas por uma calcinha. Ou, por outra, o cargo de Itamar esteve por um fio em função da falta de uma calcinha. Fernando Henrique Cardoso desenterrou o caso no seu novo livro, o terceiro volume da série "Diários da Presidência", que acaba de chegar às prateleiras.
A encrenca nasceu no Carnaval de 1994. Acompanhado de um séquito de auxiliares, Itamar foi ao Sambódromo, no Rio de Janeiro. Desimpedido, derreteu-se por Lilian Ramos, uma modelo que exibira suas formas no desfile da Escola de Samba Grande Rio. Olha daqui, repara dali, a foliã foi parar no camarote presidencial, ao lado de Itamar. Vestia apenas um camisão, que lhe recobria das formas do torso ao início das coxas. No mais, estava como viera ao mundo. Desavisado, Itamar deixou-se fotografar, de baixo para cima, ao lado da genitália desnuda de sua acompanhante. As imagens correram o noticiário. Seguiu-se em Brasília um estrépito mais forte do que o barulho de todas as baterias que haviam soado no Sambódromo do Rio
Ministro da Fazenda de Itamar, FHC conta que foi procurado pelo general Romildo Canhim, então ministro da Administração. Falando em nome dos comandantes militares, Canhim queria saber se o interlocutor toparia permanecer à frente da pasta onde se costurava o Plano Real na hipótese de Itamar ser afastado da Presidência da República. “Eu disse ao Canhim que não, que nem um dia”, escreveu o grão-tucano no seu livro. As memórias de FHC resultam de uma coleção de segredos e impressões que ele ditou para um gravador ao longo dos oito anos de sua presidência. No caso da crise da calcinha FHC foi econômico nas palavras. Absteve-se de revelar os detalhes.
O episódio veio à luz pela primeira vez no final de 1994, nas páginas do livro “A História Real, trama de uma sucessão”, escrito por mim e pelo repórter Gilberto Dimenstein. A obra resultou de um projeto que visava a contar os bastidores da sucessão presidencial em que FHC, cavalgando o Plano Real, prevaleceu sobre Lula pela primeira vez. Entre janeiro de 1994 e a abertura das urnas, fizemos 124 entrevistas. A maioria dos entrevistados concordou em falar sob a condição de que as informações só fossem publicadas depois das eleições presidenciais.
Conversei com o general Romildo Canhim (1933-2006) por mais de três horas. Nessa conversa, ele relatou o que sucedera nas pegadas da aventura carnavalesca de Itamar. Antes de procurar FHC, Canhim tivera uma longa conversa com o então ministro do Exército, general Zenildo de Lucena. Ouvira um relato sobre a inquietação dos quarteis com as cenas do Sambódromo. Preocupados, os ministros militares haviam discutido a encrenca numa reunião sigilosa.
Pela Constituição, o presidente da República é o “comandante em chefe” das Forças Armadas. E os ministros fardados avaliavam que, depois que Itamar posara em público ao lado de uma genitália sem camuflagem, esse preceito constitucional parecia revogado. Para eles, a dignidade do cargo de presidente fora, por assim dizer, carnavalizada, trincando o princípio da autoridade, tão caro para um militar quanto o ar que ele respira. Os ministros discutiram a sério a hipótese de substituição do presidente.
Os militares mencionavam um “complicador”. Como se não bastasse o presidente ter sido fotografado de mãos dadas com uma modelo sem calças, o então ministro da Justiça, Maurício Corrêa, entornara no Sambódromo mais álcool do que seria recomendável para uma pessoa na sua posição. Até as fotos, estáticas, denunciavam um Corrêa trôpego, copo de uísque na mão. Tramou-se negociar com Itamar a sua renúncia, abrindo espaço para uma solução constitucional.
O plano esbarrou na recusa de FHC de permanecer no cargo sem Itamar e na má qualidade das opções de substituto. Percorrendo a linha sucessória, a eventual renúncia de Itamar levaria, nessa ordem, aos presidentes da Câmara e do Senado, deputado Inocêncio Oliveira e senador Humberto Lucena. Que os militares consideraram desqualificados. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Octávio Gallotti, terceiro na linha de sucessão, era visto como um personagem fraco, sem pulso. A turma do quepe concluiu que a República nunca estivera em mãos tão débeis. Avaliou-se que o resultado da troca não compensaria o desgaste de uma articulação para saída de Itamar.
Entretanto, os comandantes militares decidiram que Itamar precisava lhes fornecer algo que pudessem exibir à tropa. O escalpo de Maurício Corrêa pareceu-lhes uma compensação adequada. Enxergaram em FHC a melhor pessoa para informar ao presidente sobre a conveniência de levar a cabeça do ministro da Justiça, seu velho amigo, à bandeja. Acionado pelo general Romildo Canhim, FHC encontrou-se com Itamar fora da agenda, na Base Aérea de Brasília.
Ao farejar o cheiro de queimado, Itamar não opôs resistência à substituição do titular da Justiça. Tinha inclusive o nome de um substituto no bolso do colete: Alexandre Dupeyrat, um advogado e assessor no Planalto. Informados, os militares serenaram os ânimos. Mandaram circular pelos quartéis a informação sobre a queda iminente de Maurício Corrêa. Do Planalto, vazaram informações a respeito da decisão do presidente de trocar o titular da Justiça.
Maurício Corrêa ainda teria uma sobrevida de dois meses na Justiça. Itamar recusou-se a demiti-lo com humilhação. Deixou o posto a pretexto de disputar o governo de Brasília — candidatura que seria inviabilizada posteriormente. O caso da calcinha, por folclórico, escorregou naturalmente das manchetes para o esquecimento. Hoje, frequenta as páginas de livros como uma passagem pitoresca de um Brasil que ainda não sabia que seus escândalos se tornariam mais superlativos do que o "Collorgate". A crise brasileira apaixonou-se pela desinência ‘ão’. E foi plenamente correspondida no Mensalão, no Petrolão, na recessão…

NO O ANTAGONISTA
Você viu primeiro aqui: há algo de podre no Ministério da Agricultura
Brasil 25.03.17 20:04
Muita coisa ceira mal no Ministério da Agricultura, segundo a Operação Carne Fraca. Veja o que antecipamos para você sobre o caso:
EXCLUSIVO: DELATOR ENVIOU 'CARTA DENÚNCIA' A BLAIRO EM MAIO DE 2016
Blairo Maggi já sabia dos podres no Ministério da Agricultura... e não fez nada. Leia AQUI.
EXCLUSIVO: 'CARNE PODRE' QUERIA OPERAR SISTEMA ELETRÔNICO DE EXPORTAÇÕES DO GOVERNO
Quadrilha queria dominar o sistema de certificação de todos os frigoríficos do país. Para ler, CLIQUE AQUI.
Parentes de políticos contrabandeiam dólares
Brasil 25.03.17 19:21
Parentes de políticos foram proibidos de participar do programa de repatriação de recursos.
Mesmo assim, cerca de 100 driblaram a restrição e trouxeram seu dinheiro para cá, segundo o Radar da Veja.
Entre eles, o irmão de Tasso Jereissati. Para tanto, valeu-se de um mandado de segurança.
Você viu primeiro aqui: de boba, Janete não tem nada
Brasil 25.03.17 18:47
A Janete que saudava mandiocas era apenas um personagem. Dilma podia parecer avoada, mas sabia de toda a corrupção que herdou de seu criador, Lula.Veja o que O Antagonista antecipou sobre essa história:
EXCLUSIVO: MARCELO AVISOU DILMA DO RISCO DE CONTAMINAÇÃO DA CAMPANHA
Odebrecht aviou Janete de que o dinheiro da campanha era sujo. Veja AQUI.
EXCLUSIVO: "DILMA DEFINIU COMO MEU INTERLOCUTOR O GUIDO"
Está explicado por que Mantega ficou tanto tempo na Fazenda. Não era, claro, pelos seus conhecimentos econômicos. CLIQUE AQUI.
EXCLUSIVO: "DILMA SABIA"
Marcelo Odebrecht afirmou duas vezes, em depoimento a Herman Benjamin, que Janete sabia do caixa 2. Leia AQUI.
EXCLUSIVO: A PROPINA PARA COMPRAR A BASE DE APOIO DE DILMA
A conta do PT no departamento de propina da Odebrecht comprou aliados para Dilma. CLIQUE AQUI.
EXCLUSIVO: DILMA PEDIU PARA CONCENTRAR REPASSES NA CAMPANHA DELA
O recado de Mantega a MO: Dilma queria todo o dinheiro para ela. VEJA AQUI.
EXCLUSIVO: DOS 150 MILHÕES PARA DILMA, 50 MILHÕES FORAM CONTRAPARTIDA
Quem poupa tem: Janete se deu ao luxo de economizar propina para a reeleição. LEIA AQUI.
EXCLUSIVO: MARCELO ODEBRECHT INVENTOU REELEIÇÃO DE DILMA
Você não queria mais quatro anos dela? Culpe o MO. CLIQUE AQUI para ler.
Carne Fraca: “vinho do Porto” era código para propina
Brasil 25.03.17 17:57
A Polícia Federal suspeita que “vinho do Porto” seja uma das expressões usadas pela máfia de fiscais do Ministério da Agricultura para se referir às propinas. Em um telefonema interceptado pela PF, Maria do Rócio Nascimento, chefe dos fiscais no Paraná, utiliza a expressão em conversa com a irmã, Sônia. Ambas estão presas.
Veja o trecho reproduzido pelo Estadão:
MARIA– alguém passou aí?
SONIA– não.
MARIA– não?
SONIA– não.
MARIA– uhum.
SONIA– não passou aqui.
MARIA– é então ele deve passar daqui a pouco Sônia.
SONIA– tá bom.
MARIA– porque daí eu aviso o Daniel tá.
SONIA– tá.
MARIA– para pegar aí, tá bom.
SONIA– o Dr. Daniel vem pegar?
MARIA– vem pegar…Sônia sabe o vinho do Porto que fiz o pedido?
SONIA– aham.
MARIA– vai entregar aí, tá
SONIA– tudo bem.
MARIA– aquele vinho do Porto que eu fiz o pedido; fui eu que fiz tá?
SONIA– entendi.
MARIA– e aquele outro era para ir lá…tá né… só verifica assim mas por curiosidade, quanto que é…né (risos).
SONIA– entendi, entendi tudo’.
"De molecagem Lula entende"
Brasil 25.03.17 17:51
Lula chamou Deltan Dallagnol de moleque.
Efraim Filho, líder do DEM na Câmara, comentou:
"De molecagem, Lula entende. Ele fez da economia uma montanha russa; do Petrolão, um carrossel; do desemprego, um trem fantasma e no brasileiro colocou um nariz de palhaço."
Doria: “Cada vez que vejo esse sem vergonha do Lula...”
Brasil 25.03.17 16:13
Ainda no evento com empresários hoje, Doria concluiu sua opinião sobre Lula do seguinte modo:
"Cada vez que vejo esse sem vergonha do Lula falar mentira na televisão, eu ponho mais uma hora de trabalho e dedico para ele”.
Se cada um dos brasileiros fizesse o mesmo, o Brasil cresceria em ritmo chinês. As informações são do Valor.
Doria: “Pergunta ao Lula se ele gosta de trabalhar”
Brasil 25.03.17 16:08
Ao defender as reformas da Previdência e das leis trabalhistas, João Doria disse:
"Já viu a turma da esquerda gostar de trabalhar? Pergunta ao Lula se ele gosta de trabalhar. Estou fazendo gestão, fazendo administração, com transparência, eficiência, competência, trabalho. Lula trabalhou oito anos na vida e tem aposentadoria, tríplex, fazendinha, sitiozinho.”
As informações são do Valor.
“Ou o PT mente, ou o PT vive fora da realidade”
Brasil 25.03.17 14:28
Ricardo Noblat resumiu o stand-up realizado pelo PT ontem, que condenou novamente Moro e a Lava Jato, e, claro, idolatrou Lula. Eis o que disse, em sua coluna no Globo:
“Há duas possibilidades: eles dizem o contrário do que pensam – logo, mentem. Seria grave. Ou eles de fato acreditam em tudo que dizem – o que seria muito mais grave.
A desconexão do PT da realidade é espantosa.”
Mais espantosa é a conexão do PT com qualquer um que lhe garanta um pixuleco.
Propina era compromisso na Odebrecht
Brasil 25.03.17 13:41
Mesmo com a Lava Jato em plena atividade, o setor de propinas da Odebrecht só foi encerrado em 2015, após quitar “alguns compromissos”, segundo Luiz Eduardo Soares relatou a Herman Benjamin no TSE.
É claro que, depois que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e companhia apareceram, o propinoduto foi operado “com menos volúpia”, segundo o Estadão.
"As mãos da senhora Dilma têm a mesma cor das mãos do Cunha"
Brasil 25.03.17 12:41
O senador Magno Malta também comentou os depoimentos ao TSE publicados com exclusividade por este site:
"Quando O Antagonista publicou o depoimento de Marcelo Odebrecht, o site revelou a face da Dilma e da 'senhora presidenta 'arroganta'. Desde o começo do processo do impeachment, a turma dela dizia que Dilma não tinha as mãos sujas de Eduardo Cunha, porque não tinha cometido crime penal. E eu retrucava: 'Ela não cometeu crime penal porque ainda está dentro do foro. Mas quando ela perder o mandato e o manto do foro, nós veremos - principalmente a partir das declarações de Marcelo Odebrecht - que as mãos da senhora Dilma têm a mesma cor das mãos do Cunha'."

NO BLOG ALERTA TOTAL
Sábado, 25 de março de 2017
Lula é vítima... Dele mesmo...
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O Partido dos Trabalhadores do Brasil Capimunista desistiu de lançar, em maio, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República na eleição de 2018. Legal foi a desculpinha dada pelo presidente da petelândia, Rui Falcão, para dar uma adiada no “factóide”: “Dentro da perseguição sistemática que ele é vítima, nós não queremos dar pretexto a nenhum tipo de acusação forjada de que ele está se antecipando à campanha eleitoral e a partir daí sofrer multas”. Falcão tem certa razão, porque o Ministério Público Eleitoral já investiga Lula pela palhaçada recente de ter “reinaugurado” as obras de transposição do Rio São Francisco.
Independentemente de voltar a concorrer ao Palácio do Planalto (contra a vontade do “sistema” – que fará de tudo para triturá-lo), Lula já tem um compromisso estratégico que tornou explícito ontem, em um seminário-crítico promovido pela petelândia: “O que a Lava Jato fez pelo Brasil”. Lula explicitou seu mote estratégico que é atacar o Judiciário e o Ministério Público. Lula disse tudo em uma única frase que levou seus seguidores ao delírio: “A gente não pode deixar de aprovar a lei de abuso de autoridade porque ninguém está acima da Constituição” 
Lula já demonstra que sente bastante cagaço de sentar na vara do Sérgio Moro, conforme está programado para o dia 3 de maio próximo. Tanto que fechou o evento com um espetáculo infantil de demagogia e ameaça: “Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem o delegado da Polícia Federal têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho nestes 70 anos de vida. Eles deram azar porque foram mexer com quem eles não deveriam ter mexido. Vou nessa briga até o fim. Não tenho negociata. Eles vão ter que provar. A Lava-Jato não precisa do crime. Primeiro, ela acha o criminoso e depois coloca o crime em cima do criminoso. Quero ver qual vai ser o crime a ser imputado a mim”.
O maior alvo de Lula nem é Sérgio Moro – que não tem pretensões políticas, mas sim o coordenador da Força Tarefa da Lava Jato. A inteligência da petelândia (será que isto realmente existe, no sentido denotativo e conotativo) trabalha com a informação de que Deltan Dallagnol tem tudo para ser candidato ao Senado pelo estado do Paraná na eleição de 2018. Por isso, Lula ataca o procurador até por ser “evangélico” (protestante, membro do 1ª Igreja Batista do Paraná).
O “companheiro $talinácio” detona Dallagnol impiedosamente, avacalhando até com o Livro das Sagradas Escrituras. Lula esbravejou e a petelândia delirou: “Aquele Dallagnol (vem) sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa... O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá solução para tudo”.
O réu Lula também fez um desafio direto ao Ministério Público Federal: “Eu duvido que tenha um empresário que está solto ou que está preso que diga que o Lula pediu dez centavos para ele. Não é porque sou santo, não. É porque tenho critério político. Quando um dirigente político pede dinheiro para empresário fica uma relação promíscua”.
Lula aposta no caos. O poderoso chefão da petelândia já dá como fava contada que seu inimigo Michel Temer também vai se ferrar – só não tem a certeza de que isto acontecerá antes de o mandato dele terminar. Os depoimentos vazados de dirigentes da Odebrecht indicam que é insustentável não cassar a chapa reeleitoral Dilma-Temer de 2014. O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, tende a pedir a cassação por abuso de poder econômico.
Enquanto isso, a Lava Jato avança contra o andar de cima da politicagem, que tem foro privilegiado. O relator da bronca no STF, ministro Edson Fachin, tem 83 pedidos de investigação de parlamentares e ministros, baseados na delação premiada de 78 executivos da Odebrecht. Fachin também precisará deliberar sobre 211 casos de pessoas sem foro privilegiado, que serão enviados a tribunais inferiores, e pedidos de arquivamentos, entre outras providências. Em meio a tanta trabalheira, Fachin já avisou que não tem pressa:
"Estou lendo e sistematizando o trabalho. No total, são quase 900 requerimentos. Por agora não há previsão. Vou usar o que dizia o Pinheiro Machado, político do Império: 'não vou tão devagar, que pareça provocação, nem tão rápido, que pareça fuga'. A celeridade eu acho importante, mas tenho o ônus argumentativo para evidenciar as conclusões a que estou chegando. Qual o tempo? O necessário."
O final de abril e o começo de maio (com Lula sentando na 13ª vara do Moro) prometem momentos eletrizantes para a grande guerra entre poderes e poderosos no Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado, sua corrupção sistêmica e seus mecanismos de canalhice profissional, com jagunçagem, rigor seletivo e muita impunidade. Por enquanto, a única coisa evidente é que Lula é uma vítima... Dele mesmo... Por isso, só lhe resta fazer o que mais sabe: atacar os inimigos de ocasião, como bom sindicalista de resultados que sempre foi...
Autor secreto de Cunha
A juíza Ledir Araújo determina a "identificação imediata do autor desconhecido" do livro “Diário de Cadeia” – que conta a experiência do deputado Eduardo Cunha na Era Lava Jato.
A magistrada impôs uma multa de R$ 400 mil por dia, se o livro chegar a ser distribuído, como estava previsto pela editora Record, a partir de segunda-feira, 27.
A aparente “censura” tem base legal, porque a Constituição Brasileira – que garante a total liberdade de imprensa” - impede o anonimato...
A ação barrando o livro foi impetrada por Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso, Alberto Malta e Rodrigo Vall é contra a Record, Carlos Andreazza (o editor) e "o autor desconhecido".
Nota da redação: O Negão da Chatuba manda avisar que não está por trás da obra de Cunha... 
Prisão de luxo pode, Arnaldo Cezar Coelho?
Alguém acredita que Adriana Anselmo ficará em prisão domiciliar sem acesso a telefone e Internet?
A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, parece que acreditou, tanto que concedeu na noite de sexta-feira, 24, a liminar para que Adriana cumpra prisão em casa (um dos prédios mais luxuosos do Leblon, na Zona Sul da Cidade Maravilhosa).
O STJ apenas repetiu o que decidiu, em primeira instância, o juiz Marcelo Bretas, cuja decisão fora cancelada pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro, presa desde dezembro, a poderosa advogada e mulher de Sérgio Cabral Filho ganha o direito a “prisão de luxo”, para cuidar dos filhos, até que o recurso seja definitivamente julgado – o que seus advogados vão torcer para que demore muito...
Bem que a Justiça poderia conceder o mesmo benefício, por isonomia, para as demais mães presas no Complexo de Gericinó (em Bangu) e nas demais cadeias pelo Brasil afora...
(...)