DICIONÁRIO AULETE

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

TERCEIRA EDIÇÃO DE 25-5-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
Coelho corre
Brasil 25.05.17 09:46
Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, pulverizou Marcelo Coelho, colunista da Folha de S. Paulo:
Marcelo Coelho comete equívocos, é ofensivo com a Globo e seus jornalistas e omisso em relação ao jornal em que escreve. Não posso me calar diante de ofensas tão graves ao jornalismo que dirijo e aos colegas com quem trabalho.
Coelho começa mentindo: “Veio da Rede Globo o noticiário que torna praticamente inviáveis as reformas liberais do seu governo [de Temer]”. O noticiário não veio da Globo, mas de uma investigação da Procuradoria Geral da República. Não foi a Globo quem a noticiou em primeira mão, mas O Globo, que apenas antecipou em 12 horas o que os brasileiros saberiam de qualquer forma na manhã seguinte.
A isso chamamos de “furo”. Os princípios editoriais do Grupo Globo atestam: “As redações do Grupo Globo são absolutamente independentes uma das outras e competem entre si pelo furo”. Foi o que aconteceu. A Globo foi informada pelo O Globo sobre o furo depois das 18h30 e só recebeu o texto às 19h20. E o divulgou porque os colegas garantiram estar seguros, sem chance de erro. E os dias provaram que isso era verdade.
Em seguida, Coelho atribui as críticas que a Globo recebeu por noticiar o fato a “uma má vontade com a Globo”, “um hábito mental”, cuja origem seria uma “recusa da Globo em perceber a realidade”. E cita os sempre mencionados erros atribuídos à Globo, o último deles ocorrido 28 anos atrás.
Erros que a Globo reconhece parcialmente (o das Diretas) erros que refuta (Proconsult e “invenção” de Collor) e erros que admite (edição do debate de 1989). Coelho não faz menção ao que a Globo diz deles. Prefere realçar os ataques à Globo, mas omite aqueles que a própria Folha sofre, quando, justa ou injustamente, é chamada de Falha de S. Paulo por seus supostos erros. Em momentos de radicalização política, sofrem aqueles que noticiam os fatos com independência.
De todo modo, não considero ético apontar para as feridas alheias sem mencionar as próprias.
Coelho prossegue, dizendo que “os ataques a Temer e a Aécio foram piores do que qualquer coisa já feita pela Globo”. Um leigo em jornalismo pode escrever isso sem que se possa falar em má-fé; um jornalista, nunca. A Globo não atacou ninguém: a Globo, noticiou, com fidelidade, as acusações que a Procuradoria faz.
Pior, Coelho deixa de mencionar que a Folha, apenas 33 minutos depois que O Globo deu o seu furo, repetiu as mesmas acusações, acrescentando que confirmara a notícia. Eis:
“O presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário do frigorífico JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal 'O Globo', e confirmada pela Folha. Temer ouviu do empresário Joesley Batista, da JBS, que ele estava dando a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, um dos operadores da Lava Jato, uma mesada para que ficassem em silêncio. O presidente disse: 'Tem de manter isso, viu?'".
Coelho omite tudo isso para poder dizer, apenas contra a Globo: "Ninguém tinha ouvido a gravação. Foi a meu ver uma irresponsabilidade".
Da Folha também? De ninguém. Nessa parte da gravação, os peritos independentes dizem que não há edições: Temer só afirma que "tem de manter isso" depois que Joesley, ao ouvir o presidente se queixar de que fora fustigado por Cunha, diz que zerou todas as pendências com o ex-deputado e o tirou da frente. Para a Procuradoria, pendências são propinas, o que é uma conclusão realista: que pendências pode ter um corruptor confesso com um acusado de corrupção?
O que mais choca, contudo, é a acusação vil contra um dos melhores times de jornalistas do Brasil, os da Globo News. Coelho os ataca, dizendo que não há visão divergente, "passam a bola uns aos outros, mas o jogo se assemelha a uma cobrança de pênaltis sem goleiro".
É ultrajante. Eles levam ao público todas as visões: as do governo, as da oposição, as do Judiciário, as da sociedade civil. São intransigentes apenas em duas coisas: na defesa da democracia e na condenação à corrupção.
O mesmo acontece com o noticiário da Globo. Em rede nacional, a Globo, embora sem obrigação legal, transmitiu na íntegra e ao vivo os pronunciamentos do presidente. E repetiu-os, quase na integralidade, em seus telejornais. Nas reportagens, o contraditório está sempre presente. Na Globo News, também. Coelho também mente quando diz que a Globo News, em seus programas, só entrevista tucanos. Ele provavelmente não é um espectador assíduo do canal.
Nos últimos anos, os alvos das investigações eram os presidentes Lula e Dilma. A TV Globo noticiou todas as acusações contra eles, com a mesma intensidade, com a mesma postura de abrir espaço para o contraditório.
Agora que o alvo é o presidente Temer e o tucano Aécio Neves, o que, segundo o colunista, inviabiliza as reformas liberais, Coelho se volta contra a Globo. A postura da Globo, está comprovado, é a de quem não tem lados. Deixo aos leitores que julguem a postura de Coelho.
Os empresários escolhem
Economia 25.05.17 09:05
A Folha de S. Paulo consultou alguns dos maiores empresários do Brasil.
Eles indicaram dois nomes para o lugar de Michel Temer: Tasso Jereissati e Rodrigo Maia.
Leia aqui:
“A percepção na maior parte do setor privado é que o conjunto de provas contra o presidente vai além do áudio gravado por Joesley, e a situação pode piorar se surgirem novas evidências.
A partir daí, o foco passou a ser estimular os partidos, principalmente PSDB e DEM, a manterem a coalizão de apoio às reformas, enquanto procuram um nome de consenso. Entre os empresários, a preferência recai em Jereissati ou mesmo Maia, já que alguém de fora terá muita dificuldade no Congresso”.
Temer evita Moro
Brasil 25.05.17 08:48
Michel Temer quer adiar o desfecho do julgamento no TSE.
Mas ele já tem a garantia de que, se perder o mandato, seu inquérito não será mandado para o juiz Sergio Moro, em Curitiba.
Diz o Valor:
“O inquérito a que ele responde no STF deve ser redistribuído em primeira instância na Justiça Federal de Brasília.
O mais provável, nessa hipótese, é que o caso caia nas mãos de um dos dois juízes que atuam na 10ª Vara da Justiça Federal do DF, especializada em lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro - onde correm atualmente processos rumorosos contra a J&F, cujos donos levaram Temer para o centro da crise atual”.
Golpe no CNJ?
Brasil 25.05.17 08:56
O CNJ pode dar um golpe na Lava Jato?
A Folha de S. Paulo diz que “o Conselho Nacional de Justiça colocou na pauta da sessão de terça-feira (30) dois procedimentos contra o juiz Sergio Moro. Um deles questiona a divulgação de conversas de Lula e seus familiares”.
O homem da mala quer delatar
Brasil 25.05.17 08:24
Rodrigo Rocha Loures, o assessor de Michel Temer que recebeu uma mala de propina da JBS, já está sondando a PGR sobre a possibilidade de delatar o chefe.
Segundo o Valor, “a PGR indicou que há interesse no que ele tem a dizer, mas ainda não foi agendada nenhuma reunião”.

NO JORNAL DA CIDADE ON-LINE
Reinaldo Azevedo, a caminho da desmoralização e do desemprego
Por Helder Caldeira
Quarta-feira, 24/05/2017 às 10:34
Reinaldo Azevedo acaba de pedir demissão da Veja após ter o conteúdo de uma conversa sua com a agora presidiária Andréa Neves grampeada pela Polícia federal, incluída pela Procuradoria-Geral da República na Ação Penal contra o senador Aécio Neves e sua irmã e publicada pela revista.
Lamentavelmente, Reinaldo Azevedo tenta transformar o fato num ataque ao jornalismo e à liberdade de imprensa. Não é. Quem estava grampeada era Andréa Neves e não o ex-colunista. Sigilo da fonte não pode ser e não é sinônimo de impunidade. Erga omnes...
Sobre o caso, vale a pena ver as questões enumeradas por Felipe Martins:
1. A razão de existir o SIGILO DA FONTE é desobrigar o jornalista de revelar suas fontes. Se a fonte é grampeada e o jornalista é pego numa conversa, trata-se de mero ‘encontro fortuito’, isto é, o registro do contato entre o jornalista e sua fonte foi apenas um efeito colateral e não pode ser considerado quebra de sigilo;
2. É preciso esclarecer ainda que não cabe ao Ministério Público Federal - MPF omitir o conteúdo obtido com os grampos. Os investigadores devem, necessariamente, anexar TODOS os áudios obtidos e submetê-los à apreciação do juiz, que é quem determinará quais gravações interessam e quais não interessam ao processo e à prova. É o que determina o Art. 9º da Lei Nº 9.296 de 24 de julho de 1996;
3. Neste caso particular, pode-se questionar o porquê do procurador-geral da República não requerer a inutilização da gravação da conversa da irmã de Aécio Neves com Reinaldo Azevedo, mas não é possível saber os motivos sem ter acesso à íntegra do processo;
4. Se é verdade que o Rodrigo Janot age como um ator político, também é verdade que o Reinaldo Azevedo não é um simples jornalista, mas um formador de opinião, um agente de influência, alguém que está na mídia com a finalidade de defender e avançar interesses;
5. Por fim, um apelo. Parem de esvaziar conceitos científicos e de utilizá-los, metonimicamente, como meras ofensas. Quem está falando em ‘Estado Policial’ está fazendo justamente isso. Só seria possível utilizar esse termo se o Reinaldo Azevedo tivesse sido grampeado arbitrariamente, mas a grampeada foi Andréa Neves, com a devida autorização judicial e por motivos justificados. O que descobrimos sobre o Reinaldo foi mero ‘encontro fortuito’ e não é suficiente para esse alarde todo sobre os supostos riscos à liberdade de imprensa.
Passarinho que come pedra sabe o fiofó que tem!

Amadurece o plano do PT de transformar o Brasil em nova Venezuela
Da Redação
Quarta-feira, 24/05/2017 às 09:14
Uma coisa deve ficar clara para todos os brasileiros. O maior esquema de cooptação de dinheiro público pelo grupo JBS ocorreu nos governos Lula e Dilma. 
Foi na era PT que os irmãos Batista tornaram-se bilionários, através de empréstimos que nunca serão pagos, com a contrapartida de propina para petistas e financiamento de campanhas petistas.
Numa bem engendrada trama, pegaram Temer e Aécio, em conversas, negociações e negociatas com Joesley Batista, pondo abaixo o atual governo em seu melhor momento, quando a economia começava a apresentar reação positiva, numa demonstração de que 2018 seria um ano bem melhor para o Brasil e uma catástrofe para o PT.
Assim, a situação atual é Michel Temer sem a mínima credibilidade para continuar governando e o PT caminhando para fazer valer o seu plano, já divulgado nos grupos de WhatsApp e redes sociais.
O Plano que está em andamento: 
1. Afasta-se Temer. Rodrigo Maia assume provisoriamente por trinta dias.
2. A esquerda inicia uma campanha nacional na mídia e nas ruas com mobilizações de grande porte, a fim de parar o País, exigindo diretas já. Faz-se o possível para dar a impressão de que isso interessa ao Brasil. Parte significativa de não-petistas aderem ao grito de "diretas já".
3. Tenta-se convencer a população de que o Congresso não tem moral para eleger o presidente-tampão.
4. Bombardeia-se o STF com recursos que pretendem validar o "clamor das ruas".
5. O Congresso pressionado pelas paralisações e pelo STF muda a Constituição, através de emenda, para que a escolha do presidente-tampão não seja indireta como manda a Constituição, abrindo-se a campanha para eleição direta do presidente.
6. Inicia-se uma campanha midiática, a mais poderosa possível, apresentando Lula como a solução e como perseguido por Moro, pela Lava-Jato e pelas elites.
7. Lula tem grande chance de ser eleito.
8. Se eleito, Lula fica livre de qualquer condenação pela Lava-Jato, pois o presidente não pode responder por crimes alheios ao mandato em curso.
9. Lula utiliza este ano e meio para ampliar, como nunca antes, as bases eleitorais com distribuição maciça de verbas para setores estratégicos a fim de garantir a reeleição.
10. Os adversários políticos perdem qualquer força midiática e a Lava-Jato se esvazia.
11. O PT se fortalece corrigindo todas as brechas políticas criadas pelo governo Dilma.
12. Lula é reeleito para o mandato 2018-2022.
13. O Estado é aparelhado como nunca antes na História deste País.
14. Silencia-se a imprensa de oposição através de corte maciço da propaganda do Governo e da aprovação do marco regulatório.
15. O PT implementa, rápida e eficazmente, as mudanças estratégicas necessárias rumo a um Estado de inspiração castrista.

Protestos demonstram que PT quer retomar o poder na marra
Da Redação
Quarta-feira, 24/05/2017 às 20:35
Uma ação criminosa aconteceu nesta quarta-feira (24) em Brasília, comandada pela insana militância petista.
Um lamentável espetáculo de horror.
Os criminosos, travestidos de manifestantes, colocaram fogo no prédio do Ministério da Agricultura, pondo em risco a vida de pessoas inocentes e depredando o patrimônio público.
Algo bem diferente das manifestações pacificas que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O PT vai usar de todos os meios possíveis e imagináveis para retomar o poder.
Durante o espetáculo de barbárie destacavam-se as bandeiras do PT, MST e CUT. 
Entre os baderneiros também tremulava uma bandeira de Cuba.




SEGUNDA EDIÇÃO DE 25-5-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
Janot: "Os irmãos Batista relataram o pagamento de propina a 2.000 autoridades"
Brasil 25.05.17 08:06
Rodrigo Janot bateu no Estadão, que condenou - num editorial escandaloso – os termos do acordo da PGR com a JBS:
“Um importante veículo de imprensa, em editorial, sintetizou as críticas: a) os áudios não foram periciados; b) o acordo foi brando com os colaboradores; c) o caso não deveria ter ido para o ministro Edson Fachin, mas sim levado à livre distribuição no plenário do STF. Fui tachado de irresponsável.
Pois bem. Os irmãos Batista, em troca dos benefícios, relataram o pagamento de propina a quase 2.000 autoridades do País, apresentaram provas muito consistentes, contas no exterior, gravações de crimes e auxiliaram na realização de ação controlada pela polícia. Tudo isso só foi possível nos termos acordados.
É verdade que os áudios ainda não foram periciados. Nesse ponto, é preciso esclarecer que o inquérito requerido ao STF, entre outras tantas coisas, serve para viabilizar a realização dessa diligência. Ao contrário do que se vem propagando, esses áudios, apesar do impacto para a opinião pública, são apenas uma pequena parte da colaboração. Há muitas outras provas que sustentam o acordo.
Finalmente, a última objeção é a prova de desconhecimento do editorialista acerca do que opinava. Os crimes revelados pelos colaboradores eram, ao menos em parte, direcionados a obstar as investigações da Lava Jato, as quais estão sob a condução do ministro Fachin - ou seja, são fatos conexos e, portanto, deveriam ser distribuídos a ele.
Só posso, assim, imputar à ignorância - pelo benefício da dúvida - certas críticas arrogantes lançadas sobre a atuação do Ministério Público Federal nesse caso. Parece-me leviandade julgar a escolha realizada sem examinar as provas e seu alcance, desconsiderando as circunstâncias concretas e a moldura de um sistema criminal leniente”.
O Brasil caducou
Brasil 25.05.17 07:03
O destino do Brasil está sendo decidido por septuagenários e octogenários.
Em particular, Fernando Henrique Cardoso, Lula e José Sarney.
Leia a reportagem da Folha de S. Paulo:
“As articulações para a substituição do presidente Michel Temer evoluíram nas três principais forças políticas do país –PMDB, PSDB e PT– e agora envolvem diretamente três ex-presidentes da República: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney”.
O país só vai voltar a andar depois que os velhos forem jogados ao mar.
#LulaNaCadeia
Brasil 25.05.17 06:27
Nelson Jobim tenta costurar um acordo para tirar Lula da cadeia.
As redes sociais respondem: #LulaNaCadeia.
O Brasil vai resistir aos torpedos do homem-submarino encarregado de afundar a Lava Jato.
O sim de Jobim
Brasil 25.05.17 06:17
Nelson Jobim está tentando costurar um acordo para tirar Lula da cadeia.
Esse é o seu papel.
Durante o evento do BTG Pactual, ontem à tarde, ele perguntou à plateia, segundo a Piauí:
“Valeria a pena ter o apoio do PT, e de Lula, em troca de algum benefício ao ex-presidente?”
A resposta de Nelson Jobim, o homem-submarino, é sim, sim, sim.
Os planos de Jobim
Brasil 25.05.17 06:02
Nelson Jobim, em evento do BTG Pactual, banco do qual é sócio, foi indagado se assumiria o Palácio do Planalto.
Ele respondeu, segundo a Piauí:
“Não contem comigo”.
Os planos de Esteves
Brasil 25.05.17 06:05
André Esteves, dono do BTG Pactual, vetou a candidatura de Nelson Jobim ao Palácio do Planalto.
Segundo a Piauí, Esteves sabe que, se Jobim tomasse o lugar de Michel Temer, seu nome seria arrastado novamente para o centro da Lava Jato.
E mais:
“Com Jobim no páreo, alguns planos de Esteves poderiam dar n’água. Há rumores de que o banqueiro estaria concluindo sua delação premiada, o que ele nega”.
Ministro da Defesa: "A PM não conseguiu"
Brasil 24.05.17 22:13
Raul Jungmann disse a Gerson Camarotti que as Forças Armadas precisaram ser acionadas porque "a PM não conseguiu" conter os atos de vandalismo, incluindo incêndios em ministérios que colocaram a vida dos servidores em risco.
A Força Nacional não seria suficiente, ainda segundo o ministro da Defesa, porque "só há 100 homens em Brasília". Boa parte dos agentes da Força Nacional está no Rio de Janeiro.
O DNA da "marcha"
Brasil Quarta-feira, 24.05.17 20:56
Os petistas continuarão colocando as depredações na Esplanada na conta dos tais "poucos vândalos infiltrados". Mas o DNA da "marcha" promovida pelas centrais sindicais e por movimentos de esquerda é violento por si só.
Quem acompanhou o grupo pela Esplanada ouviu discursos agressivos -- feitos por sindicalistas do alto de carros de som -- antes mesmo dos primeiros confrontos com a Polícia.
Um dos 'cantos' persistentes, por exemplo, pedia o fim da PM.
TEMER VETA ANISTIA A ILEGAIS
Brasil 24.05.17 20:22
No texto sancionado da Lei de Migração, obtido em primeira mão por O Antagonista, Michel Temer também vetou a anistia a ilegais que entraram no Brasil até julho de 2016.
Temer vetou integralmente o polêmico artigo 118 e todos os seus parágrafos.
Sem leniência, destino da J&F é incerto
Brasil 24.05.17 19:22
O risco para a J&F aumenta muitíssimo, caso o grupo não consiga fechar o acordo de leniência com o MPF em Brasília. A situação fica ainda mais delicada se a Caixa não renovar as linhas de crédito - já que a operação é muito alavancada.
Sem a leniência no Brasil, a J&F também terá problemas nas negociações com o Departamento de Justiça americano.
André Esteves nega delação
Brasil 24.05.17 18:46
Recebemos a seguinte nota da assessoria de imprensa de André Esteves:
"A defesa de André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, informa que não têm fundamento rumores que vêm circulando na mídia sobre um suposto acordo de delação premiada do empresário e reafirma que ele não cometeu qualquer irregularidade."
Baderna planejada
Brasil 24.05.17 17:41
O Antagonista insiste: a baderna de hoje foi planejada por petistas ontem à tarde, no Congresso.


NO BLOG DO NOBLAT
Temer, devolva as tropas aos quartéis!
25/05/2017 - 05h10
Ricardo Noblat
Como a popularidade do presidente Michel Temer ficou abaixo dos dois dígitos na mais recente pesquisa Datafolha, é possível que ela cresça alguns pontinhos no curto prazo com o uso de tropas do Exército e da Marinha para assegurar em Brasília o respeito à lei e à ordem.
Mas no médio e no longo prazo, Temer perderá com a decisão que tomou ontem, depois que um reduzido grupo de vândalos, não mais de 100 em meio a 35 mil manifestantes, atacou os prédios de oito ministérios saqueando três, pondo fogo em dois e conseguindo paralisar o governo.
A ordem só foi ameaçada de tal maneira por culpa do governo Temer. Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal, fez bem em lembrar que sua Polícia Militar, talvez a melhor do País, agiu com eficiência nas 151 manifestações que ocorreram em Brasília nos últimos dois anos.
O que houve desta vez? Protocolo Tático Integrado assinado pelos governos federal e distrital no mês passado diz que a segurança dos prédios públicos federais é responsabilidade da União. O governo local fez sua parte. O governo federal não fez a dele.
É fato que uma dezena de policiais disparou tiros para o alto. Não era para fazê-lo. E um dos policiais atirou nos manifestantes, ferindo um deles. Apure-se e puna-se com rigor quem procedeu assim. Mas o governo federal está obrigado a explicar por que não defendeu os prédios públicos.
Há mais para ser esclarecido. Temer disse por meio do ministro da Defesa que assinara o decreto de convocação de tropas militares para restabelecer a ordem em Brasília, a pedido de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. Não foi.
Maia pediu a ajuda de tropas da Força Nacional, formada por policiais militares, porque “a frente do prédio do Congresso estava um inferno” e ele corria o risco de ser invadido pela multidão. Como só havia 130 membros da Força Nacional na cidade, Temer chamou os militares.
Para alguns, foi sinal de que o País é governado por um presidente que zela pela ordem, uma de suas obrigações. Para muitos, que o presidente está tão enfraquecido que apela para os militares na esperança de recuperar parte da autoridade perdida no rastro da delação do grupo JBS.
Brasília anoiteceu com soldados do Exército passeando no gramado da Esplanada dos Ministérios. A cumprir-se, porém, os termos do decreto de Temer, pelos próximos sete dias 1.400 homens do Comando Militar do Planalto e do Grupo de Fuzileiros Navais cuidarão da ordem na cidade.
Se necessário, eles poderão se valer de blindados armados e deter pessoas consideradas em atitude suspeita. Poderão também implantar barreiras para dificultar ou impedir o livre acesso de estranhos às áreas guarnecidas pelos soldados. O mundo se deliciará ou se espantará com tais imagens.

NO BLOG DO MERVAL PEREIRA
Crises em Série
POR MERVAL PEREIRA
Quinta-feira, 25/05/2017 08:00
Em momentos como os que estamos vivendo, em que a legitimidade do presidente da República é posta em questionamento, equívocos, provocações e tentativas de colocar mais lenha na fogueira são comuns.
Vários exemplos se sucedem nos últimos dias, o mais alarmante a convocação das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem pública, em vez da Força Nacional, como pediu o presidente da Câmara Rodrigo Maia. O ministro da Defesa explicou depois que a Força Nacional não tinha contingente suficiente para manter abordem. 
Mas, mesmo essa medida do presidente da República, que mais parece ter sido tomada como uma demonstração de que ainda está no comando da situação, não justifica a reação radicalizada da oposição, especialmente do PT e movimentos sociais a ele ligados, que quiseram transformá-la na decretação de Estado de Sítio ou de Emergência, situações nas quais há suspensão de direitos.
A GLO, como é referida nos meios militares, é uma operação conduzida pelas Forças Armadas de forma episódica, em que os militares agem em uma área restrita e por tempo determinado. Esse tipo de operação é permitida quando “agentes de perturbação da ordem” colocam em risco a integridade da população e o funcionamento das instituições.
Foi o que aconteceu ontem em Brasília, quando, a pretexto de protestar contra as reformas e pedir a saída do presidente Temer, o vandalismo tomou conta de partes da cidade, com prédios públicos sendo depredados e até incendiados, e motoristas foram atacados a pedradas nas principais vias da capital.
Em várias ocasiões essa operação foi feita em comunidades dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, com a greve da Polícia Militar. Na reunião da ONU sobre meio ambiente, a Rio + 20, em 2012; na Copa das Confederações da FIFA e na visita do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013; na Copa do Mundo 2014 e nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Portanto, não se justifica a tentativa oposicionista de criar uma crise institucional além da que já vivemos, e não são aceitáveis ações de vândalos para atingir resultados políticos numa democracia.
Curioso é que essa fúria oposicionista mostra-se artificial, uma busca de criar uma crise política maior do que já temos, pois o Comandante do Exército, General Vilas Bôas, revelou recentemente em entrevista às páginas amarelas da Veja que, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma houve consultas informais ao Exército sobre a decretação de Estado de Emergência.
A manobra foi denunciada na época pelo senador Ronaldo Caiado, e o governo recebeu o recado de que o Exército não aceitaria participar dessa manobra. Outra clara provocação foi a Polícia Federal intimar por telefone para prestar depoimento o presidente Michel Temer, no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal.
Um equívoco que teve conseqüências graves foi a divulgação de diversos áudios de diálogos de pessoas que estavam sendo investigadas sobre temas que nada tinham a ver com os processos em que são acusadas. Uma delas provocou um dano colateral grave na liberdade de expressão, ao atingir o jornalista Reinaldo Azevedo.
Sua conversa com Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, revelou críticas pessoais sobre uma reportagem da revista Veja, onde trabalhava, o que acabou inviabilizando sua permanência na revista. As explicações da Polícia Federal e do Ministério Público são no sentido de que houve um erro na divulgação indiscriminada das conversas, mas há a desconfiança de que o jornalista teria sido vítima de uma vingança, pois vinha criticando diversos aspectos da atuação do Ministério Público na Operação Lava-Jato.
Se confirmada, essa atitude é uma grave agressão à liberdade de informação que não pode ser tolerada numa democracia.

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 25-5-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
QUINTA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2017
A trama de Aécio Neves e Joesley Batista, revelada em grampo da delação da JBS, era fazer da Vale uma versão privada do esquema de arrecadação de propinas da Petrobras, segundo acreditam os investigadores. Nesse roteiro, emplacando o ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine como presidente da Vale, ele teria o suposto compromisso de contribuir com US$8 milhões (R$25 milhões) por ano para “retribuir a indicação”. Essa articulação fracassou.
Os acionistas não conheciam essa armação, mas sentiram cheiro de queimado nas iniciativas de Aécio em fazer reuniões sobre o assunto.
Os acionistas privados, Bradesco e Mitsui, se uniram a Previ e BNDES, representantes estatais, para resistir à pressão.
A solução da Vale foi contratar uma empresa especializada em recrutar executivos, a Spencer Stuart, para blindar a governança da empresa.
No grampo com Joesley, Aécio se gaba de ter conseguido infiltrar o nome do escolhido para a Vale. Estava vendendo o que nunca teve.
O Exército na rua excitou a imaginação da esquerda, temendo “ameaça autoritária”, e da direita, que sonha com militares no poder. O Exército foi acionado porque não havia número suficiente de soldados da Força Nacional em Brasília. Indagado sobre a diferença entre garantir a ordem com o Exército ou a Força Nacional, o ministro Raul Jungmann (Defesa) de longo histórico de esquerda foi curto e grosso: “Nenhuma”.
Além de covardes, os mascarados são burros. Com suas bombas, pedras e coquetéis molotov, ajudaram o governo que querem derrubar.
Continuam com a cabeça nos anos 1960 os políticos que protestaram contra o Exército nas ruas para restabelecer a ordem. Maior atraso.
Há fartura de fotos e imagens dos delinquentes que tentaram incendiar ministérios, veículos etc. Mas, outra vez, ficarão impunes.
Há grande expectativa por um comentário do ministro aposentado do STF, Joaquim Barbosa sobre defesa que o fã confesso Renan Calheiros fez do seu nome para substituir a Michel Temer, em caso de vacância.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) encontrou ontem Michel Temer “muito sereno e muito educado, como sempre”. Temer recebeu 17 dos 22 senadores do PMDB. E um 18º, que estava fora, telefonou solidário.
Com ônibus lotados de “mortadelas”, sindicalistas fizeram barulho em Brasília contra a reforma trabalhista, que extingue o bilionário imposto sindical, e da previdência, que afeta privilégios do setor público.
Há uma grande inquietação de advogados diante da alegada falta de firmeza da direção nacional da OAB em relação ao que chamam de “criminalização da advocacia”, nas investigações em andamento.
Gozadores não respeitam nada: foi colocado no site OLX, com foto, o anúncio de um dedo encontrado em Brasília após uma bomba explodir a mão de um rapaz. Dizia o anúncio: “Vendo dedo de manifestante, acabou de cair... unha bem-feita. Pode ser seu, aproveite”.
A Polícia Militar foi muito criticada pela incapacidade de conter o violento vandalismo em Brasília. Até parece que não viram o exemplo da PM do Paraná, quando Lula foi interrogado pelo juiz Sergio Moro.
Joesley Batista e o irmão serão “convidados” a explicar na Câmara a compra de US$1 bilhão pela JBS na véspera da liberação do polêmico áudio de Michel Temer. Investiu na baixa e lucrou uma fortuna.
Glauber Braga (PSOL-RJ), durante tumulto na Câmara, ameaçou André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão. “Se não me garantir a palavra, vou aí e tomo a presidência”. Foi vaiado.
...de uma coisa Dilma não pode ser acusada: formação de quadrilha. Sem ajuda do seu partido, nunca conseguiu juntar quatro a seu favor.

NO DIÁRIO DO PODER
FICOU FÁCIL
OPOSIÇÃO ABRE MÃO DE PROTESTAR, E CÂMARA APROVA 6 MEDIDAS PROVISÓRIAS
DEPUTADOS SÓ PRECISARAM DE 2 HORAS PARA APROVAR PACOTE DE MP'S
Publicado: quarta-feira, 24 de maio de 2017 às 22:42 - Atualizado às 23:42
Redação
Seis medidas provisórias (MPs) foram aprovadas em pouco mais de duas horas de sessão na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 24. O pacote de MPs passou facilmente em razão da ausência da oposição, que deixou o Plenário como forma de protesto contra um decreto publicado pelo presidente Michel Temer que prevê o emprego das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios entre 24 e 31 de maio.
Os deputados governistas aproveitaram a ausência e aprovaram as MPs 759, 760, 761, 762, 764 e 767. A 762 é a medida que prorroga a isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), beneficiando mercadorias cuja origem ou destino final seja porto localizado nas regiões Norte ou Nordeste do País.
Já a MP 761 muda as regras do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), permitindo a contratação de idosos, estagiários, pessoas com deficiência e ex-presidiários pelas empresas participantes do programa, destinado àquelas companhias em situação de dificuldade econômico-financeira por meio da redução de salários e de jornada de trabalho. A MP também muda o nome do PPE para Programa Seguro-Emprego (PSE).
A Medida Provisória 764, por sua vez, autoriza desconto na compra de bens e serviços com pagamento à vista, proibindo contratos de prestadoras de serviço de excluírem essa possibilidade conforme a forma de pagamento (dinheiro, cartão de crédito ou cheque).
Outra MP aprovada, a 760, muda as regras de acesso de praças ao posto de oficial nos quadros da PM e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Além disso, os deputados aprovaram a MP 767, que aumenta as carências para a concessão do auxílio-doença, da aposentadoria por invalidez e do salário-maternidade no caso de o segurado perder essa condição junto ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e retomá-la posteriormente.
Por fim, a base do governo aprovou quase na íntegra o texto da MP 759. A medida impõe novas regras para regularização de terras da União ocupadas na Amazônia Legal e estabelece novos procedimentos para regularização fundiária urbana no Brasil. Na prática, o texto autoriza os moradores de áreas irregulares a obter a escritura de suas casas e cria a figura jurídica do direito de laje.

EU NÃO
'CANDIDATO: EU? OLHA PARA MINHA CARA, MINHA IDADE', DIZ FHC SOBRE PRESIDÊNCIA
EX-PRESIDENTE NEGOU ESTAR DISPOSTO A OCUPAR O PLANALTO NOVAMENTE
Publicado: Quarta-feira, 24 de maio de 2017 às 19:27
Redação
O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) negou que esteja disposto a ser candidato novamente ao Planalto em uma eleição com a eventual queda do presidente Michel Temer (PMDB). Perguntado sobre a possibilidade durante evento na sede da Fundação FHC, o tucano afastou estar disposto a concorrer ao cargo. "Eu? Olha para minha cara, minha idade. Tá louco!", expressou aos jornalistas.
Fernando Henrique disse ainda que é preciso aguardar para que o PSDB decida se fica ou desembarca do governo Temer. O ex-presidente considera que a situação está muito "instável" e que há um "esvaziamento do poder" na Presidência da República.
Para o tucano, o PSDB não pode dizer simplesmente "eu não brinco mais" quando a situação é avaliar se continua no governo ou não. "No Brasil, eu acho que responsavelmente nós temos que pensar sempre: E amanhã?", declarou. "Nós ainda estamos elaborando esse amanhã, e não é o PSDB, é o Brasil inteiro."
O ex-presidente disse ainda que o Brasil precisa reconstruir formas efetivas de ações do Estado, ao falar da crise no governo Temer, e considerou que a situação se agravou ainda mais com os atos de violência registrados em Brasília nesta quarta-feira. FHC classificou os atos como "inaceitáveis".
"O Brasil inteiro está inquieto porque está sentindo que há um esvaziamento do poder, não no sentido de repressão, mas do poder daquilo que nós delegamos para que seja feito, de legitimidade", disse.

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
O exército de baderneiros bateu em retirada
O remédio para a insolência das tropas liberticidas formadas por arruaceiros profissionais é a aparição de tropas militares
Por Augusto Nunes
Quarta-feira, 24 maio 2017, 21h25 - Atualizado em 24 maio 2017, 22h01
O que houve nesta quarta-feira em Brasília nada tem a ver com manifestação política, coisa rotineira em países democráticos. Foi uma explosão de violência concebida para transformar a capital numa versão brasileira da Caracas embrutecida e desfigurada por Hugo Chávez e seus filhotes liberticidas. Foi uma celebração da insolência arquitetada pelo ajuntamento de bolivarianos que se expressam em Português de cortiço.
No Congresso e na Esplanada dos Ministérios, viu-se em ação pelegos apavorados com o fim da vida mansa garantida involuntariamente por trabalhadores sindicalizados, parlamentares corruptos em pânico com a Lava Jato, vândalos sem cérebro movidos a mortadela e tubaína, vadios profissionais atraídos pelos pixulecos oferecidos a incendiários amadores e outras abjeções a serviço da seita que quase destruiu o País.
As afrontas ao Estado de Direito alcançaram dimensões tão desafiadoras que, tratada inicialmente como caso de polícia, a ofensiva selvagem virou um caso para as Forças Armadas, cujas funções constitucionais incluem a garantia da ordem pública. Tropas formadas por baderneiros aparentemente incuráveis têm cura: os ataques criminosos são interrompidos pela aparição de tropas militares.
Neste 24 de maio, o remédio produziu efeitos imediatos. Previsivelmente, os vigaristas disfarçados de guerreiros do povo brasileiro bateram em retirada, ou saíram em desabalada carreira, tão logo toparam com soldados de verdade. Países civilizados confiam às Forças Armadas a preservação da normalidade democrática. Assim deve ser num Brasil resolvido a enterrar a era da canalhice.

NO BLOG DO JOSIAS
TSE e Rocha Loures são os temores de Temer
Josias de Souza
Quinta-feira, 25/05/2017 04:59
Com uma capacidade cada vez mais limitada de fazer e acontecer, Michel Temer tornou-se presidente de prioridade única. Ele se dará por satisfeito se conseguir cumprir seu novo objetivo estratégico: não cair. Compartilhou com pessoas de sua confiança duas inquietações. Receia que o Tribunal Superior Eleitoral lhe casse o mandato. E teme que uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures — o homem da mala — elimine sua margem de manobra antes mesmo do início do julgamento do TSE, marcado para 6 de junho.
Antes do pacote de delações da JBS, Temer havia apagado o TSE da sua lista de problemas. Estimava que teria uma vitória na Justiça Eleitoral pelo placar de pelo menos 4 a 3. As posições dos sete julgadores eram antecipadas no Planalto como se o jogo estivesse jogado. Salvariam Temer os ministros Gilmar Mendes, Tarcísio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes Maia. Votariam pela cassação o relator Herman Benjamin, Rosa Weber e, talvez, Luiz Fux.
Depois que vieram à luz os resultados da colaboração judicial da JBS, o que o Planalto considerava um grande trunfo voltou-se contra Temer. Dizia-se que a maioria dos ministros faria uma leitura atenuatória dos fatos relacionados ao presidente para não conturbar uma administração que começava a exibir resultados na economia.
Agora, o feitiço do julgamento político começa a se voltar contra o feiticeiro, cuja permanência no cargo passou a ser vista como ameaça à tímida recuperação dos indicadores econômicos. O Planalto ainda contabiliza um placar de 4 a 3, só que contra a permanência de Temer.
Ironicamente, uma adesão do TSE ao ‘fora, Temer’, levaria a um resultado mais técnico. O veredicto não precisaria comprar a fábula segundo a qual Temer assumiu a cadeira de presidente por ser beneficiário dos 54 milhões de votos que os brasileiros deram a Dilma, mas não tem nada a ver com a dinheirama suja que financiou a campanha que produziu esse resultado.
A esperança de Temer de se salvar no TSE diminui na proporção direta do agravamento da crise. À procura de uma porta de incêndio, caciques do Congresso assediam a Justiça Eleitoral com pouca cerimônia. Para complicar, os operadores do presidente estão inseguros em relação aos humores de Rocha Loures, o personagem filmado recebendo a mala com propina de R$ 500 mil da JBS, dias depois de ter sido credenciado por Temer como sua ponte de ligação com o delator Joesley Batista.
Num primeiro momento, o ex-assessor de Temer, hoje deputado federal afastado do exercício do mandato pelo STF, mandara recados tranquilizadores para o Planalto. Sinalizara a intenção de matar a encrenca no peito, como se diz. Distanciaria a mala de dinheiro da figura de Temer, assumindo todas as culpas. Nos últimos dias, porém, Rocha Loures passou a sofrer pressão de sua família para tornar-se um colaborador da Justiça, negociando uma redução de castigo. De repente, fecharam-se os dutos de comunicação com emissários do governo.
Em viagem à Itália, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comentou com um amigo, pelo telefone: “O Rocha Loures foi meu chefe de gabinete no governo do Paraná. É moço de família rica, um rapaz de ouro. Não vai suportar essa pressão. Vai entregar.”
Um auxiliar de Temer sustenta que não há o que “entregar”. A declaração não combina com o medo que se espraia pelo Planalto. Contrasta também com o relato do delator Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS. Ele contou aos procuradores que o interrogaram, que Rocha Loures era um mero intermediário. A negociação da propina era feita, segundo Saud, diretamente com o presidente Temer.
“Eu tenho certeza absoluta que nós tratamos propina com o Temer, nós nunca tratamos propina com o Rodrigo [Rocha Loures]”, declarou o delator. “O Rodrigo foi um mensageiro que Michel Temer mandou para conversar com a gente, para resolver os nossos problemas e para receber o dinheiro dele.”
O interrogador indagou: “Essa é a visão também que o Joesley [Batista] passou pra você. Quem teve pessoalmente contato com o Temer para esse assunto foi o Joesley, né?” E Saud: “Foi o Joesley. Eu tô afirmando para o senhor porque não tratamos de propina com Rodrigo Rocha Loures.”

Política surtou e Brasília virou centro terapêutico
Josias de Souza
Quinta-feira, 25/05/2017 04:14
Depois de virar caso de polícia, a política brasileira entrou em sua fase psiquiátrica. Brasília tornou-se uma espécie de centro terapêutico para o tratamento das neuroses do sistema político.
Sindicatos e simpatizantes do PT marcharam pela queda de Temer e pela rejeição das reformas. Como o presidente está no chão e as reformas viraram pó, os manifestantes enlouquecem e quebram o próprio patrimônio.
A Câmara pediu ao Planalto reforço da Força Nacional. Temer acionou as Forças Armadas. Está previsto na Constituição. Aconteceu 29 vezes nos últimos sete anos. Mas no caso específico, foi como colocar o Anderson Silva para brigar com um recém-nascido.
O plenário da Câmara entrou em parafuso. Maníacos se desentenderam com depressivos. Todos de pé, na frente da mesa, num ambiente de boteco, que só pode acabar em palavrões e cutucões na barriga, nunca em legislação séria.
O sistema político pirou. Há dois caminhos. Uma parte pede internação no sistema prisional. E você pode dar alta para os demais em 2018.

Temer precisa decidir: ex-presidente ou estorvo?
Josias de Souza
Quarta-feira, 24/05/2017 21:21
Brasília vive sob atmosfera de franca anormalidade. Não bastasse a crise política, sindicatos e movimentos sociais transformaram o que deveria ser um ato pacífico contra Michel Temer e suas reformas num quebra-quebra que resultou em danos físicos e ao patrimônio de todos os brasileiros. A anormalidade se reflete também no Congresso. Ali, os parlamentares oscilam entre o gritaria e o empurra-empurra. Contra esse pano de fundo conturbado, há em Brasília um governo que já não governa os acontecimentos, é governado pelos fatos.
A ideia de que Temer dirige o País nesta ou naquela direção é uma ilusão. A essa altura, o suposto presidente tem dificuldades até para exercer poder efetivo sobre o grupo de cerca de 50 pessoas que o assessoram mais diretamente. Do lado de fora, o Planalto ganhou o adorno de soldados do Exército, acionados para manter a ordem, evitando o incômodo de manifestantes arruaceiros.
Nesse contexto, aproxima-se o momento em que Michel Temer terá de decidir que papel deseja desempenhar. O núcleo central do seu governo apodreceu. Seus aliados lhe dão as costas. As lideranças políticas, ou o que restou delas depois da Lava Jato, negociam o pós-Temer. Dá-se de barato que o presidente já não consegue passar nem a impressão de que comanda. Restam a Temer dois papeis: o de ex-presidente ou o de estorvo.

Lula e Cia. deveriam segurar os seus radicais
Josias de Souza
Quarta-feira, 24/05/2017 19:29
Lula e as forças políticas, sindicais e sociais que gravitam ao seu redor dançam algo muito parecido com a coreografia da insensatez. Nesta quarta-feira um elenco de arruaceiros marchou sobre a Esplanada à procura de encrenca. Exigiam a queda de um presidente que já está no chão. E guerreavam contra reformas que flertam com o arquivo. Perderam o nexo. Para não perder também a viagem, brigaram com a Polícia e destruíram o patrimônio público.
Foi como se os devotos de Lula enxergassem a Esplanada dos Ministérios como uma loja de louças hipertrofiada. Marcharam em direção ao Congresso Nacional como uma manada de elefantes. A isto foram reduzidos os apologistas de Lula: elefantes itinerantes. Ora estão em Curitiba, ora na Avenida Paulista, ora em Brasília. Falta-lhes, porém, um rajá, isto é, um líder que os monte, apontando-lhes a direção e contendo-lhes os modos. Lula ainda não se deu conta, mas a hora é de moderação.
A Lava Jato transformou a briga entre o petismo e seus rivais numa gincana de sujos contra mal lavados. Lula roça as grades de Curitiba. Aécio Neves assiste ao funeral de sua carreira política em rede nacional. Temer virou caso para estudo: o primeiro político da História a se tornar ex-presidente ainda na Presidência. Num ambiente assim, quebra-quebra disfarçado de protesto, além de ser um crime, é um erro.
Lula faria um favor a si mesmo e ao País se segurasse seus radicais. Permitir que militantes dancem desgovernados é o mesmo que cutucar a sociedade com o pé para ver se ele morde. O brasileiro já parou de abanar o rabo para os políticos faz tempo. Não demora e começa a morder.

NO BLOG DO ALUIZIO AMORIM
Quarta-feira, maio 24, 2017
AMEAÇA COMUNISTA NO BRASIL SE REPETE. DESTA FEITA POR MEIO DA CRIMINOSA MANIPULAÇÃO DOS FATOS PELA GRANDE MÍDIA E SEUS JORNALISTAS 'PARTISANS'
A foto acima é do site do Estadão. Embaixo a imagem é do site da revista Veja. O Brasil tem 207 milhões de habitantes. Brasília tem quase 3 milhões de habitantes. O número de terroristas incendiários é risível no contexto populacional brasileiro. Os jornalistas continuam denominando esses terroristas comunistas de "manifestantes" e ao mesmo tempo em que veiculam notícias negativas em relação à convocação das Forças Armadas pelo Presidente da República, quando tal ato tem o apoio unânime do Brasil decente. 
O que está acontecendo nesta quarta-feira no Brasil já era previsível. Duvido que os órgãos de inteligência das Forças Armadas não teriam informações suficientes para uma ação preventiva. Mas adiante isso haverá de ser esclarecido. Afinal, a Capital da República foi alvo de um ataque terrorista com direito a incêndio de prédios públicos. Mas em que pese tudo isso, mais uma vez a grande mídia - toda ela - continua tergiversando, falando no máximo em “baderneiros”, quando se sabe que isto tudo que está ocorrendo é o modus operandi dos movimentos comunistas comandados pelo PT, ou seja aquela plêiade de partidos nanicos esquerdistas como PSOL, PCdoB, PSTU, Rede da Marina da Selva, e mais as famigeradas Centrais Sindicais sem contar ONGs custeadas com dinheiro estrangeiro como já revelei aqui neste blog.
Entretanto, o noticiário jornalístico como sempre tergiversa, mente, escamoteia a realidade dos fatos: o Brasil, como nas vésperas de 1964 está acossado pelos comunistas já não mais na clandestinidade, mas em partidos políticos e organizações paralelas acoitadas pela lei - vejam só - e, mais ainda, que contam com toda a grande mídia e seus jornalistas esquerdistas. Todos na grande mídia são esquerdistas que cumprem a nefasta missão de transformar o Brasil numa Venezuela.
E isso é feito de forma malandra, ou seja, denominando grupelhos dirigidos e a soldo dos partidos e entidades sindicais esquerdistas com os eufemismos “baderneiros”, “movimentos sociais”, "black blocs". Os jornalistas são cúmplices dessa gentalha e boa parte da desgraça que se abateu sobre o Brasil se iniciou a partir do momento em que Lula foi ungido Presidente do Brasil, justamente com o apoio incondicional dos jornalistas e o oportunismo malandro dos donos dos grandes veículos de mídia.
As fotografias e filmagens veiculadas pela grande mídia nesta tarde falam por si só. Brasília, por exemplo, tem quase 3 milhões de habitantes. Em foto publicada pelo site da revista Veja (como se vê acima) se tem ideia do número dos “ditos manifestantes”, que pelo que se sabe podem ter sido arregimentados inclusive fora da Capital Federal. No total compõem um grupelho caso se estabeleça uma confrontação com o tamanho da população de Brasília. Quando mais do Brasil inteiro.
O mesmo pode ser observado no que respeita aos atentados cometidos no Rio de Janeiro nesta tarde. O Rio é a segunda maior cidade do Brasil em população, com quase 7 milhões de habitantes descontando-se a dita área metropolitana.
Constata-se, portanto, que meia dúzia de 'mortadelas' cevados pelo PT e seus satélites como Centrais Sindicais foram suficientes para promover típicos atos terroristas.
E ainda reclamaram quando o Presidente Michel Temer (afinal, queiram ou não por enquanto é o Chefe da Nação) convocou acertadamente e, tardiamente é bom que se frise, as Forças Armadas para acabar com esses atos terroristas que afrontam a totalidade dos cidadãos brasileiros, descontando-se, evidentemente, meia dúzia de psicopatas que pululam no Congresso Nacional querendo impor no grito aquilo que a Nação Brasileira em maioria repudia.
Mas o jornalismo a soldo dessa canalhada comunista continua a mentir e tergiversar por meio dos veículos da grande mídia, cerrando cenho e/ou em voz solene para noticiar que o Chefe do Executivo convocou as Forças Armadas, como coisa que não fosse isso que a Nação inteira deseja.
Esses vagabundos da grande mídia continuam a criar narrativas que correspondem ao ardente desejo dos comunistas em transformar o Brasil numa nova Venezuela. Essa hipótese não está ainda totalmente descartada.
Por enquanto os brasileiros decentes que desejam ardentemente o cumprimento da lei e da ordem contam com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica que compõem as Forças Armadas.
Se as Forças Armadas capitularem a única alternativa será o aeroporto. Esta é a situação verdadeira que está sendo criada pelos mesmos jagunços comunistas debelados em 1964. O Brasil é talvez o único país do mundo onde a história se repete sem cessar.


REFLEXÃO ESPÍRITA

-Facciosismo- 
“Mas se tendes amarga inveja e sentimento faccioso, em vosso coração, não vos glorieis nem mintais contra a verdade.” 
- (TIAGO, 3:14.)

Toda escola religiosa apresenta valores inconfundíveis ao homem de boa-vontade.
Não obstante os abusos do sacerdócio, a exploração inferior do elemento humano e as fantasias do culto exterior, o coração sincero beneficiar-se-á amplamente, na fonte da fé, iluminando-se para encontrar a Consciência Divina em si mesmo.
Mas, em todo instituto religioso, propriamente humano, há que evitar um perigo – o sentimento faccioso, que adia, indefinidamente, as mais sublimes edificações espirituais.
Católicos, protestantes, espiritistas, todos eles se movimentam, ameaçados pelo monstro da separação, como se o pensamento religioso traduzisse fermento da discórdia.
Infelizmente, é muito grande o número de orientadores encarnados que se deixam dominar por suas garras perturbadoras.
Espessos obstáculos impedem a visão da maioria.
Querem todos que Deus lhes pertença, mas não cogitam pertencer a Deus.
Que todo aprendiz do Cristo esteja preparado a resistir ao mal; é imprescindível, porém, que compreenda a paternidade divina por sagrada herança de todas as criaturas, reconhecendo que, na Casa do Pai, a única diferença entre os homens é a que se mede pelo esforço nobre de cada um.

Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, constante do livro <Vinha de Luz>, de 1951, publicado pelo Federação Espírita Brasileira. 
Da página www.oconsolador.com.br de 09-12-2007.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

TERCEIRA EDIÇÃO DE 24-5-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
Exclusivo: Wesley em Brasília
Brasil 24.05.17 14:37
O Antagonista flagrou Wesley Batista chegando ao MPF em Brasília para nova rodada de negociações do acordo de leniência.
Ele também prestará novo depoimento.
Violência generalizada na Esplanada
Brasil 24.05.17 14:36
A baderna de agora na Esplanada, recorda O Antagonista, foi organizada por Guilherme Boulos, na tarde de ontem, em reunião com petistas no Congresso Nacional.
O TSE e o desastre
Brasil 24.05.17 14:28
Michel Temer confia que um dos novos ministros do TSE pedirá vista para não votar a sua cassação no dia 6.
Um desastre para o Brasil.
Exclusivo: J&F teria obtido 45 bi dos cofres públicos
Brasil 24.05.17 14:28
A resistência do MPF em fechar com a JBS uma cifra inferior aos 11 bilhões de reais, no acordo de leniência, se justifica com um cálculo dos procuradores.
O Antagonista apurou que o grupo de Joesley e Wesley Batista, segundo o MPF, obteve um total de 45 bilhões em recursos públicos, o que inclui aportes do BNDES e dos fundos de pensão, além de linhas de crédito da Caixa, do BB e outros bancos.
Esses valores ajudaram a transformar a J&F no maior grupo privado do país. A empresa, porém, alega que o cálculo dos procuradores está errado.
O impasse permanece.
"Deixa eu te falar, cara. Não vai ser simples..."
Brasil 24.05.17 13:00
Um grampo da operação Patmos pegou a seguinte conversa num grampo:
Aécio Neves: Deixa eu te falar, cara. Não sei se vai ser simples... mas eu precisava que você tentasse dar uma procurada lá na... naquele negócio do passeio de moto, sabe?
Moreno: Unhum...
Aécio Neves: Naquela organização que a gente ia fazer em julho.
Moreno: Unhum...
Aécio Neves: É. Porque... você viu nos jornais hoje?
Moreno: Mais ou menos. Uma parte sim, outras... algumas outras coisas aí.
Aécio Neves: É não. É não. Tem uns negócios listados que o cara ia ser o guia, sabe?
Moreno: Unhum. Sei.
Aécio: Procurou para... pra fazer o roteiro, entendeu? Ainda...
Moreno: Tá....
Aécio Neves: Aqueles motoqueiros malucos que falaram qualquer coisa. Em vez de chamar, eles resolveram se antecipar, sabe?
Os "motoqueiros", segundo a PF, seriam os executivos da Andrade Gutierrez; o "passeio de moto" seria o depoimento de executivos da empreiteira sobre a propina da Usina de Santo Antônio -- o Estadão, naquele dia (29 de abril), havia noticiado que eles haviam se antecipado a uma convocação do MPF para falar sobre o assunto.
O "Moreno", de acordo com a PF, seria Alexandre Acciolly, apontado por Henrique Valladares como o verdadeiro dono de uma conta em Cingapura onde a Odebrecht depositou propina para Aécio.
A assessoria de Acciolly disse ao UOL que não é o "Moreno" da conversa cifrada do dia 29 de abril, mas reconheceu ser o "Moreno" de um segundo grampo, feito em 30 de abril:
"A confusão se dá porque nas duas conversas, o senador Aécio trata o interlocutor pelo apelido de 'Moreno'. É preciso esclarecer que ambos fazem parte de um grupo de cerca de dez amigos que se tratam uns aos outros pelo apelido de 'Moreno'. Isso fica claro na segunda conversa (essa, sim, com Accioly) quando Aécio cumprimenta: 'Fala, Moreno', e Accioly retribui: 'E aí, Moreno.'"
"Na referida conversa do dia 29/04/2017 o interlocutor diz que está em Belo Horizonte. Há mais de cinco meses Accioly não vai à capital mineira e entre os dias 28/04/2017 a 30/4/2017 ele estava em Búzios, conforme o segundo diálogo. Essa informação pode ser facilmente comprovada pelo extrato do cartão de crédito do empresário que registra gastos em restaurantes de Búzios na noite de sexta-feira (dia 28/4/2017) e na noite de sábado (29/4/2017)."
"No final do diálogo Aécio se despede com 'um beijão em todas as três'. Accioly é casado e tem dois filhos, um menino e uma menina; o que mais uma vez comprova que não é parte da conversa."
É preciso saber quem é o "Moreno" do primeiro grampo.
Exclusivo: Palocci tem de contar tudo
Brasil 24.05.17 12:13
Antonio Palocci é o primeiro corrupto de primeira grandeza que decide delatar.
Até agora, só os grandes corruptores delataram.
A Lava Jato não vai aceitar que ele se vitimize, dizendo que sempre houve roubalheira no Brasil.
Ou ele conta tudo a respeito do esquema de propinas de Lula e do PT, ou o acordo será descartado, porque a Lava Jato precisa cada vez menos dele para condenar o resto do bando.
Exclusivo: Palocci prepara seus anexos
Brasil 24.05.17 12:04
O PT festejou os depoimentos de Joesley Batista sobre Michel Temer e Aécio Neves.
Mas houve um efeito colateral: Antonio Palocci está correndo para tentar fechar o quanto antes seu acordo com a Lava Jato.
Ele sabe que a possibilidade de acrescentar fatos novos está se esgotando rapidamente.
E está quase pronto para apresentar os primeiros anexos.
Lulinha é dono da Friboi?
Brasil 24.05.17 09:53
A PGR perguntou a Joesley Batista se Lulinha é sócio da Friboi.
O delator, segundo a Veja, "jurou de pé junto que a tese não passa de boato e que nenhum dos filhos de Lula dá cartas em empresas da J&F".
É preciso perguntar mais uma vez a Joesley Batista sobre seu relacionamento com José Carlos Bumlai, o operador de Lula e seus filhos.

NO DIÁRIO DO PODER
BADERNA
MANIFESTANTES ENTRAM EM CONFLITO COM POLÍCIA MILITAR NA ESPLANADA
HOUVE DEPREDAÇÃO DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA E NO MUSEU DA REPÚBLICA
Publicado: quarta-feira, 24 de maio de 2017 às 14:57 - Atualizado às 15:03
Francine Marquez
MANIFESTANTES USAM BANHEIROS QUÍMICOS COMO BARRICADAS CONTRA A PMDF FOTO: REPRODUÇÃO GLOBO NEWS
O clima é tenso na Esplanada dos Ministérios. Os manifestantes arremessam pedras e paus contra a Polícia Militar para tentar furar o bloqueio e chegar ao Congresso Nacional.
Manifestantes usam banheiros químicos como barricadas contra a PMDF. Em resposta a polícia utiliza bombas de gás lacrimogênio para tentar conter a baderna.
Houve depredação do Ministério de Minas e Energia e no Museu da República. Tropas da Força Nacional estão posicionados na frente do Ministério da Fazenda.
Representantes das centrais sindicais, que estão no carro de som em frente ao Congresso Nacional, incentivam os manifestantes a ocuparam o gramado em frente a Avenida das Bandeiras.
De acordo com as informações da Secretária de Segurança a manifestação reúne cerca de 30 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios.
Segundo a PMDF mais de 500 ônibus trazendo pessoas de várias regiões do país, chegaram hoje cedo e se concentraram no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha.

NO BLOG DO JOSIAS
PSD já discute desembarque do governo Temer
Josias de Souza
Quarta-feira, 24/05/2017 14:54
Michel Temer tornou-se um presidente minoritário na bancada de senadores do PSD, partido do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia). Dos cinco senadores da legenda, três avaliam que Temer não tem mais condições de presidir o país: Omar Aziz (AM), Lasier Martins (RS) e Otto Alencar (BA). Um está em dúvida: Sérgio Petecão (AC). Apenas José Medeiros (MT) manifesta-se a favor da permanência do partido no bloco que dá suporte legislativo ao governo.
O senador Lasier Martins relatou ao blog como se formou o placar: “Fizemos consultas recíprocas no plenário. E chegamos a esse resultado. O Otto Alencar, o Omar Aziz e eu entendemos que não há mais clima para o Temer continuar. O José Medeiros acha que, por enquanto, Temer merece defesa. E o Sérgio Petecão está em dúvida. Ele quer que façamos uma reunião para debatermos a questão. Mas já temos uma maioria formada.''
Lasier disse que pretende conversar com Kassab, que comanda a legenda. “Vou propor ao Kassab que realize uma reunião com todo mundo, senadores e também deputados. Precisamos tomar uma posição conjunta das duas bancadas. É preciso saber inclusive qual é a posição do ministro. Vai ficar até quando?” O PSD tem 37 deputados federais. O repórter apurou que o debate sobre a conveniência de tomar distância de Temer fervilha também na bancada da Câmara.

NA VEJA.COM
Tribunal confirma 21 meses de prisão para Messi por fraude fiscal
Pai do jogador também foi condenado por sonegar 4,1 milhões de euros. Os dois, porém, devem cumprir pena fora da cadeia
Por Da redação
Quarta-feira, 24 maio 2017, 09h47 - Atualizado em 24 maio 2017, 09h55
Lionel Messi e seu pai Jorge durante julgamento na Espanha (Alberto Estevez/Pool/Reuters/Reuters)
A Suprema Corte da Espanha negou recurso apresentado por Lionel Messi e ratificou uma condenação de 21 meses de prisão para o craque do Barcelona por fraude fiscal, segundo relatos dos principais jornais espanhóis. O pai e empresário do jogador, Jorge Horácio Messi, teve sua pena reduzida de 21 para 15 meses de detenção. Os dois também foram multados em 2 milhões de euros (cerca de 7 milhões de reais) em uma decisão de julho do ano passado.
No entanto, é esperado que nem Messi nem seu pai sejam presos, já que, de acordo com a lei espanhola, sentenças menores a dois anos de pena podem ser cumpridas em liberdade por pessoas sem antecedentes criminais.
Messi e seu pai e agente são acusados de fraudar o fisco espanhol em 4,16 milhões de euros (cerca de 17 milhões de reais). Pouco antes de viajar aos Estados Unidos para a Copa América Centenário de 2016, o craque do Barcelona depôs na Espanha e disse que jamais tomou conhecimento de qualquer irregularidade.
“Eu me dedicava a jogar futebol, confiava no meu pai e em meus advogados e não tinha ideia de nada”, afirmou Messi, reafirmando discurso similar usado pela sua defesa no início da investigação em 2013. “A única coisa que sabia é que assinávamos acordos com determinados patrocinadores, por uma quantidade determinada de dinheiro e eu tinha de fazer anúncios, fotos e coisas do tipo, mas sobre o dinheiro e para onde ia eu não sabia nada.”
Pai e filho são acusados de cometer evasão fiscal entre 2007 e 2009, com a utilização de uma série de empresas no Reino Unido, na Suíça, em Belize e no Uruguai para receber os direitos de imagem, evitando assim o pagamento de impostos. Durante esses anos, Messi assinou contratos de patrocínio com marcas como Adidas, Konami, Pepsi e Danone em nome de uma empresa no Uruguai, Jenbril, que pertencia a ele e à qual cedeu a gestão de seus direitos.
De acordo com o jogador, o emaranhado de empresas foi elaborado por um escritório de advocacia de Barcelona que prestava assessoria à família na área fiscal e que mantinha contato apenas com seu pai. “Eu confiava nele e os advogados nos diziam que fizéssemos desta maneira”, disse, na ocasião.