DICIONÁRIO AULETE

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SEGUNDA EDIÇÃO DE 24-8-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO ESTADÃO/OPINIÃO
O lorotário da ‘presidenta’
De lorota em lorota, Dilma tenta adiar o ostracismo o quanto pode à custa da Nação
José Nêumanne
24 Agosto 2016 | 03h01
O comparecimento da presidente afastada, Dilma Rousseff, ao julgamento de seu impeachment foi agendado e ela tratou na semana passada com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), do rito a ser adotado na sessão. Foi-lhe atribuída a intenção de reverter a crônica da condenação anunciada com um discurso capaz de constranger oito dentre os julgadores, que foram seus ministros, a votar por sua volta, depois de terem aprovado a pronúncia dela na votação anterior. Eles figuraram entre os 55 favoráveis a seu afastamento, e não entre os 21 que decidiram paralisar o processo, menos da metade dos 43 necessários (metade mais um).
O crítico severo poderá achar destemperado o gesto, o que condiz com seu temperamento tempestuoso. Mas é contrário a todas as leis da probabilidade e da lógica. Pois é Dilma a maior responsável pelo calvário que ela mesma, seu criador, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT), de ambos, estão vivendo neste agosto de seu desgosto. Em março de 2014 o Estadão publicou documentos, até então inéditos, revelando que em 2006, quando era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, ela aprovou a compra onerosa de 50% de uma refinaria da belga Astra Oil em Pasadena, no Texas (EUA). Divulgada a notícia, explicou a discutível decisão dizendo que só a apoiou por ter recebido “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Sua primeira manifestação pública sobre o tema foi chamada, e com toda a razão, de “sincericídio”.
Pois às vésperas de se impor como candidata à reeleição presidencial, contrariando a vontade de Lula, responsável por sua eleição em 2010, Dilma acendeu o estopim de uma bomba que viria a explodir no colo de ambos, ao delatar e encalacrar o ex-diretor internacional da petroleira, Nestor Cerveró. Aí, este, como delator premiado na Operação Lava Jato, virou um algoz de que Lula e ela não se livraram e, ao que tudo indica, nunca se livrarão.
A expulsão de Lula do páreo provocou ressentimento nesse patrono de seus triunfos. Apesar de tudo, Dilma reelegeu-se. Mas isso complicou seu desempenho no cargo em quase todas as decisões importantes que tomou, ou deixou de tomar. Ela obteve 51,64% dos votos e Aécio Neves, do PSDB, 48,36%. A diferença foi de 3,4 milhões. Essa foi a menor margem de sufrágios em segundo turno desde a redemocratização. No entanto, ela reagiu como se tivesse obtido a votação total. Em contraste com a atitude educada do opositor, que a saudou pela vitória, afirmou: “Não acredito que essas eleições tenham dividido o País ao meio.” Assim, inaugurou uma falsa aritmética, na qual o mais sempre vale tudo.
Seu primeiro erro fatal, após empossada pela segunda vez, foi atender a seus espíritos santos de orelha, Cid Gomes e Aloizio Mercadante Oliva, entrar na fria de enfrentar Eduardo Cunha e o PMDB do vice eleito com ela, Michel Temer, e apoiar Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pela presidência da Câmara. Perdeu no primeiro turno por larga maioria, na primeira de uma série de derrotas que, mesmo nas vezes em que teve apoio de menos de um terço, ela nunca aceitou.
Tentando corrigir esse erro, ela prometeu os votos do PT no Conselho de Ética da Casa para evitar a punição de Cunha, que, acusado de corrupção ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mostrara força reduzindo a pó projetos do governo com “pautas-bomba”. Só que o PT lhe puxou o tapete, negou apoio ao desafeto e aprofundou o fosso que a separava do parceiro majoritário na base parlamentar. Cunha virou algoz, aceitando o processo de impeachment contra ela da lavra de um fundador do PT, Hélio Bicudo, do ex-ministro da Justiça do tucano Fernando Henrique, Miguel Reale Júnior e da professora de Direito da USP, Janaína Paschoal.
Nos 272 dias sob julgamento no Congresso – 160 no cargo e 112 dele afastada (se for mesmo impedida em 1.º de setembro) – ela atribuiu o dissabor à “vingança” de Cunha. Este, de fato, o abriu, mas não foi decisivo na maioria contra ela na comissão da Câmara (38 a 27), composta à feição dos interesses de sua defesa por intervenção do STF. Nem em mais quatro sessões: duas na comissão (15 a 5 e 14 a 5) e duas no plenário do Senado (55 a 22 e 59 a 21). E mais: mesmo tendo até agora logrado adiar sua cassação, o ex-presidente da Câmara não provou ter os votos de que precisa para manter o mandato.
Outra conta de seu lorotário é a do presidente em exercício, seu único sócio na chapa vencedora de 2014, com 54,5 milhões de votos. Temer tem o dever funcional, exigido pela Constituição, de assumir seu lugar, não merecendo, assim, as acusações que amiúde ela lhe faz de “traidor e golpista”.
Na dita “mensagem ao Senado Federal e ao povo brasileiro”, divulgada em palácio e na presença decorativa de repórteres, ela repetiu as lorotas de hábito. Pela primeira vez reconheceu ter cometido um “erro”. Este seria a escolha do vice e, em consequência, a aliança com o PMDB. Esqueceu-se de que sem esses aliados não teria sequer disputado o segundo turno em 2010 e 2014. Comprometeu-se ainda a adotar “as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao povo”. Sem contar sequer com um terço do Senado e da Câmara, cujas decisões têm sido referendadas pelo STF, contudo, a única medida que ela poderá tomar será imitar Fernando Collor, atualmente seu prestativo serviçal, e renunciar. Para tanto, contudo, a Nação não aceita pacto de nenhuma espécie, seja a imunidade penal pessoal, seja outro privilégio. Não tem, muito menos, como convocar plebiscito para eleger quem cumpriria o resto do mandato, se a ele renunciar.
Só lhe restará, então, voltar ao merecido ostracismo, do qual não deveria ter sido retirada, e responder pelos vários crimes de que é acusada – e nega.

NO BLOG COLUNA DO ESTADÃO
PF prende presidente do PSDB em Goiás e ex-secretário de Fazenda de Perillo por desvio para campanhas do partido
As ações fazem parte da Operação "Decantação", deflagrada nesta quarta-feira; R$ 4,5 milhões foram desviados de empresa de saneamento do Estado
Andreza Matais, Fábio Fabrini e Fabio Serapião
24 Agosto 2016 | 07h25
A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira, 24, mandados de prisão contra o presidente do PSDB em Goiás, Afreni Gonçalves Leite, e outras pessoas ligadas ao governador Marconi Perillo. As medidas fazem parte da Operação "Decantação”, que investiga esquema de desvio de ao menos R$ 4,5 milhões em recursos federais na Empresa Saneamento de Goiás (Saneago). Também é alvo de mandado de prisão o diretor-presidente da empresa pública, José Taveira Rocha, ex-secretário de Fazenda do tucano.
O dinheiro desviado, segundo os investigadores, abasteceu campanhas políticas do PSDB. A sede do partido no Estado é alvo de buscas. A operação atinge a legenda do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem a PF é subordinada, e é considerada pelos investigadores uma “Lava Jato local” por envolver desvio de dinheiro e financiamento de campanhas.
A PF, com o apoio do Ministério Público Federal, apurou que dirigentes e colaboradores da empresa pública promoveram licitações fraudulentas mediante a contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso. Recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal foram desviados para o pagamento de propinas e dívidas das campanhas políticas do partido em Goiás.
A ação, segundo os investigadores, evitou um prejuízo de quase R$ 7 milhões. A PF sustenta que uma das estratégias da organização criminosa era o favorecimento da consultoria contratada pela Saneago a empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.
Cerca de 300 policiais federais cumprem 120 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 04 de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão na sede de empresas envolvidas e de um partido político, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa, Itumbiara, São Paulo e Florianópolis (SC). Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos.
Os envolvidos responderão por peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios.
OUTRO LADO.
A Coluna entrou em contato com o governo de Goiás, que ainda não se pronunciou.

NO O ANTAGONISTA
Brasil 24.08.16 10:30
Léo Pinheiro, dono da OAS, será interrogado hoje no processo contra Gim Argello.
Segundo Matheus Leitão, do G1, seu depoimento "é aguardado por integrantes da Lava Jato como uma sinalização de sua nova estratégia de defesa"...
Brasil 24.08.16 09:35
A Lava Jato soube que a Odebrecht pagou honorários de advogados no exterior.
Por algum motivo, isso não consta da delação...
Brasil 24.08.16 09:25
A PF deflagrou uma operação para cumprir 16 mandados judiciais contra uma quadrilha que fraudava licitações e desviava recursos do Ministério do Esporte, num total estimado em 30 milhões de reais...
Brasil 24.08.16 09:22
A Veja respondeu a Rodrigo Janot, dizendo que ele usou "um truque retórico" ao afirmar que o anexo da delação não "ingressou" nas dependências do Ministério Público Federal...
Brasil 24.08.16 09:05
Antonio Palocci foi delatado por Fernando Migliaccio, chefe do departamento de propinas da Odebrecht.
De acordo com ele, o dinheiro era entregue ao chefe de gabinete do petista...
Brasil 24.08.16 08:34
Os dados relativos às contas mantidas nos EUA por João Santana e Mônica Moura poderão ser usados pelo TSE, na ação do PSDB que pede a impugnação da chapa Dilma-Temer...
Brasil 24.08.16 07:57
A operação pente-fino do governo Michel Temer já encontrou falcatruas no cadastro do programa que chegam a 100 milhões de reais, informa O Globo...
Brasil 24.08.16 07:27
Marco Aurélio Mello disse que, apesar da suspensão por Rodrigo Janot, a colaboração premiada de Léo Pinheiro pode seguir, diretamente com Sérgio Moro...





PRIMEIRA EDIÇÃO DE 24-8-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
24 DE AGOSTO DE 2016
A CPI da Funai e do Incra, cuja prorrogação foi negada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a pedido do PT, deixará de investigar, entre outros crimes, a morte do produtor rural Gilmar Borges, nas cercanias de Brasília. Gilmar era arrendatário de 247 hectares no Gama (DF) havia 40 anos, mas a terra foi invadida pelo MST e sua vida virou um inferno, até ser executado aos 78 anos, dias após depor na CPI.
O relatório sobre o caso Gilmar cita a deputada Érika Kokay (PT-DF), que apoiou a invasão do MST, por isso ganhou o carimbo “reservado”.
Gilmar contou à CPI que era ameaçado pelo MST e os invasores se reportavam a Érika Kokay, que estaria “por trás” das invasões.
Apareceu na investigação o nome do deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), mas ele nega. Acha até que se trata de homônimo.
Procurada, a deputada petista Érika Kokay não respondeu aos questionamentos da coluna, nem mesmo por sua assessoria.
O senador e ministro José Serra (Relações Exteriores) provocou um grande mal-estar, nesta terça (23), após chegar – atrasado – no almoço do tucano Tasso Jereissati (CE) com senadores que apoiam Michel Temer. Serra disse que estava lá para fazer um apelo pela aprovação do reajuste do Itamaraty, mas, desolado, soube que o Palácio do Planalto não mandava o projeto porque seu partido, o PSDB, vetaria.
A afirmação de Serra provocou imediata reação dos tucanos, que garantem não vetar coisa alguma e que nem sequer foram consultados.
Após o impeachment, a fofoca do Planalto sobre o comportamento da bancada do PSDB vai dar dor de cabeça em Michel Temer.
No DEM, a reação é idêntica: o líder, Ronaldo Caiado (GO), avisou que após a destituição de Dilma o partido vai rediscutir o apoio a Temer.
Palavra de atento deputado federal do PT que torce pelo término da novela: se Dilma escapasse do julgamento no Senado, enfrentaria ao menos outros nove pedidos “muito consistentes” de impeachment, inclusive pelo “conjunto da obra” de corrupção em seu governo.
Funcionários do Ministério da Saúde dão como certa a substituição do ministro Ricardo Barros, a quem se referem como “Trump brasileiro” desde a bobagem que disse sobre homem trabalhar mais que mulher.
A oposição considera processar o ex-presidente Lula por falsa denúncia de crime, como o nadador mentiroso dos Estados Unidos, Ryan Lochte. Lula disse à ONU ter sido “punido” na Lava Jato, mas ele foi apenas denunciado por envolvimento em vários casos de corrupção.
Funcionários do Senado já compreenderam o papel do ex-ministro Gilberto Carvalho em sua boquinha no gabinete do senador Lindbergh Farias (PT-RJ): criar factoides favoráveis ao impeachment.
Carlos Nuzman foi esperto. Como o colega que organizou a olimpíada de Barcelona, ele designou um diplomata experiente, embaixador Agemar Sanctos, para destravar os delicados assuntos institucionais e internacionais, como um diretor do Comitê Rio 2016. Foi um sucesso.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) dá o exemplo: em vez de faltar, decidiu se licenciar para trabalhar na campanha eleitoral da Paraíba. Assumirá a liderança o senador Paulo Bauer (SC).
O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, precisa de novo líder na Câmara Legislativa, após a renúncia do anterior, enrolado no escândalo da vez. O deputado Professor Israel (PV) dormiu líder, mas estão no páreo Rodrigo Dalmácio (PTN) e Reginaldo Veras (PDT).
É de autoria do líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), o projeto que cria a identidade profissional de radialistas, como jornalistas, advogados ou arquitetos. É antiga reivindicação da classe.
...no caso da investigação da chapa Dilma-Temer no TSE, pau que bate em presidenta, bate em 'presidento'.

NO DIÁRIO DO PODER
NADA FEITO
LEWANDOWSKI NEGA PEDIDO DE DILMA PARA ANULAR IMPEACHMENT
DEFESA QUERIA ANULAR OS VOTOS DOS 59 SENADORES PRÓ-IMPEACHMENT
Publicado: terça-feira, 23 de agosto de 2016 às 19:42
Responsável por conduzir o processo de impeachment, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou nesta terça-feira, 23, pedido da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff para anular o processo.
A defesa de Dilma queria anular a decisão de pronúncia, sob a alegação de que o procedimento de votação na sessão do plenário do Senado de 10 de agosto, ocorreu com "violação ao devido processo legal" e ao direito de defesa da petista.
O argumento jurídico é que as questões preliminares apresentadas pela defesa deveriam ter sido apreciadas separadamente, conforme as regras do Código de Processo Penal, e não globalmente, como permite o Regimento do Senado.
"Não vislumbro nenhuma nulidade na decisão de pronúncia proferida pelo Senado Federal. É que o fato de as (questões) prejudiciais e as preliminares terem sido votadas em bloco não trouxe qualquer prejuízo à acusada", argumentou Lewandowski em sua decisão.
O presidente do STF destacou que os senadores, por votação majoritária, decidiram não só "rejeitar todas as (questões) prejudiciais e preliminares, das quais tinham plena ciência, como também acolher - para os fins de pronúncia - as duas imputações assacadas contra a acusada".
"Não é incomum, nos órgãos jurisdicionais colegiados - aliás isso configura até uma praxe, especialmente no STF, que las questiones prejudiciales y previas, como as denominam os doutrinadores espanhóis, sejam examinadas em bloco, quer dizer, no momento em que se aprecia o mérito de uma causa ou de um recurso", sustentou Lewandowski.
Testemunhas
Nesta segunda-feira, 22, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu um recurso relativo ao rol de testemunhas apresentado pela defesa de Dilma. O ministro autorizou que o nome de ex-secretário-adjunto da Casa Civil da Presidência, Gilson Bitencourt fosse substituído pelo do advogado e professor de Direito Financeiro da UERJ Ricardo Lodi. Lewandowski também permitiu a alteração da ordem de inquirição das testemunhas. O julgamento final do impeachment está marcado para começar nesta quinta-feira, 25. (AE)

LAVA JATO
MENDES E JANOT TROCAM FARPAS SOBRE VAZAMENTOS DA LAVA JATO
MINISTRO ACUSOU PROCURADORES E PGR DISSE QUE NINGUÉM VAZA O QUE NÃO TEM
Publicado: terça-feira, 23 de agosto de 2016 às 17:52 - Atualizado às 18:05
O ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) disse hoje que é preciso colocar um "freio" nos procuradores responsáveis pelas investigações da Lava Jato. A afirmação veio após matéria da revista Veja com detalhes da delação do empreiteiro Léo Pinheiro (OAS), o que foi considerado um vazamento oriundo do MPF.
Pouco depois, durante reunião do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu as acusações do ministro do STF e afirmou que os procuradores não são responsáveis pelo vazamento das informações, pois "ninguém vaza o que não tem". Janot disse ainda que há um "estelionato delacional" com a divulgação das informações para pressionar o Ministério Público a homologar as delações.
Gilmar disse que a retaliação ficou evidente com relação ao colega de STF, ministro Dias Toffoli, após ele conceder habeas corpus ao ex-ministro Paulo Bernardo e por ter fatiado o processo da Lava Jato. "Houve manifestações críticas dos procuradores. Isso já mostra uma atitude deletéria", disse. "Quem faz isso está abusando da autoridade", concluiu.

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Quando a Primavera chegar, a Era da Canalhice já será um cadáver em adiantado estado de decomposição
Faltam apenas sete dias para o fim da farsa que Lula pariu e Dilma Rousseff amamentou
Por: Augusto Nunes 
Terça-feira,  23/08/2016 às 19:28
A última semana deste agosto é também a última semana do mais longo e mais patético velório político da História do Brasil. Daqui a sete dias, milhões de brasileiros estarão festejando o fim de uma farsa que durou 13 anos e meio. Não é pouca coisa. Quando a Primavera chegar, a Era da Canalhice já será um cadáver em decomposição.
Por enquanto, o governo Michel Temer é uma esperança espreitada por dúvidas. Melhor assim, atesta a comparação com a certeza medonha parida pelos governos de Lula e Dilma: com a permanência dessa dupla e seus comparsas no poder, seria proibido sonhar com a salvação de um Brasil devastado pela inépcia, pelo cinismo e pela corrupção.
No mesmo instante em que Dilma foi despejada do Planalto, sem que o presidente interino tivesse sequer esboçado uma única e escassa mudança de rumo, tudo subitamente pareceu menos aflitivo, mais respirável, menos desolador. Meia dúzia de decisões sensatas depois, o reinado do lulopetismo se reduzira a uma lembrança tão remota quanto a chegada de Cabral.
A reconstrução do Brasil não será fácil. Para torná-la menos penosa, lembremo-nos o tempo todo do legado de Lula e Dilma. Aconteça o que acontecer, o País que enfim se vai sempre será infinitamente pior do que o País que está chegando.

NO BLOG DO REINALDO AZEVEDO
DELAÇÃO JÁ! Gilmar Mendes, que é contra suspender o acordo com Léo Pinheiro, é que é o mocinho da história
As coisas estão da pá virada, não é? Então Janot pretende que Léo Pinheiro guarde segredos sobre a bandidagem que tomou conta do Estado e é tratado como mocinho!
Por: Reinaldo Azevedo 
Quarta-feira, 24/08/2016 às 5:37
Ai, ai…
Os tempos realmente não andam dos mais simples. Em Kakânia, o país imaginário de Musil no livro “O Homem Sem Qualidades”, “tomava-se um gênio por patife; nunca se tomava um patife por gênio”. E olhem que Kakânia respirava, assim, um certo ar de desalento, de lenta decadência, de desencanto “magro e severo”. Temos tido menos sorte no Brasil. Há muito tempo já, realizam-se por aqui as duas operações: gênios podem ser tratados como patifes, o que não deixa de ser raro porque raros são os gênios. Mas com que frequência a patifaria assume o ar da genialidade!
Dei uma rápida passada pelas redes sociais e até por algumas páginas da Internet que se querem contra a impunidade. Jesus Cristo! Como a burrice e a ignorância são satisfeitas de si e sentenciosas! Eis que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que decidiu pôr os pingos nos is, está sendo tratado como inimigo da investigação e da apuração da Lava-Jato. E a Rodrigo Janot, que pôs um ponto final à delação de Léo Pinheiro, sem nem dizer por quê, dispensa-se o tratamento de herói.
Mais: os petralhas e os “burralhas”, que não sabem ler, dizem que estou criticando a apuração de VEJA. Em primeiro lugar, se e quando acho o caso, critico. Em segundo lugar, eu nem entrei no mérito. Aliás, repudio essa mania de sempre se querer saber quais são as fontes das reportagens da revista, que reiterou a sua apuração. Mais ainda: já escrevi umas 800 vezes que a imprensa não é guardiã de sigilo ou confidencialidade. Meu ponto é outro.
Aqui e ali, tenta-se sugerir que a decisão de Janot de sepultar a delação de Léo Pinheiro seria um jogo de acomodação com o Poder Judiciário, “agora que apareceu o nome de um ministro do Supremo”. Bem, terei de dizer assim: uma ova! Mais: acusa-se Mendes de ter tido uma reação corporativista, de defesa de um ministro que lhe é próximo.
Bem, então testemos as hipóteses. Ora, fosse assim, por que o suposto “corporativista” Mendes estaria criticando com dureza inédita o ponto final à delação de Léo Pinheiro? Se o empreiteiro sabe de alguma coisa que compromete o seu amigo e sendo um corporativista, parece que o razoável seria fazer o contrário ou calar-se, não é?
Insisto no ponto: quem está cobrando que se criem as condições para que Léo Pinheiro conte tudo é Mendes. Quem não quer mais saber o que ele tem a dizer é Janot. E é o primeiro a ser chamado de vilão? Ora, já vimos delatores mentindo abertamente; outros mudaram completamente a versão. Nem por isso se tomou a atitude drástica de agora. E não deve ser para preservar Toffoli, não é mesmo? Ou será que Mendes cobra com tamanha dureza que a delação continue porque sabe que ela implodiria o STF? Deveria haver um limite para o ridículo. Mas, pelo visto, não há.
A fala de Janot nesta terça-feira, 23 foi a pior possível. Ao afirmar que ele não está procurando proteger ninguém, sobrou a suspeita de que poderia estar se referindo ao ministro Dias Toffoli. É o tipo de afirmação que deixa rastro de suspeita. Ora, é claro que não! O ministro certamente não quer coisa distinta do que quer seu parceiro de tribunal: que a delação seja mantida.
Mendes é contra o fim da delação. Toffoli é contra o fim da delação. Por que Janot é a favor? A quem interessa que os segredos de Léo Pinheiro morram com ele?
Como lembra VEJA.com, “a revista informou que a proposta de delação da qual faz parte o anexo sobre Dias Toffoli fora ‘apresentada recentemente à Procuradoria Geral da República’ e ainda não fora aprovada ou formalizada. Estava em negociação.” Janot saiu-se com o truque retórico: diz que tal anexo nunca entrou na Procuradoria. Mas esperem: ELE PUNIU LÉO PINHEIRO PELO VAZAMENTO DE UM ANEXO QUE NÃO EXISTE?
Eu não quero saber a fonte da revista.
Eu acho que cabe aos entes competentes investigar o vazamento.
Mas eu quero, sim, a delação de Léo Pinheiro, ora essa! Doa a quem doer. Quem tem de explicar por que não quer mais é Rodrigo Janot.

Ministério Público não pode ser fonte de difamação de supostos desafetos
Em vez de bater boca com Mendes e de sair por aí fazendo plantações indevidas, sugiro que os valentes do MP se concentrem na investigação das tramoias reveladas pela Lava-Jato
Por: Reinaldo Azevedo 
24/08/2016 às 5:35
Já critiquei aqui o pendor do Ministério Público para fazer política. Sou uma pessoa esquisita. Elogio todas as qualidades do órgão e critico todos os seus defeitos. Infelizmente, alguns procuradores estão confundindo o cumprimento do dever com licença para fazer qualquer coisa. E nem estou me referindo à autoria do vazamento.
Todos os meus colegas jornalistas sabem que procuradores passaram esta terça-feira, 23, exercendo a profissão de hortelãos: estavam plantando na imprensa e em grupos que lutam pelo fim da corrupção a avaliação de que Gilmar Mendes havia se tornado um inimigo da Operação Lava Jato, agora que o PT já caiu. Os mais ousados chegam mesmo a indagar, por palavras oblíquas, quem o Supremo pensa que é para ousar enfrentar o Ministério Público. As coisas saíram do eixo. E precisam voltar a ele para que os corruptos possam ser punidos. Para que patuscadas como o fim da delação de Léo Pinheiro não se repitam.
Ora, então Mendes seria agora inimigo da Operação? Será, então, por isso que ele critica com tamanha dureza o rompimento de negociações com o ex-chefão da OAS? E quem é amigo da investigação? Janot, que pretende costurar a boca do empreiteiro?
Infelizmente, correntes do MP, imbuídas de espírito salvacionista, que é sempre contraproducente — obtém o contrário do que pretende —, tornaram-se máquinas poderosas de atacar reputações. Uma discordância mínima, lateral que seja, já faz daquele que dissente uma pessoa suspeita. Isso é detestável. Os mesmos hortelãos tentaram atribuir ao advogado de Pinheiro, José Luís de Oliveira Lima (conhecido por “Juca”), o tal vazamento. A única coisa que não conseguiriam explicar é por que isso seria bom para o seu cliente.
Janot deveria é procurar pôr ordem na casa, em vez de vir a público com palavras ambíguas e anfíbias, inclusive sobre o trabalho da imprensa. Há obviamente no ar o cheirinho de que tenta proteger seus bravos rapazes — que jamais hesitaram, no entanto, em lhe aplicar um “bay pass” quando julgaram necessário.
Todos os aplausos ao bom trabalho do Ministério Público Federal. Mas não endosso e nunca endossei — há mais de 10 anos de arquivo à disposição — seu pendor para fazer política. Quando o ministro Gilmar Mendes critica, e com muita dureza, uma proposta que fala até na admissão de provas ilícitas, “desde que colhidas de boa-fé”, faz, sim, o que se espera de um magistrado. Só faltava agora um ministro do Supremo condescender com tal estupidez. “Ah, que fale nos autos!” A defesa da Lei e da Constituição pode e deve ser feita por integrante da Corte Suprema do País também fora dos autos porque nem uma nem outra são mera questão de gosto ou de juízo de valor.
Eu mesmo tomei pancadas aos montes porque ousei, ora vejam!, discordar de uma coisa ou de outra ao longo da Operação. Não ligo porque tenho casca dura. Dez anos tomando porrada de petralhas me deram a devida carapaça. Mas acreditem: os espadachins da reputação alheia de um lado e de outro não agem de maneira muito distinta, não. Janot e a Corregedoria do Ministério Público precisam mandar seus rapazes de volta ao quartel. Ninguém está aqui a defender lei da mordaça ou qualquer coisa do gênero.
Em benefício da ordem pública — aquela mesma cuja transgressão rende prisão preventiva —, convém que todos se comportem dentro da lei e segundo as suas atribuições. Procuradores têm de saber que a democracia é coisa importante e grande demais para que sua operação seja monopólio do Ministério Público.
Em vez de bater boca com Mendes e de sair por aí fazendo plantações indevidas, sugiro que os valentes se concentrem na investigação das tramoias reveladas pela Lava-Jato.
Procurador não tem de ficar em palanque. E também não, missionário, paladino ou legislador.
Ou, como se vê, quem sai ganhando são os bandidos. Ou não é o que vai acontecer se Léo Pinheiro foi silenciado por Janot?

Se Léo Pinheiro levar para o túmulo o que sabe, quem ganha? Conta outra, Janot!
Esse já consegue ser o maior mistério da Operação Lava Jato. Se um enrolado vazar dados da sua relação com um delator, então acaba a delação? Quem ganha com isso?
Por: Reinaldo Azevedo 
Terça-feira, 23/08/2016 às 19:14
Querem ver? Vou expor aqui o caminho para uma pizza gigantesca. E não se trata de teoria conspiratória, não! É apenas exercício regular da lógica elementar.
Em vez de decidir investigar a fonte dos constantes vazamentos da Operação Lava Jato; em vez de tentar botar um pouco de ordem na casa e seguir as diretrizes institucionais, o senhor Rodrigo Janot, procurador-geral da República, finge um rigor técnico que não existe e decreta o fim da delação de Léo Pinheiro.
Pois bem! O que o chefão da OAS sabe, ora vejam, morrerá com ele. Se ele delatar, isso lhe será irrelevante. Arruma inimigos novos sem que colabore para reduzir a sua pena.
Lula agradece.
Dilma agradece.
Outros tantos também.
Mas ainda não cheguei ao ponto. Disse o procurador-geral:
“Declarei encerradas as negociações, isso não cheira mal, cheira bem. É uma maneira de o MP impor sua atividade institucional. O MP age de forma cristalina, nada escondo nem protejo a ninguém. Inventaram estelionato delacional com intuito de pressionar MP a aceitar acordo que não seja bom”.
Como? “Estelionato delacional”? Inventaram? “Quem” inventaram??? Com que propósito? A quem servia o “estelionato delacional”? Certamente não é à imprensa.
Ingredientes
Se alguém quer inviabilizar a delação de Marcelo Odebrecht, por exemplo, com o que ela tem de potencial explosivo, basta que um futuro enrolado vaze as suas, vamos dizer, relações não republicanas com o grupo.
Se Janot mantiver essa decisão, ele, e não outro, estará dando os ingredientes para a pizza.
Pergunta-se: todo vazamento interessa ao delator? Por quê? Se isso não é uma tese geral, por que esse vazamento, em particular, interessa? Quais são os elementos de que dispõe o Ministério Público?
Segundo Janot, o tal anexo sobre Toffoli nunca chegou ao Ministério Público.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, diz que os investigadores estão se sentindo “o ‘ó’ do borogodó”. E acrescentou: “Eu acho que a investigação tem que ser em relação logo aos investigadores porque esses vazamentos têm sido muito comuns. É uma prática bastante constante, e eu acho que é um caso típico de abuso de autoridade e isso precisa ser examinado com toda cautela”.
Que fique uma coisa de relevante: seja lá qual for a origem dessa história, que levou o nome de Toffoli para o centro da confusão, uma coisa é certa: PÔR FIM À DELAÇÃO DE LÉO PINHEIRO, SEM MAIS NEM AQUELA, SÓ É DO INTERESSE DE BANDIDOS, NÃO?
Ou alguém conseguiria demonstrar que, se Léo levar para o túmulo o que sabe, o Brasil fica melhor?
Conta outra, Janot!

NO BLOG DO JOSIAS
Ainda há senador ‘indeciso’ na praça! Hummm…
Josias de Souza
Terça-feira, 23/08/2016 18:10
Os políticos têm um notável senso de oportunidade. Alguns ficam em cima do muro até a última hora e, quando não tem mais jeito, saltam para o lado que for mais lucrativo. Você pode não acreditar. Mas ainda há em Brasília senadores que se equilibram sobre a 'dúvida'. São paparicados por Dilma e por Temer.
A madame adota meios sórdidos para alcançar o nobre fim de evitar um “golpe” contra os valores democráticos. O doutor manda às favas qualquer perspectiva de revisão das velhas práticas sob o pretexto de livrar o Brasil da delinquência fiscal e do atraso petista. Ambos oferecem a biografias duvidosas novas e lucrativas oportunidades.
Jaburu e Alvorada disputam, por exemplo, o amor de senadores como Edison Lobão (PMDB-MA), João Alberto Souza (PMDB-MA) e Roberto Rocha (PSB-MA). São homens públicos cujas dúvidas costumam ser diluídas pelo déficit público. Nas últimas horas, pendiam para Temer. Mas, para seduzi-los, Dilma e o PT dão uma banana até para o PCdoB do governador maranhense Flávio Dino, um proto-aliado.
Num Brasil pós-freudiano e pré-falimentar, que convive com dois presidentes, mas não tem nenhum, passa da hora de os senadores se situarem. Recomenda-se aos indecisos que peguem seus RGs. Confiram a foto. Verifiquem se as assinaturas conferem. Peguem também o CPF. Recitem os números. Repitam três vezes, para ter certeza de que vocês continuam sendo vocês mesmos e não um grupo de impostores.

NO O ANTAGONISTA
Brasil 24.08.16 07:07
Procuradores temem que os ministros do STF passem a negar pedidos de diligências da Lava Jato, uma resposta ao envolvimento de Dias Toffoli na operação, informa a Coluna do Estadão...
O Financista 24.08.16 07:04
Em conversa na tarde de ontem com Michel Temer, o senador Ataídes Oliveira cobrou do presidente mudanças nas estatísticas de desemprego do país...
Brasil 24.08.16 06:47
Em sua desmesurada, porém calculada reação ao episódio Léo Pinheiro-Dias Toffoli, Gilmar Mendes subiu em muitos tons as críticas à Lava Jato...
O Financista 24.08.16 06:45
O Congresso aprovou nesta madrugada o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões...
Brasil 24.08.16 06:37
A cúpula da Lava Jato fez um diagnóstico do episódio da suspensão da delação de Léo Pinheiro, segundo o Painel da Folha: o avanço das investigações sobre o Judiciário pode acabar impondo um freio à operação.
Brasil 24.08.16 06:25
A direção do PT rejeitou, por 14 votos a 2, a proposta de convocação de um plebiscito que poderia determinar a realização de nova eleição para presidente, registra a Folha...
Mundo 24.08.16 06:20
A agência Ansa informa que já foram confirmadas 21 mortes em decorrência do terremoto que atingiu a região central da Itália, sendo 11 na região de Lazio e 10 em Marcas.
Segundo relatos, ainda há muitas pessoas sob os escombros.
Brasil 23.08.16 21:00
Rodrigo Janot beneficia Lula e Marcelo Odebrecht com sua decisão estúpida de cancelar a delação de Léo Pinheiro, da OAS...
Brasil 23.08.16 19:57
Rodrigo Janot declarou "encerradas as negociações" com a OAS. Fontes da PGR garantem a O Antagonista que o cancelamento da delação é definitivo, mas os advogados de Léo Pinheiro não deixarão isso barato...
Brasil 23.08.16 19:18
As declarações de Gilmar Mendes e Rodrigo Janot não fazem o menor sentido, mas a imprensa as reproduz com fidelidade canina sem questionamento.
É grotesco todo esse espetáculo para impedir que a Lava Jato chegue aos chefões.

REFLEXÃO ESPÍRITA CRISTÃ

"Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus."
Escutai essa palavra do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio. Abri os ouvidos, que é chegado o momento de ouvir.
Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor Seu? Bastará dizer: "Sou cristão", para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. "Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons." - "Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo." São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Que frutos deve dar a árvore do Cristianismo, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com sua sombra uma parte do mundo, mas que ainda não abrigam todos os que se hão de grupar em torno dela? Os da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e de fé. O Cristianismo, qual o fizeram há muitos séculos, continua a pregar essas virtudes divinas; esforça-se por espalhar seus frutos, mas quão poucos os colhem! A árvore é boa sempre, porém maus são os jardineiros. Entenderam de moldá-la pelas suas idéias; de talhá-la de acordo com as suas necessidades; cortaram-na, diminuíram-na, mutilaram-na; tornados estéreis, seus ramos não dão maus frutos, porque nenhuns mais produzem. O viajor sedento, que se detém sob seus galhos à procura do fruto da esperança, capaz de lhe restabelecer a força e a coragem, somente vê uma ramaria árida, prenunciando tempestade. Em vão pede ele o fruto de vida à árvore da vida; caem-lhe secas as folhas; tanto as remexeu a mão do homem, que as crestou.
Abri, pois, os ouvidos e os corações, meus bem-amados! Cultivai essa árvore da vida, cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos concita a tratá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância seus frutos divinos. Conservai-a tal como o Cristo vo-la entregou: não a mutileis; ela quer estender a sua sombra imensa sobre o Universo: não lhe corteis os galhos. Seus frutos benfazejos caem abundantes para alimentar o viajor faminto que deseja chegar ao termo da jornada; não amontoeis esses frutos, para os armazenar e deixar apodrecer, a fim de que a ninguém sirvam. "Muitos são os chamados e poucos os escolhidos." É que há açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não sejais do número deles; a árvore que dá bons frutos tem que os dar para todos. Ide, pois, procurar os que estão famintos; levai-os para debaixo da fronde da árvore e partilhai com eles do abrigo que ela oferece. - "Não se colhem uvas nos espinheiros." Meus irmãos, afastai-vos dos que vos chamam para vos apresentar as sarças do caminho, segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.
O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e Suas palavras não passarão: "Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; entrarão somente os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus."
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe; que o Deus de luz vos ilumine; que a árvore da vida vos ofereça abundantemente seus frutos! Crede e orai. - 
(Simeão, Espírito. Bordéus, França 1863.)

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 18.
Da página http://www.reflexoesespiritas.org de 24-8-2016.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

TERCEIRA EDIÇÃO DE 23-8-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO ESTADÃO
Perícia em gráficas aponta 'desvio de finalidade de gastos eleitorais' em campanha Dilma-Temer
Laudo encontrou problemas na emissão de notas fiscais e na subcontratação de outras empresas para o fornecimento de bens e serviços à chapa presidencial eleita em 2014
Isadora Peron e Beatriz Bulla,
O Estado de S.Paulo
23 Agosto 2016 | 14h38
Foto: Estadão
BRASÍLIA - A perícia realizada por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral em gráficas que prestaram serviços à campanha eleitoral que elegeu a presidente afastada, Dilma Rousseff, e o presidente interino, Michel Temer, em 2014, afirmou não ser possível afastar "desvio de finalidade dos gastos eleitorais para outros fins que não o de campanha".
Essa foi a conclusão registrada na análise dos documentos apresentados por três empresas: Focal, Gráfica VTPB e a Red Seg Gráfica.
A colheita de provas para a ação proposta pelo PSDB que investiga se houve abuso de poder político e econômico pela campanha vencedora foi autorizado em abril pela relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura. A perícia foi concluída nesta segunda-feira, 22.
No caso da Focal, que recebeu quase R$ 24 milhões, o laudo do TSE diz que "em que pese se tratar de uma empresa que prestou serviços à uma campanha nacional para a Presidência da República, foram encontradas diversas inconsistências nos registros contábeis da empresa".
A perícia encontrou problemas na emissão de notas fiscais e na subcontratação de outras empresas para o fornecimento de bens e serviços à chapa presidencial eleita em 2014.
Quanto às notas fiscais, o documento afirma que o "cancelamento posterior das notas, sem o correspondente registro de estorno ou de devolução dos recursos, pode representar uma simulação de prestação de serviços, a fim de justificar o recebimento de recursos, em espécie ou por meio de conta bancária".
Os peritos também apontaram que "identificou-se a utilização da mesma ordem de serviço referenciadas nas notas fiscais, contendo o mesmo objeto e quantidades a serem produzidas, utilizadas em várias notas fiscais de venda sequenciais e emitidas na mesma data".
Também não foram identificadas a documentação fiscal referente à subcontratação das empresas. 
Já quanto a Gráfica VTPB, o laudo aponta que apenas 21,5% das receitas contabilizadas obtidas com as vendas de produtos foram comprovadas por notas fiscais.
A Red Seg Gráfica, por sua vez, não teria apresentado todos os documentos requeridos pela Justiça Eleitoral e que são necessários para resposta dos quesitos pontualmente identificados.
Com o fim da fase de perícia, a ministra Maria Thereza já agendou os depoimentos das testemunhas que serão ouvidas no processo. Ao menos dez testemunhas serão ouvidas em setembro pela Justiça Eleitoral, segundo despacho da relatora da ação de investigação. 
A ação de investigação que corre perante o TSE pode gerar a cassação dos mandatos de Dilma e Temer e a inelegibilidade dos dois. Mesmo se o Senado confirmar o impeachment da petista na próxima semana, o processo continua, com risco para Temer, que assumirá a Presidência em definitivo.

NO O ANTAGONISTA
Brasil 23.08.16 14:50
Gilmar Mendes, informa o Estadão, afirmou que "é preciso colocar freios" na atuação dos procuradores da República, referindo-se à Lava Jato.
O ministro está indignado com o vazamento de informações sobre a delação da OAS...
Brasil 23.08.16 14:46
Cruzando os registros contábeis da VTPB e da Focal, O Antagonista descobriu que as duas empresas subcontrataram a Rhoss Print Etiquetas, Gráfica e Editora.
Eles nem disfarçam mais...
O Financista 23.08.16 14:32
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiou a votação do reajuste dos salários dos ministros do STF. A sessão ficou para setembro...
O Financista 23.08.16 14:05
O governo não vai aumentar impostos no ano que vem. Quem garante é o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha...
Brasil 23.08.16 13:40
A perícia do TSE também apurou que a VTPB subcontratou a empresa Mídia Exterior Integrada Eireli, de propriedade de Muller Alencar Braga, irmão de Beckermbauer Rivelino de Alencar Braga...
Brasil 23.08.16 13:21
O Antagonista revelou em julho que Keffin Gracher, ex-assessor de Edinho Silva, foi subcontratado pela VTPB. Os peritos do TSE obtiveram as notas fiscais emitidas pela Dialógica Comunicação e Marketing, de Gracher, que embolsou mais de R$ 760 mil...
Brasil 23.08.16 13:13
Como O Antagonista revelou no início do mês, os peritos constataram que a Focal não possui sequer máquinas para imprimir o material contratado pela campanha de Dilma...
Brasil 23.08.16 11:11
O site da Época informa que o operador do PMDB no Petrolão, Fernando Baiano, não tem dinheiro para pagar o condomínio do imóvel de luxo da Barra da Tijuca onde mora, no valor de 5.500 reais...

SEGUNDA EDIÇÃO DE 23-8-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
A Revolução do Banheiro
Por Mario Sabino
Segunda-feira, 22-8-2016
A grande revolução a ser feita no Brasil é a Revolução do Banheiro. Se os seus sentidos estão anestesiados, basta ir ao site do Instituto Trata Brasil, para verificar que o saneamento básico no País é uma catástrofe de proporções indianas:
-- Mais de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada;
-- Mais de 100 milhões de brasileiros não têm as suas casas ligadas a redes de esgoto;
-- Apenas 40% dos esgotos nacionais são tratados (no Norte, esse número cai para 14%; no Nordeste, para 29%).
Quanto tempo demoraria para universalizar o saneamento básico no Brasil: de vinte a trinta anos. Dinheiro? Quinhentos bilhões de reais. Parece muito, mas para conquistar 19 medalhas na Olimpíada do Cocô gastamos três bilhões. Se começássemos a fazer a coisa certa já -- e não começamos --, quase todas as pessoas da minha geração terão morrido antes que o cocô desapareça dos rios e praias urbanos. Para não falar do lixo industrial que aumenta exponencialmente a toxicidade do nosso excrementão fluvial e marítimo.
A Olimpíada do Cocô revelou ao mundo essa porcaria e, no entanto, é impressionante como continuamos a fingir que não é conosco. Quando velejadores se jogaram na Baía de Guanabara, para comemorar a conquista de medalha, apresentadores de TV entraram em êxtase, como se a imprudência dos atletas anulasse as análises de laboratório. O mesmo ocorreu com remadores na Lagoa Rodrigo de Freitas. A negação do cocô não é exclusividade carioca. É nacional. No Rio, contudo, é maravilhosa.
Em Paris, um dos lugares mais visitados pelas crianças são os Égouts. Você desce alguns degraus ao lado do Sena, perto da Torre Eiffel, e chega a um museu subterrâneo que mostra a evolução do saneamento básico na cidade. O cheirinho de Brasil já faz parte da decoração. No século XIX, quando eram bem menos extensos e mais fedorentos, os esgotos de Paris compuseram o cenário de "Os Miseráveis". Miseravelmente, as metrópoles brasileiras não contam nem mesmo com esgotos da época de Victor Hugo para ambientar um romance.
Precisamos fazer a Revolução do Banheiro para salvar os nossos rios, o nosso mar, a nossa gente e, quem sabe, produzir um Victor Hugo com um século e meio de atraso.
Brasil 23.08.16 10:22
A propósito da "Olimpíada da iniciativa privada", o procurador da República Leandro Mitidieri afirma que o uso de recursos públicos ultrapassa a casa dos bilhões...
Brasil 23.08.16 10:09
O Estadão informa que procuradores federais conduzem investigações a partir de indícios de corrupção e improbidade administrativa. No alvo, estão o Comitê Rio-2016 e agências públicas.
A Olimpíada nunca acaba
Brasil 23.08.16 10:01
A Justiça determinou o afastamento cautelar da presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão, e dos demais membros da Mesa Diretora da Casa,para apurar suspeitas de pagamento de propina em contratos de UTI, informa o site Congresso em Foco...
Brasil 23.08.16 09:25
Abriu-se nova discussão no Congresso sobre o futuro de Dilma depois do impeachment, informa o Radar...
Mundo 23.08.16 09:05
O secretário-geral da OEA, Luis Almagro -- aquele mesmo que contestou a legalidade do impeachment de Dilma -- disse o seguinte, em carta aberta ao líder oposicionista venezuelano Leopoldo López...
Brasil 23.08.16 07:47
A PF acredita que os vândalos que invadiram o Ministério do Desenvolvimento, ontem, também eram ladrões muito bem orientados, informa a Coluna do Estadão. Eles reviraram gavetas e armários, aparentemente em busca de documentos importantes.
Brasil 23.08.16 07:15
Gilmar Mendes investiu contra o MPF, por suspeitar que procuradores tenham vazado para a Veja a citação de Dias Toffoli por Léo Pinheiro. Gilmar chegou a dizer que o projeto das 10 medidas contra a corrupção avizinha-se do "terreno totalitário"...


NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Ricardo Noblat: O Último Ato de Dilma
A presidente deve celebrar a sorte de cair antes de novas delações que acabarão por comprometê-la
Por: Augusto Nunes 
23/08/2016 às 6:59
Publicado no Blog do Noblat
A partir da próxima semana, fora a jabuticaba, haverá outra coisa para chamarmos de nossa: a presidente da República afastada por um golpe que comparece ao último ato do seu julgamento para se defender diante de golpistas. Se for absolvida, dirá que derrotou o golpe. Se for condenada, dirá que foi vítima dele. Em seguida, embarcará para uma temporada de férias no exterior porque ninguém é de ferro.
A única invenção brasileira reconhecida em fóruns internacionais é a duplicata mercantil. Data da época em que Dom João VI transferiu para o Rio de Janeiro a sede do império português. Nem o avião é reconhecido como uma invenção do brasileiro Santos Dumont que morava em Paris e que, ali, fez sua geringonça decolar pela primeira vez no início do século passado.
Na verdade, não há registro confiável de que a jabuticaba tenha primeiro brotado aqui antes de se espalhar por outros países de clima tropical. De forma tal que a presidente, capaz de acreditar na força dos seus argumentos para convencer os golpistas a não golpeá-la, poderá, e com justa razão, passar, sim, à História da política universal como algo originalmente brasileiro.
Não só a presidente. Também o golpe transmitido pela televisão e comandado no seu desfecho pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de Justiça do País. Previsto na Constituição que a presidente jurou defender, o golpe é chamado ali de impeachment, e serve para destituir do poder o governante que tenha cometido crime de responsabilidade.
Dilma acha que não cometeu crime algum. E para abortar o golpe, valeu-se de todos os recursos lícitos e ilícitos. Empenhada em preservar o mandato e seus direitos políticos, bateu à porta da Justiça algumas dezenas de vezes, sem sucesso. E também sem sucesso à porta de deputados e senadores oferecendo cargos, liberação de dinheiro para obras públicas e outras vantagens.
Poderia não ter feito nada disso uma vez que se tratava de um golpe, não de um processo de impeachment regulado pela Constituição e acompanhado de perto pela Justiça. Debitemos tamanho equívoco, porém, à sua ingenuidade. Deve ter imaginado que seria possível vencer o golpe participando ativamente de todas as suas fases. Não estava só.
Procederam igualmente assim todos os que a apoiam. Sua ida ao Senado, para depor e ser interrogada pelos senadores investidos da condição de juízes, será a prova definitiva para quem ainda carecia de alguma de que Dilma jamais foi alvo de um golpe. Como Fernando Collor não foi.
Como Itamar Franco e Fernando Henrique não teriam sido, tantas foram as vezes que o PT quis derrubá-los pela mesma via usada para se derrubar Dilma agora. Collor caiu sob a suspeita de ser corrupto. Depois foi absolvido pelo Supremo, voltou à política e aliou-se a Lula e a Dilma. Está sendo investigado pela Lava-Jato sob a suspeita de ser corrupto.
Dilma cairá porque desrespeitou a Lei Fiscal e gastou muito além do que estava autorizada a gastar pelo Congresso. Deve celebrar a sorte de cair antes de novas delações que acabarão por comprometê-la. Na raiz da queda de Collor e de Dilma está a perda de apoio político para que seguissem governando.
Perderam apoio porque infelicitaram o País a tal ponto que as ruas se voltaram contra eles e, sob o ronco delas, os partidos. Demos graças a uma democracia tão repleta de defeitos como a nossa, mas mesmo assim capaz de garantir pelo voto a troca de governantes.

NO BLOG ALERTA TOTAL
Terça-feira, 23 de agosto de 2016
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Pouco importa, na prática, se Dilma vai xingar "traidores" ou se vai renunciar ou não na sessão do dia 29, no Senado. O impeachment dela é fava contada. Agora, quem precisa de salvação é Michel Temer. A dele depende mais da melhora na economia que da boa condução política. Provavelmente no dia 30, quando Dilma estiver definitivamente fora do poder, Temer fará um pronunciamento rápido à Nação. Fará suas promessas imediatas para sobrevivência. Sabe que seu destino depende do tal "deus" mercado...
Temer reza para que as taxas de juros do mercado futuro, que servem de parâmetro para a formação do custo do dinheiro, permaneçam em queda. Também sonha que os bancos destravem o crédito, antes que o Banco Central promova a sempre esperada redução na taxa básica de juros. O que joga contra os sonhos imediatos de Temer é o altíssimo desemprego - que agora assume a terrível feição de eliminação de postos de trabalho, cujo efeito é mais prejudicial que a mera demissão.
Temer vai focar sua ação inicial na complicada aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional que fixa um teto para os gastos públicos. Renegociar as dívidas dos Estados e grandes municípios, do jeito que for possível, é outra urgência urgentíssima de Temer. Ao mesmo tempo, o "velho-novo" 'Presidento' vai acelerar o programa de privatizações e concessões, para atrair o capital estrangeiro para lucrar muito além dos nossos juros altíssimos. Ainda não se sabe se a viagem de mascate à China Capimunista renderá bons frutos. O que vai dar mais dor de cabeça a Temer será a tal reforma da Previdência - que só prejudica o contribuinte do INSS.
Temer não tem outro jeito. Terá de insistir no adiamento da votação de propostas de reajustes salariais para servidores públicos. Não que ele não queira fica numa boa com o funcionalismo. O caixa da União simplesmente não aguenta. Entre "falir" e aturar "oposição", Temer prefere, pragmaticamente, a segunda hipótese. A massa afetada tem alto poder de pressão para paralisar o governo. Entre as categorias com reposição em análise no Legislativo estão os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-geral da República (PGR), Defensoria Pública da União (DPU), servidores da Receita, e Polícias Federal e Rodoviária.
O maior cagaço do PMDB no poder é que o movimento do governo Temer em adiar os reajustes desagradou a magistrados, que vão se beneficiar da elevação dos subsídios dos ministros do STF — teto remuneratório do funcionalismo —, de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Ninguém mais que os 'peemedebostas' temem o aprofundamento da ira no Judiciário. Ainda mais com uma centena de políticos na mira dos togados.
Por tudo isso, mesmo com Temer assumindo a Presidência definitivamente, a situação de seu governo permanece muito instável. A economia não dará respostas positivas imediatamente. A boa expectativa do mercado nunca é um bem confiável para os políticos. O humor muda a qualquer decisão ou notícia que mexa com o sagrado lucro fácil dos rentistas. Por isso, não basta Temer acender velas para o "deus" mercado.
Se a equipe econômica não promover mudanças de fato e imediatas, Temer vai para o saco de lixo da História tão ou mais depressa que a Dilma.
Obrigado, Amigo Supremo...
Em situação mais delicada que o Temer só o José Dias Toffoli - midiaticamente suspeito de ter sido beneficiado por uma obra caseira feita pela empreiteira OAS.
Se o jovem supremo ministro não processar a revista Veja imediatamente, logo será candidato a um inédito impedimento de "deus" do STF, fora de um regime explícito de ditadura...
Nesses tempos de guerra de todos contra todos, Toffoli pode ser transformado em mais um bode expiatório para poupar outros, supostamente, tão ou mais problemáticos que ele...
(...)


PRIMEIRA EDIÇÃO DE 23-8-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
23 DE AGOSTO DE 2016
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pode sepultar a CPI da Funai e do Incra, apesar do requerimento que a prorroga ter sido assinado por 200 deputados. A Polícia Federal vai seguir investigando crimes de corrupção e até de morte, na reforma agrária. Maia teria prometido ao PT acabar com a CPI, ao pedir apoio à sua eleição. O PT é suspeito de conluio com ONGs, por isso jamais permite que sejam investigadas.
As ONGs Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Isa (Instituto Sócio Ambiental ISA), foram ao STF para impedir a investigação da CPI.
A CPI da Funai e Incra descobriu favorecimento pessoal na distribuição de lotes para reforma agrária e no financiamento de invasões de terras.
Procurado, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MS), relator da CPI, não se deu ao trabalho de responder aos questionamentos da coluna.
O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que integra a comissão, chegou à conclusão de sonho das ONGs: “a CPI virou um debate ideológico”.
A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), mulher do ex-governador e presidiário Neudo Campos, é alvo da Reclamação 23515 do Ministério Público Estadual ao Supremo Tribunal Federal (STF), por tornar obesa a sua renda familiar com a nomeação de 19 parentes para cargos de confiança. Ela é acusada de violar a Súmula Vinculante nº 13 do STF, que colocou o nepotismo na ilegalidade em definitivo.
O marido da governadora, Neudo Campos, está preso em razão do desvio de dinheiro público conhecido por “escândalo dos gafanhotos”.
A Reclamação do MP chegou ao STF em março e até agora os 19 parentes continuam recebendo seus vencimentos ilegais normalmente.
A governadora nomeou, duas filhas, uma irmã, cinco sobrinhos, uma nora, sogro cunhado da filha... No total, a renda familiar chega a R$398 mil.
O Fundo Amazônia, que abastece ONGs que não querem ser investigadas, é gerenciado pelo BNDES e possui R$2 bilhões em ativos doados pelo setor privado e pelo governo. Banca 104 projetos.
As cerimônias da Olimpíada no Maracanã, espetaculares, devem ter sido um aprendizado até para o cineasta que as dirigiu, Fernando Meirelles, um dos nossos orgulhos. Descobriram que há no Brasil muito mais que favelas e traficantes que tanto encantam o cinema nacional.
Quando secretário de Segurança paulista, o ministro Alexandre Morais (Justiça) culpava a omissão do governo federal no tráfico de armas nas fronteiras. Está na hora de ele mostrar que sua queixa era procedente.
Condenada por aplicar golpe em Paris, a ONG “Fazer Brasil” é acusada de conluio com Apex (agência exportadora), que a fomentou com R$11 milhões, fazendo parecer que o crime compensa: uma década depois, ainda não pagou o que deve. E ainda criou outra ONG, Abexa, para driblar a execução, conforme confissão à polícia. O caso está no STJ.
É dura a vida de Dilma Rousseff. Diversos petistas aderem a votações do governo Michel Temer. Em 58 votações, o deputado Caetano (PT-BA) apoiou o governo 25 vezes (64%). Votou contra em outras 14.
Desembarca em Brasília nesta terça (23) a brasileira Thais Aleluia, vice-presidente do Alliance Bernstein, o 3º maior fundo de investimento do mundo. O fundo admite dobrar investimentos de US$15 bilhões no País, mas quer se certificar de segurança jurídica e normas legislativas.
O deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) não acredita que Eduardo Cunha será beneficiado na Câmara. Segundo ele, no momento em que o processo for a votação, “ele iniciará sua jornada para Curitiba”.
O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), avisou que, para a economia voltar a crescer, é preciso aprovar a renegociação da dívida dos Estados, o pré-sal e o limite dos gastos públicos.
Cadê o terrorismo, o zika vírus, a dengue, o chinkungunya e a sujeira que adoeceria os atletas no mar do Rio, durante as Olimpíadas?

NO DIÁRIO DO PODER
PESQUISA PARANÁ
MAIS DE DOIS TERÇOS DO DF SÃO A FAVOR AO AFASTAMENTO DEFINITIVO DE DILMA
BRASILIENSES TÊM HORROR A DILMA, MAS NEM POR ISSO APROVAM TEMER
Publicado: segunda-feira, 22 de agosto de 2016 às 18:18 - Atualizado às 20:28
Às vésperas do julgamento final do impeachment da presidente ré, Dilma Rousseff, a aprovação da destituição definitiva da petista atingiu 68,7% no Distrito Federal, segundo levantamento da Paraná Pesquisas. O percentual equivale a mais do que os dois terços de votos necessários no Senado para efetivar o vice, Michel Temer, no cargo, mas isso não quer dizer que os brasilienses estão satisfeitos com o peemedebista.
De acordo com a pesquisa, a aprovação do governo Temer é de apenas 42,9%, enquanto 50,3% da população desaprova a administração do interino. Apenas 6,7% não souberam ou não quiseram se pronunciar.
A maioria da população (54,9%) considera o início da administração Temer não mudou em relação ao governo Dilma. Para 19,6%, ele está se saindo melhor que a petista, 22,3% o consideram pior e só 3,2% ficou sem saber o que dizer a esse respeito.

IMPEACHMENT DE DILMA
IMPEACHMENT: DILMA DEVE SER AFASTADA COM 60 VOTOS NO MÍNIMO
EXPERT NESSE TIPO DE AVALIAÇÃO, PADILHA PREVÊ ATÉ 63 VOTOS
Publicado: segunda-feira, 22 de agosto de 2016 às 18:25 - Atualizado às 20:31
A presidente-ré Dilma Rousseff e seus comparsas devem ser afastados definitivamente do poder, no final deste mês. O ministro-chefe da Casa Civil do governo Michel Temer, Eliseu Padilha, por exemplo, afirmou à Rádio Estadão nesta segunda-feira, 22, que a expectativa de sua equipe é de que a votação final do processo da presidente ré, Dilma Rousseff (PT), no Senado, “deve ter entre 60 e 63 votos favoráveis. “Deveremos ter entre 60 e 63 votos a favor do impeachment”, disse o ministro, emendando: “Sendo conservador, deveremos ter 61 votos.” O Diário do Poder foi o primeiro e único site a cravar o placar favorável ao impeachment acima de 60 votos.
“Governo enquanto interino deixa interrogações, é natural”, afirmou. “Com governo definitivo, teremos de conter a expansão da dívida pública e reformar o nosso sistema previdenciário”, disse.
O líder do Democratas no Senado, Agripino Maia (RN), disse nesta segunda-feira que a expectativa dele é que o afastamento definitivo de Dilma terá 59 votos, o mesmo número que aprovou a pronúncia no último dia 11 de agosto.
Neste momento, segundo a média das avaliações do Diário do Poder, o placar do impeachment está assim:
VOTOS A FAVOR DO IMPEACHMENT
Acir Gurgacz - PDT/RO
Aécio Neves - PSDB/MG
Aloysio Nunes Ferreira - PSDB/SP
Alvaro Dias - PV/PR
Ana Amélia - PP/RS
Antonio Anastasia - PSDB/MG
Antonio Carlos Valadares - PSB/SE
Ataídes Oliveira - PSDB/TO
Benedito de Lira - PP/AL
Cássio Cunha Lima - PSDB/PB
Cidinho Santos - PR/MT
Ciro Nogueira - PP/PI
Cristovam Buarque - PPS/DF
Dalirio Beber - PSDB/SC
Dário Berger - PMDB/SC
Davi Alcolumbre - DEM/AP
Eduardo Amorim - PSC/SE
Eduardo Braga - PMDB/AM
Eduardo Lopes - PRB/RJ
Eunício Oliveira - PMDB/CE
Fernando Bezerra Coelho - PSB/PE
Fernando Collor - PTC/AL
Flexa Ribeiro - PSDB/PA
Garibaldi Alves Filho - PMDB/RN
Gladson Cameli - PP/AC
Hélio José - PMDB/DF
Ivo Cassol - PP/RO
Jader Barbalho - PMDB/PA
João Alberto Souza - PMDB/MA
José Agripino - DEM/RN
José Aníbal - PSDB/SP
José Maranhão - PMDB/PB
José Medeiros - PSD/MT
Lasier Martins - PDT/RS
Lúcia Vânia - PSB/GO
Magno Malta - PR/ES
Marta Suplicy - PMDB/SP
Omar Aziz - PSD/AM
Paulo Bauer - PSDB/SC
Pedro Chaves - PSC/MS
Raimundo Lira - PMDB/PB
Reguffe - Sem Partido/DF
Ricardo Ferraço - PSDB/ES
Ricardo Franco - DEM/SE
Roberto Rocha - PSB/MA
Romário - PSB/RJ
Romero Jucá - PMDB/RR
Ronaldo Caiado - DEM/GO
Rose de Freitas - PMDB/ES
Sérgio Petecão - PSD/AC
Simone Tebet - PMDB/MS
Tasso Jereissati - PSDB/CE
Valdir Raupp - PMDB/RO
Vicentinho Alves - PR/TO
Waldemir Moka - PMDB/MS
Wellington Fagundes - PR/MT
Wilder Morais - PP/GO
Zezé Perrella - PTB/MG

VOTOS CONTRA O IMPEACHMENT
Ângela Portela - PT/RR
Armando Monteiro - PTB/PE
Elmano Férrer - PTB/PI
Fátima Bezerra - PT/RN
Gleisi Hoffmann - PT/PR
Humberto Costa - PT/PE
João Capiberibe - PSB/AP
Jorge Viana - PT/AC
José Pimentel - PT/CE
Kátia Abreu - PMDB/TO
Lídice da Mata - PSB/BA
Lindbergh Farias - PT/RJ
Otto Alencar - PSD/BA
Paulo Paim - PT/RS
Paulo Rocha - PT/PA
Randolfe Rodrigues - REDE/AP
Regina Sousa - PT/PI
Roberto Requião - PMDB/PR
Telmário Mota - PDT/RR
Vanessa Grazziotin - PCdoB/AM

INDECISOS/AUSENTES
Renan Calheiros - PMDB/AL

ELA SERIA O PRÓPRIO DILÚVIO
Carlos Chagas
São poucos os que acreditam, mesmo no PT, na possibilidade de uma reviravolta na sorte da já considerada ex-presidente Dima Rousseff. Está condenada. Tem uma semana para mudar o voto de seis senadores, dos 59 que já se manifestaram pelo seu impeachment. Missão quase impossível, apesar de viável na teoria.
Enquanto agora faltam dez dias ou um pouco mais, especula-se com a hipótese de Madame ser reconduzida ao poder. Seria o que de pior pudesse acontecer ao Brasil. Começa que ficaria sem vice-presidente, pois Michel Temer renunciaria. O atual ministério estaria demitido, por inteiro. No Congresso pareceria fora de propósito formar maioria, ainda que fosse grande o contingente de adesistas dispostos a dar o dito pelo não dito.
Na economia, os ínfimos resultados obtidos por Henrique Meirelles dariam lugar à maior das crises já verificadas na Republica. O número de desempregados se multiplicaria, assim como a falência atingiria a maior parte das empresas nacionais.
A maior dúvida, porém, diria respeito à mesma Dilma. Teria ela condições de governar uma nação nesse caso posta em frangalhos? Em que forças se basearia, já desligada do PT e sem um partido, sequer, que não a tivesse repudiado? Onde buscaria apoio, sequer para encontrar auxiliares dispostos a acompanhá-la? Trata-se de um imperativo categórico reconhecer o malogro de um governo novamente chefiado por ela. Nem poderia repetir o vaticínio de Luís XV, aquele do “depois de mim o dilúvio”, pelo reconhecimento de que ela seria o próprio dilúvio.
Por tais motivos, afasta-se a visão do caos...

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Coerência é isso aí
Lindbergh Farias critica governos de Lula e Dilma Rousseff
Por: Augusto Nunes 
Segunda-feira, 22/08/2016 às 19:11
“Essa narrativa que eles estão construindo é um golpe sujo com as digitais do Cunha, um governo com figuras como Temer, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha. Um programa como esse, sinceramente…” (Lindbergh Farias, senador do PT do Rio de Janeiro, achando que o País não pode suportar um governo que é comandado por Michel Temer, eleito duas vezes vice-presidente de Dilma Rousseff, e que tenha no primeiro escalão políticos como Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional de Lula, e Eliseu Padilha, ministro da Aviação Civil de Dilma)

NO BLOG DO REINALDO AZEVEDO
Janot tem a obrigação de explicar por que rompeu acordo de delação com Léo Pinheiro
Decisão, dado o contexto, não faz o menor sentido. A autoridade que investiga não pode ter critérios insondáveis. Se isso se mantiver, o primeiro a comemorar será... Lula!
Por: Reinaldo Azevedo 
Terça-feira, 23/08/2016 às 4:45
Xiii…
Há um clima de mistério no ar. Rodrigo Janot rompeu mesmo, por ora ao menos, as negociações para um acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, o ex-chefão da OAS. Motivo? O vazamento de uma informação, publicada pela VEJA no fim de semana, segundo a qual o ministro Dias Toffoli, do Supremo, teria sido citado nas conversas prévias com vistas à delação. O procurador-geral da República teria entendido que houve quebra da necessária confidencialidade e que tal fato estaria ligado a uma suposta pressão dos investigados para constranger o MP a aceitar o acordo.
Nada faz sentido.
Vamos ver. Um dos esportes de muita gente é tentar adivinhar as fontes de VEJA. Não farei o mesmo. Eu só lido com a lógica. Fico cá me perguntando que interesse teria Léo Pinheiro, ainda que tenha mesmo “citado” — seja lá o que essa palavra signifique no contexto — o nome de Toffoli, em que isso viesse a público. Pra quê? De que modo isso poderia ajudá-lo ou forçar, como argumentou Janot, o MP a aceitar os seus termos?
A hipótese levantada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, faz muito mais sentido: “Não quero fazer imputação, mas os dados indicam que a investigação [do vazamento] deve começar pelos próprios investigadores. Estão com mais liberdade do que o normal. (…) Eu diria que o vazamento não é de interesse dos delatores. Acho que é dos investigadores, como tem se repetido em outros casos”
Como negar?
E o ministro vai adiante:
“Essas autoridades que estão investidas desse poder investigatório, que podem fazer qualquer coisa, e isso é inaceitável. Eles vão querer agora imputar [o vazamento] aos delatores, que ficam prejudicados? As probabilidades não indicam isso”.
Alguém tem uma boa razão para ser o próprio Léo Pinheiro o interessado no vazamento? Aliás, consta que o nome de Michel Temer também teria sido citado, numa doação de R$ 5 milhões que a empreiteira fez ao PMDB. O partido diz que se tratou de operação legal.
O caso envolvendo Toffoli estaria ligado a um trabalho de impermeabilização. Até onde se sabe, a OAS indicou uma empresa para fazer o trabalho, e o ministro pagou por ele com dinheiro do próprio bolso.
Bastidores
Nos bastidores do Supremo e de alguns outros tribunais, a informação caiu como uma bomba. Não são poucos os que consideram que o vazamento é uma retaliação do Ministério Público contra Toffoli, cujos votos não seriam exatamente do seu agrado.
Também circula o boato de que procuradores estariam, vamos dizer, convidando os delatores a citar nomes do Poder Judiciário, o que está sendo lido como tentativa de intimidação. Toffoli disse a interlocutores do próprio Supremo que não tem o que temer e que tem como demonstrar, se necessário, que arcou com os custos da reforma de sua casa.
À Procuradoria-Geral da República também chegou a informação de que o Judiciário estaria disposto a pôr um ponto final aos vazamentos com um procedimento relativamente simples: as delações cujo conteúdo fosse vazado não mais seriam homologadas. Sendo assim, de vazamentos não se ocupariam mais nem delatores nem procuradores: os primeiros porque isso atingiria diretamente seus interesses; os outros porque isso concorreria para paralisar a investigação. Afinal, sem os benefícios decorrentes de uma delação, não haveria por que o investigado sair por aí dando com a língua nos dentes.
Janot deve explicações. Romper o acordo com Léo Pinheiro por quê? Ele até agora não disse.
Ademais, não custa lembrar, se isso realmente acontecer, o primeiro a respirar um pouco mais aliviado será Luiz Inácio Lula da Silva.

NO BLOG DO ALUIZIO AMORIM
Segunda-feira, agosto 22, 2016
Quando o noticiário político parece que dá uma travada e fica incompreensível é porque há algo no ar além dos aviões de carreira como repetiria se vivo fosse o Barão de Itararé. Parece que enquanto rolava a Olimpíada os ratões da política brasileira embrenharam-se no breu das tocas. O resultado disso foi a decisão de Rodrigo Janot de suspender a tal delação premiada do empreiteiro amigão de Lula, Dilma e seus sequazes por conta de vazamento que rendeu reportagem de capa da revista Veja.
Um resumo da matéria publiquei aqui no blog. Mas olhem que estive a fim de nem postar a matéria, haja vista para o seu conteúdo que não tem pé nem cabeça, afinal circunscreve-se a uma ameaça, sim, porque de concreto não há nada. A reportagem de Veja tem como lead uma ilação. No mínimo é uma coisa muito estranha. Quem vazou a história da delação de Léo Pinheiro?
Se a reportagem não aventa um fato concreto, em contrapartida a decisão do PGR atira no lixo o que seria uma série de documentos na formulação da decisão do empresário Léo Pinheiro que, nestas alturas, e no condicional, teria decidido abrir o bico. Com a canetada de Janot, fica o dito pelo não dito.
Estranhamente, até a esta hora o site de Veja não postou aquilo que no jargão jornalístico qualifica-se de "suite". Todavia, enquanto a revista não se manifestar tem-se a impressão que a reportagem de capa da edição que chegou às bancas neste sábado, 20 é no mínimo estranha, se é que me entendem.
E, quando o noticiário político e os comentários que se tecem em torno do que está rolando soam estranhos, sempre vem à tona a velha frase: 'há algo no ar além dos aviões de carreira". E, juntando-se os cacos, realmente chega-se a esta conclusão, mormente quando coisas estranhas começam a ocorrer às vésperas do impeachment da Dilma.
A propósito, a jornalista Joice Hasselmann gravou um vídeo em que relata e comenta o que estaria sendo decidido no breu das tocas com uma possível renúncia da Dilma, para mais adiante conseguir uma absolvição. O plano seria esvaziar o impacto do afastamento definitivo da "ex-presidenta", limpando a sua biografia. De quebra, o plano ainda teria o efeito de esvaziar a Operação Lava Jato livrando Lula, Dilma e a petralhada do Juiz Sergio Moro.
Como o evento político do impeachment e da desarticulação do esquerdismo liderado pelo PT parecem mas não são apenas um assunto doméstico do Brasil - lembrem-se do Foro de São Paulo - há forças também em nível internacional jogando tudo para salvar o projeto esquerdista, mesmo com Dilma afastada do poder. Deve-se sempre lembrar que o movimento comunista é e sempre foi global. E talvez sua globalização na atualidade seja muito maior do que fora no passado recente.
Seja como for, os fatos estão aí. No momento parecem soltos no ar. Faço portanto a postagem do vídeo de Joice Hasselmann. Afinal, melhor prevenir do que remediar. Vejam:

NO O ANTAGONISTA
Brasil 23.08.16 07:12
Encerrada a fase de perícia, como revelou ontem O Antagonista, o TSE vai ouvir testemunhas no processo sobre as gráficas de fachada da campanha de Dilma Rousseff, informa o Estadão...
Brasil 23.08.16 07:08
Funcionários do Itamaraty estão em greve por aumento salarial...
Brasil 23.08.16 07:03
O STF julga e julga-se.
Julga-se instância acima da lei, como prova a suspensão da delação de Léo Pinheiro.
Brasil 23.08.16 06:55
A quase ex-presidente bateu o pé em um único ponto acerca de sua aparição no Senado...
Brasil 23.08.16 06:48
Renan Calheiros já disse que não moverá um dedo para barrar o reajuste do STF, informa a Coluna do Estadão...
Brasil 23.08.16 06:17
O Estadão apresenta a suspensão da delação de Léo Pinheiro como um recado de Rodrigo Janot para Marcelo Odebrecht e companhia...
Brasil 23.08.16 06:10
Suspensa a delação de Léo Pinheiro, começou a fase de acusações. Na Folha, Gilmar Mendes atribuiu o vazamento de informações sobre o colega Dias Toffoli aos procuradores...
Brasil 22.08.16 22:08
O TSE acaba de confirmar a noticia de O Antagonista sobre a conclusão da perícia contábil nos fornecedores da campanha de Dilma Rousseff...
O Financista 22.08.16 21:11
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o diretor jurídico da Oi, Eurico de Jesus Teles Neto, e mais quatro advogados por um golpe de R$ 50 milhões que teriam aplicado em clientes da operadora em 2009...
Brasil 22.08.16 19:53
Como O Antagonista revelou mais cedo, o corretor Lúcio Funaro, preso na Papuda, se articula com Meire Poza para tentar melar a Lava Jato...
Mundo 22.08.16 19:49
Cristina Kirchner escondeu transferências para o exterior, via laranjas, que totalizam 492 milhões de reais.
É impressionante como a Justiça na Argentina é bem, mas bem mais rápida que a do Brasil. É a Justiça de "Los Moros".