DICIONÁRIO AULETE

iDcionário Aulete

segunda-feira, 26 de junho de 2017

REFLEXÃO ESPÍRITA

-Examina o Teu Desejo- 
Mediunidade é instrumento vibrátil e cada criatura consciente pode sintonizá-lo com o objetivo que procura.
Médium, por essa razão, não será somente aquele que se desgasta no intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Espiritualidade. 
Cada pessoa é instrumento vivo dessa ou daquela realização, segundo o tipo de luta a que se subordina. 
*
“Acharás o que buscas” - ensina o Evangelho, e podemos acrescentar - “farás o que desejas”.
Assim sendo, se te relegas à maledicência, em breve te constituirás em veículo dos gênios infelizes que se dedicam à injúria e à crueldade. 
Se te deténs na caça ao prazer dos sentidos, cedo te converterás no intérprete das inteligências magnetizadas pelos vícios de variada expressão. 
Se te confias à pretensa superioridade, sob a embriaguez dos valores intelectuais mal aplicados, em pouco tempo te farás canal de insensatez e loucura. 
*
Todavia, se te empenhas na boa vontade para com os semelhantes, imperceptivelmente terás o coração impelido pelos mensageiros do Eterno Bem ao serviço que possas desempenhar na construção da felicidade comum. 
Observa o próprio rumo para que não te surjam problemas de companhia. 
Desce à animalidade e encontrarás a extensa multidão daqueles que te acompanham com propósitos escuros, na retaguarda. 
Eleva-te no aperfeiçoamento próprio e caminharás de espírito bafejado pelo concurso daqueles pioneiros da evolução que te precederam na jornada de luz, guiando-te as aspirações para as vitórias da alma. 
Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal.

Do cap. 3 do livro <Mediunidade e Sintonia>, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Da página http://www.oconsolador.com.br de 30-5-2010.

domingo, 25 de junho de 2017

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 25-6-2017 DO DA MÍDIA SEM MORDAÇA

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 25 DE JUNHO DE 2017
A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, ignorou princípio básico de diplomacia intrometendo-se em assuntos internos do Brasil diante do presidente Michel Temer, que fazia visita oficial a seu convite. Em campanha para se reeleger, Solberg mostrou que, além de mal-educada, cultua a hipocrisia: tentou dar lições ambientais ao Brasil, mesmo governando um país que estimula a caça às baleias e polui o ambiente explorando petróleo, fonte de energia não-renovável (e suja).
Este ano, o governo de Erna Solberg autorizou a morte de 999 baleias. Segundo documentário exibido em março, 90% são fêmeas e grávidas.
As “chuvas ácidas”, provocadas pela poluição europeia, mataram todos os peixes existentes em mais de 2 mil lagos noruegueses.
Para a diplomacia brasileira, a não intromissão em assuntos internos de outros países é um valor fundamental. Que a Noruega desrespeitou.
Após o incidente em Oslo, a tendência da diplomacia brasileira é tratar com frieza norueguesa o governo da primeira-ministra Erna Solberg.
Veículos blindados e não-blindados de diversos batalhões da Polícia Militar do DF estão parados por falta de peças e manutenção, apesar de a corporação ter um contrato de quase R$ 6,8 milhões com o Banco Central que poderia bancar a manutenção de quase toda a frota da polícia. São mais de 3,8 mil viaturas da PM/DF. A corporação diz não saber precisar o número total de veículos indisponíveis, diz apenas que a grana vinda do contrato do BC não pode ser usado para manutenção.
Desde 2001, a PM tem um contrato de (atuais) R$ 1,35 milhão/ano, R$110 mil por mês, para a escolta de veículos do Banco Central.
Segundo a PM, a grana do BC é destinada à compra de equipamentos para as unidades envolvidas diretamente no contrato.
A PM/DF informou que por dia são cerca de 745 viaturas realizando rondas nas ruas do Distrito Federal, em média.
Vice-presidente da ONG que municiou o ministro do Clima da Noruega com dados alarmistas sobre a Amazônia, Steve Schwartzman escreveu artigo, em 2016, comemorando a redução de 79% no desmatamento.
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto da reforma trabalhista, aposta que análise da matéria vai varar a madrugada. Mas promete esgotar o tema na Comissão de Constituição e Justiça.
O ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, das festas “bunga-bunga” com garotas de programa, continua em forma: disse que a única coisa que gosta em Donald Trump “é a mulher dele, Melania”.
A Câmara analisa projeto que reverte normas do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no governo Dilma, proibindo a doação de sangue por homens homossexuais.
O governo federal contabiliza R$646,5 bilhões em gastos diretos este ano, mas 76,1% do total (R$492,5 bilhões) foram destinados ao refinanciamento e pagamento de juros das dívidas interna e externa.
A Presidência da República abriu licitação para torrar R$ 341,6 mil em arranjos florais “nobres de 1ª qualidade” para enfeitar centros de mesa e coroas fúnebres. Tem até árvore de Natal “natural” de 2m de altura.
A cobertura da viagem de Michel Temer registrou como “sinal de desprestígio” a ausência de autoridades esperando o presidente nos aeroportos de Moscou e Oslo. Mas é o protocolo adotado até no Brasil.
Na tentativa de recorrer do arquivamento da ação contra Aécio Neves no Conselho de Ética, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tem dificuldades de obter o apoio e as assinaturas “até de senadores do PT”, disse.
...Temer voltou da Europa sem grandes acordos, mas tornou a crise internacional, ao inspirar as malcriações da primeira-ministra da Noruega.

NA VEJA.COM
Muito além da JBS: outras delações que implicam Temer
Antes de Joesley, pelo menos outros 8 delatores citaram o presidente, entre eles Marcelo Odebrecht e Sérgio Machado. E novos colaboradores vêm a caminho
Por Da redação
Sábado, 24 jun 2017, 18h03
O presidente Michel Temer só se tornou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após a delação do dono da JBS, Joesley Batista, mas pelo menos outros oito colaboradores já o haviam envolvido em casos investigados na Operação Lava Jato. Só na megadelação da Odebrecht, o presidente é citado por quatro executivos — Márcio Faria, Rogério Araújo, Cláudio Melo Filho e Marcelo Odebrecht. Seu nome também aparece nos depoimentos dos lobistas Júlio Camargo e Fernando Baiano, do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e do senador cassado Delcídio do Amaral. Os relatos o retratam como um intermediador de repasses a campanhas do PMDB, incluindo a dele próprio em 2014, e como padrinho de dirigentes da Petrobras presos e condenados por corrupção. Ele sempre negou as acusações.
Na última semana, surgiu mais um nome de peso que pode comprometer o presidente — o operador financeiro e potencial delator Lúcio Bolonha Funaro. Em depoimento à Polícia Federal no último dia 14, ele relatou que o presidente sabia do esquema de propina na área de internacional da estatal e que atuou na arrecadação de cerca de 100 milhões de reais para as campanhas do PMDB, em 2010, 2012 e 2014. Parte desses recursos teria sido gerada em operações do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele não se aprofundou em detalhes, mas especificou que Temer “pediu ou orientou” “comissões expressivas” para a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012, e para sua própria à vice-presidência, em 2014. De quebra, ainda confirmou o conteúdo da delação da Odebrecht. As acusações já são vistas como uma prévia do que ele pode entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) em troca da redução de pena. Logo no início do interrogatório, Funaro fez questão de manifestar “sua inteira disposição em celebrar acordo de colaboração” — ele está preso há onze meses e tem uma filha de um ano.
Outro candidato a delator que pode atingir em cheio o presidente é o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi condenado a 15 anos de reclusão e está preso desde novembro de 2016 pela Lava Jato. No início deste ano, Cunha arrolou Temer como testemunha de defesa em um processo a que responde na Justiça Federal de Brasília. Via tribunal, enviou-lhe dezenove perguntas por escrito, uma delas sobre o esquema de propina no FI-FGTS, o mesmo lembrado por Funaro. No mesmo período, o presidente viria a se encontrar na calada da noite no Palácio do Jaburu com Joesley, que o gravou comentando sobre as questões. “O Eduardo tentou me fustigar, né? Você viu”, disse ele, na ocasião.
Nenhuma dessas delações se converteram em inquéritos, pois tratavam de episódios anteriores à chegada de Temer à Presidência — um dispositivo da Constituição prevê que presidentes não podem ser investigados por atos estranhos ao exercício da função, o que não o impede de virar alvo de processo após o fim do mandato no fim de 2018. A delação de Joesley, no entanto, traz fatos suspeitos do período em que ele já ocupava o posto mais alto do Executivo.
Odebrecht
Responsáveis por pagar propinas a ex-diretores da Petrobras por facilidades à Odebrecht na estatal, os ex-diretores da empreiteira, Márcio Faria e Rogério Araújo relataram em suas delações premiadas uma reunião no dia 15 de julho de 2010 no escritório político de Michel Temer, em São Paulo. Os dois disseram que Temer se sentou à cabeceira da mesa no encontro, que terminou com o acerto de um repasse de 40 milhões de dólares ao PMDB pelo departamento de propinas da Odebrecht. O dinheiro correspondia a 5% de um contrato de 825 milhões de dólares da empreiteira com a diretoria Internacional da Petrobras, comandada à época por Jorge Zelada, apadrinhado no cargo pelo PMDB.
Apesar da presença do anfitrião, foi o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quem teria conduzido as tratativas da propina. Também participaram do encontro o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o lobista João Augusto Henriques. Dos participantes da reunião, estão fora da cadeia atualmente apenas Márcio Faria e Rogério Araújo, ambos delatores premiados, e Michel Temer.
Outra reunião com a ilustre participação do presidente foi rememorada nas delações do empreiteiro Marcelo Odebrecht e do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht em Brasília, Cláudio Melo Filho. Em uma noite de maio de 2014, segundo Odebrecht e Melo Filho, os dois foram ao Palácio do Jaburu e lá jantaram com o Temer e o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A ocasião serviu como “shake hands”, nas palavras do empreiteiro, para o acerto de um pagamento de 10 milhões de reais ilícitos ao grupo político de Temer, pedido com antecedência por Padilha.
Marcelo Odebrecht contou que Temer deixou a mesa “entre o cafezinho e a sobremesa”, momento em que o acordo foi selado com o ministro. Ficou acertado que seis milhões de reais iriam à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e os outros quatro milhões aos demais integrantes do núcleo duro do presidente. “Temer nunca mencionou para mim os 10 milhões, mas obviamente que no jantar ele sabia”, disse Odebrecht.
Sérgio Machado
Em seu acordo de delação, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado relatou pagamentos de propina a mais de 20 políticos — o número hoje até parece pequeno se comparado aos da Odebrecht e da JBS. O dinheiro sujo vinha de contratos celebrados entre empreiteiras e a subsidiária de transportes da Petrobras, a qual ele comandou por 11 anos, de 2003 a 2014. Entre os políticos, estava o ex-pupilo de Temer, Gabriel Chalita (ex-PMDB, hoje no PDT)
De acordo com Machado, o presidente chegou a lhe pedir pessoalmente, em um encontro na base Aérea de Brasília, que ele conseguisse doações para a campanha de Chalita à prefeitura da capital paulista, em 2012, que estava com problemas de financiamento. O então ex-presidente da Transpetro o informou que levantaria 1,5 milhão de reais da Queiroz Galvão. A verba foi repassada via caixa 1 pelo construtora ao diretório nacional do PMDB.
“O contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente [Machado] era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro na forma de doação oficial para a campanha de Chalita”, diz trecho da delação de Machado. Temer e Chalita sempre negaram as acusações.
Júlio Camargo
O primeiro delator a citar Temer na Lava Jato foi o lobista Júlio Camargo, o mesmo que relatou repasses de 5 milhões de dólares de propina a Eduardo Cunha, que na época ainda era o todo poderoso presidente da Câmara. Em depoimento datado de março de 2015, ele revelou as relações de Fernando Soares, mais conhecido como Fernando Baiano, com Temer, Cunha e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) — Baiano já foi condenado na Lava Jato como um dos operadores do PMDB no esquema.
“Havia comentários de que Fernando Soares era representante do PMDB, principalmente de Renan, Eduardo Cunha e Michel Temer. E que tinha contato com essas pessoas de ‘irmandade’”, diz relatório da PGR com base nas declarações de Camargo. As revelações do lobista originaram a primeira denúncia de Janot contra Eduardo Cunha.
Fernando Baiano
O operador do PMDB, por sua vez, relatou à PGR que Temer atuou nos bastidores da ascensão e queda de dois diretores da Petrobras — Nestor Cerveró, indicado do PT; e Jorge Zelada, do PMDB. Segundo ele, entre 2007 e 2008, Temer foi procurado por Cerveró e pelo pecuarista José Carlos Bumlai, por orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para resolver um impasse — a bancada do PMDB de Minas Gerais queria tirar Cerveró do cargo e colocar no lugar João Henriques, que já estava enrolado em casos investigados no Tribunal de Contas ligados à BR Distribuidora. O imbróglio foi resolvido com a escolha de Zelada para o posto. Cerveró, Henriques e Zelada foram presos e condenados na Operação Lava Jato.
Delcídio do Amaral
Em seu acordo de colaboração, o ex-senador Delcídio do Amaral afirmou que Michel Temer foi o padrinho político do lobista João Augusto Henriques no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Entre 1999 e 2000, Henriques foi diretor da BR Distribuidora sob as asas do então presidente da Câmara Temer e, segundo Delcídio, operava ilicitamente a compra de etanol de usinas de álcool pela subsidiária da Petrobras. O ex-senador contou que Temere a bancada do PMDB na Câmara tentaram emplacar o lobista na diretoria Internacional da estatal em 2008, depois que Nestor Cerveró deixou a cadeira. Como o nome de Henriques foi barrado, ele mesmo indicou Jorge Zelada ao cargo, conforme Delcídio.
Castelo de Areia e Porto de Santos
Para além da Lava Jato, o presidente já foi citado em outras duas investigações — uma que apurou um esquema de corrupção no Porto de Santos, no litoral de São Paulo; e outra conhecida como Castelo de Areia que investigou a construtora Camargo Corrêa, investigada hoje no Petrolão.
A primeira surgiu a partir de um processo de separação litigiosa na Vara da Família em São Paulo revelado por VEJA em 2001. A então estudante Erika Santos alegava que o seu ex-companheiro, Marcelo de Azeredo, ex-presidente da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), tinha plenas condições de lhe pagar uma pensão de 10.000 reais mensais por receber, dentre outras fontes de renda, “caixinhas e propinas” de um esquema de corrupção no Porto de Santos. Erika apontou como parceiros do seu ex-namorado no esquema Michel Temer, na época presidente do PMDB, e um “homem de sobrenome Lima”. A Procuradoria-Geral da República não viu indícios suficientes para continuar investigando o presidente e o inquérito foi arquivado, em 2011.
A segunda reunia 54 planilhas apreendidas pela Polícia Federal na residência de um executivo da Camargo Corrêa, cujo conteúdo associava o nome de diversos políticos a valores. Um deles era Temer, que foi citado 21 vezes ao lado de quantias que totalizavam 345.000 dólares, segundo revelou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em 2009. Dois anos depois, o Superior Tribunal de Justiça (STF) considerou a operação ilegal por se basear em denúncias anônimas.
O presidente sempre negou veemente ter participado desses esquemas.

NO RADAR ON-LINE (VEJA.COM)
Funaro promete ‘acabar’ com Temer em delação
“Acabo com ele”
Por Da Redação
Sábado, 24 jun 2017, 13h00
Antes de ser preso, Lucio Funaro teve uma discussão com Antonio Mariz, seu então advogado e amigo de Michel Temer. Na ocasião, o doleiro disparou: “Se eu delatar, vou acabar com o seu chefe”. A ida à PF foi o início.
Mas Funaro ainda não fechou nada com a PGR. Palavras de um procurador familiarizado com o caso: “Ele é igual ao Eduardo Cunha. Vai e volta”.
Quem mais incentiva Funaro a delatar é o ex-senador Luiz Estevão. Eles são colegas inseparáveis nos corredores da Papuda, onde ambos residem.

NO ESTADÃO
Como olhar a crise
A crise política, econômica, social e moral que tanto abate o ânimo dos brasileiros começou com o sr. Lula da Silva
O Estado de S.Paulo
Domingo, 25 Junho 2017 | 03h00
A atual crise brasileira vem de longe. Com uma seletiva falta de memória, alguns falam dos maus tempos que o País atravessa como se eles tivessem começado no ano passado, com a chegada de Michel Temer à Presidência da República. Outros, ainda menos afeitos aos fatos, comentam as instabilidades nacionais como se sua origem pudesse ser encontrada no mês passado, com o vazamento da delação do sr. Joesley Batista. Tais visões são evidentemente deformadas. A crise política, econômica, social e moral que tanto abate o ânimo dos brasileiros começou com o sr. Lula da Silva, com a apropriação da administração federal, de alto a baixo, para fins partidários. Foi na chegada do PT ao governo federal, há mais de uma década, portanto, que o cumprimento da lei, o interesse público e o respeito às instituições perderam relevância na tomada de decisões.
Logicamente, uma crise com essas feições, cevada ao longo de tantos anos e especialmente turbinada pela ignorância e o voluntarismo de Dilma Rousseff, semeia muitas dúvidas a respeito da viabilidade do País e de suas instituições. E não foram apenas erros na condução da política econômica. Os escândalos de corrupção e as licenciosidades com a lei, também por parte de quem deveria cumpri-la exemplarmente, contribuem para pôr em questão a capacidade de o Brasil retornar aos trilhos do desenvolvimento econômico e social.
Nesses momentos de horizonte opaco, em que recai sobre o futuro nacional densa neblina de incertezas, é preciso redescobrir os fundamentos sobre os quais seja possível construir soluções efetivas. Ao contrário do que alguns dizem, nem tudo está perdido. Nessa tarefa de olhar o cenário da vida nacional com serenidade, pode ser útil aprender com os investidores estrangeiros, como aponta Zeina Latif, em sua coluna de quinta-feira passada no Estado. “Os estrangeiros, menos contaminados pelo noticiário local, avaliam de forma mais serena e pragmática os riscos pela frente”, diz a economista.
Para essa avaliação mais serena, não é preciso fechar os olhos à realidade. O que faz falta é justamente olhar mais longe, ampliando os limites da vista. “Os estrangeiros têm visão mais global e não veem o Brasil como caso isolado de país problemático. Depois de Brexit e Trump, esses investidores parecem um pouco anestesiados. Nada os surpreende tanto assim. Muitos minimizam os riscos para a eleição de 2018, dizendo que, nos EUA, eles têm o Trump”, afirma Zeina Latif.
Outra característica valiosa dos estrangeiros, que afeta o seu olhar sobre o Brasil, é a tendência ao pragmatismo e à ação. Os estrangeiros “querem saber mesmo o que vem pela frente: como fica a agenda de reformas, o time econômico, a política econômica, o risco de deslize fiscal e o espaço para cortar a taxa de juros. Querem discutir as oportunidades”.
Certamente, tal pragmatismo é muito importante para que o País possa reencontrar os rumos do desenvolvimento. Sem esse dinamismo, até mesmo o que é em si positivo, como a investigação de crimes praticados por agentes do Estado, dando oportunidade para interromper a prática criminosa e punir os culpados, torna-se ocasião para simples lamúria e letargia. “Ainda que o quadro recomende cautela, é importante não se deixar contaminar excessivamente pela crise política na tomada de decisões. Cautela sim, retranca não”, diz Zeina Latif.
A saída da crise não virá, como alguns parecem fazer crer, de uma decisão judicial pondo o último corrupto na cadeia. Além de utópica, já que nunca chegará esse dia, tal crença só conduz à passividade, como se a população tivesse de esperar o fim da crise para empreender, trabalhar, contratar, etc. A esse respeito, deve-se aprender também com o governo de Michel Temer, por muitas que sejam suas deficiências. Mesmo com o cenário conturbado, realizou significativos ajustes na economia e continua disposto a levar adiante as tão necessárias reformas. O País está hoje melhor do que estava um ano atrás. E talvez os estrangeiros percebam esse fato mais facilmente do que os próprios brasileiros.

NO BLOG DO JOSIAS
Presidência de Temer está pendurada no nada
Josias de Souza
Sábado, 24/06/2017 10:58
Em setembro de 2015, quando começou a se insinuar como candidato ao trono, o então “vice-presidente decorativo” Michel Temer declarou: ''Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo'' de 7% ou 8% de popularidade. Nessa época, o Datafolha atribuía a Dilma Rousseff uma taxa de aprovação de 8%. Agora, é o próprio Temer quem se encontra rente ao chão, com insignificantes 7%. Quer dizer: tomado por seus autocritérios, Temer tornou-se um candidato a Dilma. Com a Presidência pendurada no nada por um fiapo, flerta com a queda. Sua sorte é não ter um vice.
A poucos dias de ser denunciado por corrpução no Supremo Tribunal Federal, Temer atingiu um patamar de sub-Dilma. Às vésperas de sofrer o impeachment, madame colecionava índices menos vexatórios. Em abril de 2016, a pupila de Lula amealhava 13% de aprovação e 63% de reprovação. A gestão de Temer é considerada ruim ou péssima por 69% do eleitorado. Se dependesse da vontade do brasileiro, Temer já seria um ex-presidente. Dois em cada três brasileiros querem vê-lo pelas costas. Para 76% dos entrevistados, o melhor caminho seria a renúncia. Se a ficha de Temer não cair, 81% apontam o impeachment como alternativa.
O que dava à Presidência de Temer uma aparência de utilidade era sua agenda econômica. O governo havia parado de cavar o buraco em que Dilma enfiara a economia nacional. O presidente guerreava por suas reformas no Congresso. Os indicadores de inflação e câmbio melhoraram. O PIB chegou mesmo a dar sinal de vida. Mas a lógica do utilitarismo econômico entrou em parafuso depois que Temerfoi engolfado pelo escândalo JBS. Reformas como a da Previdência subiram no telhado. A agenda do Planalto está dedicada à polícia, não à política. Temer tem duas prioridades novas: fingir que preside e não cair.
Até bem pouco, Temer dividia-se nas entrevistas entre a defesa de suas reformas impopulares e o mantra que elaborou para justificar o convívio com os ministros lançados no lixão da Lava Jato. Investigação não é denúncia, argumentava Temer, em defesa da manutenção dos ministros encrencados em seus cargos. Denúncia tampouco é ação penal. Portanto, dizia Temer, auxiliar denunciado seria, no máximo, licenciado. Demissão? Só depois que o ministros virarem réus.
Pois bem. No início da semana, Temer será denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva. E só não será convertido em réu pelo Supremo se a Câmara enterrar a denúncia. Se for salvo pelos deputados, Temer sofrerá nova denúncia, sob a acusação de obstruir a Justiça. Na hipótese de ser socorrido novamente pelos aliados da Câmara, uma terceira denúncia o acusará de formação de organização criminosa.
A pergunta que está boiando na atmosfera seca de Brasília é a seguinte: com as urnas de 2018 a espreitá-los na virada da esquina, quanto tempo os deputados demorarão para perceber que o resgate de Temer pode significar um suicídio político? Sem apoio popular, Temer costuma se vangloriar da natureza semiparlamentar do seu governo. O diabo é que seus aliados podem passar a apoiar o Temer de setembro de 2015. Aquele que achava que ''ninguém vai resistir com esse índice baixo'' de 7%.
Se a oligarquia política e empresarial do País já tivesse chegado a um consenso quanto ao nome de um substituto para o presidente, Temer deixaria de ser cumprimentado. Ninguém lhe daria nem ''bom dia'', que dirá apoio.

NO O ANTAGONISTA
Bancada da chupeta se prepara para o que faz melhor
Brasil Domingo, 25.06.17 07:38
A bancada da chupeta se prepara para fazer barulho na Câmara a fim de impedir que a votação da denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer seja feita a toque de caixa.
Segundo o Painel da Folha, oposicionistas articulam para que a sessão no plenário seja lenta e desgastante, e ainda lembram que a sessão do impeachment de Dilma Rousseff durou três dias.
Espernear é com eles.
Odebrecht não contou tudo
Brasil 25.06.17 07:55
O grosso da delação da Odebrecht dizia respeito ao conteúdo do Drousys, o software da propina parcialmente recuperado pela PF após ser destruído pela empreiteira.
Como o que não estava lá ficou de fora, advogados que atuaram no caso consideram inevitável que a Odebrecht tenha de fazer um recall da sua colaboração, segundo Guilherme Amado, do Globo.
"Pagamentos ilegais a juízes, sonegação de impostos, propinas para diretores de agências públicas: os anexos do recall deverão ser extensos."
O programa nacional sem Lula
Brasil 25.06.17 07:45
Dias atrás, Lula se irritou com petistas como Lindbergh Farias que se encontraram pelas suas costas com membros do PSOL e do MTST (assista à "Crônica Antagonista" sobre o caso clicando aqui).
Um dos temas discutidos no encontro secreto foi o lançamento em julho de uma plataforma online para a construção de um “programa nacional para o Brasil”.
O espaço digital ficaria aberto até outubro para colher propostas da sociedade civil, segundo o Painel da Folha.
É o programa nacional sem Lula.
A cara de pau de Joesley não tem limite
Brasil Sábado, 24.06.17 21:34
Joesley Batista disse à PF que contratou Antônio Palocci em 2009, para lhe dar aulas de política.
Mas afirmou que não sabia que, na época, Palocci tinha mandato de deputado federal.
A cara de pau de Joesley não tem limite.
Adivinhe quem vai pagar essa conta de Lula?
Brasil 24.06.17 17:38
Foi no governo Lula que a estratégia de apoiar projetos de empreiteiras no exterior ganhou impulso.
Um dos resultados: o governo de Moçambique não pagou duas parcelas do financiamento de US$ 125 milhões que o BNDES deu para construção do aeroporto de Nacala, obra concluída pela Odebrecht em 2014, informa a Folha.
Prejuízo: mais de US$ 15 milhões, subindo.
"Como a operação teve aval do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), o Tesouro, que administra o fundo, foi acionado para ressarcir o BNDES, e o prejuízo sobrou para o contribuinte brasileiro."
Alguém tinha dúvida?

REFLEXÃO ESPÍRITA

-Servir a Deus-
Em nome do amor a Deus, acumulam-se, na Terra, tesouros e monumentos.
Centenas de santuários, sob a rubrica de cultos di­versos, espalham-se em todos os continentes.
Pagodes e mesquitas, catedrais e basílicas, torres e capelas aparecem, majestosos, na Ásia e na África, na Europa e na América, pretendendo honorificar a Providência Divina.
É assim que surgem, aqui e ali, casas de adoração com variada nomenclatura.
Templos-palácios.
Templos-estilos.
Templos-museus.
Templos-consagrações.
Templos-claustros.
Templos-troféus.
Os altares para os ofícios religiosos, que os hebreus da Antiguidade remota situavam em mesas de pedra, no alto dos montes, são hoje relicários suntuosos, faiscantes de pedraria.
E para o curso das orações, convertidas em ceri­mônias complexas, há todo um ritual de cores e perfu­me, reclamando vasos e paramentos que valem por vi­gorosas afirmações, nos domínios da posse material.
Longe de nós, porém, qualquer crítica destrutiva aos irmãos que adornam, assim, o campo da própria fé. A intenção nobre e reta, seja onde for, é sempre digna e respeitável. Contudo, em nos reportando à interpretação espírita, que exprime o pensamento cristão claro e simples, como honrar o Criador, relegando-Lhe as criaturas aos desvãos da miséria e às sombras da enfermidade?
Que dizer da estância, em que os filhos felizes, a pretexto de homena­gear a munificência paterna, fingem desconhecer a pre­sença dos próprios irmãos, mais fracos e mais humildes, extorquindo-lhes o direito da herança?
Como glorificar o Todo Compassivo, inscrevendo-Lhe o nome bendito em tábuas de ouro e prata, junto daqueles que se cobrem de andrajos e soluçam de fome?
Lembremo-nos de Jesus, o expoente maior da maior lealdade ao Senhor Supremo.
Anjo entre os anjos – desce ao mundo num leito rude de estrebaria.
Engenheiro de excelsas rotas – pisa a lama terres­tre em louvor do bem.
Puro entre os puros – é a esperança dos pecadores.
Mensageiro da luz – toma a direção dos que se afligem nas trevas.
Magistrado incorruptível – de ninguém exigia cer­tidão de pobreza a fim de ser útil.
Embaixador da harmonia sublime – é remédio aos doentes.
Detentor de conquistas eternas – vale-Se de barcos emprestados para o ensino da Boa Nova.
Justo dos justos – deixa-Se crucificar entre mal­feitores, para engrandecer, entre os homens, o poder do perdão e a força da humildade.
Cultiva, pois, tua fé, conforme os ditames do cora­ção, mas não te esqueças de que, no fundo da consciên­cia, ajudar com desinteresse e instruir sem afetação, é a única maneira – a mais justa e a mais alta – de servirmos ao Nosso Pai.

Do cap. 40 do livro <Religião dos Espíritos>, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Da página http://www.oconsolador.com.br de 23-5-2010.

sábado, 24 de junho de 2017

SEGUNDA EDIÇÃO DE 24-6-2017 DO DA MÍDIA SEM MORDAÇA

NO CEARÁ NEWS 7
Ciro confirma encontro de Cid e JBS mas dinheiro foi para campanha de políticos
MPF no Ceará recebeu hoje processo que investiga R$ 20 milhões em propina da JBS ao ex-governador
Sexta-feira, 23/06/2017 18:54
Últimas Notícias
O pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) confirmou, nesta sexta-feira (23), o encontro do irmão, o ex-governador Cid Gomes (PDT), com os donos da JBS, Wesley e Joesley Batista, mas afirmou que os R$ 20 milhões em propina pagos pela empresa foram para financiar campanhas de outros políticos.
Cid foi acusado, na delação premiada de Wesley Batista, de ter extorquido da empresa R$ 20,4 milhões em 2010 e 2014 em troca da liberação de créditos da JBS junto ao Governo do Estado. Na época, Cid ainda era governador.
A declaração foi dada justamente no dia em que o processo que investiga a pagamento de propina da JBS a Cid chegou no Ministério Público Federal (MPF) no Ceará. Ciro aproveitou a ocasião para reforçar que o irmão está sendo vítima de uma perseguição política.
A mesma justificativa dada sobre a construção de um conjunto residencial em na Área de Proteção Ambiental (APA) da Meruoca sem qualquer licença ambiental.

Esposa de ministro do TSE registra B.O. por violência doméstica contra marido
Élida Souza estaria com olho ferido e chegou a fazer exame de corpo de delito
Sexta-feira, 23/06/2017 16:41
A esposa do ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), registrou, nesta sexta-feira (23), em Brasília, um boletim de ocorrência contra o marido por violência doméstica.
Segundo o site Metrópoles, Élida Souza Matos teve o olho ferido e foi alvo de agressões verbais pelo ministro e já fez exame. Também foi alvo de agressões físicas e estava ferida no olho quando registrou a ocorrência, chegando a fazer exame de corpo de delito.
O advogado do ministro, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou uma nota nesta tarde afirmando que o episódio não passou de um “desentendimento” com “exasperação de ambos os lados”. Ainda segundo ele, Élica já teria registrado uma retratação da queixa apresentada, pedindo o arquivamento do caso.
No entanto a situação não deverá ser resolvida tão simplesmente assim. A Lei Maria da Penha estabelece que o arquivamento do caso só poderá ser feito após a vítima desistir da queixa em audiência perante um juiz e depois de ouvido o Ministério Público. No caso, a audiência seria presidida por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e teria que ser ouvida a manifestação da procuradoria-geral da República.
Confira a nota:
"O casal Élida Souza e Admar Gonzaga Neto lamenta profundamente e pede desculpas a seus familiares e amigos pelo incidente ocorrido, que não passou de um desentendimento, com exasperação de ambos os lados. Esclarece ainda que o fato noticiado pela impresa está sendo tratado pelo próprio casal estritamente no âmbito familiar e que buscará o melhor entendimento e o pleno resguardo da interegridade de ambos. Nesse momento delicado, pede a todos e todas compreensão e que respeitem a intimidade e a privacidade do casal."
Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay
Advogado

NO JORNAL DA CIDADE ONLINE
Para esconder patrimônio, Lula pede sigilo em inventário de Marisa Letícia
Sábado, 24/06/2017 às 08:32
Lula é infame e os seus advogados são patéticos.
Nos autos de inventário de Marisa Letícia que tramitam na Comarca de São Bernardo do Campo, a dupla de causídicos, sogro e genro, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, pediu sigilo processual.
A alegação contida na infame peça protocolada é de que o inventariante (Lula) ‘acostará aos autos documentação financeira sua e de sua falecida mulher, o que trará uma indesejável exposição sobre informações de sua vida privada e de seu patrimônio’.
Os advogados alegam ainda que ‘a legislação adjetiva admite a tramitação em segredo de Justiça para as causas nela enumeradas e em todas aquelas em que caracterizada uma situação excepcional que justifique a medida’.
Parece óbvio que tentam ocultar algo.
O alvo da ocultação, na realidade, não são os adversários, mas a militância, que certamente ficará perplexa com a quantidade de bens que a ex-primeira dama amealhou. Sem trabalhar, diga-se de passagem.
Veja abaixo parte do petitório protocolado:
NO O ANTAGONISTA
Uma semana de derrotas para Temer
Brasil Sábado, 24.06.17 07:56
A revista Época trata do "aumento da pressão sobre Temer". A Veja trata do "encolhimento" de Temer.
O Antagonista resume abaixo as derrotas do presidente nesta semana:
– Lúcio Funaro disse que PMDB mantinha quadrilha para abocanhar verbas da Caixa Econômica Federal, distribuídas por Temer;
– PF recuperou do celular de Rocha Loures, o homem da mala, mensagens apagadas que mostram a profunda intimidade com Temer e o pedido de cargos para si;
– PF concluiu, contrariando a narrativa do governo, que gravação de Joesley Batista com Temer não foi editada;
– PF concluiu que há evidências "com vigor" mostrando que Temer praticou ato de corrupção;
– Rodrigo Janot prepara denúncia contra Temer pelo envolvimento em esquema de recebimento de propina para favorecer o grupo J&F, dono da JBS;
– O plenário do STF decidiu manter a delação da JBS tal como foi homologada pelo ministro Edson Fachin, também mantido na relatoria do caso Joesley;
– O governo não conseguiu fazer avançar a reforma da previdência no Congresso;
– A oposição rejeitou o parecer da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado por 10 a 9;
– Temer, para completar, cometeu a gafe de chamar a Noruega de Suécia;
– E ainda ouviu a primeira-ministra norueguesa dizer que espera da Lava Jato uma limpeza.
Que fase, presidente!
22 anos de cadeia para Lula
Brasil 24.06.17 10:32
Lula vai pegar até 22 anos de cadeia no caso do triplex – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva.
Pelo menos foi o que apurou a revista IstoÉ junto a integrantes da Lava Jato.
"No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso."
LULA PEDE SIGILO EM INVENTÁRIO DE MARISA LETÍCIA
Brasil Sexta-feira, 23.06.17 22:00
Os advogados de Lula entraram com pedido de sigilo sobre o inventário de Marisa Letícia, que tramita na 1ª Vara de Família de São Bernardo do Campo.
Eles alegam que o inventariante "acostará aos autos documentação financeira sua e de sua falecida mulher, o que trará uma indesejável exposição sobre informações de sua vida privada e de seu patrimônio".
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin dizem que os dados "serão devassados pela imprensa".
Carne Fraca disparou o alerta
Brasil Sábado, 24.06.17 10:18
Bem ou mal, a Operação Carne Fraca despertou a atenção do resto do mundo para os problemas encontrados nos frigoríficos brasileiros. 
“Depois da Carne Fraca, vários países decidiram fiscalizar 100% da carne brasileira”, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, citando EUA (que suspenderam a importação), Hong Kong e China.
Com isso, os americanos identificaram 11% de “inconformidades” na carne in natura do Brasil.
"Como as provas abundam contra todos, todos se uniram contra nós!"
Brasil 24.06.17 09:47
De Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, no Twitter:
"Ao arquivar a representação contra o senador Aécio, o Senado seguiu as lições do TSE, quanto mais provas, mais razões para arquivamento!"
"Vamos aguardar para ver se o juiz Moro absolverá Lula por excesso de provas, novidade na prática jurídica brasileira!"
"Como as provas abundam contra todos, TODOS se uniram contra nós!"
STF deve barrar revisão de delação na quarta, 28
Brasil 24.06.17 08:38
O STF deverá concluir na próxima quarta-feira, 28, que acordos de delação já homologados não poderão ser revistos, segundo o Estadão.
A expectativa é de que Celso de Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber respaldem o ponto defendido pelos ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, com apoio do relator da Lava Jato, Edson Fachin.
Eles sustentam que a Justiça deve ter atuação limitada para dar segurança à delação.
Onde Funaro e Joesley convergem
Brasil 24.06.17 08:24
Joesley Batista havia dito à Época que o ex-ministro Geddel Vieira Lima era intermediário entre Michel Temer e a compra do silêncio de Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha.
“Eu informava o presidente por meio do Geddel. E ele sabia que eu estava pagando o Lúcio e o Eduardo.”
Funaro revelou à PF contatos constantes de Geddel com sua família, preocupado com o risco de ele abrir o bico em delação.
“Estranha alguns telefonemas que sua esposa tem recebido de Geddel Vieira Lima, no sentido de estar sondando qual seria o ânimo do declarante em relação a fazer um acordo de colaboração premiada”, diz o depoimento de 2 de junho do doleiro tido como operador de Cunha.
Sua defesa entregou à PF imagens do celular da mulher de Funaro que mostram ligações do telefone de Geddel, sob o apelido “Carainho”.
A revista acrescenta:
"Chamado novamente pela PF no dia 14, Funaro detalhou vultosos pagamentos de propina a Geddel, chamado por ele de 'Boca de jacaré', em referência à voracidade. Os repasses seriam uma compensação pela atuação de Geddel na liberação de recursos enquanto vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no governo Dilma entre 2011 e 2013. 'Estima ter pago a Geddel aproximadamente R$ 20 milhões em espécie a título de comissão decorrentes das operações de crédito que teria viabilizado junto à CEF', diz o depoimento."
Temer x Dilma
Brasil 24.06.17 07:25
Michel Temer consegue ser pior que Dilma Rousseff pelo menos em uma comparação de índices do Datafolha:
– Dilma, em abril de 2016 (às vésperas do impeachment): 13% de aprovação, 63% de reprovação;
– Temer, em junho de 2017: 7% de aprovação, 69% de reprovação.
Em agosto de 2015, porém, Dilma atingiu 71% de reprovação, superando a taxa atual de Temer.
Páreo duro.
Joesley poupou Palocci?
Brasil 24.06.17 06:59
Quem conhece Antonio Palocci de perto garante que Joesley Batista poupou em seu delação o ex-ministro petista, com quem costumava tomar uísque em sua casa, semanalmente, segundo o Radar da Veja.
O Antagonista lembra que, em um jantar na casa de Joesley, segundo a própria delação do empresário, Palocci pediu R$ 30 milhões de doação para a campanha de Dilma Rousseff de 2010.
O pedido foi parcialmente atendido, com repasse de cerca de R$ 19,7 milhões.
Haja uísque para bancar Dilma Rousseff.
Gilmar será relator de inquérito contra Aécio
Brasil Sexta-feira, 23.06.17 22:32
Gilmar Mendes foi sorteado para ser o relator de um dos inquéritos contra Aécio Neves baseado nas delações da Odebrecht.
Aécio é um sujeito de sorte.
Que vá para a Papuda
Brasil 23.06.17 19:11
Parece que a ficha não caiu para Rodrigo Rocha Loures, flagrado na já famosa 'corridinha da maleta'. Se não está satisfeito com a carceragem da Polícia Federal, que seja devolvido à penitenciária da Papuda.
De onde, aliás, não deveria ter saído. E a história de que sofreu ameaças não cola mais.
Caixa dois, eu?
Brasil 23.06.17 17:43
A coluna de Lauro Jardim publicou que "o interesse entre os políticos delatados por caixa dois no acordo proposto por Rodrigo Janot é perto de zero. A maioria tem contra si relatos de um colaborador afirmando que entregou dinheiro em espécie, em mãos ou por meio de um portador. O raciocínio da turma tem sido claro: sem mais provas, por que eles topariam um acordo com Janot em que vão admitir um crime?"
O Antagonista confirma.
E mais: a mesma turma acredita que será impossível investigar todo mundo.

NO BLOG DO MERVAL PEREIRA
A Crise em Curso
POR MERVAL PEREIRA
Sábado, 24/06/2017 08:00
Sem possibilidades de prospectar o futuro com alguma margem de segurança, por absoluta falta de parâmetros, é possível, no entanto, cruzar informações para se tentar formar um quadro de probabilidades do desenrolar de fatos em curso. De uma palestra de Fernando Henrique Cardoso ontem em São Paulo podem-se aprofundar dois ou três fatos fundamentais para o encaminhamento de nossa crise.
O ex-presidente classificou de “momento gravíssimo" e “inédito”, este com a possibilidade de ser o presidente da República denunciado por corrupção: "O Procurador-Geral da República, baseado em uma investigação da Polícia Federal, que é submetida à Presidência, se dispõe a mover uma ação contra o próprio presidente. E por corrupção. Isso nunca houve", afirmou.
O líder tucano comparou a crise do governo Michel Temer com a que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, devido às investigações da Aeronáutica na chamada República do Galeão, sobre o atentado contra Carlos Lacerda que matou o Major Rubem Vaz, que fazia a segurança do líder da oposição a Getulio.
O desfecho trágico, ressaltou Fernando Henrique, no caso de Getúlio, poderia ser substituído por um gesto de grandeza de Temer convocando eleições diretas “para daqui a oito ou nove meses". Pois bem. A Polícia Federal vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 26, o relatório final do inquérito que investiga o presidente Michel Temer, com o laudo da perícia da gravação que ficou pronto ontem à tarde.
Tudo indica que cairá por terra a defesa inicial do presidente Temer de que o áudio fora adulterado através de uma edição. Como disse o próprio advogado do presidente, Claudio Mariz, “aí a coisa fica difícil”. Já não basta saber se o presidente continua tendo força na Câmara para barrar um provável pedido de investigação, mas se seu esforço cada vez maior para se manter no governo não prejudicará ainda mais o País, inviabilizando as reformas que são a única razão de ser de seu governo.
Um governo impopular, como é o de Temer e era o de Dilma, não perde a legitimidade. Mas um governo corrupto como o de Temer está sendo acusado de ser, com áudios, vídeos e delações, fica impossibilitado de continuar, assim como o de Dilma encontrou um fim após desvios de conduta administrativa comprovados em um processo no Congresso, além das diversas acusações de corrupção que foram se acumulando nos últimos tempos.
Falando em eleição direta antecipada, Fernando Henrique foi muito claro ao se referir à possibilidade de Lula vir a se candidatar: disse aos participantes do encontro, membros do empresariado, do mundo financeiro, altos executivos, que eles devem estar preparados para enfrentar Lula nas urnas, e vencê-lo. Ao dizer isso, vangloriou-se: “Eu já o venci duas vezes, e no primeiro turno”, arrancando aplausos da plateia.
“Lula está por conta da Justiça, não sei o que a Justiça vai fazer. Mas suponhamos que a Justiça diga que o Lula não fez nada: ele é candidato, é o único candidato possível do PT. Só resta vencer na urna. Ou então dar golpe, mas como eu sou contra golpe, só resta é vencer na urna” afirmou.
Na sua análise, a situação eleitoral de Lula se deteriorou após a Operação Lava-Jato, e ele não teria mais condições de vencer uma eleição. “Quando venceu, o Lula penetrou na classe média e no dinheiro. O dinheiro volta para quem estiver na frente, a classe média não. Acho difícil que o Lula consiga recuperar o que perdeu na classe média. Eu não acho que o Lula seja não-derrotável. Perdeu em São Paulo agora, perdeu extensamente", disse.
Com relação à possibilidade de Lula vir a ser impedido de se candidatar por se tornar um “ficha-suja” com uma condenação em segunda instância, houve um fato interessante na posse de Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz na presidência do TRF da 4ª Região, destinado a julgar em segunda instância os processos da Lava Jato oriundos do Juiz Sérgio Moro.
Durante a solenidade de posse, ele disse, "Em relação aos processos da Lava Jato, o nosso Tribunal tem tido celeridade razoável, sem atropelos da lei e sem delongas excessivas. Eu acredito que as apelações dos personagens mais conhecidos, entre agosto deste ano e agosto do ano que vem, já estariam sendo julgadas e pautadas.".
Lula é o principal desses “personagens mais conhecidos” que estão em julgamento. A primeira sentença de Moro, sobre o processo do tríplex do Guarujá, deve sair até o fim deste mês, ou no mais tardar na primeira semana de julho. Caso seja condenatória, quer dizer que o recurso de segunda instância estará julgado, pela avaliação do novo presidente do Tribunal Regional Federal-4, por volta da primeira semana de julho de 2018.
A partir do dia 20 de julho, e até 5 de agosto, os partidos podem fazer suas convenções para escolher os candidatos à eleição. Será uma corrida contra o tempo: condenado em segunda instância, Lula pode até não ir para a cadeia, pois não é automática a prisão, depende do entendimento de cada Juiz. Mas estará inelegível.
Se a impugnação na segunda instância acontecer depois que sua candidatura à presidência da República estiver homologada pela convenção do PT, teremos uma crise institucional instalada no País.

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 24-6-2017 DO DA MÍDIA SEM MORDAÇA

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
SÁBADO, 24 DE JUNHO DE 2017
O governo brasileiro avalia responder à decisão do governo norueguês de cortar mais da metade das doações anuais de US$110 milhões para o Fundo Amazônia, criado com o objetivo de reduzir o desmatamento. Uma das opções a serem submetidas ao presidente Michel Temer é dispensar a Noruega dessa contribuição, com o governo assumindo o ônus ainda este ano, incluindo os recursos no orçamento de 2018.
A Noruega se sentiu autorizada a dar lições ao Brasil em nome do US$1 bilhão já doados a ONGs, chefiadas por estrangeiros.
Michel Temer concorda que “não seria um esforço extraordinário” para o governo repor os recursos eventualmente negados pela Noruega.
A visita de Temer às vésperas das eleições parlamentares fez o Brasil virar tema de discursos inflamados, de conotação claramente eleitoral.
Tentando se manter no cargo, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg adotou uma conduta tão hostil ao Brasil quanto seus opositores.
O comércio de carne in natura entre Brasil e Estados Unidos começou após assinatura de acordo de equivalência sanitária em 2016, mas a suspensão da compra da carne brasileira veio apenas um mês depois da primeira importação de carne americana pelo Brasil. Com a decisão, os EUA conseguiram manter a possibilidade de vender carne ao Brasil e ajudar os produtores de lá a não enfrentar a concorrência brasileira.
A primeira importação de carne dos EUA, 12 toneladas de “picanha premium”, foi feita pela JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
O negócio foi fechado nos dias em que Joesley armou a gravação de conversa para comprometer o presidente Michel Temer.
O consultor financeiro Miguel Daoud levantou possibilidade do bloqueio americano ser uma barreira comercial disfarçada de “barreira sanitária”.
Os dados nos quais o governo norueguês se baseou para criticar o desmatamento no Brasil, são fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, ONG repleta de militantes do PT e do partido Rede. A ex-senadora Marina Silva é sua “conselheira honorária”.
A Noruega é uma das nações onde mais se vendem carros elétricos, faz pose de “preocupação com o meio ambiente”, mas investe pesado na poluidora exploração de petróleo: é o 14º maior produtor do mundo.
A jornalista Débora Bergamasco, de IstoÉ, descobriu que a na época de Eduardo Cunha a manutenção da residência oficial do presidente da Câmara custava R$120 mil ao mês. Com Rodrigo Maia, caiu à metade.
Em Moscou, quarta (21), um petista pró-Lula e outro com cartaz “fora, Temer” se misturaram na porta do hotel Ritz Carlton a um grupo de fãs de Tom Holland, astro do novo filme “Homem-Aranha”, hospedado ali. No Brasil, aquela geleia geral virou notícia de “protesto contra Temer”.
Em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, revelou que do orçamento de R$2 bilhões, o Exército terá só R$767 milhões em 2017.
O Senado estava às moscas, nesta sexta (23), mas João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética, aprontava a decisão de arquivar ação por quebra de decoro contra Aécio Neves (PSDB-MG).
O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) descobriu que a União Nacional dos Estudantes (UNE), há décadas aparelhada pelo PCdoB, captou R$ 440 mil com a Lei Rouanet para o programa “Roda a Rede”, mas a prestação de contas foi rejeitada pelo Ministério da Cultura.
A gigante da mineração Vale adotará as recomendações do Financial Stability Board para divulgar em relatórios financeiros as informações sobre riscos econômicos relacionados às mudanças climáticas.
...sem ver motivos para processar Aécio por quebra de decoro, o Conselho de Ética vai analisar agora receitas de pão de queijo?

NO DIÁRIO DO PODER
DELAÇÃO DA JBS
POLÍCIA FEDERAL CONCLUI QUE NÃO HOUVE EDIÇÃO EM ÁUDIO DE JOESLEY E TEMER
NÃO ESTÁ CLARO SE ÁUDIO PERICIADO É O MESMO DIVULGADO NO JORNAL
Publicado: sexta-feira, 23 de junho de 2017 às 20:10 - Atualizado às 21:43
Redação
A perícia da Polícia Federal foi concluída nesta sexta-feira (23) e concluiu que não houve edição no áudio da conversa entre o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, e o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março.
Ainda não ficou claro se o áudio periciado pela Polícia Federal é o mesmo divulgado em primeira mão pelo jornal O Globo, no qual peritos como Ricardo Molina identificaram mais de 50 edições, ou o áudio original, que foi apresentado depois pelo delator, juntamente com o gravador que utilizou. 
Os peritos identificaram mais de 180 interrupções ‘naturais’ na gravação, foram periciados quatro áudios. Segundo a perícia, o gravador utilizado por Joesley tem um dispositivo que para de gravar automaticamente em momentos de silêncio e volta a gravar quando identifica algum som.
O relatório da Polícia Federal será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima segunda-feira (26).

AVISO AO STF
PF DIZ QUE NÃO TEM COMO MANTER LOURES NA CARCERAGEM DE BRASÍLIA
CELAS DA SUPERINTENDÊNCIA NÃO COMPORTAM PRESOS PROVISÓRIOS
Publicado: sexta-feira, 23 de junho de 2017 às 17:43 - Atualizado às 18:01
Redação
A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem condições de manter o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) preso na carceragem da Superintendência em Brasília. Em ofício enviado à Corte por um dos delegados responsáveis pela custódia de Loures, a corporação afirma que as celas não comportam presos provisórios.
“Considerando as condições acima explanadas e levando-se em conta a segurança das instalações, os horários de visita de advogados e familiares aos presos da Superintendência da Policia Federal no Distrito Federal são limitados conforme orientações normativas internas”, diz a PF.
A manifestação da PF foi motivada por um pedido feito pela defesa de Rocha Loures. No início do mês, ao ser preso por determinação do ministro Edson Fachin, Loures tinha sido transferido para o presídio da Papuda, mas pediu para deixar o local após alegar supostas ameaças.
Os advogados pretendem que o ex-deputado seja transferido para um batalhão da Polícia Militar localizado dentro da Papuda ou que passe e cumprir prisão domiciliar. 
O ex-deputado foi flagrado pela PF recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, investigação baseada nas informações da delação premiada da JBS. O ministro atendeu a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o procurador, a prisão de Loures é “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”.

NA VEJA.COM
Carta ao leitor: A corrupção e a democracia
O combate à corrupção não fere a democracia. Ao contrário: a democracia, associada à liberdade de imprensa, é o elemento que viabiliza o combate à corrupção
Por Da redação
Sábado, 24 jun 2017, 07h55
Agora a Lava-Jato faz mal à democracia. Sim, a mais recente onda de ataques à maior investigação de corrupção na História do Brasil agora desfila o argumento de que estamos fazendo mal ao regime democrático. Não é exatamente recente, mas o coro engrossou.
Na semana passada, o atual ministro da Justiça do presidente Michel Temer, Torquato Jardim, em entrevista ao jornal Valor Econômico, disse que a Lava-Jato é uma amea­ça à democracia, na medida em que está “desfazendo a classe política”. Também na semana passada, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, a voz mais insistente contra o que considera abusos da Lava-­Jato, afirmou em palestra no Recife que o País precisa evitar o risco de “despencar para um modelo de Estado policial”. Disse Mendes: “Expandiu-se demais a investigação, além dos limites”.
E chegou a ser aplaudido.
O que Torquato Jardim e Gilmar Mendes denunciam hoje, o PT e os petistas denunciavam ontem. Em outubro do ano passado, quando já era ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão deu entrevista em que dizia que a Lava-Jato “faz mal à democracia brasileira” porque os poderes vinham sendo exercidos “sem limites” — o mesmo problema dos “limites” de Gilmar Mendes. Em março deste ano, o PT promoveu um seminário para discutir o impacto da Lava-Jato e concluiu, entre outras coisas, que a operação era uma ameaça à democracia, pois enxergava nas investigações uma escalada de um Estado autoritário e de exceção.
É forçoso notar que há uma sintonia, mas também há uma diferença. As autoridades que hoje denunciam os males que a Lava-Jato causa à democracia brasileira acompanham uma mudança da própria operação. Antes, concentrada em Curitiba nas mãos do juiz Sergio Moro, a Lava-Jato tinha como alvos preferenciais assessores de segundo escalão e políticos sem foro privilegiado. Agora, conforme se transfere para Brasília, porque a operação passou a mirar em autoridades ainda no exercício do cargo e, portanto, beneficiárias do foro privilegiado, os protestos permanecem iguais — mas mudam seus autores.
Só isso já mostra o oportunismo das críticas, mas mostra algo mais: é também um equívoco monumental. O combate à corrupção não fere a democracia. É o contrário: a democracia, associada à liberdade de imprensa, é o elemento que permite e viabiliza o combate à corrupção — o qual, num círculo virtuoso, fortalece o próprio regime democrático.
Nesse sentido, a voz que não mudou de lado continua sendo a do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na semana passada, diante do bombardeio de críticas à Lava-Ja­to e das insinuações de agressões à democracia, Janot disse o seguinte: “Basta de hipocrisia. Não há mais espaço para a apatia. Ou caminhamos juntos contra essa vilania que abastarda a política ou estaremos condenados a uma eterna cidadania de segunda classe, servil e impotente contra aqueles que deveriam nos representar com lealdade”.
VEJA assina embaixo.
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NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
O Brasil pergunta a Janot e Joesley: cadê a metade que falta?
O país que a Lava Jato acordou exige a punição de todos os bandidos, mesmo suspeitando que a tribo dos políticos sem culpa no cartório caiba numa maloca
Por Augusto Nunes
Sexta-feira, 23 jun 2017, 19h55
O Supremo Tribunal Federal decidiu que o acordo entre Rodrigo Janot e Joesley Batista não precisa de revisão, que o ministro Edson Fachin seguirá cuidando da meia delação premiadíssima e que, ao menos por enquanto, continuam valendo os benefícios que condenaram à impunidade perpétua um esquartejador da verdade. Com a decisão o STF aparentemente buscou impedir que os advogados dos quadrilheiros passassem a contestar todas as revelações de quem aceitou colaborar com a Justiça. O problema é que essa obscenidade parida em Brasília pelo procurador-geral da República pode desmoralizar o instrumento jurídico que, utilizado com inteligência em Curitiba, ajudou a iluminar a face escura do Brasil.
O correto seria percorrer o caminho do meio. As vigarices expostas por Joesley imploram por investigações e, se for o caso, castigos exemplares. Se o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, por exemplo, fizeram o que parecem ter feito, merecem o purgatório onde penam traidores de milhões de profissionais da esperança. Mas a história das falcatruas da JBS não pode limitar-se à primeira parte. Joesley está obrigado a exumar a metade que falta. O País que presta quer saber quando o açougueiro predileto dos governos do PT abrirá o baú das bandalheiras que praticou com a cumplicidade ativa de Lula, Dilma e a chefia do BNDES. Que tal começar pela suspeitíssima reunião que juntou Joesley, Lula e Eduardo Cunha no Sábado de Aleluia de 2016.
Figurões do Judiciário, do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público teimam em fechar os olhos ao Brasil que a Lava Jato despertou. (Refiro-me, insisto, à verdadeira Lava Jato, personificada por Sérgio Moro, não à caricatura liderada pelo procurador-geral que presenteia bandidos bilionários com o status de inimputável). Esse novo País exige o enquadramento de todos os delinquentes, mesmo suspeitando que a tribo dos homens públicos honrados caiba numa maloca. Com o sumiço dos velhacos hegemônicos, a espécie em extinção vai multiplicar-se rapidamente. É hora de começar tudo de novo.

NO BLOG DO JOSIAS
PF e STF derrubam pilares da defesa de Temer
Josias de Souza
Sábado, 24/06/2017 01:35
A conclusão da Polícia Federal de que não houve edição no áudio da conversa do delator Joesley Batista com Michel Temer foi o segundo revés sofrido pelo presidente em menos de 24 horas. O primeiro revertério ocorrera na véspera, quando se formou no plenário do Supremo Tribunal Federal maioria a favor da preservação do acordo de delação dos executivos da JBS. O questionamento do áudio e dos termos da colaboração judicial são dois pilares da defesa de Temer, comandada pelo criminalista Antonio Mariz de Oliveira.
Contratado pelo escritório de Mariz, o perito Ricardo Molina dissera no mês passado que o áudio estava ''contaminado por inúmeras descontinuidades'', com diversos pontos ''inaudíveis''. Apontara ''possível edição'' da conversa, o que seria ''suficiente'' para ''jogar a gravação no lixo''. O laudo da PF, que servirá de matéria-prima para a Procuradoria-Geral da República incriminar Temer, concluiu o oposto: não há edição.
As “descontinuidades” verificadas na gravação são atribuídas pela Polícia Federal ao tipo de equipamento utilizado por Joesley para gravar o presidente da República. O microfone funciona automaticamente. A emissão de som o aciona. O silêncio o desativa. Daí as interrupções.
A situação da defesa já era complicada, pois o próprio Temer confirmara em entrevistas e manifestações públicas o teor de trechos relevantes do áudio. Suas palavras roçaram a autoincriminação. Resta agora aos advogados do presidente, além de questionar a perícia da PF, acionar o Plano B. Consiste em requerer a anulação da prova. Planeja-se alegar que:
1) Joesley teria protagonizado um ato ilegal — uma emboscada contra Temer, urdida e orientada pelos investigadores do Ministério Público Federal.
2) A prova seria ilegal porque gravações captadas à revelia do interlocutor só poderiam ser usadas em defesa própria, não para incriminar terceiros.
É improvável que a alegação de ilegalidade do áudio prospere. Costuma prevalecer no Supremo o entendimento segundo o qual uma pessoa que revela conversa da qual participou não comete crime. Está apenas utilizando algo que lhe pertence. Por esse raciocínio, a gravação feita por Joesley seria lícita.
Noutra frente, a defesa de Temer não desistiu de questionar no Supremo a validade do delação dos executivos do Grupo JBS. Embora já exista no plenário da Suprema Corte uma maioria favorável à preservação do acordo de colaboração judidial, os advogados sustentam que a imunidade penal concedida pela Procuradoria aos delatores corresponderia, na prática, à impunidade de criminosos confessos.
De novo, embora o acordo seja muito criticado, a tese dificilmente emplacará. Está entendido que a lei permite à Procuradoria conceder a imunidade penal desde que o delator não seja chefe de quadrilha. Considera-se que a simples presença dos três últimos presidentes da República no escândalo da JBS faz de Joesley Batista e dos outros colaboradores personagens coadjuvantes do enredo criminoso. Além de Temer, foram delatados como beneficiários de verbas sujas Lula e Dilma Rousseff.
Não é à toa que Temer se equipa para derrubar no plenário da Câmara as denúncias que o procurador-geral da República Rodrigo Janot fará contra ele. Até aqui, foi infrutífero o esforço da equipe de advogados de Temer para afastar evidências por meio de tecnicalidades. Se os deputados autorizassem a abertura de ação penal contra o presidente, seus defensores provavelmente teriam de enfrentar o mérito das acusações.

Viagem de Temer foi um vexame constrangedor
Josias de Souza
Sexta-feira, 23/06/2017 20:21
Você, que não tem tempo para desperdiçar com bobagens, não deve ter notado. Mas Michel Temer viajou ao exterior nesta semana. Ele foi à Rússia e à Noruega. Para não passar aperto, se esse assunto aparecer numa rodinha de conversa tudo o que você precisa saber são duas coisas: 1) a viagem foi um vexame; 2) a vergonha foi financiada pelo contribuinte brasileiro — dinheiro meu, seu, nosso.
Recepcionado ao pé da escada do avião por personagens subalternos, Temer foi desprezado pela imprensa internacional e perseguido por manifestantes barulhentos. As poucas parcerias que firmou são meros tratados de intenções. Na Rússia, Temer virou piada ao assinar declaração conjunta que inclui um compromisso de combater a corrupção.
Antes de voltar, Temer ouviu verdades da primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg. Madame disse estar preocupada com a Lava Jato. “É preciso fazer uma limpeza”, ela acrescentou. Foi como se dissesse: “Não pense que somos bobos.” Sem obter investimentos novos, Temer ainda perdeu dinheiro. A Noruega cortou metade da contribuição anual de R$ 330 milhões que dava para combater o desmatamento na Amazônia.
Instado a dizer quando o desmatamento será contido, o ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, chutou para cima: “Só Deus pode dizer.” Deus existe, você sabe. Mas está claro que ele desistiu do Brasil e foi cuidar de outras coisas.

Aécio recebe beijo da morte de aliado de Sarney
Josias de Souza
Sexta-feira, 23/06/2017 19:08
Velho e fiel aliado de José Sarney, o maranhense João Alberto, presidente do Conselho de Ética (?!?!) do Senado, arquivou a representação que pede a cassação do mandato de Aécio Neves. O gesto vale como uma espécie de beijo da morte. Com ele, Aécio vira sócio-atleta de um clube no qual Sarney é presidente honorário e Renan Calheiros é diretor vitalício.
João Alberto alegou falta de provas. A gravação na qual Aécio aparece combinando o recebimento de R$ 2 milhões do delator Joesley Batista não sensibilizou o senador. O vídeo que registra o enviado de Aécio recolhendo a grana tampouco impressionou João Alberto. Ao contrário. Para o executor das ordens de Sarney, Aécio é vítima de “uma grande injustiça.”
Autor do pedido de cassação, o PSOL recorrerá ao plenário do Conselho de Ética (?!?!?). Perda de tempo. Apinhado de investigados, o colegiado não foi estruturado para cassar, mas para proteger os sócios. A principal evidência de que Aécio entrou para o clube não está no fato de o tucano ter ficado parecido com Sarney e Renan. A prova cabal é que Aécio ficou completamente diferente do que ele imaginava ser.
Hoje, o ex-presidenciável tucano responde a um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Por ora, só o PSDB parece não enxergar que a plumagem do tucano Aécio está diferente.