TERCEIRA EDIÇÃO DE TERÇA-FEIRA, 19 DE FEVEREIRO DE 2019
NO BLOG DO PERCIVAL PUGGINA MARIGHELLA, WAGNER MOURA E A DISTOPIA Por Percival Puggina (*) Artigo publicado terça-feira, 19.02.2019 Semana passada, num voto que antes da metade já está sendo classificado como histórico por figurinhas do recinto, Celso de Mello, ministro do STF, foi na esteira de Simone Beauvoir para sustentar que não se nasce mulher. Tudo se passaria, creio, como se a linda e cobiçada fêmea da nossa espécie viesse ao mundo com o destino dos pés de couve, pronta para ser cozida, gratinada, frita, ou flambada. Feita ao gosto da freguesia. Agora, inteiro-me sobre o filme que Wagner Moura rodou exaltando Marighella e isso ajudou a fixar, em mim, a ideia de que há uma distopia convivendo conosco. Utopia já é coisa complicada. Utopia pelo avesso, então... Entendam-me. Wagner Moura pode filmar a história que quiser. Eu exercitarei minha liberdade de não assistir. Pode fantasiar quanto entender sobre esse terrorista, autor do Minimanual do Guerrilheiro Ur...