França, a invasão como modelo de uma política externa "Estamos na segunda semana da invasão francesa da República Centro-Africana, a de número 52 contra países africanos" (*) Desde 1960, firmou-se o mito de que, na política de relações internacionais Norte/Sul, o país que detém a primazia nas ações intervencionistas são os Estados Unidos. Isso deve efetivamente ser visto apenas como mito. Na realidade, a pouco invejável posição na escala global desse tipo de ação não é dos Estados Unidos, mas da França, cujo foco geográfico de ações invasivas no hemisfério sul tem sido na África, definindo, assim, um padrão de política externa. Correntemente, estamos na segunda semana da invasão francesa da República Centro-Africana. Trata-se, também, da segunda invasão do país em onze anos e, mais importante, a de número 52 promovida pela França contra países africanos de língua francesa, os chamados francófonos, desde 1960: no início de 2013, forças francesas haviam ocupado o Mali ...