SEGUNDA EDIÇÃO DE 05-3-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"
NA FOLHA DE SÃO PAULO País assumiu risco alto ao apoiar negócios da Odebrecht em Cuba Lula Marques - 24.fev.2010/Folhapress O líder cubano, Raúl Castro, e o então presidente Lula durante visita ao Porto de Mariel RAQUEL LANDIM DE SÃO PAULO Domingo, 05/03/2017 02h00 Em 23 de fevereiro de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Havana para um encontro com dois velhos amigos. Coube a Raúl Castro receber o presidente brasileiro para jantar, porque, com a saúde debilitada, seu irmão Fidel só poderia vê-lo no dia seguinte. O clima era de cordialidade, mas eles tinham um assunto difícil para tratar: um novo empréstimo de US$ 230 milhões do BNDES para concluir o porto de Mariel, obra da construtora Odebrecht, que mais tarde se tornaria alvo da Operação Lava Jato. Depois de muita negociação, brasileiros e cubanos haviam chegado a um impasse sobre o financiamento. Naquele jantar, Lula ouviu os argumentos de Raúl e ignorou as recomendações dos técnicos brasileiros, da...