APENAS FAZENDO O DIABO
“Estou apenas fazendo o diabo, como a Dilma” Se, na próxima eleição, um petista, um aliado ou um adversário forem flagrados fabricando falsos dossiês, grampeando telefones, manipulando caixa dois, nada a estranhar. Eles poderão dizer: “Que é isso, gente? Estou apenas ‘fazendo o diabo’, como disse Dilma Roussseff, a pensadora da democracia”. Os nossos sensores — os do país e os da imprensa em particular — para as práticas e as falas que ofendem a ordem democrática estão prejudicados. É evidente que a declaração da presidente é grave. A um só tempo, significa uma confissão e um convite. Mas foi tratada como coisa corriqueira. Imaginem o que significa “fazer o diabo” no Brasil profundo, lá onde chega a reprodução da notícia, mas onde não se produz notícia — e o “diabo” permanece oculto sob o manto do quem pode mais. Quando o governo federal, diga-se, financia, por meio de estatais e da administração direta, uma súcia de difamadores e pistoleiros para atacar a oposição e a impre...