TERCEIRA EDIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, 02/12/2019
NO BLOG DO AUGUSTO NUNES A lição de Sobral Pinto: o advogado é o juiz inicial da causa Doutor nenhum tem o direito de mentir para livrar de punições o cliente comprovadamente criminoso Por AUGUSTO NUNES Sábado, 30/11/2019 - 21h21 — "Serei eu o juiz do meu cliente?" , perguntou o advogado Márcio Thomaz Bastos no título de um artigo publicado na Folha em junho de 2012. Antes de tornar-se nacionalmente conhecido como ministro da Justiça do governo Lula e mentor do bando de bacharéis contratados para livrar da cadeia os quadrilheiros do Mensalão, o criminalista morto em 2014 já era famoso no mundo jurídico por fazer o diabo para absolver culpados e condenar à execração perpétua os defensores da lei. Desde que o freguês pagasse sem regatear os honorários calculados em dólares por minuto, o doutor conseguia até enxergar um filho extremoso no parricida confesso. Sempre que Márcio Thomaz Bastos triunfava num tribunal, a Justiça sofria mais um desmaio, a verdade...