BRASIL: O PARAÍSO PERDIDO
O paraíso perdido. E seco ALBERTO DINES 15 FEV 2014 - 11:44 BRST Passamos semanas inteiras fixados no céu, tentando identificar a forma das nuvens, força e direção dos ventos, descrentes das charmosas e perplexas “moças do tempo”. Os privilegiados caiçaras, praianos, acrescentaram às rotinas diárias a tarefa de perscrutar o mar, a cor e a temperatura da água e os que foram escoteiros na infância ou, na juventude decoraram as apostilas de meteorologia para tirar o brevê de piloto ou pára-quedista, transformaram-se em profetas climáticos. “Estou sentindo o cheiro de chuva” deixou de ser uma constatação exclusiva dos esotéricos. Com os narizes cada vez mais entupidos pela poluição urbana, tentamos retornar às origens rurais para reencontrar o tempo passado. Ou o paraíso perdido. Não o inspirado épico composto pelo libertário John Milton (1608-1674), mas o do viajante e navegador italiano Américo Vespucci que aportando ao litoral brasileiro (1501) decretou que aquele era o paraíso ...