SEGUNDA EDIÇÃO DE 23-9-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'
NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES Do Maracanã a joalherias, nada escapou ao furação Cabral Preso em novembro, o gatuno vocacional está perto de completar o primeiro ano do resto de sua vida. Será uma vida não vivida Por Augusto Nunes Sexta-feira, 22 set 2017, 19h34 O carioca Sérgio Cabral tinha apenas 28 anos ao tornar-se deputado estadual em 1991. Dias depois, já se destacava no doce mundo da ladroagem impune por aliar a avidez do noviço à ligeireza de veterano. Começou embolsando pixulecos. A partir de 1995, quando virou presidente da Assembleia Legislativa e transformou o cargo em gazua, as cifras não pararam mais de engordar. Para Cabral, o céu da propina não teria limites. Em 2003, fantasiado de senador, baixou em Brasília para fazer bonito no curso de mestrado em corrupção. Só precisou de meio mandato — quatro anos — para merecer o título de doutor em roubalheira. Em 1º de janeiro de 2007, ao assumir o governo estadual com o apoio militante do comparsa Lula, Cabral estava pronto para ...