A PETROBRAS E O CANIBALISMO ÉTICO
A Petrobras e o canibalismo ético de quem resiste aos males do mercado Que pena que existe mercado no Brasil, não é? Feliz é a Coreia do Norte — para citar um, digamos, clássico, do coletivismo, que não está submetido a esses homens cúpidos, a essa canalha que só quer ganhar dinheiro especulando. É bem verdade, vamos admitir, que aquele país enfrenta alguns probleminhas e, de vez em quando, no campo, especialmente no inverno, coreanos do norte mais forte comem coreanos do norte mais fracos, em sentido nada bíblico e numa releitura bastante, digamos, estomacal e particular de Darwin. Mas, ao menos, a gente sabe que são mortes morais, sem o vetor indecente do mercado. Mas não precisamos chegar a esse extremo de pureza antimercado. Podemos ficar com uma versão mais amena. Vejam a Venezuela. A felicidade daquele povo é garantida, no momento, por um sábio que reúne os poderes do Legislativo e do Executivo. O homem regula até o valor dos aluguéis comerciais. Nicolás Maduro gosta do mer...