NO CAFÉ DA MANHÃ COM SARNEY
03/07/2014 às 16:49 \ Baú de Presidentes Um prato de pílulas, queijo de cabra nortista e conversa de doido no café da manhã com Sarney Publicado em 7 de dezembro de 2009 Foi o jornalista Getúlio Bittencourt, chefe da sucursal de VEJA em Brasília quando eu era editor de Política, quem disseminou a praga do café da manhã com figurões federais. A novidade surgiu no início dos anos 80. E pegou, para desconsolo dos passageiros da noite. Horários historicamente obscenos para jornalistas ─ sete, sete e meia da madrugada ─ foram logo incorporados à rotina de trabalho. Culpa de Getúlio Bittencourt, meu velho amigo que morreu tão cedo. Fui a Brasília em setembro de 1982 para um giro pelo coração do poder. Num fim de noite, veio com a sobremesa a notícia de que o dia seguinte começaria com a aurora. ─ Temos um café da manhã ─ avisou Getúlio na mesa do restaurante. ─ Com o Sarney. Sete e meia lá no Lago Sul. O senador José Sarney era presidente do PDS, filhote da Arena tão obediente...