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Que é preciso para o Brasil se tornar um país sério?

Por Astolfo Olegário de Oliveira Filho 
Londrina, Paraná, Brasil


A propósito de mais uma crise que redundou, no final de julho, no impeachment do prefeito de Londrina, veio-nos à mente uma interessante mensagem que nos foi enviada, tempos atrás, por um leitor.
Diz a mensagem: “A classe política brasileira é reconhecidamente corrupta e incompetente. Apenas alguns nomes do cenário político estão livres de processos judiciais. De qualquer maneira, tais senhores foram eleitos de modo democrático, através do voto popular. Sistematicamente escolhemos péssimos representantes e, durante o mandato, somos bombardeados por ações abjetas, incompatíveis com homens de bem. Pergunto: Nossos políticos não são apenas o reflexo lamentável de nossa população estúpida e despreparada? Serão necessários vários anos, para que nos tornemos um país sério, conforme afirmou o ex-presidente da França, o general de Gaulle?”
Em resposta às perguntas acima formuladas, devemos lembrar inicialmente que o atraso moral não constitui apanágio apenas do nosso país, mas é o padrão do mundo em que vivemos, onde o mal e seus derivados reinam soberanamente na forma de guerras, corrupção, iniquidade, violência, desigualdades sociais e injustiças, que se verificam em todos os continentes e não apenas em alguns poucos lugares.
Em 1948, ano em que escreveu o livro “Voltei”, psicografado por Chico Xavier, Frederico Figner transmitiu-nos uma informação importante, a saber: mais da metade dos habitantes deste planeta seria constituída por Espíritos semicivilizados ou bárbaros e apenas 30% da população global se constituiria de pessoas aptas à espiritualidade superior. Em poucas palavras: o contingente que habita a Terra é efetivamente muito atrasado e se encontra imensamente distante da angelitude, que é o que caracteriza os seres que chegaram à meta para a qual fomos criados.
O que se verifica em Londrina, Curitiba ou Brasília é parecido com o que vem ocorrendo nos principais países do planeta. A diferença está em que, por uma série de fatores, a impunidade constitui aqui a regra, enquanto que em outros lugares o governante corrupto é levado a prestar contas à Justiça.
Em face disso, as respostas às perguntas formuladas pelo leitor podem ser assim redigidas:
1ª - Os políticos que elegemos são, sim, o reflexo lamentável da população que os elegeu. A cada eleição, ainda que mudem os eleitos, o problema continua, porque a fonte de onde emanam é a mesma.
2ª - Para que o Brasil se torne um país sério muitas coisas têm de mudar e isso requer tempo, aliás, muito tempo, uma vez que a natureza não dá saltos. Nesse processo, a questão educacional terá de ser preponderante e jamais negligenciada.
Não admira, pois, que a transformação do mundo – tão propalada nestes últimos meses  –  somente ocorrerá depois de muitos séculos de luta, de sofrimento e de trabalho no bem, para que, conforme foi anunciado, a paz, a concórdia e o entendimento se tornem a tônica no mundo que habitamos.


Texto que escrevemos para o editorial da edição de agosto de 2012 do jorna O Imortal.

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