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SEGUNDA EDIÇÃO DE QUARTA-FEIRA, 13/11/2019

NO BR POLÍTICO
Bolsonaro sai do PSL e funda Aliança Pelo Brasil
Depois de rachar o PSL internamente, Jair Bolsonaro anunciou hoje sua desfiliação do partido e a fundação de uma nova legenda, a Aliança Pelo Brasil

Terça-feira, 12 de nov. de 2019 21:29
 
Por Marcelo de Moraes
Dono da bola - Em reunião com a ala do PSL que o apóia, o presidente confirmou a decisão de criar - e comandar - seu próprio partido. Na conversa, o Bolsonaro convidou os deputados a entrarem no projeto, o que poderá garantir uma bancada de pelo menos 30 parlamentares na nova legenda. Só que isso vai depender de interpretação da Justiça Eleitoral aceitando que há motivos legais para que esses deputados possam trocar de partido sem perderem o mandato por infidelidade partidária. Hoje, esse processo ainda é muito nebuloso e os advogados do presidente se mexem para tentar fazer vingar a tese. Se der certo, além de manterem os mandatos, os deputados também poderão levar para a Aliança os recursos relativos ao Fundo Partidário. Além disso, há pela frente uma corrida dificílima para conseguir as 492 mil assinaturas necessárias para fundar o partido e estabelecer seus diretórios regionais. Até isso se resolver, a ordem para os deputados aliados é de aguardar dentro do PSL.
Siga o líder - Como esperado, os aliados do presidente atenderam à convocação para acompanhá-lo. O senador Flávio Bolsonaro (RJ), que não corre risco de cair na infidelidade partidária por ter vencido uma eleição para cargo majoritário, já anunciou sua desfiliação do PSL. O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), também confirmou a decisão de seguir Bolsonaro. 
--"Assim que for juridicamente possível, e esperamos que isso se dê o quanto antes, migraremos junto com Jair Bolsonaro para a Aliança pelo Brasil, o novo partido do presidente. Fidelidade, coerência, transparência, lealdade e compromisso com o futuro da Nação", afirmou.
Valores cristãos - Sem poder tirar o controle do PSL do presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), Bolsonaro preferiu investir na própria sigla. Mas quem esperava uma doutrina baseada na economia liberal, pode ficar assustado com as primeiras informações dadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP) sobre quais serão as linhas da Aliança. 
--"Consolidando o novo rumo brasileiro e libertando definitivamente a Pátria da destruição de valores cristãos e morais, anunciamos a criação do partido Aliança Pelo Brasil. Com base sólida conservadora faremos do tsunami de 2018 uma onda permanente. Na Aliança Pelo Brasil teremos solidez em nossos princípios conservadores atuando em defesa dos valores familiares e cristãos, sem amarras da velha política", afirmou o filho do presidente.
E as reformas? - É óbvio que um partido criado pelo presidente da República nasce com a perspectiva de se tornar uma força expressiva e de atrair parlamentares de várias outras siglas. Mas apesar desse possível ganho no campo eleitoral, Bolsonaro acaba criando um obstáculo para seu próprio governo. O problema é que esse processo acontece justamente num momento em que a equipe econômica acabou de apresentar ao Congresso sua agenda de propostas econômicas. Está na cara que Bolsonaro e seus aliados darão atenção máxima à construção do novo partido, enquanto as propostas para a economia vão depender, mais uma vez, da disposição e iniciativa do Congresso para avançarem.
Previdência promulgada - Essa nova prioridade já ficou nítida durante a sessão solene do Congresso para promulgar a reforma da Previdência. Nem Bolsonaro, nem o ministro da Economia, Paulo Guedes, participaram do encontro, apesar da reforma ser a principal proposta apresentada pelo governo para tentar retomar o crescimento do País.
Constituinte no radar? - E com tanta dispersão de energia, surgem ruídos que podem gerar confusões políticas bem sérias. Na esteira da pressão feita pelos parlamentares para que o Congresso aprove uma PEC que retome a prisão depois de condenação em segunda instância, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tirou um coelho da cartola. Ele afirmou que se os líderes partidários considerarem prioridade, pode abrir a discussão sobre a realização de uma nova Constituinte e o tema poderia entrar nas discussões. A proposta causou desconforto no Congresso e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu a ideia, dizendo considerar inoportuna e sem apoio uma discussão desse tipo.
Andou - Fazendo questão de desviar da proposta de Constituinte, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet (MDB-MS), foi mais prática. Decidiu colocar em discussão e votação, a PEC da Segunda Instância. O relatório da senadora Juíza Selma (Pode-MT) será lido no próximo dia 20, receberá pedido de vistas para que os parlamentares analisem o texto e deve ser votado dia 27 na comissão. 

 
Por Vera Magalhães
Da Vera: Bolsonaro ajuda Lula a montar a oposição. Num ambiente assim contaminado, a chance de prosperarem projetos como as reformas de Paulo Guedes parece de fato bastante remota. 

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