Pular para o conteúdo principal

SEGUNDA EDIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, 18 DE FEVEREIRO DE 2019

NO BLOG DO ALUÍZIO AMORIM
Domingo, fevereiro 17, 2019
A HISTÓRIA DO ASSASSINATO DA HISTÓRIA DO BRASIL CUJO MARCO INICIAL FOI O GOLPE DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
O texto que segue após este pequeno prólogo é do professor de Literatura, escritor e crítico literário, Rodrigo Gurgel, um dia depois do misterioso incêndio ocorrido no dia 2 de setembro de 2018, que consumiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, prédio histórico de dois séculos e que foi a residência da família real brasileira antes que os golpistas da Proclamação da República a enxotasse do Brasil para iniciar uma escalada de brutalidade e sucessivas crises políticas e econômicas.
O golpe da Proclamação da República foi o início da desgraça dos brasileiros. Já escrevi aqui no blog que o poder espúrio dos ditos 'republicanos' é desde 1889 passado por tradição hereditária à escumalha que continua ano após ano, em mais de um século, rapinando os cofres públicos pela corrupção institucionalizada. E mais recentemente a Nação foi mais uma vez surpreendida pelo episódio de tentativa de assassinato à faca que por pouco não matou o Presidente Jair Bolsonaro, então em campanha eleitoral. A fotografia que mostra o incêndio do Museu Nacional resume tudo!
Mas como disse ao iniciar estas linhas, o propósito desta postagem é a transcrição do texto do Mestre Rodrigo Gurgel, cujas reflexões nele contidas merecem muita atenção. Aliás, é um sumário da absurda situação em que vive o Brasil em termos culturais, embora exista, vejam só, um Ministério da Cultura!, que até há pouco servia para transferir dinheiro público - coisa de milhões de reais - para aquilo que esses ignorantes reputam como "cultura". 
Leiam o texto de Rodrigo Gurgel, intitulado Incêndio do Museu Nacional: forma espetacular do que ocorre em silêncio. Vale a pena ler:
<A História do Brasil, passada e recente, é a história do assassinato da História.
A ideia não é minha, mas pode ser encontrada, repetida à exaustão, nos ensaios e livros dos nossos melhores intelectuais.
Carlos de Laet, que escreveu durante meio século — e sofreu censura e perseguições por defender a monarquia —, mostra, numa de suas crônicas, a materialização da sanha adesista que tomou grande parte da classe política após o golpe de 1889: até das talhas de barro em que se armazenava água mandou-se arrancar os símbolos imperiais. E Laet descreve, então, o funcionário que, utilizando um canivete, tenta raspar o barro, mas sempre, ao final, criando um rombo na talha. “A coroa sai, mas a talha fica furada”, diz Laet para concluir: “Desconfio que nunca mais se consertou a talha republicana”.
A ironia de Laet tem qualidade profética, desgraçadamente.
Com a república, criamos essa compulsão pelo assassinato, pois acreditamos que o progresso, o Brasil do futuro, só nascerá se matarmos o passado.
Essa prática repetitiva explica, por exemplo, as sucessivas reformas ortográficas — principalmente a inutilidade absoluta da mais recente —, as palavras de ordem debochadas da Semana de 22 e que muitos vomitam até hoje, o desprezo pelo patrimônio histórico e por tudo que não espelhe, de forma servil, a ideologia que domina o momento.
Basta relembrar o que foi a construção da Avenida Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, quando, em nome do progresso, derrubaram-se as igrejas de São Domingos, Bom Jesus do Calvário e São Pedro — esta última, segundo Gastão Cruls, “joia da nossa arquitetura sacra”.
Procure-se o depoimento de Rodrigo Franco de Melo Andrade na aula que proferiu, em 1961, no Instituto Guarujá-Bertioga, se é que a cópia datilografada, existente no arquivo do SPHAN/Pró-Memória, ainda não foi corroída pelas traças ou picotada por algum funcionário repleto de boas intenções.
Lembro-me, em Jundiaí, na biblioteca em que estudei muitos anos, a devoção com que o velho funcionário, imbuído de profundo zelo, substituía as primeiras edições por exemplares mais recentes, a obra original pela tradução, o livro antigo pelo novo. E recordo seu olhar de espanto e incompreensão quando tentei lhe explicar o crime que praticava.
Leia-se o brilhante livro de Franklin de Oliveira, Morte da Memória Nacional, publicado em 1967 e reeditado em 1993, mas jamais lido, jamais levado a sério, servindo apenas como consolo às consciências que, neste País, ainda se dão ao luxo de se indignar.
Mas basta. Não preciso ir adiante. Seria cansativo e inútil. Vá o pesquisador que deseja conhecer a verdade à Biblioteca Nacional e penetre no acervo abandonado. Vá a Ouro Preto e veja caminhões, carros e ônibus cruzando as ruas como se os alicerces do barroco pudessem resistir à trepidação e aos poluentes. Vá aos arquivos das mais antigas Câmaras Municipais e descobrirá tudo que foi queimado ou dissolvido por goteiras, chuvas, inundações. Vá conhecer os arquivos históricos do País — não as vitrines que são apresentadas nos folders impressos em papel cuchê, mas a zona de sombra, umidade, bolor e esquecimento, jamais alcançada por aquilo que até hoje procuramos inutilmente: a consciência nacional.
Sairá desses lugares convencido de que a república continua a fazer água. De que o incêndio de ontem é só a forma espetacular do que se repete neste País, em silêncio, desde sempre. Somos um campo de guerra. Qualquer inutilidade ideológica é mais importante do que tudo que já perdemos e continuaremos a perder. Para onde quer que você desvie o olhar, verá apenas uma coisa: ruínas, ignorância, abandono, devastação.> Clique AQUI para conhecer o site de Rodrigo Gurgel


NO BLOG ALERTA TOTAL
Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
A luta para renovar o STF e o STJ
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Os cidadãos mobilizados nas redes sociais devem dar toda força à deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Ela lidera um esforço para revogar a famosa PEC da Bengala. Por trás da luta para reduzir de 75 para 70 anos a idade para aposentadoria compulsória de servidores públicos, está a intenção política de antecipar a substituição de pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal e de tantos outros no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No STF, os atingidos seriam Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Se a PEC da Bengala for derrubada, o Presidente Jair Bolsonaro teria a chance suprema de promover uma renovação na escalação da Corte Suprema do Brasil. Mesmo que Bolsonaro declare publicamente que seu governo não apoia a medida, o espírito de corpo do Supremo não acredita... Pressões supremas, nos bastidores do Congresso Nacional, farão de tudo para abortar a intenção de Bia Kicis.
O corporativismo supremo exerce toda pressão nos bastidores para impedir não só as adesões contra a PEC da Bengala. A prioridade defensiva é evitar, a todo custo político, que parlamentares retomem a iniciativa de pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação dos 11 deuses supremos. A pressão popular na Internet cobra a CPI da Lava Toga. O objetivo é investigar possíveis irregularidades cometidas em decisões dos tribunais superiores (STF e STJ). Os magistrados alegam que a ideia é inconstitucional. 
O STF está pelado na pracinha dos Três Poderes. Isto é gravíssimo, preocupante e imperdoável. Quando o Judiciário se desmoraliza, a Justiça se torna impotente e a sociedade acaba condenada ao inferno. A desconfiança com o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça só vai parar quando e se os magistrados derem exemplos de seriedade e compromisso com a verdade e a moralidade pública.
Em meio a tanta polêmica, uma coisa é absolutamente certa: o Supremo não pode ser fator de insegurança jurídica – que é a negação da Democracia. Também é certíssimo que Executivo, Legislativo, Judiciário e os militares precisam “discutir a relação”... Aprofundar a guerra de todos contra todos os poderes é quase um suicídio institucional.
O Brasil precisa de judiciário – e não de 'Judasciário'... Os 11 do STF e os 33 do STJ precisam lembrar disto a cada instante... A maioria esmagadora do povo brasileiro está cansada de injustiças, assassinatos de reputações e impunidade.
Participe assinando o abaixo assinado de apoio à CPI LAVA TOGA: https://www.change.org/p/senado-federal-do-brasil-lavatoga-já



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Notícias em Destaque

Brasil tem menor média de casos de covid do ano(Ler mais)   Mourão nega renúncia e diz que segue no governo ‘até o fim’ Relação entre o vice e Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ser alvo de especulações após o presidente dizer que o general ‘por vezes atrapalha(Ler mais) A economia a gente vê depois: Governadores e Prefeitos ainda não se pronunciaram em como vão ajudar a população: “o depois chegou, e agora?”(Ler mais) Com ódio: Governo Doria multa o presidente Bolsonaro e sua comitiva: “pode chegar a 290 mil reais”(Ler mais) Ministros do STF querem resposta imediata de Luiz Fux sobre declarações do presidente alegando fraude nas urnas eletrônicas(Ler mais) Renan Calheiros e Humberto Costa querem sigilos bancários de Jornalismo independente “disseminadores de fake”(Ler mais) Justiça prorroga prisão de autor do vandalismo em estátua de Borba Gato(Ler mais)

Notícias em Destaque

  Passageiros em voos para o Ceará devem fazer teste de Covid-19, recomenda novo decreto do Governo (Ler mais) Voto auditável: Arthur Lira deve negociar com Bolsonaro e Barroso um texto que agrade a ambos e encerre a celeuma (Ler mais) Seleção Brasileira de Futebol se recusa a subir no pódio com o patrocínio de marca chinesa (Ler mais) Novidade: na visita de Bolsonaro a Florianópolis teve a “jet-skiCIATA”, VEJA O VÍDEO (Ler mais) Justiça Eleitoral custa ao país R$27 milhões por dia (Ler mais) Arthur Lira defende separação dos Poderes: ‘Dançar junto sem pisar no pé de ninguém’ Em meio ao embate entre o Planalto e o STF, presidente da Câmara disse que convivência deve ser ‘civilizada, democrática, sempre harmônica e independente (Ler mais) Por que Lira decidiu levar o voto impresso para o plenário da Câmara Em pronunciamento na sexta-feira, presidente da Casa destacou que conjunto de deputados dará veredito ‘inquestionável e supremo’ sobre a proposta (Ler mais) Procuradores e juízes ...