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PRIMEIRA EDIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

A vitória de Jair Bolsonaro (PSL) ainda levará ao divã comentaristas e cientistas políticos, inconformados com a própria constatação de que foi a vitória contra a velha política, do tostão contra o milhão, a vitória da “guerra de guerrilha” das mídias digitais contra a mídia tradicional. Retirado das ruas pela facada de um ativista de esquerda, Bolsonaro foi eleito presidente sem sair de casa para pedir votos País afora.

O PT embolsou mais de R$212 milhões do Fundo Eleitoral, enquanto a Justiça Eleitoral disponibilizou apenas R$9 milhões para o PSL.

Bolsonaro deu show nas redes sociais, com seus 15,3 milhões de seguidores, tornando inútil o ambicionado tempo de rádio e TV.

A campanha de Bolsonaro custou menos que campanha de vereador de cidade média, R$1,7 milhão, para conquistar 58 milhões de votos.

Apoiado pela versão atual da chamada “vanguarda do atraso”, Haddad (PT) tem um número de seguidores cinco vezes menor que Bolsonaro.

O presidente eleito Jair Bolsonaro articula uma confortável maioria no Congresso Nacional, a fim de garantir a aprovação dos compromissos assumidos durante a campanha, que incluem reformas ambiciosas. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, as negociações estão adiantadas. A expectativa é que, além dos 52 deputados eleitos do PSL, a bancada do governo conte com mais de 300 parlamentares.

Deputado experiente, já no sétimo mandato, Bolsonaro articula uma nova forma de acordo, através das bancadas “transversais”.

Pelo novo conceito, o futuro governo vai manter relações especiais com frentes parlamentares como Agropecuária, Evangélica e de Segurança.

O presidente eleito só não abre mão de quebrar o paradigma do “toma lá, dá cá” na negociação dos cargos do seu governo.

No discurso de vitória, o presidente Jair Bolsonaro desfez vários temores trombeteados pelos adversários, inclusive da mídia, durante a campanha. Se tivesse feito isso antes teria conservado muitos votos.

O deputado Hélio Leite (DEM-PA) defende que o presidente eleito se mude para uma das residências oficias da Presidência da República, a fim de garantir a segurança e facilitar reuniões do período de transição.

O desempenho do governador eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), bem que poderia servir para aposentar vários “analistas políticos”, que proclamavam sua derrota. E fechar certos institutos de pesquisa.

Governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB) visitará nesta segunda (29) Michel Temer, seu mais ilustre correligionário. O partido elegeu dois outros governadores: Hélder Barbalho (PA) e Renan Filho (AL).

Ibope e Datafolha da véspera da eleição no Rio de Janeiro apontavam que Wilson Witzel (PSC) venceria com 54% ou 53% dos votos válidos. Nas urnas, ele obteve quase 60%. E os 95% de “confiabilidade”?

O governador eleito do DF, Ibaneis Rocha, já definiu quem vai chefiar a área de comunicação: Bartolomeu Rodrigues, jornalista muito admirado, com passagens pelos mais importantes veículos do País.

Comentaristas repetem a lorota de que “Brasília não produz um prego e tem a maior renda per capita”. Eles não sabem, mas essa estimativa inclui a receita dos órgãos públicos federais, inclusive estatais, que têm sede na Capital. A renda líquida é tão ruim quanto a média nacional.

A apuração estava longe de acabar e Bolsonaro já tinha superado os 54 milhões de votos obtidos por Dilma nas eleições de 2014 e incansavelmente repetidos por petistas durante o impeachment.

Haddad e Manuela D’Ávila vão comungar na missa de domingo?

NO BLOG DO JOSIAS
Bolsonaro precisa parar de industrializar a raiva
Por Josias de Souza
Segunda-feira, 29/10/2018 03:31
Há males que vêm para pior. Durante a campanha, Jair Bolsonaro botou raiva demais na sua retórica. Eleito, poderia ter oferecido conciliação. Mas tomou gosto pela cólera. Consolidado o seu triunfo, o capitão correu para a trincheira das redes sociais, seu habitat natural. “Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo, com o populismo e com o extremismo da esquerda”, declarou, ecoando o discurso que fizera uma semana antes — aquele em que dissera que os “marginais vermelhos”, com uma “faxina”, seriam “banidos” do País.
Bolsonaro ainda não se deu conta. Mas a satanização dos adversários perdeu a importância com a abertura das urnas. A corrupção é endêmica, o Estado foi à breca, a economia está sedada e há 12,7 milhões de brasileiros sem emprego. Admita-se que, diante de tantos flagelos, o partido da estrela vermelha e o sistema político tornaram-se alvos fáceis. Mas Michel Temer, a herança do petismo que apodrece no Planalto, vai embora em janeiro. E nem por isso haverá um surto de probidade. O déficit público não sumirá. O PIB não bombará. E os empregos não cairão do céu.
Bolsonaro planeja viajar para Brasília nesta terça-feira. Precisa nomear até 50 prepostos para cuidar da transição de governo. Chegou a hora de saciar as expectativas que despertou. Sob pena de produzir uma onda de decepção capaz de corroer rapidamente a legitimidade obtida nas urnas.
Os eleitores de Bolsonaro dividem-se em dois grupos. Num, estão os brasileiros que acreditaram num mundo feito de soluções fáceis. Noutro, os que votaram contra os defeitos do sistema, não a favor das qualidades do capitão. Quando o primeiro grupo perceber que não existem soluções fáceis e o segundo grupo notar que a desqualificação do eleito o aproxima daquilo que o sistema tem de pior, Bolsonaro estará em apuros.
Nessa hora, o “grande exército” de apoiadores do presidente eleito começará a flertar com a ideia da deserção, juntando-se aos “socialistas” e “comunistas” que Bolsonaro enxerga nas esquinas, em cima das árvores e nas redações “da grande mídia”. Ou Jair esquece que há um sobrenome “Messias” anotado em sua certidão de nascimento antes do Bolsonaro ou vai acabar acreditando que é mesmo o salvador da pátria.
Sob refletores, renovará a promessa de expulsar os vendilhões do templo. Longe dos holofotes, negociará com os pecadores a aprovação de suas reformas no Congresso. Bolsonaro já iniciou um movimento de aproximação com as bancadas de partidos como o DEM de Rodrigo Maia e o PSD de Gilberto Kassab. Logo, logo terá raiva de si mesmo, tornando-se vítima de sua própria indústria.

NO O ANTAGONISTA
Outros atentados contra Bolsonaro
Segunda-feira, 29.10.18 07:08
O general Augusto Heleno disse que “daqui a alguns dias ficará comprovado que havia planos para outros atentados contra Jair Bolsonaro”.
Segundo a Folha de S. Paulo, ele citou “informes consistentes” nesse sentido.

O choro de Haddad
29.10.18 06:28
Fernando Haddad chorou.
Neste domingo, segundo a Folha de S. Paulo, “ele recebeu alguns de seus mais antigos assessores em casa (…).
O petista pediu para que não o abandonassem, pois via risco de ser alvo de uma tentativa de isolamento no PT (…).
O candidato disse que precisaria de ajuda para enfrentar ‘o que vai vir pela frente’, abraçou os amigos e chorou”.

O medo dos petistas
29.10.18 06:33
“Uma das principais preocupações do PT depois das eleições é a segurança de suas principais lideranças”, diz a Folha de S. Paulo.
Não se preocupem: a PF vai cuidar de vocês. Atrás das grades.

“Pedirei que mandem de volta o terrorista vermelho”
29.10.18 00:16
O ministro italiano Matteo Salvini saudou a eleição de Jair Bolsonaro e disse no Twitter:
”E depois de anos de conversa fiada, pedirei que mandem de volta o terrorista vermelho Battisti”.
(...)

A repercussão da eleição de Bolsonaro na Bolsa de Tóquio
29.10.18 00:08
Na Bolsa de Tóquio, as cestas das empresas com ações na Bovespa sobem 12,44% neste momento.

A Venezuela que precisa ser respeitada pelo Brasil
Domingo, 28.10.18 23:50
Nicolás Maduro agora quer que Jair Bolsonaro retome as relações de “respeito” com a Venezuela.
As relações de respeito do Brasil devem ser com o povo venezuelano, oprimido pelo regime bolivariano imposto ao país com ajuda de Lula e do PT.

Toffoli, sabemos o que você fez na semana passada
28.10.18 23:36
Dias Toffoli fez um pronunciamento, depois da eleição, mandando recado duro para o presidente eleito, em defesa da democracia, como se ela estivesse em perigo com a eleição de Jair Bolsonaro.
Toffoli, Toffoli, sabemos o que você fez na semana passada.
Teatrinho divertido.

Transição começa na terça-feira
28.10.18 23:02
Por Claudio Dantas
Jair Bolsonaro desembarca com sua equipe em Brasília, na terça-feira 30, para iniciar as conversas para a transição do governo.
Como registramos mais cedo, ele terá um novo esquema de segurança.
O gabinete de transição foi instalado no CCBB e Michel Temer já anunciou que disponibilizará a Granja do Torno para Bolsonaro e a família.

Os governadores eleitos no Segundo Turno
28.10.18 22:16
Confira a lista final dos governadores eleitos neste segundo turno:
SUDESTE
São Paulo: João Doria (PSDB) com 51,75%
Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC) com 59,87%
Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) com 71,80%
SUL
Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB) com 53,6%
Santa Catarina: Comandante Moisés (PSL) com 71,09%
CENTRO-OESTE
Distrito Federal: Ibaneis (MDB) com 69,79%
Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB) com 52,35%
NORDESTE
Sergipe: Belivaldo (PSD) com 64,72%
Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT) com 57,60%
NORTE
Pará: Hélder (MDB) com 55,43%
Amapá: Waldez (PDT) com 52,35%
Amazonas: Wilson Lima (PSC) com 58,52%
Roraima: Antonio Denarium (PSL) com 53,36%
Rondônia: Coronel Marcos Rocha (PSL) com 66,34%.

Cadê a vantagem e o empate técnico de Haddad?
28.10.18 21:43
Na cidade de São Paulo, Jair Bolsonaro teve mais de 60% dos votos.
Cadê a vantagem de Fernando Haddad, cadê o empate técnico?
(Com a eleição de Bolsonaro, você precisa se situar no novo mundo da política — e tem de ser rápido. Entenda AQUI)

Não sobrará nada para o PT revanchista
28.10.18 21:40
Jair Bolsonaro prometeu defender a liberdade, a democracia, a Constituição e a pacificação nacional.
Se o fizer, não sobrará nada para o PT revanchista.

Trump para Bolsonaro: “Vamos ser grandes parceiros”
28.10.18 21:21
Jair Bolsonaro acaba de falar com Donald Trump por telefone. “Vamos ser grandes parceiros”, disse o presidente americano, que também lhe desejou “boa sorte”.
Bolsonaro agradeceu.

Rosa: eleições foram ‘dentro da absoluta normalidade’
28.10.18 21:19
Rosa Weber anunciou agora há pouco os resultados oficiais da eleição que levou Jair Bolsonaro à Presidência – com 99,9% das urnas apuradas, ele teve 55,1%, mais de 57,7 milhões de votos.
Ao confirmar o resultado, a presidente do TSE afirmou que as eleições ocorreram “dentro da mais absoluta normalidade”, com “intercorrências próprias e esperadas do processo eleitoral em um País com dimensões continentais”.

Primeiro presidente a ligar para Bolsonaro é o da Colômbia
28.10.18 21:17
Iván Duque, o presidente da Colômbia, foi o primeiro mandatário internacional a telefonar para Jair Bolsonaro para cumprimentá-lo pela vitória, informa Paulo Guedes.
Sebastián Piñera, o presidente do Chile, também ligou. Havia a expectativa de que Bolsonaro falasse com Donald Trump ainda hoje.

LEIA A ÍNTEGRA DO DISCURSO DE JAIR BOLSONARO
28.10.18 21:05
O Antagonista obteve a versão original, com rasuras, do “discurso da vitória” de Jair Bolsonaro.
No texto, escrito por Onyx Lorenzoni e revisado por Bolsonaro, o presidente eleito fala em “desamarrar” a economia do Brasil e “libertar” o País das relações exteriores pautadas por ideologia.

Toffoli não liga para Bolsonaro, nem Rosa Weber
28.10.18 20:37
Como publicamos antes, Fernando Haddad não telefonou para Jair Bolsonaro.
O presidente eleito também ainda não recebeu ligação de Dias Toffoli, presidente do STF, e Rosa Weber, presidente do TSE.
Mas Michel Temer ligou e Sérgio Moro soltou uma nota.

Haddad continua a dividir o País entre “nós” e “eles”
28.10.18 20:23
Fernando Haddad fez um discurso da derrota disruptivo, na velha base petista de dividir o País entre “nós” e “eles”.
Ao final, prometeu defender os brasileiros que estão “com medo”.
O medo maior era de o País ser governado por um presidiário. Mas o PT não aprende.

Bolsonaro terá pelo menos 14 governadores aliados
28.10.18 20:21
Jair Bolsonaro, o presidente eleito, terá como aliados a maioria dos governadores brasileiros nos próximos quatro anos, registra a Folha.
Dos 27 novos governadores que tomam posse em 2019, 14 apoiaram Bolsonaro no primeiro ou no segundo turno das eleições, 04 declararam-se neutros e 09 apoiaram Fernando Haddad.
O PSL do presidente eleito terá três governadores a partir do próximo ano: Comandante Moisés (SC), Coronel Marcos Rocha (RO) e Antonio Denarium (RR).
Além disso, Bolsonaro teve o apoio dos vencedores nos três maiores colégios eleitorais do País: João Dória (São Paulo), Wilson Witzel (Rio de Janeiro) e Romeu Zema (Minas Gerais).
(Com a eleição de Bolsonaro, o velho sistema político acaba de ser posto abaixo. Entenda AQUI)


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