quarta-feira, 9 de maio de 2018

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 09-5-2018

NO DIÁRIO DO PODER
LAVA JATO
JOÃO SANTANA E MÔNICA MOURA CONFIRMAM CAIXA 2 PARA CAMPANHA DE HADDAD
MARQUETEIROS CONFIRMARAM À PF AS DENÚNCIAS CONTRA EX-PREFEITO
Publicado terça-feira, 08 de maio de 2018 às 17:56 - Atualizado às 19:27
Da Redação
Os ex-marqueteiros do PT, João Santana e Mônica Moura, confirmaram à Polícia Federal, nesta terça-feira, 8, os repasses de Caixa 2 para a campanha de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, na eleição de 2012.
O depoimento, em São Paulo, demorou cerca de 2h30. "Eles vieram retificar o que foi dito no processo de delação premiada", disse o advogado Juliano Capelo Prestes, que acompanhou o casal, após o depoimento. "O processo está sob sigilo, mas o termo não difere no que está homologado."
Em dezembro do ano passado, o casal afirmou em depoimento à PF que houve pagamento de R$ 20 milhões por meio de Caixa 2 para a campanha de Haddad nas eleições de 2012. O petista nega as acusações.
Mônica foi a primeira a ser ouvida pelo delegado João Luiz Moraes Rosa. Santana falou em seguida. O casal fechou delação premiada na Operação Lava Jato e cumpre prisão domiciliar em Salvador, na Bahia.
Os marqueteiros também são investigados em outro inquérito da PF paulista, por um suposto repasse, também pela Odebrecht, para ser usado na campanha de Alexandre Padilha, que disputou o governo do Estado de São Paulo em 2014.
Em julho do ano passado, o casal foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 7 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro em ação decorrente de investigações da Lava Jato. Eles foram absolvidos do crime de corrupção. Foi a segunda condenação do casal na Lava Jato.

ATRASO DE UM ANO
CÂMARA INSTALA NESTA QUARTA-FEIRA, COM 1 ANO DE ATRASO, A COMISSÃO DA PEC DO FORO
RODRIGO MAIA SENTOU EM CIMA DA PEC QUE ACABA FORO PRIVILEGIADO
Publicado em 08 de maio de 2018 às 15:22 - Atualizado às 17:20
Por Francine Marquez
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, marcou para esta quarta-feira (9) uma reunião para definir como e quando será instalada a comissão especial que vai tratar da restrição do foro privilegiado. Ele toma essa providência quase um ano depois de a Proposta de Emenda Constitucional PEC, aprovada no Senado, chegar às suas mãos, em 7 de junho de 2017, como o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, registrou.
Pelo regimento interno, após a chegada da PEC os líderes partidários têm prazo de 48 horas para indicar os membros da comissão, mas se não cumprirem o prazo o próprio presidente da Casa, de ofício, tem o dever de nomear seus integrantes. Nada disso foi observado.
A proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada no Senado Federal em 31 de maio do passado, e seguiu para a Câmara dos Deputados. Em dezembro, Rodrigo Maia criou a comissão especial, que será formada por 35 deputados, entretanto, os líderes partidários ainda não concluíram as indicações. Segundo o regimento da Câmara, nas PECs, os líderes têm o prazo de 48 horas para fazer as indicações de membros para colegiados, ou o presidente da Casa deverá fazê-lo.
A PEC 333/17 de autoria do senador Álvaro Dias (Pode-PR), acaba com o foro privilegiado em casos de crimes comuns para deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes militares, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos de Justiça e do Ministério Público. O foro só será mantido para os casos de crimes de responsabilidade, aqueles que são cometidos em decorrência do cargo público. Assim, todas as autoridades e agentes públicos responderão a processos iniciados nas primeiras instâncias da Justiça Comum.
De acordo com a proposta, o foro será mantido somente para os chefes dos Três Poderes da União, Executivo, Judiciário e Legislativo, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além do vice-presidente da República. 
Para o autor da PEC, senador Álvaro Dias, o foro privilegiado é um “privilégio odioso” nos casos de crimes comuns, como por exemplo, corrupção passiva e peculato. "Estamos persuadidos de que a proposta reafirma e fortalece o princípio republicano, de que todos são iguais perante a lei", disse. (Com informações Agência Senado)

PRISÃO MANTIDA
STF MANTÉM PRISÃO PREVENTIVA DO EX-MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA
GEDDEL FOI PRESO APÓS APREENSÃO DE R$ 51 MILHÕES EM ESPÉCIE
Publicado em 08 de maio de 2018 às 19:47
Da Redação
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8), por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima, há oito meses detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Ao rejeitar mais um pedido de liberdade do político, o relator, ministro Edson Fachin, destacou que ele continuou a praticar o crime de lavagem de dinheiro, ao deixar ocultos R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento em Salvador, mesmo enquanto cumpria prisão domiciliar.
Tal ato configurou “aparente lavagem de capitais de expressivas proporções, e isso após uma [prisão] preventiva ter sido substituída por domiciliar”, disse Fachin.
Geddel Vieira Lima foi preso preventivamente em 2 de julho de 2017, no âmbito da Operação Cui Bono?, mas 10 dias depois teve concedida a prisão domiciliar pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
O ex-ministro voltou a ser preso em 8 de setembro, depois de serem encontrados R$ 51 milhões dentro de malas e caixas de papelão no imóvel de um amigo, próximo a sua residência. A apreensão foi possível devido a uma denúncia anônima. 
Ao seguir o relator e votar para que Geddel continue preso, o ministro Celso de Mello destacou que um colaborador da Justiça relatou a destruição de provas enquanto o político se encontrava em prisão domiciliar.
“Os documentos foram todos picotados e colocados na descarga do vaso sanitário; isso demonstra o grave risco que há para a ordem pública conceder a liberdade a Geddel Vieira Lima”, disse Celso de Mello. Também acompanharam o relator os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Mais cedo, nesta terça-feira, também por unanimidade, a Segunda Turma decidiu abrir ação penal e transformar em réus por associação criminosa e lavagem de dinheiro Geddel Vieira Lima, seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), e a mãe deles, Marluce Vieira Lima, de 84 anos.
Defesa
Durante sustentação oral, nesta terça-feira, o advogado Gamil Föppel, que representa Geddel, afirmou não haver nenhuma hipótese de que o ex-ministro volte a cometer crimes, até porque “não ocupa nenhum cargo”.
O defensor argumentou que a denúncia contra Geddel já foi apresentada pelo Ministério Público, motivo pelo qual também não haveria risco de que ele pudesse destruir provas.
Ao defender a soltura imediata de Geddel, o advogado afirmou que o político é alvo de “uma cruzada de perseguição dos órgãos de controle”, com o intuito de “demonizá-lo perante a opinião pública”. (ABr)

CONTINUA EM BANGU 8
JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA DE CABRAL PARA OUTRO PRESÍDIO
DEFESA DO EX-GOVERNADOR TENTAVA MUDÁ-LO DE BANGU 8 PARA BENFICA
Publicado em 08 de maio de 2018 às 18:25
Da Redação
O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, vai continuar na Penitenciária Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio. A decisão foi tomada hoje (8) pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, Rafael Estrela Nóbrega. O magistrado negou o pedido da defesa do ex-governador para que ele fosse transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Os argumentos utilizados pela defesa foram de que houve tratamento discriminatório com Cabral em relação aos demais presos da Lava Jato e de ameaça à integridade física por suposta retaliação de detentos milicianos e ex-policiais que foram punidos durante o mandato do ex-governador.
No entanto, em inspeção realizada no fim de abril, o Setor de Fiscalização da VEP verificou que Cabral está em cela individual, isolado dos demais reclusos e com banho de sol em horário diferenciado. Também foi verificado que há apenas um ex-PM entre os detentos, que não convive com o ex-governador, e que a unidade reunia presos classificados como idosos, cadeirantes ou portadores de nível superior, não havendo, portanto, indício de risco à integridade física, moral ou psicológica do interno.
Na decisão, o juiz Rafael Nóbrega citou o decreto publicado no início de maio pelo interventor federal na Segurança Pública do Rio, general Walter Braga Netto, que determinou que os presos da Lava Jato no Estado deveriam ser transferidos de Benfica para Bangu 8. A determinação faz parte de uma reorganização em 12 unidades prisionais do Estado.
A cadeia de Benfica havia sido reformada pelo governo do Estado para receber os presos da Operação Lava Jato. Lá estavam, além de Cabral, sua esposa, Adriana Anselmo, o ex-governador Anthony Garotinho, e diversos ex-secretários e funcionários de Cabral.
Em Benfica, Cabral chegou a receber regalias como visitas fora de hora e banhos de sol prolongados, além poder usufruir de camarões, bolinhos de bacalhau e queijos.

FRAUDE EM OBRAS
MINISTRO DO STF ENVIA INQUÉRITO CONTRA AÉCIO PARA PRIMEIRA INSTÂNCIA
INVESTIGAÇÃO APURA FRAUDE EM OBRAS DE CIDADE ADMINISTRATIVA EM BH
Publicado em 08 de maio de 2018 às 15:03
Da Redação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, enviou um dos oito inquéritos contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Corte para a Primeira Instância da Justiça de Minas Gerais.
Trata-se da investigação sobre desvios nas obras da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. O inquérito foi aberto com base na delação premiada de executivos da empresa Odebrecht, que relataram o repasse de R$ 5,2 milhões em propina ao parlamentar. O senador Aécio Neves ainda é alvo de outros sete inquéritos no STF e figura como réu em uma ação penal.
Os crimes de corrupção teriam ocorrido a partir de 2007, quando Aécio era governador de Minas. Moraes aplicou a interpretação mais restrita do foro privilegiado que foi firmada na pelo plenário do STF.
Na semana passada, o plenário da Corte determinou que somente deveriam ser julgados no Supremo casos contra deputados e senadores envolvendo suspeitas de crimes cometidos durante e em relação com o mandato.
Quando o caso veio à tona, a defesa de Aécio disse ser “falsa e absurda” a acusação de irregularidades nas obras da Cidade Administrativa e que todas as etapas da obra foram acompanhadas pelos órgãos de fiscalização responsáveis.


NO BLOG DO JOSIAS
Juízes ganharam o trombone, agora falta o sopro
Por Josias de Souza
Quarta-feira, 09/05/2018 02:06
A demolição da marquise do foro privilegiado deu um poder insondável aos “juízes de piso”, como são chamados no Supremo os magistrados da Primeira Instância do Judiciário. Gilmar Mendes disse que deixar os processos que envolvem os poderosos da República “com essa gente” é um equívoco. “Vai dar errado”, sentenciou o supremo magistrado.
Não espanta que Gilmar Mendes seja incapaz de enxergar competência na Primeira Instância. Por vezes, o ministro passa a impressão de que, se pudesse, mandaria prender juízes como Sergio Moro, Marcelo Brettas e Vallisney de Souza. Surpresa mesmo haverá se os juízes de piso forem incapazes de demonstrar uma eficiência à altura do desafio.
Os processos começaram a escoar do Supremo para o Primeiro Grau. Dias Toffoli enviou os primeiros sete. Edson Fachin despachou um. Alexandre de Moraes mandou descer mais meia dúzia, entre eles os autos de uma ação penal envolvendo o grão-duque do tucanato, Aécio Neves, amigo de Gilmar Mendes.
''Essa gente'' da Primeira Instância tem uma rara oportunidade para demonstrar que é parte da solução, não do problema. A conjuntura ofereceu aos juízes o trombone. Agora só falta o sopro.

Caso Geddel é exemplo de rigor da 1ª instância
Por Josias de Souza
Terça-feira, 08/05/2018 19:52
Os críticos da eliminação parcial do foro privilegiado sustentam que a transferência de processos do Supremo para a Primeira Instância do Judiciário resultará em desastre. O ministro Gilmar Mendes soou categórico: “Vai dar errado.” O caso que envolve o ex-ministro Geddel Vieira Lima demonstra que pode suceder o contrário. O inquérito fez o caminho inverso. Subiu do Primeiro Grau para a Suprema Corte.
Graças ao rigores do juiz Vallisney de Souza, da 10ª Vara Federal de Brasília, os autos chegaram ao Supremo bem fornidos. Ao julgar a denúncia da Procuradoria, a Segunda Turma da Corte se deparou com 51 milhões de motivos para enviar Geddel e seus cúmplices para o banco dos réus. Decisão unânime dos cinco ministros da Turma — entre eles o cético Gilmar Mendes.
Amparado por um trabalho eficiente da Procuradoria e da Polícia Federal, o juiz Vallisney ordenou a operação de busca e apreensão que resultou no estouro do bunker em que Geddel entesourava R$ 51 milhões. Cabe perguntar: Gilmar autorizaria a batida policial? Detectaram-se digitais de Geddel nas cédulas. É a chamada prova irrefutável. No Português do asfalto: “Batom na cueca.”
Pela mesa de Vallisney passam processos referentes a algumas das principais operações anticorrupção em curso no País. Entre elas a Lava Jato e a Cui Bono?, que fisgou Geddel. O magistrado já foi chamado pelo multi-investigado Renan Calheiros de “juizeco”. Vindo de quem veio, a referência merece descer à biografia do ofendido como um galardão.
Cioso de suas atribuições, Vallisney remeteu o caso dos R$ 51 milhões ao Supremo porque a investigação resvalou no deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel. Deu-se em 13 de setembro de 2017 (leia aqui a íntegra do despacho). Decorridos oito meses, a Segunda Turma pôs a ação penal para andar. Há tempos não se via uma unanimidade nesse colegiado.
Conhecida como ‘Jardim do Éden’, a ‘Segundona’ do Supremo costuma liberar presos da tranca. No caso de Geddel, encarcerado por ordem de Vallisney, os cinco ministros preferiram manter a porta da cela fechada. O caso demonstra que, se quiser, um ''juizeco'' de Primeira Instância também pode ser supremo.

Temer ainda um tem grande passado pela frente
Por Josias de Souza
08/05/2018 18:28
Michel Temer terá saudades do inquérito sobre portos quando sentir na carótida o nó da investigação que o vincula ao departamento de propinas da Odebrecht. A Lava Jata deflagrou nesta terça-feira, em Curitiba, sua 51ª fase. Entre os encrencados estão os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, dois ilustres membros da “turma do charuto”. Gente que, nos áureos tempos, jogava fumaça e conversa fora na varanda do Jaburu, em jantares promovidos pelo então vice-presidente de Dilma Rousseff.
A nova incursão da força-tarefa de Curitiba envolve um contrato firmado pela Diretoria Internacional da Petrobras com a Odebrecht. Coisa de US$ 825 milhões, dos quais US$ 56,5 milhões viraram propina. Em reais, o jabaculê gira na casa dos R$ 200 milhões. O grosso foi destinado ao (P)MDB de Temer, conforme delatou a Odebrecht no ano passado. Um dos delatores, Márcio Faria, ex-presidente da empreiteira, disse ter tratado da encrenca, em 2010, numa reunião da qual participaram Cunha e o próprio Temer (...).
Depois desse encontro, informou o delator, a Odebrecht repassou ao grupo de Temer 5% do valor do contrato —o equivalente a US$ 40 milhões. Ou R$ 142 milhões em moeda nacional. Já acomodado na poltrona de presidente, Temer chegou a divulgar um vídeo para responder ao delator. Ele confirmou ter participado da reunião. Mas negou que o tema da conversa tenha sido o contrato com a Petrobras ou a propina que ele renderia. (...).
Temer só não foi incomodado nesta terça-feira porque seu caso está sendo tratado não em Curitiba, mas em Brasília. Por enquanto, a batata do presidente assa na Procuradoria-Geral da República e no Supremo. A partir de janeiro, já bem passado, o tubérculo será transferido para a Procuradoria no Paraná e para a mesa de Sergio Moro. Há muito o que explicar, pois Márcio Faria disse ter providenciado o repasse para o (P)MDB a pedido de Temer e Cunha.
A transação foi acertada em reunião no escritório de Temer, em São Paulo. Participou da conversa, além de Cunha, outro personagem tóxico: João Augusto Henriques. Era o operador do partido dentro da Petrobras. Temer alega que recebeu o delator a pedido de Eduardo Cunha. Por quê? Alega que o sujeito manifestara o desejo de fazer doação eleitoral à legenda. Temer também reconheceu que o operador João Henrique estava na sala.
O presidente jura que não se falou na reunião nem de dinheiro nem de contrapartidas. Se Eduardo Cunha celebrou negócios depois do encontro, agiu por sua conta e risco. Não se trata propriamente de uma explicação, mas de uma caricatura burlesca de um velho bordão: “Eu não sabia”.
A delação de Márcio Faria não é o único contencioso de Temer no capítulo da Lava Jato referente à Odebrecht. Outro delator, o ex-executivo da empreiteira, Claudio Melo Filho, contou ter testemunhado o jantar no qual o então vice-presidente Temer, em pleno Jaburu, mordeu Marcelo Odebrecht em R$ 10 milhões. A doação foi legal, sustentam Temer e Eliseu Padilha, que o acompanhava no jantar. Caixa Dois, rebate o delator, cujo depoimento já foi confirmado posteriormente pelo próprio Marcelo Odebrecht.
Temer se considera um político honrado e inocente. Sua honradez é incrível, porque é cada vez mais difícil de acreditar que alguém que presidiu o PMDB por 15 anos, convivendo com cunhas, renans e jucás, ainda consegue brandir uma reputação inatacável. Sua inocência é inacreditável, porque não é fácil acreditar que um personagem com o seu histórico — 30 anos de vida pública, presidente da Câmara três vezes — seja ingênuo a ponto de se deixar usar por gente como Cunha.
Graças à sua virtuosa inocência, Michel Temer tem um grande passado pela frente. Quando deixar a Presidência, em 1º de janeiro de 2019, o personagem talvez se arrependa de ter tratado com tanto desprezo o seu futuro.

NO O ANTAGONISTA
600 agentes da PF nas ruas
Brasil Quarta-feira, 09.05.18 06:54
A PF está nas ruas com 600 agentes.
Eles cumprem 120 mandados de busca em prefeituras do interior de São Paulo e de outros Estados.

“Marielle, piranha do Freixo”
Brasil 09.05.18 06:11  
Um delator acusou o vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando de Curicica de envolvimento no assassinato de Marielle Franco.
Segundo o delator, em depoimento obtido por O Globo, Marcello Siciliano chamou Marielle de “piranha do Freixo” e acrescentou:
“A mulher está me atrapalhando… Precisamos resolver isso logo”.

O motorista do miliciano
Brasil 09.05.18 06:17
O delator que acusou o vereador Marcello Siciliano de envolvimento no assassinato de Marielle Franco foi motorista do miliciano Orlando de Curicica.
Ele já prestou três depoimentos às autoridades policiais.
Diz O Globo:
“A testemunha contou ter presenciado pelo menos quatro conversas entre o político e o ex-policial que, mesmo preso, ainda chefia uma milícia na Zona Oeste. Além disso, forneceu nomes de quatro homens que teriam sido escolhidos para o assassinato, agora investigados pela Polícia (…).
O delator admitiu que instalava TV a cabo clandestina com dois policiais militares na comunidade da Boiúna, em Jacarepaguá. Até que Orlando assumiu todo o controle da favela há cerca de dois anos, obrigando a testemunha a trabalhar para a quadrilha. Segundo ele, a milícia na Boiúna fatura 30 mil reais por mês com a exploração de ‘gatonet’, venda de gás e mototáxis.
– Em 2015, Orlando de Curicica matou um dos meus sócios e me procurou. Deixou claro que eu poderia morrer também. Entreguei tudo para ele e entrei para a quadrilha. Até acontecer um problema: pedi para sair, mas ele não deixou. Passei, então, a ser uma espécie de segurança. A tarefa principal era dirigir para o filho e a mulher dele.”

“Dilma não vai ser candidata a nada”
Brasil 09.05.18 06:50
Um interlocutor de Fernando Pimentel disse ao Valor que Dilma Rousseff está fora da disputa eleitoral:
“Dilma não vai ser candidata a nada”.
Fernando Pimentel, que vem sabotando a candidatura de Iolanda, livra-se assim de um pepino.
Explica a reportagem:
“O governador, que nunca foi um entusiasta da candidatura de Dilma, parece deixar que a ideia, que foi defendida por Lula, vá morrendo aos poucos”.

O visual de Dilma
Brasil 09.05.18 06:36
Dilma Rousseff, antes de ir para o Sindicato dos Metalúrgicos, onde Lula estava entrincheirado, passou pelo cabeleireiro Celso Kamura para “cuidar do visual”, segundo o Estadão.
Dona Xepa disse à Lava Jato que pagava Celso Kamura com propina das empreiteiras:
“Na maioria das vezes em dinheiro entregue em espécie no escritório do cabeleireiro em São Paulo, utilizando valores recebidos por fora; outras vezes reembolsava a assessora da presidente, Marly, através de depósitos bancários”.
O petismo sempre volta ao local do crime.

MAM manda à 1ª instância processos de Paes e Jader Barbalho
Brasil Terça-feira, 08.05.18 21:30
Seguindo o exemplo de seus colegas de STF, Marco Aurélio Mello mandou para as instâncias inferiores 04 ações penais e 17 inquéritos dos quais é relator, informa O Globo.
Entre eles está um inquérito para investigar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo, baseado na delação da Odebrecht.
Também estão na lista enviada por MAM inquéritos envolvendo Jader Barbalho, Fernando Bezerra Coelho e Júlio Lopes, entre outros.
Somando tudo, até agora, são 44 casos que os ministros do STF baixaram de instância.

Gilmar pede vista, e Segunda Turma encerra sessão
Brasil 08.05.18 21:27
Gilmar Mendes pediu vista no julgamento da Segunda Turma que vai decidir se o STF aceita ou não a denúncia da PGR contra José Agripino Maia.
Lembrado por Ricardo Lewandowski de que os crimes podem prescrever em junho, Gilmar prometeu retomar o julgamento da denúncia contra o ex-presidente do DEM ainda neste mês.
A sessão de hoje da Segunda Turma do Supremo durou quase sete horas e meia.

Argentina congela preços de combustíveis
Mundo 08.05.18 21:19
O governo da Argentina fez um acordo com empresas do setor de energia para congelar os preços dos combustíveis no país por dois meses.
Segundo nota do Ministério de Energia, firmaram acordo com Mauricio Macri a estatal YPF, a Shell Argentina e a Pan American Energy.
As empresas aceitaram manter os preços atuais dos combustíveis até o final de junho. Mas, a partir de julho e por um período de seis meses, terão autorização para compensar as perdas acumuladas.

Juíza expede ordem de prisão de Carlinhos Cachoeira
Brasil 08.05.18 21:12
A juíza Simone Rolim, da 29ª Vara Criminal do Rio, expediu a ordem de prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por fraudes na loteria carioca.
Carta precatória enviada pelo Tribunal de Justiça do Rio ao TJ-GO pede que o órgão goiano cumpra a medida sem o uso de algemas e aguarde providências para o recambiamento (transferência do preso de uma cidade para outra), segundo o G1.
Rolim não concedeu a prisão domiciliar que havia sido pedida pela defesa de Cachoeira – e que o bicheiro já está cumprindo, por condenação em outros processos.
Na sexta-feira passada, o STJ já havia acolhido pedido do MPF e determinado a prisão imediata de Cachoeira.

Fachin arquiva inquérito sobre Valdir Raupp
Brasil 08.05.18 20:38
Como previsto, Edson Fachin acolheu manifestação da PGR e arquivou um inquérito sobre o senador Valdir Raupp, do MDB de Rondônia, que corria no Supremo.
O inquérito era sobre tráfico de influência em favor de uma empreiteira. A PF não encontrou provas de corrupção passiva de Raupp. Há outras seis investigações relacionadas ao senador no âmbito da Lava Jato e de seus desdobramentos.

Advogado de megadoleiro integrou comitiva liderada por Cunha a Israel
Brasil 08.05.18 20:25
Por Claudio Dantas
Em junho de 2015, a imprensa denunciou a escandalosa viagem de Eduardo Cunha com outros 13 deputados federais a Israel. A missão oficial tinha ares de roteiro turístico, inclusive pela presença das esposas dos parlamentares.
Integrou a polêmica comitiva o advogado Arnon Velmovitsky, identificado como membro da comunidade judaica. Registros da viagem mostram Velmovitsky ao lado de Cunha na visita ao Knesset, o parlamento israelense.
Velmovitsky é diretor de relações institucionais da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) e vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Israel, além de ter advogado em causas cíveis para Dario Messer – o doleiro dos doleiros.
Messer é alvo de um mandado internacional de prisão. Ele é apontado pela ‘Operação Câmbio, Desligo’ como o chefe de um esquema de lavagem integrado por 3 mil offshores em 51 países, com movimentação superior a US$ 1,6 bilhão.
Além de Messer, Velmovitsky já atuou como advogado de seu filho Dan Wolf Messer, sócio da Pegasus Consultoria, sediada no Paraguai. Dan teve seus bens bloqueados pelo juiz Marcelo Bretas.
Nas redes sociais, o filho de Dario Messer aparece ao lado da filha de Velmovitsky.
O advogado também é conselheiro efetivo da seccional da OAB-RJ, assim como Leonardo Rzezinski, irmão dos irmãos Marcelo e Roberto Rzezinski, presos pela PF e acusados de atuarem como operadores do PMDB.
Velmovitsky atuou ainda como advogado do doleiro Benjamim Katz, cliente do banco EVG, aberto por Dario Messer em Antígua e Barbuda. Katz, que caiu no Banestado, é considerado um dos operadores financeiros de Eduardo Cunha.
Em contato com O Antagonista, Velmovitsky afirmou que vive “exclusivamente de atividades lícitas”.
“Advogar não é nem nunca será crime. Não sou ‘ligado’ a nenhum doleiro. Na viagem a Israel fui convidado pelo Pastor Everaldo e exercia a diretoria de relações institucionais da FIERJ.”

PROPINA INVESTIGADA NA 'DÉJÀ VU' TERIA BANCADO DILMA
Brasil 08.05.18 17:13
Por Claudio Dantas
Deflagrada hoje, a Operação Déjà Vu teve como alvos conhecidos operadores do PMDB e executivos da Petrobras.
Com base em extratos bancários e outros documentos, a força-tarefa da Lava Jato confirmou o pagamento de mais de US$ 40 milhões em propina do contrato PAC-SMS com a Odebrecht.
Como dissemos mais cedo, a investigação deveria atingir Michel Temer, mas a PGR só enviou a Curitiba a parte relativa a acusados sem foro privilegiado.
Temer e o PMDB, porém, não foram os únicos beneficiários da propina do contrato PAC-SMS.
Os delatores da Odebrecht relataram repasses também a Delcídio do Amaral (codinome Ferrari), Humberto Costa (Drácula) e João Vaccari Neto (Camponez).
Nos autos do inquérito, obtido por O Antagonista, constam as transferências para Vaccari num total de US$ 7 milhões – depositados nas contas Artefacto Holdings Inc, Brooklet Holding e Wyllow Finance Limited.
Em entrevista à revista Época, em 2013, o lobista João Henriques revelou o esquema e contou que a propina paga a Vaccari tinha como destino a campanha de Dilma Rousseff.
As investigações da 'Déjà Vu' confirmaram que os pagamentos relatados por Henriques ao “Camponez” foram feitos em 2010, 2011 e 2012 – para além do período eleitoral, portanto.
Essas informações estavam em poder da PGR de Rodrigo Janot, que, pelo visto, não se entusiasmou em investigar Dilma. Mas agora a história é outra, pois Dilma não tem mais foro especial.
Ou a Lava Jato em Curitiba comeu mosca ou a 52ª fase será batizada de “Operação Búlgara”.





















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































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