Pular para o conteúdo principal

TERCEIRA EDIÇÃO DE 22-3-2018 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
Gilmar atrasado
Brasil Quinta-feira, 22.03.18 14:26
A sessão do STF começou sem Gilmar Mendes no plenário.

Palocci indignado com HC de Lula
Brasil 22.03.18 13:34
Preso em Curitiba, Antonio Palocci está indignado, segundo O Globo, com o fato de o STF julgar o habeas corpus de Lula, que está solto, antes de analisar seu caso.
“O Supremo criou duas categorias de cidadão: a que impetra um habeas corpus preventivo e fura a fila e a outra de quem está preso há um ano e quatro meses a espera do julgamento do mesmo recurso pelo STF”, disse o “Italiano” a seus advogados.

O STF pode se associar à corrupção. Mas só morrerá se Cármen e Rosa deixarem
Brasil 22.03.18 13:02
Quando o Supremo da Venezuela capitulou diante da ditadura bolivariana, associando-se ao poder militar discricionário por meio do voto de oito dos seus quinze juízes, Cecília Sosa, a primeira mulher a presidi-lo, declarou o Tribunal extinto com as seguinte palavras:
“A Corte Suprema de Justiça da Venezuela se suicidou, para evitar ser assassinada. O resultado é o mesmo: está morta.”
O STF brasileiro pode se associar à corrupção, mas não precisa se suicidar. Só morrerá se as suas duas ministras deixarem — Cármen Lúcia e Rosa Weber.

TSE cassa mandato do governador de Tocantins
Brasil 22.03.18 11:15
O TSE acaba de cassar o mandato do governador de Tocantins, Marcelo Miranda, do PMDB.
Por 5 votos a 2, os ministros consideraram a existência de caixa dois na campanha de 2014.
Miranda precisará deixar o cargo para a realização de novas eleições. Quem ganhar ficará na função até o fim deste ano.

Casuísmo para o Lula teria o precedente do casuísmo para um torturador
Brasil 22.03.18 10:07
Carlos Alberto Sardenberg mostra como a História deveria ensinar aos brasileiros:
“De 1941 a 1973, a regra no Brasil era a prisão após a condenação em primeira instância; de 73 a 2009, vigorou a prisão em segunda instância; de 2009 a 2016, o condenado só poderia ser preso depois da sentença transitada em julgado, ou seja, após a última das últimas instâncias; de 2016 até hoje, voltou-se à norma da execução da pena após a segunda instância.
Portanto, em 70 dos últimos 77 anos, o direito penal brasileiro determinava que o condenado seria preso após a primeira ou segunda instância. Essa é a tradição que, aliás, se alinha com o sistema vigente nas democracias (…).
A exceção foi o curto período de sete anos em que prevaleceu a prisão só em última instância – situação que favoreceu um sem número de condenados ricos e bem posicionados no mundo político, que podiam pagar advogados e recorrer até o Supremo Tribunal Federal, passando antes pelo Superior Tribunal de Justiça. Um processo longo, que permitia a prescrição (…).
Voltar a essa norma de exceção não beneficiaria apenas o ex-presidente Lula, mas o amplo número de empresários, executivos, altos funcionários e políticos que já foram apanhados pela Lava Jato ou que estão na sua mira.
Mas não seria o primeiro casuísmo nessa história.
A primeira virada de mesa se deu em novembro de 1973. O delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops, conhecido chefe da repressão, torturador, estava para ir a júri. Pronunciado ou condenado em primeira instância, iria para a cadeia. Aí o regime militar determinou e o Congresso aprovou a Lei 5.941, que manteve a prisão após a condenação ou pronúncia para o Júri, mas abriu a possibilidade de concessão de fiança com a qual a pessoa apelava em liberdade.
Não por acaso, ficou conhecida como a Lei Fleury.”
O casuísmo para ajudar Lula teria, como mostra Sardenberg, o precedente de um casuísmo para ajudar um torturador.
Uma vergonha do regime militar seria um vexame para uma democracia.

O STF é horrível
Brasil 22.03.18 09:59
O Antagonista soube que dois ministros golpistas do STF, em seus encontros secretos com senadores, sugeriram que eles apresentassem pedidos de impeachment contra Cármen Lúcia.
A meta é obrigar a presidente do Supremo a pautar as duas ADCs que podem livrar da cadeia todos os criminosos condenados pela Lava Jato.

Cármen Lúcia é resistente
Brasil 22.03.18 09:52
Cármen Lúcia resistiu.
Diz Andréia Sadi:
“Nem o bate-boca entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes impediu que outros colegas de Carmen Lúcia pressionassem a presidente da Corte, mais uma vez, para discutir as ADCs que tratam de prisão após segunda instância.
A pressão ocorreu no intervalo da sessão. Segundo o blog apurou, Carmen Lúcia foi abordada por ministros durante o intervalo no STF com argumentos de ministros para convencê-la a revisitar o assunto – já discutido pelo menos três vezes na Corte, a última em 2016.”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Notícias em Destaque

Brasil tem menor média de casos de covid do ano(Ler mais)   Mourão nega renúncia e diz que segue no governo ‘até o fim’ Relação entre o vice e Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ser alvo de especulações após o presidente dizer que o general ‘por vezes atrapalha(Ler mais) A economia a gente vê depois: Governadores e Prefeitos ainda não se pronunciaram em como vão ajudar a população: “o depois chegou, e agora?”(Ler mais) Com ódio: Governo Doria multa o presidente Bolsonaro e sua comitiva: “pode chegar a 290 mil reais”(Ler mais) Ministros do STF querem resposta imediata de Luiz Fux sobre declarações do presidente alegando fraude nas urnas eletrônicas(Ler mais) Renan Calheiros e Humberto Costa querem sigilos bancários de Jornalismo independente “disseminadores de fake”(Ler mais) Justiça prorroga prisão de autor do vandalismo em estátua de Borba Gato(Ler mais)

Notícias em Destaque

  Passageiros em voos para o Ceará devem fazer teste de Covid-19, recomenda novo decreto do Governo (Ler mais) Voto auditável: Arthur Lira deve negociar com Bolsonaro e Barroso um texto que agrade a ambos e encerre a celeuma (Ler mais) Seleção Brasileira de Futebol se recusa a subir no pódio com o patrocínio de marca chinesa (Ler mais) Novidade: na visita de Bolsonaro a Florianópolis teve a “jet-skiCIATA”, VEJA O VÍDEO (Ler mais) Justiça Eleitoral custa ao país R$27 milhões por dia (Ler mais) Arthur Lira defende separação dos Poderes: ‘Dançar junto sem pisar no pé de ninguém’ Em meio ao embate entre o Planalto e o STF, presidente da Câmara disse que convivência deve ser ‘civilizada, democrática, sempre harmônica e independente (Ler mais) Por que Lira decidiu levar o voto impresso para o plenário da Câmara Em pronunciamento na sexta-feira, presidente da Casa destacou que conjunto de deputados dará veredito ‘inquestionável e supremo’ sobre a proposta (Ler mais) Procuradores e juízes ...