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FOI SOMENTE UMA "ESCORREGADINHA"?

23/02/2015 às 15:43
Pois é, leitores! Quem sabe a gente seja salvo pelos eufemismos de Joaquim Levy, ministro da Fazenda. Ele é um bom homem, tem honestidade de propósitos e leva a sério o seu trabalho. Mas convém não “mantegar” — não me refiro ao conteúdo, mas à forma. Ele concedeu uma palestra na Câmara de Comércio França-Brasil e afirmou que o Brasil deu uma “escorregadinha” no equilíbrio fiscal.
Não sou bobo. Sei que não cabe ao ministro da Fazenda afirmar que o país está à beira do abismo. Mas também não dá para fazer o papel de nefelibata. Aconselho Levy a dizer que, claro!, existe saída para a economia; que o caminho será árduo; que, no fim, vai dar tudo certo etc. Mas sem pagar pau para o passado, que isso depõe contra a sua inteligência. E contra a nossa. Leiam texto publicado na VEJA.com.
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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu que o governo pode ter falhado no compromisso de zelar pela estabilidade fiscal do país nos últimos anos. “Pode ter tido uma ‘escorregadinha’, mas a realidade aflora”, afirmou, durante palestra da Câmara de Comércio França Brasil, em São Paulo. O ministro ponderou, no entanto, que nos últimos 15 anos o controle das contas públicas passou a ser percebido como “extremamente importante”. 
Levy também disse que o ajuste fiscal que o país precisa exigirá “certa imaginação” e “esforço”, mas salientou que não há nada de problemático na economia. “O ajuste que vamos fazer agora está absolutamente dentro da nossa capacidade”, disse. “Tenho certeza que temos capacidade de fazer reengenharia da nossa economia sem grande dificuldade”, afirmou. 
O ministro também reafirmou a importância de rever alguns benefícios fiscais – 100 bilhões de reais de benefícios fiscais por ano é muito dinheiro, disse. Para o ministro, o seguro-desemprego, por exemplo, é uma proteção contra o inesperado, não um sistema de suporte. “Mudanças foram feitas para tornar estes instrumentos mais focados e mais fortes.”
Desde que assumiu a liderança da equipe econômica, Levy começou a reverter desonerações tributárias, que em 2014 atingiram 104 bilhões de reais. Uma das medidas foi o retorno da cobrança da Cide Combustível, do PIS/Cofins sobre produtos importados e a volta da cobrança do IOF em operações de crédito a pessoas físicas. Na palestra, Levy sinalizou mais mudanças no PIS, Cofins e ICMS. “Estamos com intenção de fazer ajustes, começando pelo PIS/Cofins”, disse Levy, sem dar mais detalhes.
O ministro da Fazenda reiterou que o desequilíbrio fiscal de 2014 tem sido corrigido. Disse que déficit fiscal de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) não é sustentável e que 2% do PIB de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) é um nível aceitável. Para este ano, a meta de superávit é de 1,2% do PIB. Para os próximos, a intenção é alcançar 2%.

Do Blog do Reinaldo Azevedo

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