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UMAS E OUTRAS DO HELIO FERNANDES - 24-5-2013


Carta aberta á Comissão da Verdade, que tentam desencaminhar e iludir. Fora da ditadura não há tortura, “apenas” abuso de poder. Dona Dilma precisa se concentrar pelo menos em 10 pontos importantíssimos. Renan X Joaquim Barbosa. Feliciano vai ao Supremo contra o Conselho Nacional de Justiça. Exibicionismo.

Helio Fernandes
Dona Dilma vai indo muito bem no relacionamento com a mídia impressa. Com os holofotes da televisão, aí nem se fala, aparece mais do que as estrelas das novelas da Globo. Com seu público cativo, principalmente do Norte/Nordeste, nenhum dissabor. Apesar da alta dos preços e dos juros, da cesta básica, da impiedosa inflação. Mas isso passa. Pelo menos, aposta nisso.
O resto também é contornável. E embora pareça assustador, não é invencível. Para que não haja nenhum contratempo no seu futuro, Dona Dilma precisa melhorar apenas 99 por cento em cada um destes 10 intens, citados aleatoriamente com  importância rogorosamente igual.
1 – Educação.
2 – Aeroportos.
3 – Saneamento básico.
4 – Ferrovias.
5 – Saúde.
6 – Portos.
7 – Segurança.
8 – Rodovias.
9 – Corrupção.
10 – Investimento.

Como se vê, são apenas 10 itens, revelvantes, nenhuma dúvida, mas não irrecuperáveis. Para quem veio de onde ela veio, e chegou aonde Chegou, nada para desesperar. Apenas aumento da preocupação com Lula, cada vez mais visível no retrovisor.
INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA
E O GOVERNADOR DE PERNAMBUCO

A Anfavea, porta-voz e rica beneficiária das montadoras, devia agradecer (ou remunerar) condignamente Eduardo Campos. Gastam fábulas em publicidade, e não recompensam o governador. Ninguém promove mais esses felizardos que o suposto e jamais confirmado presidenciável. Ele só usa e abusa de terminologias promocionais, caras às montadoras.
Inicialmente, ele dizia: “Meu carro presidencial não tem marcha à ré”. Agora, mudou de palavreado, mas continua ajudando as montadoras. Ontem: “Continuo com o pé no acelerador”. Ninguém acredita, mas ajuda as montadoras.
RENAN X JOAQUIM
BARBOSA

Critiquei o presidente do Supremo pela falta de credibilidade e profundidade na sua fala, mas reconheci o seu direito de dizer bobagens. O que não faço com o presidente do Senado: critico e não lhe dou crédito. O que ele disse: “As declarações de Barbosa não fortalecem as instituições”.
E a corrupção fortalece? Ou contribui abertamente para o enfraquecimento ou para a derrubada da democracia?
DONA KIRCHNER: O
IMPOSSÍVEL TERCEIRO MANDATO

Ela mal se aguenta no segundo, não sabe como terminá-lo, mas trabalha intensamente, com a obsessão do terceiro. Igualzinha ao corruptíssimo Menem, acha que consegue. Considerando que controla o Judiciário, admite que ganhará o recurso. Mas mesmo que obtivesse autorização da Justiça, perderia nas ruas.
A cada dia mais impopular, não abandona a idéia. Um cineasta do Uruguai estava fazendo um filme (quase documentário) sobre seu marido Nestor. Um terço do filme pronto, disseram a ele, “estão fazendo um filme contra ele”.
Nem examinou nada, tirou o filme do uruguaio, entregou a uma cineasta da Argentina, que destruiu o que estava feito, começou do zero. A popularidade de Dona Kirchner não dá para o segundo mandato, quanto mais para o terceiro. Só ela não percebe.
OBRA BEM LENTA
NO INSTITUTO LULA

A recomendação é exatamente essa: nenhuma pressa, mas pode ser necessário abrir espaço para um notável personagem. Não se admite que seja para este ano. Se houvesse coragem na iniciativa, a obra correria, mas é preciso prevenir.
O EVANGÉLICO FELICIANO
NO SUPREMO

O polêmico, arbitrário, insensato e irremovível evangélico que preside a Comissão de Direitos Humanos e de Minorias, não se conformou com a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinando que os cartórios, obrigatoriamente , atendam os clientes gays.
O partido dele recorreu ao Supremo, presidido pelo ministro Joaquim Barbosa, contra o decidido pelo CNJ, também presidido pelo ministro Joaquim Barbosa. Feliciano não é parte, não tem nada a ver com isso, visivelmente quer criar tumulto e confusão.
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PS – Esta decisão do extravagante governador Alckmin, pagando bônus a policial que “reduzir crime” (textual, no decreto) é no mínimo contraditória e absurda.
PS2 – E até desairosa, que palavra, e outra também negativa, desonrosa, para todos os policiais.
PS3 – Primeiro, que estão recebendo “por fora”, mas oficialmente, para cumprirem com eficiência um serviço que estão obrigados a cumprir.
PS4 –E segundo, que o governo atira sobre eles a convicção, sem provas, de que no mínimo, no mínimo, estão fazendo o serviço com displicência.
PS5 – Por que não aumentar os salários, comprovadamente ridículos e reduzidos. E cobrar e fiscalizar a eficiência e competência do trabalho?
ANCELMO: RECONHECIMENTO
A UM AMIGO

Na sala onde funciona o grupo que faz uma das colunas mais lidas do jornalismo, Ancelmo colocou uma placa: “Largo do Rodolfo”.  Ele só chamava o local da coluna de “Beco do Ancelmo”, mas foi difícil de encontrar. Da mesma forma como a saudade é difícil de esquecer e até de esconder.
FINALMENTE O SUPREMO
ENTRA EM CAMPO COM 11

Demorou para que o Supremo ficasse completo. Vem desfalcado desde a aposentadoria de Ayres Brito, em novembro. Luiz Roberto Barroso, o indicado, já foi candidato várias vezes, mas tem o perfil ideal e positivo: é constitucionalista.
Para integrar um Poder que interpreta a Constituição, um especialista perfeito. Agora será examinado pelo Senado, mas não rápida e displicentemente com outros. Senadores defendem, “temos que saber tudo sobre ele”. É o dever do Senado, nem arrogância nem subserviência.
AMANHÃ: AS TORTURAS
DESDE O INÍCIO DO GOLPE

Amanhã, um relato incisivo, mas rigorosamente verdadeiro sobre a tortura, desde os primeiros dias do golpe, apuradas pelo chefe da Casa Militar de Castelo.
PS – A infelicidade da afirmação de que se tortura até hoje, farsa, fraude e empulhação.
PS2 – Leia amanhã: espero que a Comissão da Verdade tome providências, consiga pelo menos localizar meu depoimento ao Senado.
PS3 – Como minha forma de expressão é a palavra escrita, mas também a palavra falada, foi tudo de improviso. Não tenho uma linha do depoimento que pode esclarecer muita coisa, visto do panorama de 32 anos decorridos.

Da Tribuna da Imprensa de 24-5-2013.

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