O «mais» é sempre a equação nas contas da Lei Divina.
Ao criar a criatura, determinou o Criador tudo se crie na Criação. Por isso mesmo, a antiga legenda «crescei e multiplicai-vos» comparece, ativa, em todos os planos da Natureza. Entreguemos o fruto nutritivo aos fatores de desagregação e, em poucas horas, transmutar-se-á em bolo pestífero. Ajudemos a semente preciosa, amparando-lhe a cultura, e, no curso de algum tempo, responsabilizar-se-á pela fartura do celeiro, transfigurando pântanos e charnecas em campos de flor e pão. É assim que o mesmo principio se revela, insofismável, em todo o caminho humano. Cede a lente de teus olhos às arestas do mal e, a breve espaço, não apreenderás senão sombras. Entorpece a antena dos ouvidos no enxurro da maledicência convertida em lama sonora, e acordarás no charco da calúnia, aviltando a ti mesmo. Faze da língua instrumento de críticas incessantes e acabarás guardando na boca uma placenta envenenada, servindo à parturição da crueldade e do crime. Conserva os braços na estufa da preguiça, e terminarás a existência transpirando bolor e inutilidade. Entretanto, se te confias ao amor puro, buscando estender-lhe a claridade sublime, através do serviço aos outros, atrairás, em teu próprio favor, a influência benéfica de quantos te observam as horas, entre a simpatia e a cooperação, acrescentando-te possibilidades e forças para que transformes a vida num cântico de beleza, a caminho da esfera superior. Do que escolhas cada dia para sentir e pensar, encontrarás auxilio para falar e fazer. Assim, pois, vigia o coração e fiscaliza teus atos com a lâmpada viva da lição de Jesus, porque terás sempre mais do que faças, em colheita de treva ou luz, conforme a tua sementeira de mal ou bem.
(Emmanuel, de "Religião dos Espíritos", FCXavier)
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REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA
-Mortos Amados- Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito. Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram. E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos. * Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando por quê… Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior. Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente. Os que rumaram p...
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