DA MÍDIA SEM MORDAÇA
COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
Dilma quer acabar 'feudo do PDT’ no Ministério do Trabalho
Número 2
Fábrica de sindicato
Advogado diz que depósito de Cachoeira é ilação de Gurgel
Prato do dia
Trabalhadores do Brasil
Lupi, uma vergonha
Ajoelhou...
Último a saber
BLOG DO CORONELEAKS
PMDB quer impedir depoimento de Cabral, amigão e patrocinador da Delta, na CPI.
Tranquilos até poucos dias atrás com o tiroteio entre PT e oposição, que
mantinha o PMDB distante do alvo central da CPI do caso Cachoeira,
integrantes da cúpula do partido começaram a se mobilizar no fim de
semana para tentar blindar o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e
evitar que seja aprovada sua convocação para depor logo no início dos
trabalhos. Dirigentes peemedebistas não escondiam nesta segunda-feira o
desconforto e a preocupação com a superexposição das relações de Cabral
com o dono da Delta, Fernando Cavendish, em fotos divulgadas pelo
ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).
A avaliação feita em conversas reservadas era de que a CPI começa a
caminhar com as próprias pernas, e que a cúpula do PMDB terá que rever
sua estratégia inicial de se manter à margem da CPI que nunca quis. Por
isso, apesar do feriado de hoje, o líder do PMDB no Senado, Renan
Calheiros (AL), chega a Brasília para uma reunião com o presidente
licenciado do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o presidente da CPI,
Vital do Rêgo (PMDB-PB), para discutir como conduzir o caso e não deixar
que o foco da CPI extrapole o objeto de sua criação: o esquema
Carlinhos Cachoeira, Delta e o senador Demóstenes Torres (sem
partido-GO).
A preocupação é com o descontrole das investigações
além dos limites dos negócios da Delta no Centro-Oeste — que podem
atingir os governadores Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF). O
governador do Distrito Federal é o único que já tem pedido de inquérito
aberto pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sob a
alegação de que assessores receberam propina para facilitar contratos em
seu governo. Marconi Perillo é acusado de relações estreitas com o
grupo de Cachoeira e Demóstenes, que teriam indicado servidores em
postos de alto escalão em seu governo. Mas não há ainda inquérito ou
gravações que o incriminem diretamente.
Um dos representantes do
PMDB na CPI, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse, num primeiro
momento, que seria inevitável a convocação de Cabral. — Será uma
oportunidade para ele se explicar sobre as denúncias de que privilegiou a
Delta por ser amigo do Fernando Cavendish. Não faria sentido chamarmos
outros governadores acusados de envolvimento na teia da CPI, como o
Perillo e o Agnelo, e deixarmos o Cabral de fora só porque pertence ao
PMDB ou porque governa o Rio — declarou Ferraço no domingo ao site IG.
Nesta
segunda-feira, depois da mobilização da cúpula peemedebista, Ferraço
estava mais cauteloso, alegando que Garotinho estava fazendo disputa
política: — O Renan me deu liberdade para agir de acordo com
minhas convicções. E minha convicção é que não vou ser instrumento de
lutas regionais. Pode tirar o Garotinho da chuva! — disse Ferraço,
ontem, ao GLOBO.
Preferindo manter-se no anonimato, um deputado do PMDB faz a mesma avaliação que Ferraço: —
A CPI começa a ganhar rumo próprio. Quem é que vai convocar o Perillo e
o Agnelo e depois botar a cara lá para defender o Cabral? Quem defender
Cabral vira alvo. Como que o Renan, que quer ser presidente do Senado,
vai defender isso? Só por baixo dos panos. Nas conversas de
bastidores, peemedebistas avaliaram que a situação de Cabral se
complicou muito no final de semana com a divulgação dos vídeos e fotos.
Mas a ordem interna é não alimentar essa polêmica.
— A CPI é para
investigar o Cachoeira e as investigações das operações da Polícia
Federal. Se tem outras ramificações, lá na frente a CPI terá que
investigar. Temos que aguardar o plano de trabalho da comissão para ver
onde e o que tem de ligação com Cachoeira — disse ex-líder do governo no
Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltando que não é da CPI. Cabral,
que não tem relação estreita com seus partidários no Congresso, está
procurando aproximação maior e sondou pessoas do partido para refutar
suspeitas de que privilegiou a Delta.(O Globo)
Delúbio, tesoureiro mensaleiro reabilitado pelo PT, envolvido em novas fraudes.
Em Presidente Kennedy, no litoral sul do Espírito Santo, a Justiça
determinou no mês passado a prisão do prefeito e afastou o vice e quatro
dos nove vereadores da Câmara. A decisão foi o primeiro resultado de uma operação da Polícia Federal,
batizada de Lee Oswald (assassino do presidente norte-americano John
Kennedy em 1963), contra esquema de fraude a licitações e desvio de
verbas que envolveria empresários e administradores da cidade
As investigações da PF e do Ministério Público estadual encontraram
indícios, no entanto, que Presidente Kennedy -distante 150 quilômetros
de Vitória- seria apenas a ponta de um esquema que se espalha por outros
municípios do Espírito Santo, Goiás, Bahia, Minas e São Paulo. Em dado momento, apareceu nas investigações o nome do ex-tesoureiro do
PT Delúbio Soares, um dos réus do processo do mensalão, conforme revelou
a coluna Painel. Delúbio teria discutido formas de vender a outras
cidades lousas digitais, um dos focos de fraude apontados.
De acordo com denúncia do Ministério Público, os atos criminosos eram
liderados pelo prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB),
65. Os vereadores afastados seriam responsáveis por evitar que os
contratos fossem fiscalizados. A CGU (Controladoria Geral da União)
calcula que R$ 55 milhões foram desviados. Um dos casos diz respeito a
contrato de pouco mais de R$ 1 milhão para
instalar três lousas digitais nas três escolas do município, mediante
aluguel mensal de R$ 101 mil
O contrato foi fechado pela secretária de Educação, Geovana Costalonga,
sobrinha do prefeito, com Jurandy Nogueira Júnior, sócio da Matrix
Sistemas e Tecnologia. Quando as lousas foram instaladas não havia
internet na cidade, nem os professores receberam treinamento. Na época
da licitação, a empresa, especializada em moda, mudou sua razão
social. Sua proposta foi apresentada 15 minutos antes da abertura dos
envelopes.
A Matrix tem como endereço um terreno baldio. O empresário fez o mesmo
negócio em Anchieta (ES).Em janeiro, diz a PF, Nogueira pediu ajuda ao
deputado estadual Misael
de Oliveira (PDT-GO), que prometeu apresentá-lo a prefeitos. O deputado,
segundo a investigação, intermediou encontro entre o
empresário e Delúbio Soares. No dia 31 de janeiro, Nogueira e seu sócio
se encontraram com o ex-tesoureiro do PT em restaurante do Aeroporto
Santos Dumont (Rio), por 35 minutos.
Na mesma noite, Nogueira liga para a mulher e conta que conversou com o
"presidente do PT". Depois, fala do encontro com o deputado Misael e diz
que "foi tudo bem". Recordista no recebimento de royalties do petróleo no Estado -R$ 98
milhões em 2011-, Presidente Kennedy tem 10 mil habitantes, cerca de 20%
deles analfabetos, e um dos piores IDHs do Estado: o 74º lugar entre
78.(Folha de São Paulo)
"Vassourão" pode custar R$ 1,5 bilhão.
O governo federal reabriu a compra de um novo avião presidencial,
processo que estava parado desde que Dilma Rousseff tomou posse, no ano
passado. O futuro avião, apelidado informalmente de Aerodilma, será
maior e terá maior autonomia do que o atual Aerolula, e poderá custar
quase seis vezes mais.
Três empresas poderão fazer ofertas: a Airbus europeia, a Boeing
norte-americana e a IAI israelense, que não fabrica aviões, mas adapta
modelos usados. Segundo a Folha apurou, não há decisão final
sobre a compra no Planalto. O custo é o problema: tanto o avião-tanque
quanto o VIP novos podem sair
por quase US$ 300 milhões (R$ 570 milhões) cada; modelos usados, um
terço do preço.(Folha de São Paulo)
Comentário: a conta vai fechar, com decoração e treinamento, em R$ 1,5 bilhão.
Comentário: a conta vai fechar, com decoração e treinamento, em R$ 1,5 bilhão.
O maior doador pessoal da campanha de Brizola Neto em 2010 foi Lindbergh Farias.
Mas bah, Lindinho, que baita contribuição destes para campanha do guri!
Carlos Daudt Brizola, vulgo Brizola Neto, não se elegeu deputado federal em 2010, pelo PDT do Rio de Janeiro. Ficou na suplência. Mesmo que o seu maior doador individual tenha sido Lindbergh Farias, senador eleito pelo PT, que doou R$ 50 mil para a campanha do blogueiro da esgotosfera. Talvez agora, como Ministro do Trabalho, possa agradecer ao PT e ao Lindinho por todo o apoio recebido, já que o PDT não assume a paternidade da sua indicação. Para saber quem pagou a campanha do ministro, clique aqui.
BRASIL 247
Restaurante de Cabral é o mais caro do mundo
Comandado pelo chef Alain Ducasse, o Louis XV fica em Monte Carlo, Mônaco, e lá ninguém entra pagando menos de 280 euros; curiosamente, o hotel tem o mesmo nome da Operação da Polícia Federal que prendeu Carlos Cachoeira, sócio informal da Delta, de Fernando Cavendish
Foi lá que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, jantou ao lado do dono da Delta, Fernando Cavendish, e teve um filme divulgado pelo deputado e adversário político Anthony Garotinho (PR/RJ). De acordo com Garotinho, a “farra” de Cabral teria custado R$ 400 mil, mas é impossível saber. O menu básico do Louis XV custa 280 euros por cabeça. A conta final depende dos vinhos consumidos. E o restaurante de Alain Ducasse se vangloria de ter a mais refinada adega do mundo, com 400 mil garrafas e preciosidades como os clássicos Chateau Pétrus e Chateau Lafitte.
De acordo com a assessoria do governo do Rio de Janeiro, Cabral estava acompanhado de Fernando Cavendish, dono da Delta, mas pagou a conta com recursos próprios. O governador do Rio também afirmou que nunca negou a amizade com Cavendish – embora não misture relações privadas com negócios públicos. E disse que Garotinho teria cometido um ato de “crueldade” ao expor imagens de pessoas que já faleceram, como Jordana Cavendish, ex-mulher do empreiteiro.
Garotinho no ataque
Em seu blog, no entanto, continua no ataque. E levanta até uma curiosidade: a ação da Polícia Federal que prendeu Carlos Cachoeira e atingiu a Delta foi batizada justamente como Operação Monte Carlo, numa referência clara ao paraíso dos cassinos. Aparentemente, porque atingiu um bicheiro, Carlos Cachoeira, que se vendia como “empresário de jogos”. Mas Garotinho insinua que o nome pode ter relação com o local do encontro entre Cabral e Cavendish. O restaurante Louis XV fica no Hotel Paris de Monte Carlo.
Para um ex-diretor da Polícia Federal, Marcelo Itagiba, a operação Monte Carlo terá ainda uma nova etapa, chamada Pedra Bonita, que irá se desenrolar no Rio de Janeiro. Cavendish, por meio de seus advogados, já entrou com pedido de habeas corpus preventivo, para evitar sua prisão.
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