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SEGUNDA EDIÇÃO DE SEXTA-FEIRA, 28/02/2020

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
Sexta-feira, 28/02/2020
Ao contrário do que se divulga na usina de fantasias sobre Brasília, não há “queda de braço” com o Congresso pelo controle de R$30 bilhões do orçamento, mesmo porque tudo já foi objeto de acordo entre o presidente Jair Bolsonaro e líderes dos partidos mais importantes: caberá ao governo decidir aplicar metade dos recursos e a outra metade será definida pelos parlamentares. O acordo está fechado, segundo confirmou nesta quinta o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

28/02/2020
Esta coluna revelou dias atrás que o presidente e líderes mantiveram negociações que consideraram muito produtivas. Era o acordo.

28/02/2020
Eduardo Gomes lembra que o “orçamento impositivo” foi aprovado com apoio de Bolsonaro e sua aplicação pela primeira vez explica a polêmica.

28/02/2020
Pelo acordo, a metade do Congresso apenas troca de bolso no governo: os R$15 bilhões só podem ser aplicados em programas do Executivo.

28/02/2020
O acordo não garante ao parlamentar presença na inauguração da obra cujos recursos ele garantiu, mas o presidente diz que é sua intenção.

28/02/2020
Proposta ordinária do senador Jaques Wagner (PT-BA), que o presidente do Senado “avalia”, extingue as placas oficiais que identificam carros de luxo adquiridos com dinheiro público para servir a senadores. Certamente envergonhado da profissão ou da própria história, o senador que foi ministro de Dilma não quer mais circular em carrão com placa de senador, mas trocou a dignidade de comprar o próprio carro por disfarçar a mordomia com placa fria para não ser notado por quem paga impostos.

28/02/2020
Em 2019, Wagner e Álvaro Dias (Podemos-PR) solicitaram autorização para substituir as placas dos seus carros oficiais por “não identificáveis”.

28/02/2020
Em 2010, eram 89 carros oficiais no Senado de 81 parlamentares. Dez anos depois, os modelos são mais novos e poucos abdicaram da regalia.

28/02/2020
Apenas cinco senadores abrem mão do carro oficial com placa preta, segundo o próprio Senado. Os demais 76 adoram a mordomia.

28/02/2020
O governador de São Paulo, João Dória, forçou a barra para aparecer com o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) em nova coletiva sobre coronavírus, repetindo tudo o que foi dito na véspera. O tucano revelou grande talento de “passador de palavra” para jornalistas e entrevistados.

28/02/2020
A “agência reguladora” Anac não entendeu o espírito da coisa: autorizou empresas aéreas low cost (“custo baixo”) a operar no Brasil mas só sabe garantir custo baixo na operação da empresa, não para o consumidor.

28/02/2020
Celso de Mello já decidiu: após deixar o STF vai residir em sua cidade, Tatuí (SP). Lá, vai poder retomar um velho hábito: conversar na praça da cidade com amigos de infância e tomar sorvete de maracujá.

28/02/2020
Senadores próximos a Davi Alcolumbre fizeram uma votação informal e verificaram que Simone Tebet (MDB-MS) é a adversária mais forte pela presidência do Senado. Mas ela tem veto de senadores da velha política, até pelo seu papel decisiva na derrota do grupo de Renan Calheiros.

28/02/2020
A última decisão de 2019 que envolvia um projeto de lei foi proferida pelo Senado no dia 11 de dezembro. O trabalho voltou apenas semana passada, após mais de dois meses sem analisar uma matéria sequer.

28/02/2020
A Petrobras tenta se afastar da corrupção e da falta de transparência, mas esconde informações sobre funcionários, por exemplo. Alega uma portaria assinada pelos petistas Guido Mantega e Celso Amorim.

28/02/2020
Dos R$87,3 milhões gastos pelo governo federal em viagens de funcionários, R$45,7 milhões foram distribuídos a pretexto de “diárias”. Em média, cada viagem custou R$1 mil ao contribuinte brasileiro.

28/02/2020
As operações bilionárias de swap cambial para tentar conter a alta do dólar não parecem ter surtido efeito, mas a verdade é que o dólar subiu contra quase todas as moedas, mostrando que as razões são externas.

28/02/2020
...virou lei não escrita: desde 1º de janeiro de 2019, manifestações são consideradas ataques à democracia.

NO DIÁRIO DO PODER
Corregedor manda investigar ataque de juiz do Trabalho contra Bolsonaro
Ministro Humberto Martins mandou o TRT-4 apurar conduta de Rui Santos
Redação
Quinta-feira, 27/02/2020 às 18:42 | Atualizado às 20:16
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou, de ofício, pedido de providências para que a Corregedoria Regional do Trabalho do TRT da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, apure suposta manifestação na rede social Facebook realizada pelo juiz do Trabalho Rui Ferreira dos Santos, com críticas ao presidente da República Jair Bolsonaro.
De acordo com a decisão, chegou ao conhecimento da Corregedoria Nacional de Justiça a existência de publicação postada pelo magistrado, na qual Rui Ferreira dos Santos teria feito críticas de natureza político-partidária sobre vídeo compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro, convocando a população para um ato contra o Congresso Nacional.
Assim, o ministro Humberto Martins destacou que, caso o juiz do Trabalho tenha feito a manifestação, ela caracteriza, em tese, conduta vedada a magistrados, tanto pela Constituição Federal, em seu artigo 95, parágrafo único, III; quanto na Lei Orgânica da Magistratura, artigo 36, III. Além disso, a proibição também está prevista no artigo 4º, II, da Resolução CNJ n. 305/2019.

Notícias Relacionadas:
Com a instauração do pedido de providências foi aberto prazo de 60 dias para que a corregedoria regional apresente os resultados da apuração dos fatos ao órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 
(Com informações da Corregedoria Nacional de Justiça)


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