domingo, 1 de abril de 2018

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 1º-4-2018 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 01 DE ABRIL DE 2018
Engana-se quem imagina haver desagradado à Globo a filiação do ex-deputado Flávio Rocha ao PRB, para disputar o Planalto, em razão das ligações do partido à Igreja Universal liderada pelo bispo Edir Macedo, controlador da Rede Record. Políticos ligados a Rocha afirmam que a Globo entendeu a necessidade de o dono das lojas Riachuelo filiar-se a partido minimamente estruturado para ser um candidato levado a sério.

Flávio Rocha estaria disposto a ser instrumento de concórdia entre os grupos Globo e Record, segundo seus entusiastas.

Ex-deputado federal que nos anos 1990 se celebrizou com a proposta do imposto único, Flávio Rocha estava afastado da política.

Dono das lojas Riachuelo, Rocha empolgou apoiantes após desabafo contundente em vídeo, na internet, contra abusos da Justiça Trabalhista.

Persistindo a dificuldade de preencher os cargos de ministro até o dia 7, o presidente Michel Temer deverá efetivar os atuais secretários executivos até que encontre a solução definitiva.

O “núcleo duro” de Temer no Planalto decidiu abandonar eventuais projetos políticos para permanecerem nos cargos: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral) e Carlos Marun (Governo).

O PT diminuiu (e muito) desde 2014, quando elegeu 68 deputados federais. Agora são 56. Mais dois pediram para sair este ano: Givaldo Vieira (ES) foi para o PCdoB e Chico D’Ângelo (RJ) para o PDT.

As faturas dos cartões corporativos do governo federal, apenas no mês de janeiro, superaram os R$5 milhões. O maior gasto foi de Fernanda Pomperek Camilo, que pagou R$ 38,8 mil em diárias de dois hotéis.

O “Vem Pra Rua” quer mobilizar milhares de pessoas para pressionar o Supremo Tribunal Federal a negar o habeas corpus a Lula, condenado por corrupção. Mas a participação é maior nas redes sociais.

O mês de abril começou e o Portal da Transparência tem apenas os valores pagos pelo Bolsa Família em janeiro. Foram pagos R$ 2,5 bilhões e, se mantiver a média mensal, serão R$ 30 bilhões este ano.

...no País em que a mentira ganha a eleição, se reelege e continua fingindo, apesar de desmascarada, é pouco só um 1º de abril por ano.

NO DIÁRIO DO PODER
OBJETIVO JÁ CUMPRIDO
BARROSO REVOGA PRISÕES DOS AMIGOS DE TEMER, NA OPERAÇÃO SKALA
DODGE PEDIU REVOGAÇÃO PORQUE OBJETIVO DA MEDIDA FOI CUMPRIDO
Publicado sábado, 31 de março de 2018 às 20:08 - Atualizado às 20:26
Da Redação
O ministro Luis Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu revogar há pouco as prisões temporárias que ele decretou quinta-feira (28), por solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) neste sábado (31), no âmbito da Operação Skala. Entre os alvos dos mandados autorizados por Barroso estão amigos do presidente Michel Temer: José Yunes, ex-assessor do presidente, e o coronel João Batista Lima.
No pedido, a procuradora-geral Raquel Dodge afirma que o objetivo das prisões, de instruir apuração, já tinha sido cumprido. A decisão da revogação das prisões temporárias de cinco dias coube a Barroso, relator do inquérito que investiga o Decreto dos Portos, assinado por Temer no ano passado, que supostamente beneficiaria empresas do setor portuário, como a Rodrimar, em troca de propina. O decreto não beneficia a empresa, insiste o governo.
Entre esta sexta-feira (30) e este sábado, a Polícia Federal já colheu o depoimento de todos os presos na operação deflagrada na última quinta. Além do ex-assessor de Temer e do ex-coronel da PM de São Paulo foram alvos da Operação Skala, desdobramento da Operação Patmos, o dono da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco, o ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi e seu auxiliar Milton Ortolan.
Também foram presos uma das donas do Grupo Libra, Celina Torrealba, o proprietário da MHA Engenharia, Eduardo Luiz de Brito Neves, a sócia nas empresas MHA Engenharia e Argeplan, Maria Eloísa Adensohn Brito Neves, o sócio fundador da Argeplan e ex-sócio da AF Consult Brasil, Carlos Alberto Costa.
Todas as empresas citadas são investigadas pelo suposto benefício trazido pelo decreto, negado por Temer em reiteradas notas oficiais.

NO BLOG DO JOSIAS
‘Faz-tudo’ de Temer foi solto mesmo sem depor
Por Josias de Souza
Domingo, 01/04/2018 05:48
João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo e ‘faz-tudo’ de Michel Temer, foi o único dos presos no caso dos portos que se negou a prestar depoimento. Ainda assim, foi libertado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Por quê? Dodge e Barroso levaram em conta o direito constitucional do investigado de permanecer em silêncio. Avaliaram que não faria sentido manter o personagem preso. Por isso, o soltaram junto com os demais.
Suspeito de ser “laranja” de Temer e de receber propinas em nome do presidente, o coronel Lima esquivou-se da inquirição alegando problemas de saúde. Neste domingo, 1º de abril, Dia da Mentira, faz aniversário de 10 meses a primeira intimação endereçada pela Polícia Federal ao amigo de Temer. No total, ele foi intimado três vezes. Não atendeu a nenhuma das convocações da Polícia. Sustenta que um câncer e dois AVCs o privaram das condições ''físicas'' e ''psicológicas'' necessárias para depor.
Há duas semanas, o repórte Hugo Marques telefonou para a casa do coronel Lima. Ele atendeu. Embora contrafeito, respondeu a uma série de perguntas. A debilidade física não o impediu de mover os lábios. Soou como se estivesse em perfeitas condições psicológicas. Estava tão lúcido que definiu sua relação com Temer assim: “Em toda convivência com Michel, ele sempre foi muito atencioso comigo, muito carinhoso comigo. O senhor deve ter amigos que preza. É essa a amizade, é uma coisa pura, não tem outros interesses que não a pura amizade.”
Temer conheceu o coronel Lima quando ele ainda era major da Polícia Militar paulista. Deu-se em 1984, ano em que o agora presidente da República assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Nessa época, Lima era seu ajudante de ordens. Em 1986, Temer começou a disputar eleições. E o coronel Lima passou a trabalhar em seus comitês eleitorais. Desenvolveu-se uma amizade. O inquérito dos portos reuniu indícios eloquentes de que essa comunhão descambou para um relacionamento monetário, construído nas franjas do Estado.
O silêncio do coronel Lima grita aos quatro ventos que o amigo do presidente é capaz de tudo, menos de fornecer explicações plausíveis. No seu caso, o mutismo é um outro nome para medo. O amigo de Temer sabe o que fez nos verões passados. E percebe que os investigadores fecham o cerco. Até o seu sigilo bancário já foi quebrado. Os extratos das contas do amigo Temer também estão sendo varejados.
Nesta terça-feira (3), faz um mês que a notícia sobre a quebra do sigilo bancário de Temer e dos seus amigos ganhou as manchetes. Nesse dia, o presidente mandou soltar uma nota anunciando que entregaria seus extratos graciosamente aos jornalistas. “O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes suas contas bancárias”, escreveu a assessoria do Planalto na nota. Decorridos 29 dias, nenhum repórter recebeu os extratos do presidente.
O recuo de Temer e o silêncio do amigão Lima comprovam a tese segundo a qual a coragem é uma estranha qualidade que foge exatamente no momento em que as pessoas estão mais apavoradas.

Crivado de acusações, Temer recompõe ministério com prepostos do rebotalho
Por Josias de Souza
01/04/2018 02:55
Considerando-se que sete em cada dez brasileiros rejeitam Michel Temer, interesse público é algo que poucos ainda acreditam que ele tenha. E o presidente, sempre que pode, demonstra que realmente não tem. Crivado de denúncias e inquéritos, Temer compõe uma nova equipe ministerial com os velhos suspeitos de sempre. O rebotalho continua dando as cartas.
O Ministério da Saúde permanece com o PP, agora rebatizado, veja você, de Progressistas. Trata-se da mesma velha legenda, campeã no ranking de enrolados na Lava Jato. Para o lugar do deputado Ricardo Barros vai Gilberto Occhi, atual presidente da Caixa Econômica Federal. Em condições normais, a troca seria um rebaixamento para Occhi. Mas é preciso enxergar o que está por trás da anormalidade.
A Caixa está sendo varejada pela Procuradoria e pela Polícia Federal. Depondo como delator premiado, o doleiro Lúcio Funaro, operador de propinas de gente como Eduardo Cunha, iluminou negócios trançados nos porões da instituição. Difícil saber até onde as investigações vão subir.
Na dúvida, alojou-se Occhi num cargo que oferece foro privilegiado. Ali, o personagem estará a salvo dos rigores da primeira instância. Com uma vantagem: o Progressistas (pode me chamar de ex-PP) mantém sob seu jugo o comando da Caixa, pois indicou para a vaga de Occhi o atual vice-presidente de Habitação da casa bancária estatal: Nelson Antônio de Souza.
No Ministério dos Transportes, continua reinando o PR do ex-presidiário do Mensalão, Valdemar Costa Neto. Era assim com Lula. Continuou na gestão Dilma. E nada mudou sob Temer, exceto pela elevação do nível de desfaçatez. Sai Maurício Quintela, que disputará uma cadeira no Senado na representação de Alagoas. Entra Válter Casimiro Silveira.
Válter Casimiro foi deslocado da direção-geral de um dos órgãos públicos que mais frequentam escândalos de corrupção desde a chegada das caravelas. No passado, chamava-se DNER. Hoje, atende pelo nome de DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A promoção do chefe dessa repartição a ministro de Estado foi um pedido de Valdemar Costa Neto — que para Temer vale como uma ordem.
Neste domingo, Temer reúne seu staff político para definir novas mudanças na equipe ministerial. Precisa preencher algo como uma dezena de vagas de auxiliares que deixam a Esplanada para tentar a sorte nas urnas. Serão dez oportunidades para Temer confirmar as expectativas dos brasileiros que não esperam nada dele.
Num gesto de ousadia, o presidente deve deslocar o atual ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para a presidência do BNDES. Com isso, entregará as chaves de um dos mais importantes cofres da República nas mãos de um apadrinhado do multi-investigado líder do governo no Senado, Romero Jucá, presidente do (P)MDB.
O governo de Michel Temer deixou de ser imprevisível. Tornou-se uma administração tristemente previsível.

NO O ANTAGONISTA
Amigos de Temer deixam carceragem da PF
Brasil Domingo, 01.04.18 07:07
Dez presos na Operação Skala, que atingiu amigos de Michel Temer, deixaram as superintendências da Polícia Federal em São Paulo e no Rio de Janeiro na noite de sábado, após Luís Roberto Barroso determinar que fossem soltos, atendendo a pedido de Raquel Dodge.
Alguns esconderam o rosto com blusas e cobertores. O ex-ministro Wagner Rossi foi o único a falar com os jornalistas.
Ele reafirmou que nada tem a ver com os fatos investigados.
“Eu agradeço pela presteza com que o ministro Barroso liberou a todos nós.”

O jetom mais revoltante dos ministros do TSE
Brasil 01.04.18 08:14
No TSE, o jetom – remuneração paga aos membros de órgãos colegiados por sessão a que comparecem – é R$ 1.012,89.
Em 16 de novembro de 2017, uma sessão de apenas 1 minuto e 18 segundos, sob comando de Gilmar Mendes, rendeu esse valor a cada um dos ministros presentes, segundo a Folha.
A fase de julgamento em si durou 21 segundos.
“A sessão relâmpago se repetiria um mês depois, desta vez sob a presidência de Luiz Fux, também com pagamento de jetom. Mas com um período mais elástico: dois minutos e 45 segundos.”
O jornal consultou atas e vídeos das 79 sessões de julgamento de 2017 que resultaram em jetom — 18 delas duraram menos de 20 minutos.
“As mais duradouras, algumas com mais de dez horas, foram as que analisaram a prestação de contas da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, em junho de 2017.”
Convenhamos: mais revoltante ainda que ministros receberem jetom por qualquer sessão relâmpago é que o tenham recebido para absolver a chapa Dilma-Temer por excesso de provas.

“A cabeça do MPF mudou, mas o corpo é o mesmo”
Brasil 01.04.18 07:47
É o que dizem aliados de Michel Temer, recorrendo a uma metáfora para comparar a gestão de Raquel Dodge à de Rodrigo Janot na PGR, segundo o Painel da Folha.
Seria esta uma forma de atacar a Procuradoria inteira pelas prisões temporárias da Operação Skala, para não voltar as baterias diretamente contra a indicada do presidente da República?
É só uma pergunta.

Jurista de Lula tenta fazer casuísmo do STF soar normal
Brasil 01.04.18 07:36
A defesa de Lula vai entregar na segunda-feira aos ministros do STF parecer de José Afonso da Silva contra a prisão após condenação em segunda instância, informa a Folha.
A alegação de que Afonso pediu a renúncia de Dilma Rousseff em 2015 está sendo usada para conferir a ele ares de imparcialidade.
O jurista sustenta que “ou a presunção vale até o trânsito em julgado, ou não vale – não há meio termo possível” – e que um tribunal só se apequena quando vai contra a lei.
Afonso também diz que um tribunal não “se sente apequenado pelo fato de rever sua posição em favor dos direitos fundamentais, a favor de quem quer que seja que lhe bata às portas”.
Quem está batendo às portas do Supremo é Lula.
O jurista apenas tenta fazer o casuísmo lulista, que apequena a Corte, não parecer de encomenda ao petista condenado pela Lava Jato.

Desembargador pede ao STF rejeição do HC de Lula
Brasil 31.03.18 20:30
O desembargador Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo, escreveu no Facebook:
“Como magistrado de carreira por quase 38 anos, suplico aos ministros do STF que preservem a dignidade da Corte Máxima do País e rechacem o ‘habeas corpus’ de Lula.
Esse HC, na verdade, deveria ter sido indeferido de plano, diante de duas Ações Diretas de Constitucionalidade, um ‘habeas corpus’ do plenário e recurso com repercussão geral, no sentido de que a prisão deve ocorrer após julgamento em segundo grau.
As regras devem valer para todos, porque o casuísmo é inconstitucional, odioso, antidemocrático, revoltante, mormente quando parte do Tribunal mais alto do País, cujo dever é justamente resguardar os preceitos constitucionais. Lula preso já, como julgado em segunda instância!”

PGR pede anulação da liminar de Toffoli em favor de Demóstenes
Brasil  Sábado, 31.03.18 18:20
A PGR pediu a anulação da liminar do ministro Dias Toffoli que suspendeu a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres e, no mérito, a rejeição do pedido, informa o Jota.
Raquel Dodge argumenta que o instrumento usado pela defesa não era adequado para enfrentar o tema.
A verdade é que a concessão da liminar foi falta de vergonha.

O drible em Gilmar Mendes
Brasil 31.03.18 19:15
O pedido da PGR ao STF para que as prisões temporárias da Operação Skala sejam revogadas após os alvos terem sido ouvidos é a prova de que a decisão de Gilmar Mendes de proibir as conduções coercitivas apenas alterou o método de coleta dos depoimentos.
Raquel Dodge e Luís Roberto Barroso driblaram Gilmar sem a menor cerimônia.
Olé!



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