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PRIMEIRA EDIÇÃO DE 23-7-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 23 DE JULHO DE 2017
Autoridades do primeiro escalão do governo e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal têm o “direito” de usar jatinhos do Grupo de Transportes Especiais, da FAB, mas ninguém se utiliza mais dessa mordomia do que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Reeleito em fevereiro, já em março fez 26 viagens nas asas da FAB. De janeiro a julho, o presidente da Câmara voou 117 vezes.
Só em janeiro deste ano, com a Câmara dos Deputados em recesso, Rodrigo Maia voou 15 vezes pela FAB, segundo dados do GTE.
Têm “direito” à mordomia dos jatinhos da FAB, além de ministros do governo, os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal.
Quando presidiu o Senado, Renan Calheiros usou jato da FAB para ir a sessões de implante capilar, no Recife, e a um casamento na Bahia.
O GTE da FAB mantém 18 jatinhos para transportar autoridades. O governo poderia arrecadar mais de R$1,5 bilhão, vendendo a frota.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem sido citado como “simpatizante do PT” e de outros segmentos da esquerda, mas a verdade é que ao denunciar Lula e Dilma ao Supremo Tribunal Federal, em maio de 2016, ele foi tão duro como contra qualquer outro acusado. Para Janot, seria impossível a organização criminosa atuar por tanto tempo no governo “sem que o ex-presidente Lula dela participasse”.
Na ocasião, Janot classificou de “ampla e agressiva” a atuação do grupo liderado por Lula no assalto aos cofres públicos federais.
O Instituto Lula reagiu à denúncia de Janot com uma de suas respostas padrão: “Apenas suposições e hipóteses sem qualquer valor de prova”.
Amigos dizem que, quando jovem, Janot era fã do ex-deputado e ex-presidente do PT, José Genoino, condenado à prisão no Mensalão.
Na gravação marota de Sérgio Machado, José Sarney disse algo que deveria ter sido levado em conta na Lava Jato: “Nesse caso [dinheiro da Odebrecht a João Santana]... ela [Dilma] tá envolvida diretamente”. Exatamente o que Santana e sua mulher confirmariam meses depois.
No grampo de Renan Calheiros feito pelo seu pupilo Sérgio Machado, o senador alagoano afirma que seu amigo Lula só não foi processado no Mensalão “porque Duda Mendonça não foi investigado a fundo”.
Se Lula não tivesse usado o salário de presidente (R$30,9 mil) para pagar nada, nem mesmo imposto de renda, em 8 anos embolsou R$3,2 milhões. Daí o mistério sobre a origem dos R$9,6 milhões encontrados em contas do ricaço petista. A força-tarefa da Lava Jato investiga.
Distribuidoras que importam álcool americano à base de milho, “podre” por ser muito poluente, prejudicando produtores do Nordeste, podem ser enquadrados por oligopsônio, oligopólio na compra do combustível.
O Instituto Lula contabiliza 72 palestras do petista desde 2011. Em 2015, com a Lava Jato bombando, fez apenas três. É que o principal “contratante”, Marcelo Odebrecht, havia sido preso.
Organizações criminosas continuam absolutas. Bandidos usam o telefone 11 2360-8300, que sites especializados identificam como do Centro de Detenção Provisória de São Paulo, para tentar aplicar golpe.
O fim do imposto sindical, aprovado na reforma trabalhista no Senado, foi comemorado por Sérgio Petecão (PSD-AC). Segundo o senador, a “farra foi grande” com os R$4 bilhões embolsados entre 2008 e 2015.
Além de regalias e salário de R$ 33,7 mil, o contribuinte também banca o plano de saúde com cobertura total para senadores e famílias. Foram R$16,5 milhões entre 2015 e 2016; R$ 203 mil por senador no período.
...essa é a última semana para saírem “fatos novos” antes do fim do recesso parlamentar.

NO O ANTAGONISTA
Eike mira Paes
Brasil 23.07.17 08:55
Um dos anexos da delação de Eike Batista, ainda em negociação, fala de caixa dois para a campanha de Eduardo Paes à reeleição, em 2012, segundo Lauro Jardim.
Parece que é daí que vêm as flechadas.
As operações nebulosas entre BNDES e JBS
Brasil 23.07.17 08:12
Míriam Leitão afirma que o atual presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, "precisa conversar com a realidade" em vez de só tentar ficar de bem com os funcionários, como faz na apresentação do Livro Verde, em que o banco se defende das críticas.
Ela então analisa os casos do grupo JBS e de Eike Batista:
"O TCU tem tido dúvidas razoáveis em relação a operações feitas com o JBS. Algumas vão se esclarecendo, outras permanecem. Por exemplo: em 2008, o banco aportou quase R$ 1 bilhão no grupo, através de debêntures, para o grupo comprar a National Beef, nos Estados Unidos. A operação foi proibida pelos órgãos de defesa da concorrência americana. Em vez de exercer a opção de pegar o dinheiro de volta — já que a compra não foi realizada — o banco optou por deixar o dinheiro com o JBS. Fez um aditivo ao contrato, dando tempo até 2010 para que o grupo comprasse o ativo que quisesse no exterior. O TCU e a Polícia Federal acham que isso não faz sentido. E não faz.
É injusto falar que o JBS foi financiado para virar um “campeão nacional”. A maioria das operações foi para comprar ativos no exterior, ampliá-los e criar emprego em outros países. Nesse aspecto, o sentido do apoio foi bem diferente do que foi dado a outro controverso empresário, Eike Batista, que bem ou mal investiu no Brasil. E quando diz quanto foi transferido ao JBS é preciso trazer a valor presente. Como sabem os economistas, o valor nominal é enganoso.
O BNDES é importante para o Brasil, não é isso que se discute. Mas pode e deve ser questionado, porque é assim que acontece nas democracias."
Gilmar Mendes tenta adiar ou barrar voto impresso
Brasil Sábado, 22.07.17 21:02
O Estadão informa que a impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o País deverá custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos dez anos, segundo projeção do TSE.
Ministros da Corte Eleitoral “acreditam que a reprodução do voto em papel vai provocar uma série de transtornos a partir do ano que vem, como aumento nas filas e no número de equipamentos com defeitos”.
O novo modelo de urna custa US$ 800 (cerca de R$ 2.520), ante US$ 600 (R$ 1.890) do modelo atual, e o TSE estima que 35 mil unidades – de um total de 600 mil – deverão ser utilizadas já em 2018.
Em um esforço para adiar ou até mesmo barrar o voto impresso, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, tem discutido o assunto com Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras lideranças partidárias, segundo o jornal.

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