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COMISSÃO PARLAMENTAR VERIFICA ESTADO DE SAÚDE DE CID GOMES

Visita de deputados a hospital onde está Cid Gomes gera novo atrito
Parlamentares foram verificar estado de saúde do ministro que não compareceu à convocação da Câmara
POR JÚNIA GAMA E JULIANA BRAGA
O GLOBO-12/03/2015 21:35/ATUALIZADO 12/03/2015 21:43

O ministro da Educação, Cid Gomes - Marcos Alves/08-05-2013 / O Globo
BRASÍLIA - Apesar do estado de saúde do ministro da Educação, Cid Gomes, estar apresentando melhoras, sua situação política se agravou nos últimos dias. Se sua falta à sessão da Câmara para dar explicações sobre críticas que fez aos deputados já causou incômodo, a visita de uma comissão designada para verificar suas condições no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foi envolvida por nova polêmica.
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De um lado, aliados de Cid dizem que os três deputados médicos quase foram enxotados pela equipe médica do hospital; de outro, os visitantes dizem que o suposto mal-estar foi inventado por assessores do ministro e só complica sua relação já desgastada com a Câmara.
Correligionários de Cid – que não estiveram no local – relatam uma recepção hostil por parte da cúpula do Sírio-Libanês. O líder do PROS na Câmara, Domingos Neto (CE), afirma que Roberto Kalil e David Uip, coordenadores das equipes médicas que acompanham o ministro, teriam reclamado do “absurdo” da visita, que seria um questionamento político de uma nota técnica, publicada na quarta-feira em um boletim médico do hospital.
– Eles tomaram como um ataque à instituição. Uma afronta dessa é um precedente terrível para a categoria e se colocaram contra esse tipo de ação. Falaram que foi um absurdo, um ataque à imagem do hospital. Os deputados pediram desculpas e não fizeram mais questionamentos – narra o aliado de Cid Gomes.
Na versão de um dos comissários enviados pela Câmara, o deputado Manoel Junior (PMDB-CE), os médicos responsáveis teriam atendido o grupo – formado ainda por André Fufuca (PEN-MA) e Juscelino Filho (PRP-MA) – de forma cordial e teriam prestado esclarecimentos a respeito da saúde de Cid Gomes. As informações sobre o suposto embaraço, diz o deputado, teriam sido plantadas por aliados de Cid Gomes.
– Doutor Kalil me telefonou agora à noite preocupado quando viu em blogs essa notícia de que teríamos sido mal tratados no hospital. Não houve nenhuma indisposição, ao contrário. Fomos muito bem atendidos e, pelo que nos disseram, o paciente passa bem e logo, logo terá alta para poder vir à Câmara dar explicações – diz Manoel Junior.
O deputado diz que a vistoria serviu para “tirar dúvidas” sobre o estado de saúde do ministro da Educação, mas acredita que o vazamento pode trazer mais problemas à já delicada situação de Cid Gomes na Câmara.
– O que houve foi muito diferente do que a assessoria do ministro divulgou. É um erro ele ter feito isso. Ele já está com tanta dificuldade para explicar seu descompasso verbal e isso só faz agravar a situação política dele. Mas semana que vem ele terá de vir explicar o que falou sobre os deputados. Tenho certeza que ele estará recuperado. Para mim, o diagnóstico dele era só uma sinusite – ironizou Manoel Junior.
O deputado André Fufuca também negou que tenha havido mal-estar com a equipe médica e justificou a necessidade da comissão:
– Quando falamos de uma “pátria educadora”, nos interessa muito saber o estado de saúde do ministro que vai cuidar disso – disse.
O boletim médico divulgado na quarta-feira diz que Cid Gomes foi internado no Hospital Sírio-Libanês na tarde do dia 10, após ser avaliado com a piora de um quadro de febre, associada a dor muscular, cefaleia intensa, tosse e calafrios. Os exames apontaram “sinusite, traqueobronquite aguda e pneumopatia”. O ministro foi medicado com antibióticos por via venosa e oral, corticosteroides e medidas fisioterápicas.
Há duas semanas, Cid Gomes irritou a Câmara ao afirmar, em um evento realizado em Belém (PA), que há “uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles”, que querem o governo fragilizado para “achacarem mais”. Com a ausência de Cid, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), designou a comissão para verificar a situação do ministro da Educação e afirmou que a falta poderia configurar crime de responsabilidade.


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