Pular para o conteúdo principal

FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS ELEIÇOEIRAS -VOLTANDO Á OBSCURIDADE

O Globo
A proibição do financiamento de empresas a campanhas eleitorais, já virtualmente declarado inconstitucional pelo Supremo, injetará razoável dosagem de ética na vida pública, acreditam seus defensores. Infelizmente, não passa de um exercício de otimismo, sem chances de se tornar realidade.
Mas o Supremo, por maioria de votos, alijou as pessoas jurídicas do apoio financeiro a políticos e partidos — falta apenas concluir o julgamento, provocado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). E, assim, resta à sociedade continuar a debater o tema do financiamento em geral de campanha, para que as distorções não se ampliem no submundo das finanças da política, um território obscuro, e não apenas no Brasil. Haja vista os escândalos que volta e meia abalam governos e homens públicos em democracias de longa quilometragem e estabilidade — França, Estados Unidos e Alemanha, para citar algumas.
Imaginam os defensores do veto a empresas que os pleitos, sem atores de alto calibre financeiro, ficarão éticos de uma hora para outra. Terrível engano. Barradas na porta da frente das campanhas, pessoas jurídicas entrarão nelas pela porta dos fundos. Como sempre fizeram, mesmo durante o período, a partir da redemocratização, em que suas contribuições a políticos e partidos puderam ser contabilizadas. E continuará assim mais dois anos, pois a decisão do STF só vigorará a partir dos pleitos municipais de 2016.
O curioso é que a legislação eleitoral passou a admitir a contribuição oficial de pessoas jurídicas em nome da transparência da vida pública. Deduz-se, portanto, que barrar o financiamento formal de campanhas é voltar à obscuridade do passado. Mesmo porque nada foi feito de substantivo para dotar a Justiça e o Ministério Público eleitorais de instrumentos capazes de desestimular o caixa dois.
Leia a íntegra em De volta aos subterrâneos

Do Blog do Noblat de 20-4-14.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Notícias em Destaque

Brasil tem menor média de casos de covid do ano(Ler mais)   Mourão nega renúncia e diz que segue no governo ‘até o fim’ Relação entre o vice e Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ser alvo de especulações após o presidente dizer que o general ‘por vezes atrapalha(Ler mais) A economia a gente vê depois: Governadores e Prefeitos ainda não se pronunciaram em como vão ajudar a população: “o depois chegou, e agora?”(Ler mais) Com ódio: Governo Doria multa o presidente Bolsonaro e sua comitiva: “pode chegar a 290 mil reais”(Ler mais) Ministros do STF querem resposta imediata de Luiz Fux sobre declarações do presidente alegando fraude nas urnas eletrônicas(Ler mais) Renan Calheiros e Humberto Costa querem sigilos bancários de Jornalismo independente “disseminadores de fake”(Ler mais) Justiça prorroga prisão de autor do vandalismo em estátua de Borba Gato(Ler mais)

Notícias em Destaque

  Passageiros em voos para o Ceará devem fazer teste de Covid-19, recomenda novo decreto do Governo (Ler mais) Voto auditável: Arthur Lira deve negociar com Bolsonaro e Barroso um texto que agrade a ambos e encerre a celeuma (Ler mais) Seleção Brasileira de Futebol se recusa a subir no pódio com o patrocínio de marca chinesa (Ler mais) Novidade: na visita de Bolsonaro a Florianópolis teve a “jet-skiCIATA”, VEJA O VÍDEO (Ler mais) Justiça Eleitoral custa ao país R$27 milhões por dia (Ler mais) Arthur Lira defende separação dos Poderes: ‘Dançar junto sem pisar no pé de ninguém’ Em meio ao embate entre o Planalto e o STF, presidente da Câmara disse que convivência deve ser ‘civilizada, democrática, sempre harmônica e independente (Ler mais) Por que Lira decidiu levar o voto impresso para o plenário da Câmara Em pronunciamento na sexta-feira, presidente da Casa destacou que conjunto de deputados dará veredito ‘inquestionável e supremo’ sobre a proposta (Ler mais) Procuradores e juízes ...