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A CURTÍSSIMA CAMPANHA ELEITORAL DE 2014

Nunca na história o país do futebol sediou uma Copa do Mundo em pleno ano eleitoral. O fato esportivo, sem dúvida alguma, vai reduzir perigosamente o período de campanha, ao mesmo tempo em que dará ampla visibilidade à atual presidente da República, em inúmeros eventos preparatórios.
De 13 de junho a 13 de julho de 2014, o país estará anestesiado pelo futebol. Se quisermos ser realistas, coloquem a partir de maio, com a chegada das seleções e da imprensa internacional. Política? O povo vai querer saber de política? Ou de treinos, cortes, lesões, amistosos, brigas de vestiário?
Vejam, por exemplo, a saia justa dos partidos. Em 30 de junho de 2014, exatamente no meio da Copa, esgota-se o prazo para as convenções que definirão os candidatos a todos os cargos eletivos. Qual a melhor estratégia? Competir com a seleção ou antecipar a decisão? Para o PT, certamente será vantajoso marcar a convenção para a undécima hora pois, se oficializar Dilma antes do prazo final, ela será proibida, por exemplo, a partir de 10 de junho, de fazer o Conversa com a Presidenta.
A partir de 1 de julho de 2014, quando todos os candidatos estiverem definidos, às vésperas das quartas de final da Copa, a Imprensa, pela legislação eleitoral, passa a ser proibida de"dar tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação". A pergunta que fica é: a candidata Dilma poderá ser protagonista em eventos da Copa, como uma suposta entrega de taça ou receber a visita de uma hipotética seleção campeã?
Enfim, 2014 será diferente. Quando o país acordar da Copa, estarão faltando 80 dias para o primeiro turno. E ainda transcorrerão 30 dias até o início da propaganda eleitoral que, por sua vez, terá a duração de míseros 45 dias. O tiro será curto e, portanto, terá que ser certeiro. Os preços vão explodir nas capitais da Copa, os problemas de infraestrutura vão saltar aos olhos, a segurança vai ser o caos. Mas, ao mesmo tempo, aquele ufanismo patriótico vai estar elevado como nos tempos do Médici.
É importante que a Oposição tenha o calendário na mão e enxergue as imensas dificuldades que terá para virar o jogo. As pesquisas, por exemplo, deverão manter o mesmo quadro até lá, mostrando uma Dilma ora eleita no primeiro turno, ora indo para um segundo turno por pequena margem. Não há como mudar este quadro pela falta de vitrinas e pelo foco na Copa do Mundo. Por outro lado, qualquer virada poderá ser irreversível. É este o risco que apavora o PT. Muito mais do que black blocs ou protestos de rua. Por outro lado, a Oposição terá que ter padrão Fifa ou vai faltar tempo para acabar com o capital simbólico da Presidenta. Tudo conspira para termos uma final eleitoral emocionante.

Do Blog do Coronel de 18-12-2013.

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