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ACOMPANHE O JULGAMENTO DO MENSALÃO


Lewandowski: duas páginas e meia só para dizer “concordo”

Recomeça o julgamento do mensalão, com 40 minutos de atraso. A palavra está com o revisor, Ricardo Lewandowski. Ai, ai… O próprio relator, Joaquim Barbosa, já havia considerado Ayanna Tenório inocente, uma vez que a corte a havia absolvido do crime de gestão fraudulenta.
Lewandowski começa a votar e anuncia que começará por Ayanna, um voto, diz, de “apenas” duas páginas e meia. Desculpem! Para concordar com o relator, basta um “sigo o relator com base na lei tal”. E fim! Agora, ele vai falar sobre Geiza Dias dos Santos, a “funcionária mequetrefe”, como a classificou seu advogado.
No próximo post, falo de “Lewandowski, o provocador”.
Por Reinaldo Azevedo


Lula está furioso, dando murro da mesa, chutando o lixo… E Lewandowski decide ser o eco da fúria no tribunal. Atua como agente provocador. É um comportamento inaceitável, só isso!

Preparem-se! O julgamento ainda vai pegar fogo! Esperem chegar o julgamento do chamado “núcleo político”…
O ministro Ricardo Lewandowski, tenha ou não a intenção — pouco me importa sua subjetividade porque não sou seu psicanalista —, está se comportando com um agente provocador. Ecoa, na prática, a frenética movimentação de Lula nos bastidores para tentar se fazer presente no tribunal.
Ao começar a dar o seu voto sobre Geiza Dias, o ministro fez o inacreditável: evocou uma entrevista concedida pelo delegado Luís Flávio Zampronha, que conduziu o inquérito do mensalão, segundo a qual Geiza é inocente. Nunca antes da história destepaiz um ministro do Supremo recorreu a uma informação COMPLETAMENTE FORA DOS AUTOS para embasar o seu voto.
O relator, Joaquim Barbosa, protestou e considerou um absurdo que o delegado que conduziu a investigação tenha concedido aquela entrevista. Não entro nesse mérito. A questão essencial foi lembrada pelo ministro Gilmar Mendes: é um procedimento heterodoxo recorrer ao que está fora dos autos.
E como reagiu Lewandowski? Disse que o julgamento — DE QUE ELE É REVISOR!!! — está pleno de heterodoxias, o que ecoa, mais uma vez, a acusação do petismo, segundo a qual se está num tribunal de exceção.
É o fim da picada! Volto ao ministro no próximo post.
Por Reinaldo Azevedo

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