Reportando-se ao texto publicado na edição passada, um amigo nos indaga se as palavras médium, presidente e poeta são comuns-de-dois.
Lembremos que os substantivos comuns-de-dois apresentam a mesma forma, seja para o masculino, seja para o feminino, alterando-se apenas o artigo ou o adjetivo pertinentes.
Exemplo típico de comum-de-dois é o substantivo artista, que tanto se aplica ao homem como à mulher, modificando-se tão-somente a partícula que o acompanha: João é um artista. Maria é uma artista. Caetano é o artista que convidamos. Ivete é a artista convidada. Pedro é um bom artista. Joana é uma boa artista.
Quanto à pergunta acima, entendemos que médium, presidente e poeta são também comuns-de-dois.
Em face disso, diremos: Chico Xavier foi um ótimo médium. Yvonne foi uma excelente médium. O presidente da República é Lula. A presidente da República é Dilma. Drummond foi um ótimo poeta. Maria Dolores é uma poeta que nos encanta.
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Acrescente-se que, no tocante às palavras presidente e poeta, existem outras formas femininas: presidenta e poetisa.
No caso de poetisa, feminino de poeta, foram as próprias mulheres que, anos atrás, pugnaram pelo uso da palavra poeta aplicável a homens e mulheres, um fato que, pelo menos na grande imprensa, foi acatado, mostrando que o idioma que usamos é uma língua viva e em constante evolução.
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