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JULGAMENTO DO MENSALÃO - AS PRIMEIRAS CINCO HORAS


02/08/2012
 às 16:55

Lewandowski já perdeu! Com Cezar Peluso, 6 a 1 a favor da honra do tribunal. Placar será de 9 a 2

Cezar Peluso deu o sexto voto contra a solicitação de Márcio Thomaz Bastos. Já é a maioria. Já dá para antecipar, dadas as intervenções, que também votarão contra o desmembramento Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto. Marco Aurélio vai acompanhar Lewandowski. O placar será de 9 a 2.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:52

Carmen Lúcia também mantém unificado o processo

Cinco a um. Lewandowski vai perder.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:48

Dias Toffoli recusa desmembramento; 4 a 1

Dias Toffoli vota contra o desmembramento. Sendo assim, 4 a 1 em favor da honra do tribunal. É bom constatar que não entrou na chicana. Lembrou mais uma questão óbvia: havendo conexão entre as acusações, é o STF quem decide se desmembra ou não.  
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:31

Lá está Dias Toffoli votando, apesar de tudo

Vai decidir sobre o desmembramento ou não do processo. Até agora não dá para saber o que vai fazer.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:26

Luiz Fux também rejeita o desmembramento. Três a um pela honra do tribunal até agora

Luiz Fux lembra outra obviedade: a competência do STF para julgar está fixada pela Constituição. Por enquanto, três a um em favor da honra do tribunal. A conexão entre os crimes justifica a unidade do processo.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:22

Rosa Weber rejeita desmembramento

A ministra Rosa Weber rejeita o desmembramento e lembra o óbvio: essa questão já foi decidida pelo Supremo e recusada.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:18

Joaquim Barbosa pergunta o óbvio, e Lewandowski se irrita. É inacreditável!

Ricardo Lewandowski é revisor do processo há dois anos, lembrou Joaquim Barbosa. Por que não levantou a questão antes? Por que justo hoje? A resposta é óbvia.
Lewandowski, então, tem um chilique e diz que não aceita argumentação “ad homnem”.
O que há de “ad hominem” nisso?
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 16:14

Argumentação de Lewandowski é um bolo de rolo

O voto de Lewandowski durou 70 minutos. Pelo menos 55 deles são dedicados a variações em torno do mesmo tema. Sua argumentação é um bolo de rolo. A nova camada traz sempre o mesmo material, configuração, aparência e essência da camada anterior. Quando o seu voto estiver publicado, e nós o lermos, constataremos as vezes em que ele afirma que a conexão entre os crimes pode, sim, manter unificado o processo. E nesse sentido já se pronunciou o Supremo.
Agora, acaba de reclamar do calendário de votação, que considerou acelerado. O STF aceitou a denúncia há cinco anos! Se ele tivesse sido mais rápido na revisão, haveria mais tempo.
Finalmente, Lewandowski afirmou que os eventuais condenados poderão recorrer a cortes internacionais. É o que ameaça fazer, por exemplo, José Dirceu. Apareceu o nome ausente.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:55

Uma hora de Lewandowski numa simples questão de ordem. Sim, Marco Aurélio está fazendo tabelinha com procrastinador

Ricardo Lewandowski vota uma simples questão de ordem há já uma hora! É impressionante! Sim, dá para perceber que Marco Aurélio está participando da tabelinha, eliminando minha dúvida no post anterior.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:49

Ministro Marco Aurélio, o senhor participa desta patuscada?

A minha pergunta é direta mesmo. Eu sei, sim, que Marco Aurélio é favorável ao desmembramento. A questão, insisto, não é esta. Ele está sendo citado com tal insistência por Lewandowski que pode restar a impressão de que a dobradinha Bastos-Lewandowski é, na verdade, uma tabelinha mais ampla.
Que os demais ministros não caiam na provocação de Lewandowski e se limitem a dizer “sim” ou “não”.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:45

Lewandowski humilha o Supremo e seus pares

Reitero: Lewandowski vote como quiser. Não se cuida aqui disso, ainda que eu ache absurda a questão a esta altura. É o tempo que ele toma em seu voto, com visível ânimo de provocação, que humilha o STF e os seus pares.
Ministros do Supremo vão decidir hoje se o Supremo está ou não sob o gerenciamento de um ente de razão que lhe é externo.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:41

Lewandowski quer forçar a suspensão do julgamento; é guerra de nervos

Ricardo Lewandowski, está claro, quer levar seus pares a explodir. Está querendo provocar um bate-boca no Supremo que conduza à suspensão do julgamento. Imaginem o ânimo de seus pares… Se uma questão de ordem conduz a um voto que já passa de uma hora, imaginem o que ele pretende fazer quando cuidar da revisão e do seu voto. Está tentando explodir o julgamento. Se não conseguir, parece que o alvo é Cezar Peluso, que completa 70 anos no dia 3 de setembro, tendo de deixar o tribunal.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:34

Militância, cinismo e provocação

O ânimo militante de Ricardo Lewandowski é de tal sorte que, em seu voto DE UM SIMPLES QUESTÃO DE ORDEM, ele acabou de citar os nomes dos implicados no chamado “mensalão de Minas” — que ele chamou de “mensalão tucano”, é evidente. Não se ouviu o nome do réu José Dirceu em seu fala nem os crimes imputados aos acusados nesse processo, mas ele se estendeu longamente sobre o caso mineiro.
Militância, cinismo e provocação!
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:29

Agora é a honra do Supremo que estará sendo julgada também!

O ministro Ricardo Lewandowski já retardou o quanto pôde a entrega da revisão do processo. Só o fez porque não resistiu à pressão da sociedade e porque estava evidente o ânimo procrastinador.
A coisa agora já penetrou no terreno do cinismo. O ministro Ayres Britto acaba de lembrar a Lewandowski que se trata de um simples voto de questão de ordem. Pede-lhe que seja breve se possível. Ele não se dá por achado e lembra a “importância” do julgamento — julgamento que ele quer destruir. Fala da vida das pessoas, de sua biografia, de seu futuro etc…
Ele certamente se preparou, e faz tempo, para a questão de ordem de Márcio Thomaz Bastos.
Lewandowski acaba de evocar o “mensalão tucano”. Não tem jeito! Comporta-se como um militante petista. Se é ou não, isso é com ele.
O ministro acaba de mudar o caráter do julgamento: foi com tanta sede ao pote que, agora, é a honra do Supremo que estará sendo julgada também.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:15

Ministro Lewandowski, o senhor já ouviu falar em vergonha alheia? Ou: Indo além do ridículo

A mãe do ministro Ricardo Lewandowski, amiga da companheira Marisa Letícia e, consta, fator determinante na indicação do homem para a corte, está feliz. Mostra que a gratidão é um prato que se come quente.
Se Lewandowski acha que esse é um bom momento para discutir o desmembramento do processo (ver posts abaixo), ok. Isso é com a sua biografia. Mas há um limite para o ridículo.
Bastaria, reitero, que ele votasse “sim” ou “não”. Mas é evidente que ele quer mais do que isso. Há um claro esforço para empurrar o julgamento para as calendas. Pelo visto, ele pretende tomar toda a tarde do tribunal com um simples voto sobre uma questão de ordem.
É um vexame!
É por isso que, em questões públicas, a mãe nunca deve entrar no meio. O ministro, a esta altura da leitura do seu voto, está claro, se comporta como um militante.
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 15:04

Ricardo Lewandowski, nada menos do que revisor do processo, também tenta mandar julgamento às favas e quer desmembrar processo. Vergonha!

Ricardo Lewandowski faz o que dele se espera: vota a favor do desmembramento do processo. Então ficamos assim: Lewandowski é revisor do processo. trabalha nele por longos meses e, no dia do julgamento, decide mandá-lo pelos ares.
É uma vergonha de várias maneiras.
Em primeiro lugar, vê-se que tem um voto longamente redigido. Vale dizer: estava preparado para isso. Ou ainda: estava pronto para cortar a bola que Márcio Thomaz Bastos iria levantar na rede.
Em segundo lugar, bastaria votar “sim” ou “não” ao pedido de Bastos. Mas não! Resolveu ler o seu longo voto, o que parece tática de procrastinação.
Em terceiro lugar, fez um elogio em cena aberta a Bastos — “um dos mais notáveis criminalistas deste país; ex-ministro da Justiça…” —, como se isso mudasse o mérito da questão.
Em quarto lugar, faz considerações sobre o mérito da existência da “prerrogativa de foro”, que também não está em debate.
Em quinto lugar, já deixou claro o seu papel no julgamento, ao afirmar que prevê um julgamento tumultuado.
Lewandowski está firmemente determinado a não deixar Dias Toffoli passar vergonha — não sozinho…
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 14:49

Márcio Thomaz, conforme o previsto, tenta fazer desmoronar o julgamento

Márcio Thomaz Bastos, advogado de um dos réus — José Roberto Salgado — tenta mandar para os ares o julgamento. Solicita que o processo seja desmembrado e que 35 réus deixem ser julgados pelo STF por não terem a chamada prerrogativa de foro. Escrevi a respeito nesta manhã. Trata-se, na verdade, de uma tentativa de negar a existência do próprio mensalão. 
Por Reinaldo Azevedo
02/08/2012
 às 14:29

Mensalão – Acaba de começar a primeira sessão do julgamento do mensalão

Vamos ver o que nos aguarda. Não hoje. Mas nos próximos anos.
Por Reinaldo Azevedo

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