VESPERTINAS
BLOG DO NOBLAT
Política
Outra intervenção do PT, por Ilimar Franco
Ilimar Franco, O Globo
O PSB do
governador do Ceará, Cid Gomes, e o PMDB do deputado Eunício Oliveira
querem que o PT nacional faça em Fortaleza o mesmo que em Recife:
intervenha na decisão dos petistas locais por um nome de consenso. PSB e
PMDB não concordam com a indicação de Elmano de Freitas pela prefeita
de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). “Se ela quer fazer um nome e um
projeto, ela que carregue o nome e o projeto”, reagiu Eunício.
Delta conseguiu R$ 139 milhões em financiamentos via BNDES
Alana Rizzo , Estadão.com.br
Planilha
de financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) à Delta Construções mostra que a empreiteira
recebeu R$ 139 milhões entre 2010 e 2012, período das investigações que
deram origem à Operação Monte Carlo.
O valor representa mais da
metade do total de empréstimos – R$ 249,7 milhões – obtido pela
construtora, suspeita de envolvimento com integrantes da organização de
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Só no governo da
presidente Dilma Rousseff, segundo documentos obtidos pelo Estado, foram
mais de R$ 119 milhões, sendo R$ 75,1 milhões em 2011. É o maior valor
desde 2001, início das operações financeiras da construtora com o banco.
Investigada
pela CPI do Cachoeira, a empresa teve o sigilo bancário quebrado pelos
parlamentares. O valor da dívida da Delta com o sistema BNDES-Finame é
de R$ 160,3 milhões, com vencimentos até 2020.
A análise dos dados
mostra que, no período em que a Delta irrigou contas de empresas
suspeitas de serem de fachada, o BNDES emprestou R$ 20,5 milhões à
empreiteira, por meio das operações indiretas.
Relatórios da
Polícia Federal registram empresas cuja única fonte de renda
identificada eram os repasses da Delta. Entre elas estão a Alberto e
Pantoja Construções, que recebeu R$ 26,2 milhões, e a Brava Construções,
com R$ 13 milhões. Ambas eram gerenciadas por Geovani Pereira,
tesoureiro de Cachoeira e operador financeiro do esquema do
contraventor, que está foragido.
BRASIL 247
Lula divide, ultrapassa e não teme militância do PT
Ex-presidente racha partido em São Paulo e Recife; nas divisões em Belo Horizonte e Porto Alegre, não atuou para unir; nos seus planos para 2014, ele acredita que barbeiragens de 2012 estarão esquecidas pela magia da volta ao poder; mas os questionamentos crescem
247 – Faltou ao menos um elemento nos
cálculos feitos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
executar seu plano de interferir diretamente nas articulações para o
lançamento de candidatos a prefeito em São Paulo e Recife: a militância
do PT, que começa a enfrentá-lo. Em diferentes pontos do Brasil, de São
Paulo a Recife, mas passando por Porto Alegre e Belo Horizonte, os
petistas que fazem o dia a dia das bases da legenda vão mostrando, cada
um ao seu modo, que os ditâmes de Lula não estão combinando em nada com o
que realmente eles desejam.
Em rede nacional, a imagem de um cartaz com os dizeres "Lula, você
não manda em Recife", marcou o comício de desagravo ao prefeito João da
Costa, na quinta-feira 7, que reuniu milhares de pessoas no aeroporto
da capital pernambucana. Com este tipo de apoio, Costa anunciou a
entrada no Diretório Nacional do partido com um protesto contra a
imposição, pilotada por Lula, da candidatura do senador Humberto Costa
em lugar da sua, no Diretório Municipal. Em silêncio, mas na prática
absolutamente alheia à candidatura de Fernando Haddad, a militância do
partido na maior cidade do País também vai se recusando a comprar o nome
imposto por Lula. Até aqui, nenhuma grande manifestação pública a favor
dele ocorreu. Em Belo Horizonte, o quadro é de divisão total: o partido
fará no domingo 10 um encontro para escolher um candidato a
vice-prefeito, na chapa de Marcio Lacerda, do PSB, entre nada menos que
sete pré-candidatos. Antes, a legenda já enfrentara uma primeira
divisão, ao barrar a candidatura do atual vice Roberto Carvalho ao cargo
de prefeito, por 6 votos contra 4 no Diretório Municipal. Nessa hora,
Lula preferiu não se meter. Em Porto Alegre, a deputada Manuela D´Ávila,
do PC do B, ficou a ver navios em lugar da prometida, pelo governador
Tarso Genro, aliança com o PT. "Aqui, até o último momento, insistimos
na unidade", disse ela, que considera legítima a candidatura do petista
Adão Villaverde. Não se viu para a capital dos pampas nenhuma mensagem
de Lula para balizar as opiniões.
Jogando com mão pesada, nos casos de Recife e São Paulo, ou
excluindo-se do processo, como acontece em Belo Horizonte e Porto
Alegre, Lula trabalha como se militância não houvesse – e, neste
sentido, a ausência de inclusão desse elemento em seus cálculos
políticos não é sem querer, mas proposital. O que Lula está fazendo é
asfaltando, a seu modo, a aliança com o PSB do governador Eduardo
Campos, hoje o maior pauteiro das ações do PT. Em gratidão ao racha
promovido em Recife, Lula antevê Campos como vice em sua possível chapa
como candidato a presidente em 2014. O ex-presidente sempre acreditou
ser, pessoalmente, maior que a legenda do PT. Para ele, ter a militância
agora contra si não faz tanta diferença assim, uma vez que, nas suas
contas, essa própria militância terá de seu unir a seu favor em 2014,
porque não haverá outra alternativa. Infalível no passado, essa fórmula,
a partir das possíveis derrotas de Lula e seus candidatos em 2012 -
mais outro 'detalhe' chamado reeleição da presidente Dilma Rossef --,
tende a ser questionada cada vez mais fortemente.
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