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OPOVO – Opinião, 23/06/2012
Antônio Mourão Cavalcante
Psicólogo
Não é producente estar discutindo de quem é a culpa do fracasso na difícil tarefa de educar. A escola ou a família?
Os que atribuem à família logo apontam a situação caótica porque passa a “célula mãe” da sociedade. A família estaria sem rumo. Aumentam as separações e os filhos abandonados. Os pais que se envolvem totalmente na tarefa de correr atrás do sustento do grupo. Não há mais tempo para os filhos. Mesmo a mulher deve trabalhar e contribuir com o orçamento familiar. Os filhos ficam entregues à própria sorte. Em outros casos, o pai foi destituído de sua autoridade de chefe. Os valores assimilados pelas crianças vêm da rua e da televisão, que só ensinam o que não presta…
Os que atribuem o fracasso à escola, logo mencionam a negligência. Períodos enormes de greves. Falta de verbas para educação. Nem o piso salarial oficial os professores recebem. Descaso. Não é prioridade. O tempo na escola é reduzido. Brasil, raro caso no mundo, onde a escola funciona apenas em um turno. Sem falar das ameaças externas: a violência e as drogas. Os mestres são insultados. Aluno virou cliente ou cinicamente designado como “nosso parceiro”.
Pensar dessa forma deve ser extremamente inquietante. Desesperador. Mas, é assim que muitas pessoas acreditam e repetem, sem refletir.
A família passa por uma crise. Ela busca novos modelos. Tenta compor outros cenários. Múltiplos arranjos, onde o fundamental continua sendo: o locus da experiência necessária do amor. Isto é, a família é o espaço onde devemos nos inaugurar no humano. Na vivência básica do humano: amar e ser amado. O líder desse núcleo não precisa ser alguém que se impõe pela força, mas que exercita e lembra a necessidade de aplicarmos e vivermos o consenso para que possamos viver bem e em harmonia.
A escola precisa estar mais próxima e aberta. Ela precisa ser em tempo integral, com movimentos de articulação com a comunidade. Um lugar de aprender e conviver. Construir amizades. Exercitar a solidariedade. Não apenas instruir, mas despertar nos jovens o interesse pela vida, pelos outros e pelo mundo…
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REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA
-Mortos Amados- Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito. Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram. E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos. * Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando por quê… Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior. Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente. Os que rumaram p...
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