BLOG DO WANFIL
As regras
para a poupança no Brasil mudaram. Em resumo, a aplicação remunerará
menos, pouco importa os contorcionismos retóricos do senhor Guido
Mantega.
O movimento é simples, o recado é claro. O governo Dilma pretende, numa ponta, desestimular a poupança, e na outra, aumentar o consumo com redução de juros. É uma aposta no endividamento do brasileiro assalariado para manter a economia aquecida, reanimar a produção industrial em queda e o PIB estagnado.
Gaste, não poupe
É bom lembrar ainda que esse endividamento em grande parte financia a aquisição de bens de consumo, até mesmo os não duráveis, como alimentos em supermercados. É comprometimento de salário.
Aliás, esse é um dos segredos da estabilidade brasileira. Banco empresta pesado só para o governo, à juros altos. É o cliente perfeito. Para os pobres, destina apenas micro-crédito com o spread nas alturas.
Se o trabalhador precisar de grana, vai conseguir no máximo um crediário com desconto direto na folha. Sem dinheiro poupado, os brasileiros se acostumaram a comprar com dinheiro emprestado, para pagar aos poucos. E os bancos sabem disso.
Música repetida
Quem acompanha a economia e a política econômica no Brasil sabe que não há nada de novo desde o fim da hiperinflação e a implantação do Plano Real. São os mesmíssimos problemas, com os mesmíssimos remédios, variando apenas a intensidade das doses aplicadas. Lembram da história sobre a necessidade de reformas? Pois é, elas nunca aconteceram. Veja mais >
COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
PT acha que
Diante da recusa do procurador-geral da
República, Roberto Gurgel, de depor na CPI mista de Cachoeira,
integrantes do PT difundem uma suspeita grave e até improvável, a de que
ele teria “destruído provas” da Operação Vegas, da PF, que revelaria
esquema de corrupção de autoridades e até suposta compra de sentenças.
Petistas o acusam de não tomar providências, apesar de saber do
escândalo desde 2009.
A Operação Vegas motivou a Polícia Federal a deflagrar depois a Operação Monte Carlo, que levou à prisão de Carlinhos Cachoeira.
Na CPI, o PT quer questionar por que Gurgel nada fez quando soube que a investigação atingia o senador Demóstenes Torres (GO).
Parlamentares da oposição dizem ter sido
procurados por Roberto Gurgel, dias atrás, pedindo apoio contra a
pressão governista na CPI.
Lula não esquece: em julho de 2011, o procurador-geral pediu a condenação dos 36 réus por envolvimento no esquema do mensalão.
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT) e
o tucano Tasso Jereissati vivem lua de mel. Têm o mesmo inimigo: o
governador Cid Gomes.
O presidente do PSB, governador Eduardo
Campos, quer que Lula exija do PT o apoio ao candidato socialista em
João Pessoa, sob pena de não ter como impedir o voto do PSB em José
Serra, em São Paulo. O PT resiste. E insiste na candidatura do deputado
Luciano Cartaxo.
Vai sobrar também para o prefeito do Rio,
Eduardo Paes (PMDB), com R$ 2 bi em contratos na prefeitura: o
secretário de Ubanismo, Sérgio Dias, aparece nas fotos da farra em Paris
do governador Sérgio Cabral.
Ciro Gomes não quer saber de eleições em
2014. Adorou ter estreado 2012 como avô, desfila em Fortaleza com uma
nova namorada 25 anos mais jovem, mas faz a ressalva: por ora, nada de
casamento.
O Tribunal de Contas da União gastou, até
2010, mais de R$ 20 milhões com a empresa Delta Engenharia Indústria e
Comércio Ltda. Mas alerta: “não se confunde com Delta Construções S.A.
envolvida em escândalo deflagrado com a Operação Monte Carlo”, da PF.
No Rio Grande do Norte, a governadora é
Rosalba Ciarlini, mas quem manda é o marido Carlos Augusto Diógenes. Na
Paraíba, o governador é Ricardo Coutinho, mas a mulher, jornalista
Pâmela Bório, tem a força.
O ex-ministro e presidente do PDT, Carlos
Lupi, desviou caminho, na sexta, para cumprimentar efusivamente o novo
presidente da Delta, Carlos Alberto Verdini, em restaurante no Rio de
Janeiro. Verdini aproveitou para dar o recado: “Segura o Miro [Teixeira,
deputado]”.
Por que a caneta de Dilma, ágil na caderneta de poupança, ainda não assinou a MP da reforma tributária?
O
canto da Fazenda: "Não poupe, compre, parcele, os juros caíram,
comprometa sua renda. A produção aumentará, empregos serão criados, a
economia aquece." Ah, se fossem simples assim...
O movimento é simples, o recado é claro. O governo Dilma pretende, numa ponta, desestimular a poupança, e na outra, aumentar o consumo com redução de juros. É uma aposta no endividamento do brasileiro assalariado para manter a economia aquecida, reanimar a produção industrial em queda e o PIB estagnado.
Gaste, não poupe
É bom lembrar ainda que esse endividamento em grande parte financia a aquisição de bens de consumo, até mesmo os não duráveis, como alimentos em supermercados. É comprometimento de salário.
Aliás, esse é um dos segredos da estabilidade brasileira. Banco empresta pesado só para o governo, à juros altos. É o cliente perfeito. Para os pobres, destina apenas micro-crédito com o spread nas alturas.
Se o trabalhador precisar de grana, vai conseguir no máximo um crediário com desconto direto na folha. Sem dinheiro poupado, os brasileiros se acostumaram a comprar com dinheiro emprestado, para pagar aos poucos. E os bancos sabem disso.
Música repetida
Quem acompanha a economia e a política econômica no Brasil sabe que não há nada de novo desde o fim da hiperinflação e a implantação do Plano Real. São os mesmíssimos problemas, com os mesmíssimos remédios, variando apenas a intensidade das doses aplicadas. Lembram da história sobre a necessidade de reformas? Pois é, elas nunca aconteceram. Veja mais >
COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
PT acha que
Gurgel ‘destruiu
provas’ da Vegas
Alvo comum
Paredão petista
Apoio tucano
PT não perdoa
Cachoeira sabia da operação e auxiliar avisou antes de fugir: 'Eu já vazei!'
Gravações telefônicas revelam que Carlos Cachoeira foi alertado pelo delegado federal Fernando Byron, seu informante, sobre a Operação Monte Carlo, mas o policial havia sido enganado pela direção da corporação e acabou preso. As gravações mostram detalhes da movimentação do grupo de Carlos Cachoeira horas antes da operação, realizada no dia 29 de fevereiro de 2011 pela Polícia Federal. Os áudios também detectaram o plano de fuga de Lenine Souza, braço direito do bicheiro, na manhã em que a polícia deflagrou a operação. “Vamo embora daqui. Rápido, rápido, rápido. Acho que a política tá vindo aí. Qualquer coisa, eu já vazei”, diz Lenine na ligação a um interlocutor não revelado. Ele fugiu, mas se entregou à polícia 14 dias depois. As gravações foram divulgadas no programa TV Folha, do jornal Folha de S. Paulo, exibido na TV Cultura, esta noite.Juras de amor
Pressão contra o PT
Convidado atrapalhado
A fila anda
Deltas diferentes
Sinal trocado
Recados
Pergunta no gabinete
-
O seca-pimenteira
A empregada doméstica do então ministro José Eduardo Andrade Vieira, em sua casa de Brasília, era muito religiosa. Certo dia, convenceu o patrão a cultivar um pezinho de arruda, para espantar energias negativas, mau olhado etc. A planta cresceu, ficou robusta, bonita e cheirosa até o dia em que Andrade Vieira recebeu a visita do ministro da Fazenda de FHC, Pedro Malan. Já no dia seguinte à visita, a planta amanheceu murcha de dar dó.
- Nossa, esse homem seca até pimenteira! – espantou-se a empregada.
Andrade Vieira logo veria o seu banco Bamerindus garfado pela tucanagem.
Comentários
Postar um comentário