05/07/2013 às 19:53 A Irmandade Petista quer ser, a um só tempo, a força da ordem e da desordem A manchete da VEJA.com não poderia ser mais eloquente: “Dilma apela ao PT para recompor base na Câmara”. Como? A presidente é obrigada a fazer um apelo a seu próprio partido, que tem nas mãos, sei lá, uns 70% do governo que realmente conta? Sim, é bom deixar claro: o loteamento existe; a fisiologia existe; o toma-lá-dá-cá com partidos da base existe, mas quem fica com o filé-mignon é mesmo o petismo. Ou respondam: - quem comanda os maiores orçamentos da Esplanada dos Ministérios?; - quem está na secretaria-executiva de muitas pastas que estão apenas nominalmente nas mãos de outros partidos?; - quem dá as cartas na economia?; - quem faz, se quiser fazer, as escolhas estratégicas? Com tudo isso, Dilma se vê na contingência de ter de “apelar” ao PT? É evidente que o partido decidiu medir forças com a racionalidade, disputando a alma da presidente. Por enquanto, infeli...