quarta-feira, 16 de maio de 2018

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 16-5-2018

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2018
O próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) não pratica a política que, em nome da diversidade racial, impõe à TV Globo sob pena de a empresa responder a ação judicial. O MPT notificou a emissora para contratar mais atores negros para uma novela que nem havia sequer estreado, mas não faz o mesmo: no MPT, são negros apenas 9 dos seus 776 integrantes. Algo como 1,16% do total de procuradores.

A assessoria do MP do Trabalho confirmou que existem apenas seis mulheres e três homens negros procuradores. 71,26% são brancos.

Estudo das universidades Cândido Mendes, UFRJ e UFMG revela que, até 2016, eram negros apenas 2% dos integrantes do MP da União.

O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Cândido Mendes conclui: a maioria do MP é de homens brancos, com pais universitários.

As mulheres representam de 51% da população, mas no ministério público não passam de 30% do total, segundo o levantamento.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o total de doações para os atuais 513 deputados federais se elegerem em 2014 superaram os R$688,6 milhões. Na Eleição de 2006, o valor total foi de R$252,5 milhões, pouco mais de meio milhão por parlamentar. Para 2018 a nova lei eleitoral limitou o custo da campanha de deputados federais a “apenas” R$2,5 milhões cada. Ou seja, total de quase R$ 1,3 bilhão.

O custo da campanha da bancada de 513 deputados federais cresceu cinco vezes: foi de R$252 milhões em 2006 para R$1,3 bilhão este ano.

Centro de três operações da PF, a JBS foi a maior doadora da Câmara em 2014: 177 deputados dividiram (oficialmente) R$53,4 milhões.

Serão eleitos 1.024 deputados estaduais em outubro, a custo máximo de R$1 milhão cada. Só os eleitos custarão mais de R$1 bilhão.

Em conversas informais, o ministro Luís Roberto Barroso tem elogiado o desempenho de dois personagens do governo Temer: os presidentes do Banco Central, Ilan Goldfajn, e da Petrobras, Pedro Parente.

Dinheiro saindo pelo ralo é coisa que não se vê: somente em 2018, o governo pagou diárias a 63.377 servidores. Foram R$89 milhões para a turma viajar e se hospedar por nossa conta, no Brasil e no exterior.

O primeiro ex-presidente brasileiro condenado por corrupção cumpre pena por corrupção há mais de um mês. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo: seu amigão Sérgio Cabral está preso há 18 meses.

Pesquisa CNT/MDA avaliou o grau de foco do brasileiro na Copa do Mundo da Rússia: 42% dizem não ter interesse nenhum e outros 30,7% estão “pouco interessados”. Desinteresse maior só pela eleição.

A Lava Jato é, de longe, no Twitter, o tema mais associado ao debate sobre a corrupção no Brasil. É o que mostra levantamento da FGV/DAPP, levando em consideração 62.458 tweets.

A Odebrecht já foi a maior empreiteira brasileira, bajulada pelos políticos. Mas depois da Lava Jato, no Congresso, só se vê Odebrecht na marca do cafezinho em (algumas) lideranças da Câmara.

Agora que tem lei proibindo, acabou mesmo o bullying no Brasil?

NO DIÁRIO DO PODER
LAVA JATO
MPF AFASTA ACORDO DE DELAÇÃO E DENUNCIA JOESLEY E EXECUTIVO POR CORRUPÇÃO
TAMBÉM SÃO ACUSADOS DE LAVAGEM E EMBARAÇO ÀS INVESTIGAÇÕES
Publicado terça-feira, 15 de maio de 2018 às 22:34 - Atualizado às 22:49
Da Redação 
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Francisco de Assis, ambos delatores, de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e embaraço de investigação. A denúncia, datada de 27 de abril, rompe a blindagem negociada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) há um ano.
O MPF acusa o procurador Ângelo Goulart Vilella de receber ajuda de custo da JBS para vazar informações internas da Procuradoria do Distrito Federal para os investigados. O presidente da seccional da OAB no Distrito Federal, Juliano Costa Couto, o advogado Willer Tomaz e o publicitário André Gustavo Vieira também foram denunciados.
No documento, os procuradores afirmam que o grupo ocultou e dissimulou propina recebida entre 21 de fevereiro e 2 de março de 2017 como contrapartida de benefícios oferecidos a JBS, então alvo na Operação Greenfield. Comandada pelo MPF, a operação investiga o uso irregular de dinheiro de fundos de pensão.
A denúncia é baseada na delação premiada dos controladores e executivos do frigorífico e na ação controlada feita por Francisco de Assis, autorizada pelo Supremo. Na delação, Assis disse que a empresa pagava mesada de R$50 mil a Villela, que na ocasião integrava a força-tarefa da Greenfield.
A denúncia, assinada por Gustavo Velloso, Marcelo Serrazul e Bruno de Acioli, da Procuradoria Regional da República na 1ª Região (PRR-1), foi apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) porque Villela tem foro especial devido ao cargo de procurador. O caso está em segredo de Justiça, sob o comando da desembargadora Monica Sifuentes.
Surpresa e indignação
O presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto, reagiu com surpresa e indignação. "Registro a minha surpresa", disse ele em nota, e "ao mesmo tempo, manifesto a minha indignação, em razão de nunca ter sido intimado a prestar esclarecimentos, nem durante o tempo em que o assunto esteve em evidência, bem como ao longo dos procedimentos processuais aos quais o caso foi remetido."
Ele reafirmou o que já havia dito há um ano, "que não sou nem nunca fui advogado do grupo JBS e/ou do J&F, nem de quaisquer de seus dirigentes". Disse também que nunca foi contratado para atuar em nenhuma das operações e/ou ações de interesse do grupo. "Sondado a oferecer serviços em campo distinto à minha atuação, apresentei advogado experiente na área criminal, prática comum no exercício da profissão", disse Costa Couto. 
"Tenho absoluto interesse no completo e verdadeiro esclarecimento dos fatos, sem ilações nem manipulações. Confio plenamente no Judiciário, onde me defenderei e buscarei a Justiça, sem exageros nem ataques indevidos. Acusação não é julgamento, menos ainda antes de qualquer defesa. Considerar denunciado como se fosse condenado é imperdoável, desprezível pré-julgamento, medonho linchamento. Conto com a compreensão da advocacia e da sociedade brasilienses, inclusive para respeito de minha vida profissional de mais de vinte anos de uma advocacia honrada, bem como do mandato que me foi outorgado pela advocacia do Distrito Federal que venho desempenhando com amor, dedicação, esmero e seriedade, junto com todos os demais membros da OAB/DF. Não cometi nenhuma ilegalidade. Tenho a consciência tranquila e me defenderei com a autoridade e direitos de inocente", conclui o presidente da OAB-DF.
Condenação e indenização
O MPF pede que os denunciados sejam condenados ao pagamento de reparação de danos morais no valor de R$ 24 milhões, além da perda do cargo de Ângelo Villela. O presidente da OAB-DF e o publicitário André Gustavo Vieira são acusados pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. 
O advogado do procurador Ângelo Villela, Gustavo Badaró, afirmou que seu cliente não cometeu nenhum ato ilícito, que não há nenhum fato novo desde a deflagração da Operação Patmos, em maio do ano passado, e que a denúncia é baseada em elementos frágeis. 
Em nota, Willer Tomaz afirmou que a leitura da denúncia lembra a “denominada era da pós-verdade, com a proliferação de fake news onde o espectador escolhe a “verdade” que melhor convém a suas convicções pessoais, selecionando os fatos ao sabor de preconcepções”. “Trata-se de um verdadeiro bufê, com perdão pelo estilo, no qual o MPF escolhe ao bel prazer o que lhe interessa, tomando alguns trechos dos depoimentos como verdade absoluta, dogma solar que tudo toca, e outros como a mais absurda das mentiras”.
Tomaz ainda disse que “as delações foram revogadas em razão da falta de credibilidade. A denúncia foi toda estruturada tendo como base exclusivamente às delações revogadas. Lamentável. Mas confio no Judiciário brasileiro”.
De acordo com os procuradores, os executivos da JBS pagaram um terço do “valor inicial” de R$3,754 milhões ao escritório Willer Tomaz Advogados Associados sob o pretexto de prestação de serviços. O presidente da OAB-DF e o publicitário receberam uma comissão, segundo os investigadores.
Villela e Willer Tomaz foram presos na operação Patmos, em 18 de maio de 2017, deflagrada após a divulgação da delação dos executivos do frigorífico.
De acordo com os delatores, Tomaz, que trabalhou para a J&F (controladora da JBS), pagou propina a Villela para repassar informação privilegiada a Joesley.


DENUNCIADO HOJE PELO MPF
GILMAR MENDES MANDA SOLTAR SUSPEITO DE ATUAR COMO OPERADOR DO MDB
MILTON LYRA E MAIS 15 FORAM DENUNCIADOS HOJE PELO MPF NO RIO
Publicado em 15 de maio de 2018 às 19:07 - Atualizado às 22:50
Da Redação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mandou soltar nesta terça-feira, 15, o empresário Milton Lyra, apontado como operador do MDB no Senado. Ele estava em prisão preventiva desde abril, em razão da Operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Há pouco, o Ministério Público Federal no Rio denunciou 16 alvos da Operação Rizoma, que investiga desvio bilionário de verbas dos fundos de pensão dos Correios – o Postalis – e do Serpros. Na lista de acusados estão Milton Lyra, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, três doleiros e o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado, o ‘Rei Arthur’.
Em troca da prisão preventiva, Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados, e também proibido de deixar o País sem autorização da Justiça, devendo entregar seu passaporte em até 48 horas.
Em parecer enviado na última sexta-feira, 11, ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia pedido a manutenção da prisão do empresário.
Denúncia
A denúncia afirma que as investigações mostram que os citados compõem uma “grande e complexa organização criminosa dedicada à prática de diversos crimes”.
Dentre os delitos cometidos, o MPF aponta evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção, e contra o sistema financeiro nacional.
A investigação estima que o esquema gerou cerca de R$ 20 milhões em propina.
Os beneficiados eram lobistas, de acordo com a colaboração premiada, mas a PF suspeita que pessoas do alto escalão também tenham recebido vantagens.
A denúncia afirma que Milton Lyra ‘é suspeito de atuar como operador financeiro em esquema de desvios de recursos e pagamento de propinas, além de se encontrar envolvido com fraudes financeiras praticadas em detrimento do Postalis’. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Foram identificadas dez movimentações financeiras feitas por Lyra totalizando US$ 1 milhão. O valor foi entregue em empresas das quais Lyra era sócio, em São Paulo. Foram mencionadas outras movimentações, realizadas entre 2010 e 2014, superando R$ 14 milhões.
A Procuradoria da República atribui ao ‘Rei Arthur’ os crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, tráfico de influência e pertencimento à organização criminosa.
O ex-tesoureiro do PT é acusado por corrupção ativa e pertencimento à organização criminosa.
O ex-assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na época que José Dirceu era ministro, e ex-secretário nacional de comunicação do partido, Marcelo Sereno também foi denunciado. Ele é acusado por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

STJ BARRA MANOBRA DE LULA
MINISTRO DO STJ NEGA CONTINUIDADE A PEDIDO DE HC FEITO PELA DEFESA DE LULA
FELIX FISCHER CONSIDERA NÃO EXISTIR A SUPOSTA IRREGULARIDADE
Publicado em 15 de maio de 2018 às 14:24 - Atualizado às 15:53
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, relator da Lava Jato na Corte, nega continuidade a um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula, um dia antes da prisão do petista, em 7 de abril.
No dia 6 de abril, o ministro do STJ já havia negado a liminar para impedir a prisão de Lula. Nesta segunda-feira (14), Félix Fischer suspendeu por completo a tramitação do HC por considerar que já não existe a irregularidade apontada pela defesa. Os advogados alegaram que a Segunda Instância não havia concluído a análise de admissibilidade de um recurso especial contra a condenação.
Por ter sido impedido o seguimento do habeas corpus, o pedido fica impedido de ser analisado pela Quinta Turma do STJ, composta por Fischer e quatro outros ministros. A defesa de Lula ainda pode recorrer da decisão.
Na última semana, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, decidiu, em um julgamento virtual, não acolher o mesmo argumento feito pela defesa ao STJ.

NO BLOG DO JOSIAS
Depois de Aécio, Moro faz pose ao lado de Dória
Josias de Souza
Quarta-feira,16/05/2018 04:22
Noite de gala em Nova York: João Dória e Sergio Moro dividem a cena com suas respectivas mulheres
Quatorze dias depois de ter declarado à revista Crusoé que se arrepende da foto em que aparece aos risos ao lado do grão-duque do tucanato Aécio Neves, Sérgio Moro deixou-se fotografar na companhia do neo-tucano João Dória. Deu-se na noite desta terça-feira (15), em Nova Iorque, num jantar oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Durante o repasto, o juiz da Lava Jato foi homenageado com o título de “Personalidade do Ano”.
A cruzada que empreende contra a corrupção transformou Sérgio Moro num colecionador de homenagens. O flagrante ao lado de Aécio também ocorreu numa confraternização em que a revista IstoÉ concedeu a Moro, em dezembro de 2016, o galardão de “Brasileiro do Ano na Justiça.”
Espera-se de um juiz que tenha um comportamento recatado. Se Moro foi sincero ao expressar o arrependimento que a foto com Aécio lhe causou, as imagens com Dória constituem indício de que, para o magistrado, é errando que se aprende… A errar.
Dória apressou-se em jogar as imagens no seu Facebook. Na legenda da foto, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo anotou: “Noite especial aqui em NY ao lado de duas pessoas que admiro: ex-prefeito de NY, Michael Bloomberg e o Juiz Sérgio Moro, homenageados no ‘Person of the Year Awards’ (Personalidade do Ano), prêmio que também tive a honra de receber no ano passado.”
Ao discursar, Moro disse ter refletido sobre a conveniência de aceitar o convite. Juízes devem atuar com modéstia e humildade, disse ele. Dirigindo-se a uma plateia majoritariamente composta de empresários e banqueiros, Moro declarou que só aceitou a homenagem por se tratar de algo que partiu da iniciativa privada. Enxergou no gesto um reconhecimento do setor privado à importância do combate à corrupção.
Dentro de dois anos, o juiz da Lava Jato talvez declare numa entrevista qualquer que se arrependeu da pose ao lado de Dória. É possível que Moro considere difícil definir recato. Mas a coisa é mais simples do que parece. Funciona como a gravidez. Assim como nenhuma mulher pode estar um pouquinho grávida, um juiz também não pode ser um pouco recatado. Ou é ou não é.

Cabral lamentará não ter criado o ‘Bangu Village’
Por Josias de Souza
16/05/2018 02:53
Por decisão do general Braga Neto, interventor de Michel Temer na Segurança do Rio, os fregueses da Lava Jato foram enviados para a hospedaria de Bangu 8. ''O lugar é um safári de parasitas”, queixa-se Rodrigo Roca, advogado de Sérgio Cabral. Além de piolhos e carrapatos, os presos reclamam da companhia de baratas e roedores. Alexandre Lopes, defensor do empresário Arthur Pinheiro Machado, escreveu ao juiz Marcelo Brettas para dizer que a cadeia está “infestada de insetos variados e ratos, que transitam em abundância entre os detentos.''
Durante oito anos, as verbas públicas de Segurança Pública no Rio foram administradas por Sérgio Cabral. Ele poderia ter transformado a cana dura em que se encontra numa espécie de Bangu Village. Hoje, não teria de aturar insetos e ratos. Viveria o sonho de segurança da elite brasileira: condomínio fechado, guardas 24 horas por dia e convívio exclusivo com seus pares.

Brasileiros sonham em viver no Brasil de Temer
Por Josias de Souza
16/05/2018 00:14
Michel Temer mandou confeccionar uma cartilha de 32 páginas para falar bem de si mesmo e do seu governo entusiasmante, que fez aniversário de dois anos. Organizou uma pajelança no Planalto para discursar sobre um Brasil hipotético presidido por um estadista presumido. Numa hora dessas, gastar dinheiro com celebrações destinadas a abafar a impopularidade presidencial não passa de uma variante do velho costume de jogar o suor do contribuinte pela janela.
Temer deveria fugir de balanços. Depois do grampo do Jaburu, a reforma da Previdência foi para as cucuias. Junto com ela, foi para o beleléu a perspectiva de recuperação pujante da economia, dos empregos e das finanças públicas. Denunciado duas vezes e investigado em dois inquéritos, Temer apodrece no cargo. Está cercado de auxiliares denunciados, seu sigilo bancário foi quebrado, os amigos estão na cadeia ou no banco dos réus… Mas Temer fala sobre seu governo radioso sem mencionar a corrupção.
Os 70% de brasileiros que gostariam de adiantar o relógio para abreviar o ocaso do governo, entre eles os 13,7 milhões de desempregados, depois de ler a cartilha do Planalto e ouvir as manifestações de Temer, poderiam pedir para viver no país que ele descreve com tanta euforia, seja ele onde for. Quem não gostaria de viver no Brasil da cartilha, um país onde estrume é um outro nome de diamante?

Gilmar faz as vezes de Soltador-Geral República
Por Josias de Souza
Terça-feira, 15/05/2018 20:20
Adepto da política de celas vazias, Gilmar Mendes exibe alta produtividade. Apenas quatro dias depois de libertar Paulo Preto, operador de verbas clandestinas do tucanato, o ministro do Supremo enviou para casa Milton Lyra, um lobista apontado como elo entre a caciquia do PMDB do Senado e os cofres de fundos de pensão de servidores federais.
Lyra fora passado na tranca por ordem de um desafeto de Gilmar: Marcelo Brettas, o juiz da Lava Jato no Rio. Caprichoso, o ministro devolveu o preso ao meio-fio justamente no dia em que o Ministério Público o incluiu numa denúncia enviada ao juiz Brettas contra 15 acusados de saquear fundos de pensão.
Aconteceu com Milton Lyra o mesmo que sucedera com Paulo Preto. O Superior Tribunal de Justiça negara a liberdade a ambos. O Ministério Público defendeu que os dois fossem mantidos atrás das grades. Mas Gilmar deu de ombros, soltando-os. É como se o ministro tivesse criado um cargo novo para si mesmo: Soltador-Geral da República.
Afora eventuais prejuízos processuais, Gilmar vai acabar comprometendo uma consequência benfazeja das prisões de poderosos. Encarcerados, mesmo que em caráter preventivo, os sofisticados operadores de arcas clandestinas certamente contribuiriam com sugestões para aprimorar o sistema carcerário do País.
Veja-se o caso do petista Marcelo Sereno, ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil de Lula. Preso no mesmo dia em que Milton Lyra foi tirado de circulação, Sereno também integra a lista de denunciados no caso dos fundos de pensão. Enviou ao juiz Brettas ofício reclamando da insalubridade da carceragem em Bangu 8, no Rio. Queixou-se da presença de ratos e baratas nas celas.
Não seria demais prever que, em futuro próximo, com o aumento de corruptos e corruptores na cadeia, as próprias empreiteiras teriam interesse em construir boas penitenciárias, com serviço de hotelaria e higienização. Por duas razões: para abrigar seus delatores e, simultaneamente, participar de um mercado promissor.
O problema é que, sem muita demora, o petista Marcelo Sereno atravessará uma petição na mesa do Soltador-Geral, requerendo a extensão do habeas corpus concedido a Milton Lyra. Além de travar a modernização dos presídios, Gilmar Mendes vai acabar derrubando o PIB.

NO O ANTAGONISTA
“Não houve e não há sinais de ruptura democrática”
Brasil Quarta-feira, 16.05.18 06:31
Sergio Moro, discursando em Nova York, desmontou o embuste segundo o qual a faxina ética equivale a um golpe:
“Apesar de dois impeachments presidenciais e de um ex-presidente preso, não houve e não há sinais de ruptura democrática”.
Na verdade, a Lava Jato salvou a democracia brasileira.

Funcionários do BNDES recebem mais quatro salários por participação nos lucros
Brasil Terça-feira,15.05.18 21:20
Por Claudio Dantas
Os funcionários do BNDES estão radiantes.
Eles receberam, no último dia 10, uma gratificação de quase quatro salários – referente ao lucro de R$ 6 bilhões obtido pelo banco em 2017.
O Antagonista obteve com exclusividade o comunicado interno com o cálculo da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados).
Não há nada de errado com o BNDES. Podem perguntar a qualquer funcionário.
(...)

Os amigos gringos de Lula
Brasil 15.05.18 21:15
Hoje os petistas ficaram contentinhos com as assinaturas de François Hollande e José Luis Rodríguez Zapatero em texto que pede a libertação de Lula e sua candidatura nas eleições.
Além de desconhecerem a lei brasileira, o ex-presidente francês e o ex-premiê espanhol têm um histórico de derrotas acachapantes.
Nunca mais o PSOE, dos socialistas espanhóis, voltou ao poder depois de Zapatero perder por larga margem a eleição de 2011.
E Hollande, um dos presidentes mais impopulares da História da França, nem concorreu à reeleição em 2017 –o candidato do PS foi outro.

Juiz determina desocupação de área em frente à PF em Curitiba
Brasil 15.05.18 21:03
O juiz substituto Jailton Tontini determinou a retirada imediata de manifestantes lulistas que ainda permanecem no acampamento em frente à Polícia Federal, em Curitiba.
Em sua decisão, ele afirma que o acordo com o PT previa a transferências de todos para outro local. Mas um pequeno grupo resolveu descumprir a ordem.
A PM está autorizada a ajudar na mudança.
(...)

Só na semana que vem
Brasil 15.05.18 20:28
A Segunda Turma do STF encerrou agora há pouco a sessão do julgamento de Nelson Meurer, depois que Celso de Mello seguiu Edson Fachin e rejeitou todas as preliminares suscitadas pela defesa do deputado.
O julgamento da primeira ação penal da Lava Jato no Supremo só será retomado na semana que vem.

PF pede mais 60 dias para outro inquérito sobre Temer
Brasil 15.05.18 20:00
A PF solicitou ao STF a prorrogação por mais 60 dias de um dos inquéritos que miram Michel Temer, informa O Globo. Desta vez, não é o Decreto dos Portos.
O foco da investigação, baseada na delação de executivos da Odebrecht, é o acerto da empreiteira no valor de R$ 10 milhões para o PMDB durante um jantar no Palácio do Jaburu em 2014.
Naquele ano, Temer era candidato à reeleição como vice na chapa de Dilma Rousseff. Os delatores dizem que ele participou do jantar onde foi feito o acerto. O presidente nega qualquer irregularidade.

Ciro Gomes e a ‘loucura’ do indulto a Lula
Brasil 15.05.18 19:14
Na Suécia, Ciro Gomes disse que a ideia de conceder indulto a Lula, caso ele se torne presidente, é “uma loucura” – mas não porque o petista é culpado, e sim porque ele é “inocente”.
“Se eu prometesse indulto a Lula, eu estaria agindo contra ele, que é meu amigo há mais de 30 anos”, declarou o pedetista, em resposta à pergunta de um brasileiro na plateia.
“Indulto é apenas para aqueles que já foram condenados em todas as instâncias. E Lula ainda está recorrendo da decisão que o condenou. Portanto, se eu disser que daria indulto a Lula caso for eleito, Lula poderia me mandar para a puta que pariu”, acrescentou o presidenciável, com a elegância costumeira.
Ao mesmo tempo, Ciro criticou as pesquisas que ainda incluem o nome do presidiário de Curitiba, dizendo que a presença de Lula nelas vai “deformar tudo o mais”.
É um esforço danado para manter cada pé em uma canoa.

Defesa de Lula insiste em pedido de desbloqueio
Brasil 15.05.18 18:59
A defesa de Lula voltou a pedir a Sérgio Moro que seja efetuado, de forma “imediata”, o desbloqueio total ou parcial dos bens pertencentes ao petista e a Marisa Letícia, informa o UOL.
O pedido foi feito nas alegações finais apresentadas ao juiz no processo que trata do sequestro de bens e do bloqueio de contas bancárias do presidiário ilustre de Curitiba. Por ordem de Moro, cerca de R$ 16 milhões estão congelados.
Os advogados de Lula alegam que os valores estão “ilegalmente” constritos e que o petista precisa do dinheiro para “prover sua subsistência e de sua família e arcar com os gastos necessários para o exercício de sua ampla defesa”.

Empresário confirma ser comprador de triplex do Guarujá
Brasil 15.05.18 17:51
O Globo localizou o comprador do triplex no Guarujá que, segundo a Lava Jato, era de Lula: Fernando Costa Gontijo, empresário de Brasília que arrematou o imóvel por R$ 2,2 milhões.
Gontijo, que deve efetuar o pagamento nos próximos três dias para assumir a propriedade, disse ao jornal carioca que comprou o triplex em razão de sua “posição privilegiada, de frente [para o] mar”. “Achei que era um bom investimento.”
O empresário criou uma empresa especificamente para comprar o imóvel, a Guarujá Participação, registrada em 29 de março, 13 dias após o início do leilão.
Ele afirmou ter sido, até 2001, executivo da Via Engenharia – empresa investigada no escândalo do Mensalão do DEM, que envolveu José Roberto Arruda.
“Não tenho posição política, só atuo no meu segmento de negócios, não sou vinculado a nenhum partido político. A pessoa mais indiferente em relação à política sou eu”, acrescentou Gontijo.

MPF: Mais de 43 milhões passaram pelas contas de operador do MDB
Brasil 15.05.18 17:31
Por Claudio Dantas
Na denúncia da Operação Rizoma, obtida em primeira mão por O Antagonista, o MPF narra a relação de Milton Lyra com o empresário Arthur Machado, líder do esquema.
Operador do MDB, Lyra recebeu pelo menos R$ 16,5 milhões de Machado. Suas empresas, porém, movimentaram mais de R$ 43 milhões entre 2004 e 2015.
Segundo o MPF, as contas das empresas de Lyra funcionavam apenas para passagem dos recursos, o que pode caracterizar tentativa de ocultação da origem do dinheiro.
Há ainda registros de offshores na Alemanha e nas Ilhas Virgens Britânicas.

















Adiada decisão sobre Carlos Fernando
Brasil 15.05.18 17:00
O Conselho Nacional do Ministério Público acaba de adiar sua decisão sobre o processo disciplinar contra o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato.
Foram quase quatro horas de debates, durante as quais o CNMP rejeitou a retirada de uma imputação que acusa o procurador de tentar atingir o STF,conforme publicamos.
O caso, informa o site jurídico Jota, será retomado na sessão do dia 29 de maio.

Carlinhos Cachoeira continuará preso em Goiânia
Brasil 15.05.18 16:55
Condenado pela Justiça do Rio a seis anos e oito meses de prisão, Carlinhos Cachoeira vai continuar cumprindo pena em Goiânia, informa Lauro Jardim.
A decisão da Vara de Execuções Penais do Rio levou em consideração o fato de a família do bicheiro punido por fraudes na Loterj morar na cidade.

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