domingo, 13 de maio de 2018

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 13-5-2018

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 13 DE MAIO DE 2018
O governo federal gastou em “diárias secretas”, entre 2008 e 2017, R$1,11 bilhão, sem qualquer detalhamento sobre quem as recebeu ou o porquê. Segundo levantamento no Portal da Transparência, os gastos anuais com diárias sigilosas variaram de 10% a 20% do total desde 2004 e atingiram o maior valor em 2016, quando R$162 milhões, 20% do total pago naquele ano, foram escondidos do contribuinte otário.

Ao todo foram mais de R$8,1 bilhões pagos em diárias a servidores nos últimos 10 anos, mas 13,5% do valor foi escondido pelo governo.

O valor pago em diárias seria suficiente para dobrar os repasses ao Minha Casa Minha Vida Faixa 1, voltado para pessoas mais pobres.

O levantamento também mostra que 2010 e 2014, eleição e reeleição de Dilma, foram os únicos anos com mais de R$ 1 bilhão em diárias.

Apesar de 2018 também ser ano de eleição, foram R$ 126 milhões em diárias, mas cerca de 30%, maior percentual da História, são sigilosas.

Os 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faturaram mais de R$260 milhões com o Fundo Partidário apenas nos primeiros quatro meses do ano e garantiram mais de R$2 bilhões para nadar em dinheiro (público) nas eleições. É que o Fundo Partidário não inclui os cerca de R$1,8 bilhão do “fundão eleitoral”, criado para bancar as campanhas milionárias sem a doação empresarial, proibida por lei.

Com R$35 milhões, o PT tem a maior fatia do Fundo Partidário porque a divisão se baseia na eleição de 2014 e não no pífio resultado de 2016.

PSDB de Aécio (R$28,5 milhões) e o MDB de Temer (R$27,7 milhões) completam o trio que mais recebe dinheiro do Fundo Partidário.

Os 10 maiores partidos vão receber 73% do valor do fundão eleitoral e a tendência será manter a enorme diferença entre grandes e nanicos.

A sergipana Michelle Marys contou ter sido espancada pelo marido, Roberto Caldas, da Corte de Direitos Humanos da OEA, porque havia apenas deliciosa comida nordestina na hora do jantar, que ele detesta.

Em relato impactante, a ex-mulher de Roberto Caldas disse que certa vez, com o corpo coberto de hematomas, assistiu a uma palestra dele na Universidade de Brasília “em defesa dos direitos da mulher”.

É erro grosseiro de avaliação política e histórica quem busca vincular os atuais chefes militares às malfeitorias da ditadura, como assassinar opositores. Os chefes miliares de hoje eram na época apenas crianças.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens do DF denunciou ao relator da MP 822/18 (que estende às companhias aéreas desconto bilionário em impostos), Edson Moreira (PR-MG), o grande “drible” das desse setor no governo para deixar de pagar milhões em tributos.

Deputados e senadores gastaram (e foram ressarcidos) R$1,3 milhão só em restaurantes, em 2017. A conta foi paga inclusive pelo brasileiro que precisa se virar para botar comida em casa. Sem ressarcimentos.

O PT não cumpre o próprio estatuto, que prevê a expulsão do condenado “por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado”. Não o faz temendo a extinção.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) adorou aparecer na TV Aljazeera falando mal do Brasil e mentindo sobre a prisão de Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e não por razões políticas, como ela diz. Agora, a petista contou lorotas à imprensa portuguesa.

Já lá se vão dois anos desde a saída de Dilma, mas 56,4% dos ouvidos pela Paraná Pesquisa não percebe melhoria após o impeachment. Para 34,3%, mais ou menos o eleitorado petista, “a vida piorou”.

O juiz Sérgio Moro vai esperar a segunda ou a terceira condenação para mandar Lula para o presídio onde ficam os criminosos comuns?

NO DIÁRIO DO PODER
FAVORECIMENTO À ODEBRECHT
SÉRGIO MORO ABRE INQUÉRITO CONTRA O EX-GOVERNADOR TUCANO BETO RICHA
INVESTIGAÇÕES APURAM FAVORECIMENTO À ODEBRECHT EM LICITAÇÃO
Publicado sábado, 12 de maio de 2018 às 18:08 - Atualizado às 22:03
Após assumir a investigação enviada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o juiz federal Sérgio Moro determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB-PR).
Investigações devem apurar suposto favorecimento à Odebrecht na licitação da PR-323, no Noroeste do Paraná. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) têm 30 dias para darem continuidade às investigações.
Beto Richa foi citado nas delações do ex-executivo da Odebrecht, Valter Lana, e pelo ex-presidente do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira – departamento específico para realizar pagamentos não-contabilizados – Benedicto Júnior. No ano passado, os dois afirmaram que Beto Richa recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões como Caixa Dois para a campanha eleitoral de 2014.
Áudios entre o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, e um construtor que teria interesse em participar da licitação envolvendo a PR-323 indicam que o governo Richa tentou direcionar a licitação para a Odebrecht, ganhadora do certame. O custo total da obra, que nunca saiu do papel, era de R$ 7 bilhões.
Deonilson Roldo foi exonerado nesta sexta (11) do cargo de diretor da Copel e outros cinco cargos que exercia no Governo do Paraná.
Em abril desse ano, o ministro do STJ, Og Fernandes, enviou a investigação para a Justiça Eleitoral do Paraná e para o juiz Sérgio Moro a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido foi feito após Richa deixar o cargo de governador para disputar uma vaga no Senado. Por ter perdido o foro privilegiado, o processo foi rebaixado para Primeira Instância.

NO BLOG DO JOSIAS
Candidaturas de Dilma e Aécio sobem no telhado
Por Josias de Souza
Domingo, 13/05/2018 04:25
O eleitorado mineiro pode ser privado de um dos mais emocionantes embates da temporada eleitoral de 2018. Considerando a expressão dos adversários, a briga talvez atraísse a atenção de todo o País. Contudo, subiram no telhado as candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves ao Senado por Minas Gerais. PT e PSDB cogitam a sério a hipótese de excluir a dupla de suas respectivas chapas majoritárias. Já não há certeza nem mesmo quanto à possibilidade de os dois concorrerem à Câmara.
Se prevalecer a conveniência dos partidos, Dilma e Aécio não terão a chance de reeditar, por assim dizer, a briga de pátio de escola que travaram na sucessão de 2014. Numa disputa para o Senado, poderiam até participar de debates. Se a exclusão for confirmada, a plateia perderá a oportunidade de assistir na propaganda eleitoral a empáfia de peroba de Aécio e o ego inarticulado de Dilma. O eleitor também perderá a chance de fazer justiça com os próprios dedos.
No caso de Aécio, o maior interessado no expurgo, suprema ironia, é seu afilhado político Antonio Anastasia. Posto em sossego no Senado, com mandato de senador válido até 2022, Anastasia foi empurrado a contragosto pelo PSDB para uma candidatura ao governo de Minas. Pesquisas encomendadas pelo tucanato revelaram que a presença de Aécio no palanque seria radioativa. Nem mesmo uma manta de chumbo protegeria Anastasia das emissões dos Raios JBS.
Quanto a Dilma, o risco de ser riscada da chapa decorre da necessidade de atrair aliados para a coligação de Fernando Pimentel, o petista que tenta reeleger-se governador mineiro. Pimentel reivindica o apoio de legendas como MDB, PR, PV e PRB. Entram na negociação as duas vagas de candidatos ao Senado disponíveis na chapa. Ironicamente, Dilma pode ser banida da disputa por um ex-companheiro de armas. Ela conheceu Pimentel na trincheira contra a ditadura.
A eventual exclusão de Aécio das urnas de 2018 será o triunfo da imoralidade sobre a encenação. A pose impoluta que rendeu ao grão-duque do tucanato uma derrota com sabor de vitória em 2014 foi dissolvida no grampo que exibe o diálogo vadio em que o ex-bom moço achacou Joesley Batista em R$ 2 milhões. De líder da oposição, Aécio foi reduzido à condição de e$torvo partidário.
A retirada de Dilma do baralho seria a redução da fábula da supergerente à sua inexpressividade essencial. Antes de passar vexame em Minas, a ex-presidente havia sido refugada pelo PT gaúcho. Sucede com Dilma o oposto do que se passa com Lula. Inelegível e preso, o criador continua sendo apresentado como candidato ao Planalto. Deposta numa sessão em que o Senado preservou-lhe os direitos políticos, Dilma pode ficar sem a candidatura ao Senado mesmo sendo perfeitamente elegível.

NO O ANTAGONISTA
A pauta da mordaça
Brasil Domingo, 13.05.18 07:26
Parte do Senado tenta convencer Eunício Oliveira a pautar o texto conhecido como “10 medidas contra a corrupção” — apresentado pelo MPF e descaracterizado pela Câmara, publica o Painel da Folha.
A versão da Câmara prevê, entre outras coisas, punições para magistrados que falem fora dos autos. É golpe.
Como sabem que haverá repercussão, parlamentares pensam em votar a medida depois das eleições.

Lula, o holograma
Brasil 13.05.18 07:06
Gleisi Hoffmann vai tentar registrar Lula na corrida presidencial.
O PT, segundo o Painel da Folha, discute detalhes dos atos de lançamento da candidatura e cogita até a proposta de projetar um holograma do presidiário.

O presidente nulo
Brasil 13.05.18 06:28
O Brasil desmente o chavão de que não há vácuo na política.
A disputa presidencial é um vácuo imenso que ninguém foi capaz de preencher.
Diz Miriam Leitão:
“A eleição será definida pelos que não indicaram até agora a sua preferência. E é um mar de gente. Entre os pesquisados, 46% não têm candidato, e 21% preferem o voto nulo ou branco. Para onde vão esses dois terços do eleitorado?”

Justiça permite que Berlusconi concorra nas próximas eleições
Mundo Sábado, 12.05.18 20:05
O ex-premiê italiano Silvio Berlusconi foi autorizado pela Justiça a concorrer em eleições nacionais novamente, publica a Folha.
Ele perdeu os direitos políticos há quase cinco anos, quando foi condenado por fraude fiscal.
“Com o impasse na formação de um novo governo italiano, que se arrasta desde março, há a possibilidade de que Berlusconi tente retomar o cargo que ocupou por três vezes desde 1994 talvez já no ano que vem.”

Juíza critica repetidos pedidos de parlamentares para visitar Lula
Brasil 12.05.18 16:42
A juíza Carolina Lebbos criticou os repetidos pedidos de parlamentares para visitar Lula na prisão, publica O Globo.
“Não parece ser razoável permitir seguidas inspeções por diferentes Comissões do Congresso Nacional com o mesmo objeto, ausente qualquer indicativo concreto de violação a direitos do preso, sem que nenhum tipo de controle de mérito possa ser feito pelo Juízo de Execução Penal, sob pena de impossibilitar o escorreito cumprimento da pena.”


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