domingo, 13 de agosto de 2017

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 13-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DA VERA MAGALHÃES
Lulécio 2018
Após briga para ver quem era mais sujo, PT e PSDB tentam abraço de afogados
Por Vera Magalhães, no O Estado de S.Paulo
Domingo, 13 Agosto 2017 | 05h00
Em 2002, quando Lula ainda batalhava contra o estigma de eterno derrotado para chegar ao Planalto vencendo o PSDB, ficou famosa a dobradinha Lulécio, um arranjo informal em Minas para que eleitores sufragassem ao mesmo tempo o petista para a Presidência e Aécio Neves para o governo.
O fato é que o slogan colou, e o tucano José Serra foi derrotado em Minas, fenômeno que se repetiria quatro anos depois, com Geraldo Alckmin.
Desde a vitória de Lula, até as emas do Alvorada comentavam que, graças à política de boa vizinhança nas Alterosas, Aécio conseguira manter Dimas Toledo à frente de Furnas, estatal que é federal, mas cuja influência política local é imensa.
O fato foi explorado na época do Mensalão, mas não teve consequências, surgiu na forma de insinuações na virulenta disputa entre Aécio e Dilma Rousseff em 2014 e foi ressuscitado e transformado em inquérito pela Lava Jato. Primeiro foi o doleiro Alberto Youssef a acusar Aécio de receber propina em Furnas pelas mãos de Dimas. Depois, veio a delação de Delcídio Amaral, que declarou ter ouvido de Lula que Dimas deveria estar roubando muito, dada a quantidade de pessoas de diferentes grupos que pedira sua permanência.
Na semana que passou, a Polícia Federal recomendou o arquivamento do inquérito de Furnas por falta de provas contra Aécio.
Teve peso fundamental para livrar o tucano o depoimento de petistas como o próprio Lula e o ex-ministro e condenado na Lava Jato, José Dirceu. Assim, está reeditada, 15 anos depois e com ambos investigados na Lava Jato, a dobradinha Lulécio.
Em um depoimento típico dele, Lula disse que não sabia de nada sobre a suposta investida de Aécio para manter o diretor de Furnas no cargo. Usando a mesma retórica com que se esquiva de tudo que lhe é imputado, o petista disse que, se alguém pediu por Dimas a algum ministro, ninguém lhe disse nada. Assim como fizeram Delúbio Soares no Mensalão, ou dona Marisa na negociação do triplex.
Mas como é impossível até mesmo a um cara de pau como Lula negar a própria voz, há que se lembrar da conversa sua com o senador Lindbergh Farias em março de 2016, interceptada em grampo autorizado pela Justiça, em que ele diz que, se Aécio não fosse implicado na delação da Andrade Gutierrez, seria sinal de “farsa”.
Afinal, qual Lula fala a verdade? O que demonstra ter conhecimento de coisas comprometedoras contra Aécio ou o que o inocenta?
O fato é que, depois de uma guerra de lama para tentar provar quem era mais sujo – que começou na campanha de 2014, prosseguiu com a guerra de ações na Justiça Eleitoral e chegou ao ápice com o impeachment –, PT e PSDB resolveram, em conjunto com o PMDB, dar um abraço de afogados para evitar que a Lava Jato extermine a todos.
Basta ver que, além dos testemunhos benevolentes dados por pessoas outrora empunhadas em destruir os tucanos, como Lula e Dirceu, reina um silêncio eloquente da sempre estridente turma do PT no Senado desde que Aécio voltou à Casa.
Mais: a carga feita contra duas delações em particular, a de Delcídio e a de Sérgio Machado, resolve com uma só cajadada acusações contra petistas, tucanos e peemedebistas, Lula, Aécio e Michel Temer à frente.
Para que funcione a concertação Lulécio 2018, é fundamental o novo “recall” de delações preparado pela equipe da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que tem as duas delações-chave na mira.
Mitigado o peso das delações e arrumadas as condições para garantir o financiamento das campanhas no ano que vem, o triunvirato partidário que se reveza no mando da política brasileira desde a redemocratização espera conseguir não ser extirpado do mapa nas eleições. De mãos dadas.

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 13 DE AGOSTO DE 2017
Artigo apresentado - e depois retirado - pelo relator da reforma política, Vicente Cândido(PT-SP), alteraria a lei e impediria que candidatos fossem presos desde até 8 meses antes das eleições. Hoje a prisão só é proibida apenas com 15 dias de antecedência. Para Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, a jabuticaba virou a “Emenda Lula” e “tem o intuito de salvar criminosos”. Apesar de “ter sido retirada”, a emenda Lula consta no relatório parcial nº 3. O nº 4 ainda não foi apresentado.
No último dia 1º, Cândido disse: “Saí com Lula e ele disse: ‘Já que a emenda é minha, faço com ela o que quiser. Retire-a’”. Ele obedeceu.
O ex-presidente Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso tríplex no Guarujá.
O artigo 236 do Código Eleitoral impede a prisão de candidatos a duas semanas da eleição, salvo aqueles que forem pegos em flagrantes.
Para o senador Magno Malta (PR-ES), “está na cara” que a emenda é para proteger aqueles que “se lambuzaram dos recursos públicos”.
A comissão especial da Câmara aprovou mandato de dez anos para integrantes de tribunais superiores, como Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas a regra vai valer somente para novos ministros. No STF, a próxima vaga será aberta em novembro de 2020, com a aposentadoria compulsória do decano do STF, ministro Celso de Mello, que atingirá a idade-limite de 75 anos.
Marco Aurélio é um dos ministros mais admirados do STF há 27 anos. Sua aposentadoria compulsória será em julho de 2021.
Com a nova idade-limite, no STF Ricardo Lewandowski se aposentará em maio e Rosa Weber em outubro de 2023.
Ministra desde dezembro de 2011, Rosa Weber presidirá dois tribunais: STF e TSE. Será a primeira mulher a presidir uma eleição presidencial.
Segundo Lasier Martins (PSD-RS), o projeto de lei que vai permitir a demissão de funcionários públicos incompetentes deve prever análise de comissão de três membros formada pelo chefe imediato, um colega de trabalho e um representante da área de recursos humanos.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas, os 980 mil aposentados do setor público custavam R$92,9 bilhões em 2015, bem mais que os R$90,3 bilhões que custaram os 32,7 milhões aposentados do setor privado.
A ONG Operação Política Supervisionada fez um levantamento dos senadores que mais gastaram com a verba indenizatória. Desde 2010, Vanessa Grazziotin (AM) torrou R$2,19 milhões do contribuinte.
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes acabou uma distorção inacreditável no Rio de Janeiro: com metade dos eleitores, o Estado tinha o dobro de zonas eleitorais de São Paulo.
De acordo com relatório anual direcionado a investidores, a Petrobras ingressou com oito ações de improbidade administrativa, assiste o MPF em 31 ações penais e participa de mais cinco como “parte interessada”.
Os 81 senadores custam R$ 172 milhões por ano apenas com as excelências. Mas só a folha salarial dos 6 mil funcionários do Senado e aposentados custam ao contribuinte brasileiro R$ 3,31 bilhões por ano.
O Tribunal Regional do Trabalho, em Salvador (BA) quer contratar professores de ginástica particulares, “personal trainers”, para dar “aulas de corrida”. Até o fechamento desta edição, o TRT não havia explicado o que motivou a decisão de contratar personal trainers.
Há duas semanas, a procuradora-geral da Venezuela mandou dois colegas interrogarem João Santana, marqueteiro do PT, sobre propina paga pela Odebrecht aos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Logo depois, Maduro aplicou o golpe da “constituinte” e a demitiu.
...de tanto espernear, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acabou processado no Conselho de Ética.

NA VEJA.COM
Quem é a herdeira do Credit Suisse que doou R$ 500 mil a Lula
Roberta Luchsinger, que se diz socialista e é filiada ao PCdoB, deu ao petista dinheiro, anel de diamantes e objetos de grife após bloqueio de bens por Moro
Por Da Redação
Sábado, 12 ago 2017, 01h08 - Publicado em 11 ago 2017, 22h23ção)
Herdeira do banco Credit Suisse, fundado em Zurique (Suíça), em 1856, e socialista declarada, Roberta Luchsinger, de 32 anos, causou alvoroço na internet nesta sexta-feira após dizer em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que doou dinheiro e apetrechos valiosos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre os quais destacam-se um cheque de 28 mil francos suíços (cerca de 93 mil reais) dado pelo avô, o banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger (falecido em junho), um relógio Rolex, um anel de diamantes Emar Batalha, um vestido Dolce & Gabbana, além de uma bolsa e uma mala de grife – tudo avaliado em 500 mil reais.
A doação foi feita para ajudar o petista, que teve dinheiro e bens bloqueados pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, em razão de sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no processo envolvendo um tríplex no Guarujá (SP), que seria de Lula e fruto de propina oriunda de contratos da Petrobras. O bloqueio atingiu 606 mil reais em dinheiro (em contas bancárias), três apartamentos, um terreno, dois veículos e cerca de 9 milhões de reais em previdência privada no Banco do Brasil.
“Existe uma campanha pela demonização de Lula, liderada por parte da grande mídia e por setores do Poder Judiciário. A elite desse País é mesquinha, provinciana, não sabe olhar além de seu umbigo. Essa doação tem um valor simbólico: mostrar que estou com Lula, independente da minha origem social”, afirma. “Sei que sou uma estranha no ninho, mas não me incomodo.”
Em seu Facebook, pipocaram mensagens nesta sexta-feira, de internautas ovacionando ou criticando a ação. “Parabéns Roberta, Deus te abençoe”, posta uma internauta. “Aceito 100 mil para comprar uma casa”, ironiza outro. Os comentários foram feitos em postagens aleatórias feitas por ela, como num videoclipe romântico do cantor americano Gnash. “Pode ter certeza de que irei ler tudo e responder. Acho bacana isso, até mesmo os que me agridem. Quero saber o porquê”, afirma Roberta.
Roberta é popular no Facebook, em que compartilha, na maioria das vezes, notícias sobre corrupção envolvendo políticos de oposição a Lula ou artigos questionando a postura da imprensa ao tratar dos escândalos envolvendo o ex-presidente. Sua conta tem cerca de 1.500 seguidores. Um dos que mantêm interação com ela na rede social é Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação do governo Dilma Rousseff (PT). “As pessoas olham e pensam: olha que maluca! Mas quem me conhece sabe que sempre fui engajada em ajudar mesmo”, conta.
A bilionária, que renega o rótulo de socialite, quer se candidatar a deputada estadual pelo PCdoB, partido ao qual é filiada, no ano que vem. Ela diz que adora conhecer pessoas e “aprender com elas”. Em uma foto enviada à reportagem, Roberta aparece com trajes para jogar tênis ao lado de uma barraca de comida de rua. “Vivo indo indo atrás de churrasquinho no centro. Gosto disso, porque gosto de bater papo mesmo”, diz. “Meu motorista é meu parceirão de garfo”, conta. 
A visita a comunidades e o contato com gente de outras classes sociais é parte de sua rotina, ela diz. Na Páscoa, passou o domingo confraternizando com os moradores e distribuindo chocolates na Brasilândia, zona norte de São Paulo. “Estou sempre procurando ajudar. Isso não quer dizer que eu não vá no mínimo três vezes na semana ao [restaurante] Gero [um dos mais sofisticados restaurantes de São Paulo, do grupo Fasano]”, diz.
Roberta diz que não está na política por “oba-oba”, mas que é algo arraigado – ela diz que um bisavô foi prefeito da maior cidade suíça, Zurique, e que, outro, brasileiro, fundou a cidade de Miraí, no interior de Minas Gerais, “onde nasceu o sambista Ataulpho Alves, e onde Zé Alencar, nosso ex-vice presidente [de Lula], teve seu início de vida trabalhando com minha família”.
Casamento com o delegado
Roberta é mineira, vive em São Paulo, em Higienópolis, bairro nobre na região central de São Paulo. Ela formou-se em direito e concorreu a uma vaga de estágio no Ministério Público, mas não seguiu carreira na área. Em parte, porque conheceu o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal pelo PCdoB, Protógenes Queiroz, em 2009, com quem casou-se e teve uma filha, Guilhermina, hoje com cinco anos. Os dois se divorciaram em 2014 porque ela, diz, “se cansou de ser traída” por ele. Queiroz hoje vive na Suíça depois de ter sido condenado por violação de sigilo da Operação Satiagraha, uma das pioneiras operações da PF contra corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo políticos, empresários, doleiros e banqueiros, em 2004.
“Protógenes é um grande homem, faz falta no País. Aprendi muito com ele. Já passamos por altos e baixos, mas superamos. Admiro e gosto dele”, diz. A época em que ela conheceu o ex-delegado foi marcada por uma tragédia — um bimotor que transportava 14 pessoas da sua família, incluindo o seu tio, Roger Wright, sócio do banco Garantia, dois filhos dele, os cônjuges e três netos, explodiu durante um falha na hora do pouso em Trancoso (BA), matando membros de três gerações da família. “Fiquei muito envolvida nesse processo e me esqueci de mim. No meio dessa depressão, eu o conheci, e ele foi a pessoa que mais me apoiou e mais me deu força”, contou, em uma entrevista a um programa na internet.
Depois de Protógenes, ela namorou por cerca de seis meses com outro político — Gustavo Braga, ex-prefeito de Jaguariúna (SP). Hoje ela se diz solteira, “mas não sozinha”. Tem outra filha, Valentina, de 11 anos, de um relacionamento anterior ao com Protógenes. 
Roberta tentou se aventurar em outros empreendimentos. Chegou a ter um blog de dietas e produziu e participou de um programa de televisão da revista de automobilismo Car and Drive, que foi exibido em 2016 pelo canal pago BandSports. Em um dos episódios, ela aparece dirigindo uma Lamborghini Gallardo no Autódromo de Modena, na Itália. “Não é a minha praia, mas foi legal. Gosto de conhecer novas oportunidades. Eu estava, digamos, tentando outros olhares para definir dentre as minhas paixões qual falaria mais alto. Não deu outra… política, política e política”.

NO BLOG DO JOSIAS
Reforma política é tocada por partidos em ruínas
Por Josias de Souza
Domingo, 13/08/2017 04:16
No momento, uma das grandes dúvidas nacionais é se isso que os parlamentares chamam de reforma política é ou não é mais uma grande empulhação. Tudo leva a crer que é. As orelhas grandes, o focinho pronunciado e os dentes pontiagudos são de lobo. Ainda assim, muita gente tem a esperança de que seja uma vovozinha disfarçada. Não se engane. Quem acreditar piamente agora não terá como piar depois.
Basta olhar para os partidos políticos para não acreditar na reforma política. A suposta reconstrução é comandada por legendas que estão em ruínas. As principais agremiações são presididas por encrencados na Lava Jato: Romero Jucá no PMDB, Gleisi Hoffmann no PT, Aécio ‘Licenciado’ Neves no PSDB e Ciro Nogueira no PP. O ex-presidiário e mensaleiro Valdemar Costa Neto dá as cartas no PR. O ex-detento Roberto Jefferson manda no PTB.
Os congressistas estão tão ocupados em moralizar a política que não lhes sobra tempo para cobrar honestidade dos seus partidos. O maior interesse de todos é extrair dos cofres públicos a verba para financiar suas campanhas. Seria ótimo se fosse decente. Mas quem examina bem os métodos não confunde um certo modelo com um modelo certo. Sobretudo quando repara que os reformadores querem invadir o bolso do contribuinte tomando um dado dinheiro — R$ 3,6 bilhões— por dinheiro dado.
O debate virou virou uma sopa sem legumes. À medida que o processo de votação avança, as explicações precisam necessariamente tornar-se mais aguadas, para que os resultados sejam efetivos. Falta à receita do sopão meio quilo de ideias sobre o barateamento das campanhas. Sobram evasivas sobre o modo como tudo se ajeita para que a caciquia dos partidos possa aplicar suas respectivas cotas do Bolsa Eleição como bem entender.
Todos conhecem os males da política brasileira. Os políticos já fizeram um diagnóstico acurado sobre o que o paciente precisa. Entretanto, quando têm a oportunidade de curá-lo, receitam uma dose reforçada de purgante. Ninguém ignora, por exemplo, que é fundamental reduzir o número de partidos. Hoje, há mais de três dezenas. Meia dúzia já seria demais. A solução seria condicionar o acesso dos partidos à verba do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na TV à capacidade de obter votos.
A discussão sobre a chamada cláusula de barreira é velha como a primeira missa. Há 11 anos, o Supremo Tribunal Federal derrubou uma boa regra aprovada pelo Congresso. Previa que só teriam direito a dinheiro e tempo de TV os partidos que obtivessem pelo menos 5% dos votos nas eleições para deputado federal em pelo menos nove Estados.
Mais recentemente, o Senado aprovou uma emenda constitucional que abrandou a exigência: 2% dos votos nacionais na eleição para deputado. E a repetição desse percentual em pelo menos 14 Estados. Agora, trama-se na Câmara um novo abrandamento. A exigência cairá para 1,5% dos votos nacionais, com pelo menos 1% em nove Estados. Se passar, estima-se que a quantidade de partidos cairá para algo como duas dezenas. É muito, é demais, é uma exorbitância. Alega-se que uma regra mais draconiana não seria aprovada. E tome purgante!
O pior de tudo é que o maior problema não está propriamente no Congresso, mas nas pessoas que escolheram os congressistas. Examinando-se o comportamento dos parlamentares, que supostamente representam o melhor da população brasileira, uma conclusão se impõe: o maior déficit dos parlamentares localiza-se entre as orelhas dos eleitores que os enviaram para Brasília. Por sorte, esse é um problema simples de corrigir: 2018 vem aí. Contra político ruim, o melhor purgante é a urna.

NO O ANTAGONISTA
A toalha de Cabral
Brasil Domingo, 13.08.17 08:50
O potencial cinematográfico dos episódios narrados na Lava Jato aumenta a cada delação premiada.
Personagem incontornável de séries e filmes futuros sobre a operação, o então governador Sérgio Cabral recebeu, de toalha amarrada na cintura, 10 mil libras em espécie do doleiro Marcelo Chebar no Goring Hotel, em Londres, perto do Palácio de Buckingham.
É o que diz Chebar em sua delação e em outras conversas, segundo Lauro Jardim.
A suíte, onde Cabral estava hospedado com a esposa Adriana Ancelmo e cuja diária custa hoje R$ 30,9 mil, tinha um chefe de cozinha, um mordomo e duas camareiras exclusivas.
O peemedebista havia pedido 20 mil libras por telefone, mas Chebar, que pegou um avião no Galeão e desembarcou em Londres, conseguiu apenas a metade para entregar em mãos.
Sem representatividade
Brasil 13.08.17 07:49
74% dos brasileiros são contra o voto obrigatório.
É o que diz a pesquisa da Ipsos, divulgada pelo Estadão.
E apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.
Os dois números explicam por que o voto obrigatório não foi discutido na reforma política: os parlamentares não representam a vontade dos eleitores.
Rejeição de 94%
Brasil 13.08.17 07:34
Apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.
O dado é de pesquisa do instituto Ipsos, revelada pelo Estadão.
Ou seja: 94% não se sentem representados.
Parabéns aos envolvidos.
O cemitério eleitoral
Brasil 13.08.17 07:05
Dilma Rousseff aproveitou o velório do marido para fazer campanha eleitoral.
Ela discursou:
"O golpe é um processo, não é uma iniciativa isolada. Começou com o impeachment, continua com o impedimento da candidatura de Lula e pode continuar com a criação do distritão e do parlamentarismo".

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