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SEGUNDA EDIÇÃO DE 29-4-2016 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
Brasil 29.04.16 10:09
Nesta sexta-feira, 29, na comissão do impeachment, temos de aturar Nelson Barbosa, o mentor das pedaladas, e José Eduardo Cardozo, o investigado que tentou obstruir a Lava Jato...
Brasil 29.04.16 09:56
O nosso famoso Carlos Gabas, nomeado hoje por Dilma para a Secretaria da Aviação Civil, é citado na Lava Jato por ter forte influência nos fundos de pensão e ser ligado a João Vaccari Neto...
Brasil 29.04.16 09:38
Nelson Barbosa começa dizendo que os senadores têm de levar em conta apenas os tais dois pontos relativos à 2015...
Brasil 29.04.16 09:28
Acompanhe a sessão da comissão do impeachment dedicada à defesa de Dilma.
JEC, Barbosa e Kátia Abreu falarão.
Economia 29.04.16 09:09
O desemprego disparou para 10,9% no primeiro trimestre de 2016...
Brasil 29.04.16 09:04
O IBGE divulgou há pouco que o desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 10,9%, a maior taxa desde o início da série histórica da Pnad Contínua, quatro anos atrás.
Dilma é uma recordista.
Brasil 29.04.16 08:55
A coluna do Estadão informa que Suzana Vieira foi vetada para fazer a campanha de vacinação da gripe H1N1 por causa de sua posição pró-impeachment...
Brasil 29.04.16 08:37
Michel Temer disse ao SBT Brasil que não vai se candidatar em 2018.
Faz muito bem.
A questão, de fato, nem se coloca. Ninguém sabe quem vai sobreviver à Lava Jato...
Brasil 29.04.16 08:22
O Estado deve vender "tudo o que for possível".
Esse é o programa de Michel Temer. E é o programa certo...
Brasil 29.04.16 08:14
Janaina Paschoal fez um trabalho extraordinário, juntamente com Miguel Reale e Hélio Bicudo.
Eu, Diogo, tenho uma estátua dela na sala de estar...
Brasil 29.04.16 07:38
Eliane Cantanhêde, do Estadão, disse que “há um temor, na oposição, de que Dilma articule um ‘gran finale’ para o processo de impeachment e para seus anos de governo. Algo como se acorrentar à mesa presidencial...


NO ESTADÃO
ELIANE CANTANHÊDE
Sexta-feira - 29 Abril 2016 | 05h 00
Virtualmente perdida a guerra do impeachment, Dilma Rousseff, Lula e o PT lutam com unhas e dentes para vencer a batalha pela narrativa política e para “infernizar” de véspera o virtual governo Michel Temer. Contam para isso com a mídia internacional, tanto quanto dependem de CUT, MST, UNE e MTST para agitar ruas e estradas.
Há um temor, na oposição, de que Dilma articule um “gran finale” para o processo de impeachment e para seus anos de governo. Algo como se acorrentar à mesa presidencial e forçar uma retirada à força do palácio. Algo teatral e dramático para ilustrar sua indignação, gerar imagens fortes e corroborar a narrativa do “golpe”.
São três os pontos centrais a serem martelados dia e noite, dentro e fora do País: o impeachment é um “golpe” dado “pela direita”, “pelos corruptos”, “pela mídia golpista”, tudo isso personificado no deputado Eduardo Cunha; com Temer e o PMDB, será o fim dos programas sociais, a começar do Bolsa Família; o novo governo vai intervir na Polícia Federal e enterrar a Lava Jato.
A narrativa é a mesma, mas por motivações diferentes. Dilma esperneia e se submete a terríveis constrangimentos – como as fotos reveladoras da “miss Bumbum” no Ministério do Turismo – tentando desesperadamente sair do governo e entrar para a História como “vítima da direita corrupta”, não como a presidente despreparada que, além das “pedaladas fiscais”, destruiu a economia, manchou a imagem do Brasil no exterior, conviveu com o esfarelamento da Petrobrás e explodiu a “maior base aliada do planeta”.
Lula, porque foi o presidente mais popular da História e, mal passados cinco anos, anda às voltas com Lava Jato, Zelotes, empreiteiras e filhos que, como a Coluna do Estadão publicou, saem por aí comprando cadeiras de R$ 15 mil. Não pega nada bem para quem mobiliza milhões de incautos com o discurso da defesa dos “pobres” e de uma “esquerda” que se limita hoje a uma expressão ao vento, um pretexto para defender o indefensável.
O PT, porque o partido é muito maior do que Dilma Rousseff – aliás, nem queria a candidatura dela – e precisa garantir a sua sobrevivência para além de Lula e Dilma ou, ao menos, a sobrevivência política de muitos petistas que não macularam suas biografias nem encheram as burras com mensalões, petrolões e relações perigosas com empresas sujas. Eles precisam de uma narrativa que vitimize Dilma e carimbe os líderes do impeachment como “golpistas”.
A estratégia tem legitimidade, mas Dilma, Lula, PT e movimentos não lucram nada, mas pioram ainda mais a imensa crise brasileira se decidem incendiar o País. Vetar a transição para o novo governo é o de menos, até porque os ministros de Dilma estão aos montes pró-impeachment, mas, ao tramar um aumento populista do salário mínimo no próximo domingo, ao programar uma atualização irreal da tabela do Imposto de Renda, eles não estão “infernizando” apenas a vida de Temer, mas a dos brasileiros, sobretudo dos que já estão no inferno do desemprego.
Ontem mesmo, mais uma leva de péssimas notícias: déficit fiscal de R$ 18 bilhões, o maior em 19 anos, e juros de 300% ao ano no cartão de crédito, um recorde mundial. Dilma, Lula e o PT querem aprofundar esse desastre para tentar colar os seus próprios cacos? Não parece justo.
Luta política, sim. Disputar a narrativa histórica, sim. Mas irresponsabilidade com a Nação, não. Enxovalhar a imagem do Brasil no exterior, incendiar pneus, fechar estradas e detonar de vez as contas públicas não vai melhorar a narrativa de ninguém. Ao contrário, só piora tudo para todo mundo, inclusive Dilma, Lula e PT.
Desvio de função 
A professora Janaína Paschoal falou mais dela própria do que do pedido de impeachment na comissão do Senado. Adora a palavra “eu” e o verbo na primeira pessoa.

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