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DA MÍDIA SEM MORDAÇA

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
05 DE JULHO DE 2015
O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para um dos julgamentos mais importantes da história. Trata-se da denúncia de que a campanha de reeleição da presidente Dilma foi financiada com dinheiro ilegal, fruto da corrupção. Será decisivo o depoimento, ao TSE, do delator Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel que roubou a Petrobras. Seus testemunho nesse caso será nitroglicerina pura.
O doleiro Alberto Youssef pode também depor no TSE. Ele contou que o PT lhe pediu para “internalizar” R$ 20 milhões para a campanha.
O processo no TSE foi aberto com a denúncia do PSDB de que a campanha de Dilma recebeu doações ilegais e não prestou contas.
Em depoimento à Lava Jato, Ricardo Pessoa confessou haver levado dinheiro vivo, do esquema do Petrolão, para a campanha de Dilma.
A própria Dilma já admitiu haver recebido R$ 7,5 milhões da UTC, que Ricardo Pessoa garantiu terem sido produto de achaque.
Pesquisa interna do PT já previa números desastrosos para Dilma (popularidade abaixo de 10%) antes mesmo de o Ibope revelar que a popularidade de Dilma despencou a 9%. Os dados foram o estopim para que o ex-presidente Lula desembarcasse em Brasília no começo da semana para adiantar a má notícia a lideranças petistas e peemedebistas. Aos caciques do PMDB Lula pediu “voto de confiança”.
Para Lula, o plano “Pátria Educadora” pode “salvar” Dilma. A tentativa de milagre foi confiada ao marqueteiro João Santana; já acionado.
Em reunião com o PT, dia 29, Lula ouviu: “como defendemos a “pátria educadora” que corta R$ 9 bilhões da Educação?”. Ele não respondeu.
A cúpula petista teme derrota de Dilma no TCU e, com Dilma frágil, que o Congresso julgue as pedaladas fiscais. Lula pediu apoio ao PMDB.
Dirigentes do PSDB andam muito preocupados com o desgaste do governador tucano do Paraná, Beto Richa, e sua rejeição de 84,7%. Preocupados, claro, com a “contaminação” do partido.
O prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), que anda reclamando muito do PT, numa tentativa de se descolar dos escândalos de roubalheira, desistiu do flerte com o PSOL: falta-lhe densidade eleitoral.
Confirmado: Joaquim Levy foi aos EUA contra ordem médica porque achava que do ponto de vista econômico a visita seria muito mais importante do que de fato o foi, para deixá-la nas mãos de Dilma.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi a Punta Cana para o casamento da filha de um velho amigo e conterrâneo, o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cresce o número de advogados que divergem do presidente da OAB, Marcus Vinicius Coelho, sobre a redução da maioridade penal. O grupo apoia a medida e promete fazer barulho.
Os arapongas da Abin torraram R$ 71,8 mil na compra de câmeras de segurança. Como é preciso um sistema para usar o produto, lá se vão quase R$ 35 mil bancando a licença de gerenciamento das filmadoras.
As excelências estão trocando os armários de aço da Câmara dos Deputados. A WTec Móveis levou R$ 130 mil para substituir a mobília dos parlamentares. Tudo isso bancado, é claro, pelo contribuinte.
Não bastasse toda a regalia dada aos parlamentares, a Câmara resolveu bancar mais R$ 1,5 milhão na contratação de dois carros, com motorista e combustível, para transportar deputados e servidores.
Já que reduzir a maioridade penal “não resolve o problema”, segundo os críticos, aumentá-la para 40 anos agravaria o problema?

NO O ANTAGONISTA
A conta secreta para Lula
Brasil 04.07.15 19:52
A Veja desta semana mostra a movimentação em uma conta secreta aberta na Suiça por empreiteiros da Lava Jato para pagar propina. Segundo Ricardo Pessoa, foi dela que saíram 2,4 milhões de reais que abasteceram a campanha de Lula em 2006. O dinheiro foi desviado de obras da Petrobras e chegou ao país de forma clandestina e ilegal.
Para provar sua delação, Pessoa apresentou extratos ao MPF. A conta foi batizada de “Controle RJ 53 – US$”. Além de financiar ilegalmente a campanha de Lula, a conta servia para pagar propinas a operadores do PT na Petrobras, como Pedro Barusco.
Quem acertou o repasse à campanha de Lula foi José Filippi, ex-tesoureiro do PT e tesoureiro da campanha de Dilma em 2010.
Os EUA fizeram bem em grampear Dilma
Brasil 05.07.15 04:58
Os primeiros grampos da NSA no Brasil, de acordo com o Correio Braziliense, ocorreram em 14 de dezembro de 2010, às vésperas da posse de Dilma Rousseff.
Os Estados Unidos grampearam uma presidente desconhecida, exceto por seu passado terrorista e violentamente antiamericano, para descobrir seus eventuais vínculos com governos terroristas e violentamente antiamericanos.
Fizeram muito bem.
As apostas do PSDB
Brasil 05.07.15 06:27
José Serra aposta que Dilma Rousseff vai cair.
Ele disse, segundo a Folha de S. Paulo:
“Há uma combinação rara de crises que se auto-alimentam. Na política, a tempestade não se dá apenas no Congresso, mas dentro do PT. É o governo mais fraco de que tenho memória. Perto dele, a gestão Jango parece ter tido uma solidez de granito”.
A reportagem conta que o interlocutor de José Serra no PMDB é Michel Temer, “seu amigo”. A reportagem conta também que Fernando Henrique Cardoso tem conversado sobre o assunto com líderes peemedebistas. Recentemente, por exemplo, ele se encontrou com Romero Jucá.
O único tucano contrário à renúncia ou afastamento de Dilma Rousseff é Geraldo Alckmin, porque “se ela cair, o Planalto cai no colo do Aécio”.
O Antagonista aposta que, se continuar assim, Geraldo Alckmin vai desaparecer junto com Dilma Rousseff.
O governo está no chão
Brasil 05.07.15 06:35
Quatro caciques peemedebistas se encontram regularmente para discutir a crise: Renan Calheiros, Romero Jucá, Eunício Oliveira e José Sarney.
Segundo a Folha de S. Paulo, “o diagnóstico feito reservadamente é que o governo está no chão, sem capacidade de se levantar, e eles não têm condições de ajudar o Palácio do Planalto a superar a crise”.
O diagnóstico não é tão reservado assim, tanto que foi parar no jornal. Os quatro peemedebistas, todos eles encrencados com a Lava Jato, estão preparando a queda de Dilma Rousseff e já discutem isso abertamente, sem medo de retaliações.
Dilma Rousseff não manda mais em ninguém.
O rompimento é público
Brasil 05.07.15 07:14
Eduardo Cunha vai passar a defender publicamente o rompimento definitivo do PMDB com o governo.
A Folha de S. Paulo informa que a relação com Dilma Rousseff, que já vinha piorando, “tornou-se insustentável com a decisão do PT de questionar no Supremo suas decisões no comando da Câmara”.
Os 91% de Michel Temer
Brasil 05.07.15 07:23
Michel Temer passou a receber dirigentes partidários e parlamentares que já falam abertamente em derrubar Dilma Rousseff.
Um assessor do vice-presidente disse à Folha de S. Paulo:
“Ninguém quer sair na foto com quem tem 9% de aprovação. Os partidos começaram a procurar os 91%”.
O movimento para derrubar Dilma Rousseff está tão adiantado que o PMDB já consultou juristas para defender a posse de Michel Temer caso o TSE casse o diploma da presidente.
A campanha de Michel Temer teve um tesoureiro próprio, por isso ele deve ser poupado pelo TSE.
Só o impeachment pode salvar a economia
Brasil 05.07.15 07:36
Demorou um bocado, mas o empresariado finalmente compreendeu aquilo que O Antagonista repete todos os dias: a única saída para a economia é o afastamento de Dilma Rousseff.
Folha de S. Paulo:
“Empresários, que antes rejeitavam uma ruptura por recear a instabilidade econômica, agora procuram caciques do Congresso para sondar o terreno e para dizer que não botam mais fé no ajuste fiscal”.
E:
“Nas últimas semanas, Temer, Cunha, Jucá e outros peemedebistas passaram a ser procurados por empresários que querem saber a possibilidade de um impeachment”.
O Antagonista é péssimo para ganhar dinheiro, mas sempre soube que Dilma Rousseff era ainda pior.
Joaquim Levy na Sibéria
Brasil 05.07.15 07:52
Antes de cair, Dilma Rousseff vai tentar uma última cartada: livrar-se de Joaquim Levy.
Resultado? O Brasil vai virar uma Grécia e a presidente será enxotada do Palácio do Planalto.
O movimento para derrubar Joaquim Levy ainda está no comecinho, mas já pode contar com vazamentos na Folha de S. Paulo.
O jornal publicou neste domingo que “Joaquim Levy tem recebido pouca atenção da presidente. Recentemente, um funcionário notou que nem os incontáveis e-mails diários ela anda respondendo”.
Mais:
“Nas reuniões internas de governo, o ministro da Fazenda passou a ser constantemente questionado pelos colegas e pela própria chefe. A discordância aumentou à medida que a crise econômica acelerou a queda na popularidade de Dilma Rousseff”.
As fontes da reportagem, evidentemente ligadas a Aloizio Mercadante, assopraram que há um “climão” dentro do governo e que Joaquim Levy foi mandado para a “geladeira” ou para a “Sibéria”.
Mais ainda:
“Nos bastidores, Levy já foi visto se referindo ao PT como ‘aquela agremiação’”.
Prepare-se, portanto.
Antes de entregar o poder, “aquela agremiação” vai terminar de destruir a economia do país.


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