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O MEU PAÍS (REPUBLICAÇÃO COM CORREÇÕES)

Ontem (18), divulguei neste blog o poema <O Meu País> (incompleto) e sem especificar a sua autoria. Abaixo, republico-o com as informações corretas.

O MEU PAÍS

(Orlando Tejo em parceria com Livardo Alves e Gilvan Chaves)

Poema O Meu País - João de Almeida Neto - YouTube

www.youtube.com/watch?v=lxzHxxla-kE
12/11/2011 - Vídeo enviado por verdadeiraitalia
Poema O Meu País que retrata muito sobre o Brasil e o nosso povo infelizmente passivo Autoria:Livardo ..

Um país que crianças elimina,
Que não ouve o clamor dos esquecidos,
Onde nunca os humildes são ouvidos,
E uma elite sem Deus é quem domina,
Que permite um estupro em cada esquina,
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão baixa cerviz,
E massacram-se o negro e a mulher,
Pode ser um país de quem quiser,
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos,
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis,
Um país onde os homens confiáveis
Não tem voz, não tem vez, nem diretriz,
Mas corruptos tem vez, voz e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser um país de qualquer um
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país que seus índios discrimina
E a ciência e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina;
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de Raio-X
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol,
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir na noite escura;
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil “brasis”
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz de conta
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que dizima sua flora
Ensejando o avanço do deserto
Pois não salva o riacho descoberto
Que no leito precário se estertora;
Um país que cantou e hoje chora
Pelo bico do último codorniz,
Que florestas destrói pela raiz
E a grileiros de fora entrega o chão
Pode ser que ainda seja uma nação
Mas não é, com certeza, o meu país.

Do Jornal Besta Fubana

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