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A FARSA DA REFORMA TRIBUTÁRIA

Por Carlos Chagas


                                                        Não aconteceu em 2012,    mas precisamos tomar cuidado, porque poderá acontecer em 2013. Falamos, para começar,  da reforma tributária,  que certas elites, sempre à espreita, buscam implantar há anos. Porque depois do desastre que o governo Fernando Henrique promoveu, privatizando patrimônio público, extinguindo direitos sociais, aumentando impostos  e ampliando benefícios para o andar de cima, mesmo tendo  anunciado, o Lula estancou a onda que assolava a classe média, aquela que iria pagar ainda mais.   É verdade que não reduziu nada,  premiando com muita justiça os menos favorecidos, através do bolsa-família, mas ficou devendo a defesa do cidadão comum, aquele que  sustenta a nação.
                                                        Dilma, ao assumir,  referiu-se à  reforma tributária, mas pelo menos na  primeira metade de seu  governo não ousou  propor ao Congresso as mesmas ameaças de décadas.
                                                        Sobre a reforma tributária, que felizmente prometeu mas não cumpriu, a presidente terá hesitado diante daquela execrável proposta de que,  para evitar a imensa carga tributária nacional,  mais pessoas deveriam pagar impostos para que todos pagassem menos. Todos quem, cara pálida? Será um  assalto levar o trabalhador de salário mínimo,  ou pouco acima,  a tirar de seu salário vergonhoso, de forma direta,  mais alguns reais além dos que já entrega indiretamente. Ainda mais quando as elites  assestam suas baterias sobre a classe média.  Mas é o que pretendem. Como também desejam  diminuir  os encargos do capital e seus lucros, como fez o sociólogo, ao eximir investimentos externos do imposto sobre a renda.   A única forma de a  reforma tributária promover  justiça  seria o oposto, ou seja,  levar os ricos a pagar mais e os demais,   menos.  O imposto sobre grandes fortunas continua uma ilusão. Os lucros dos bancos, da ordem de dezenas de bilhões, bem que poderiam ser em parte desviados para compensar o sacrifício das massas e do cidadão comum.
                                                        É precisamente o que a Avenida Paulista e penduricalhos querem evitar, investindo por isso na tentativa de realizar a sua reforma tributária.  Sente-se a iminência de uma nova  tentativa. É preciso tomar cuidado.

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