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Uma história de domicílio eleitoral

Sebastião Nery
1965, o general Castelo Branco, presidente da República, exigiu dois anos de domicílio eleitoral para os candidatos a governador dos Estados. Sarney, eleito governador do Maranhão em 1965, não entendeu:
“Presidente, isso dificultou a arregimentação de boas lideranças políticas para os Estados, sobretudo os mais pobres. Há muita gente boa aqui no sul, sem domicílio eleitoral nos seus Estados.”
“Quando decidi, não estava pensando nisso. É que, em cada Estado, havia um general querendo ser governador. O Justino queria o Rio Grande do Sul, o Muricy queria Pernambuco, Humberto de Melo a Bahia. E tem mais. No Maranhão, não tinha general querendo. Nem coronel. Era major. Só major” – explicou Castelo.
E Sarney foi embora, diminuído como se fosse um recruta.
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UM POLÍTICO BURRO
O árabe Abdo Najar era candidato a prefeito de Americana, perto de Campinas. A oposição dizia que ele não podia ser prefeito porque era analfabeto, burro demais.
Najar foi para a rádio: “Dizem que Najar não pode ser prefeito porque Najar é burro. Mas Najar há 18 anos veio para o Brasil sem nada. Hoje Najar tem 12 indústrias de tecido, Najar tem 15 fazendas, Najar tem mais de 300 imóveis em Americana e Campinas, esta estação de rádio que está irradiando discurso de Najar é de Najar, o jornal que vai publicar amanhã discurso de Najar também é de Najar. Najar, sendo burro, tem tudo isso. Imagina só se Najar fosse inteligente.”
Najar ganhou.
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NINHO DE COBRAS
Por sua função, o Itamaraty é uma referência nacional e internacional do Brasil. E não só. Também é referência por ser um dos poucos celeiros de formação de dirigentes e de quadros públicos e administrativos do País.
Mas onde há anjo há demônio. Não por acaso o Itamaraty é conhecido como o Butantã do Barão. Ali se intrigam e disputam promoções, posições, embaixadas, como menino de favela na chegada de Papai Noel.
O tempo passa, os governantes se sucedem, mas o Itamaraty não muda.

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