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PRIMEIRA EDIÇÃO DE SÁBADO, 04-8-2018

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
SÁBADO, 04 DE AGOSTO DE 2018
A senadora Marta Suplicy protagonizou, nesta sexta (3), o fato político mais explosivo da semana. Em carta dura, na qual critica o “toma lá dá cá” no MDB, do qual se desfiliou, e a “agenda atrasada” do Congresso, ela anunciou que não disputará a reeleição. E ainda poderá anunciar seu apoio à candidatura presidencial de Ciro Gomes, de quem o marido Márcio Toledo se aproximou quando o cearense foi candidato pelo PPS.

O senador Humberto Costa (PE) revelou que foi coisa de Lula o acordo com o PSB para afastar Marília Arraes e facilitar a reeleição do governador Paulo Câmara: “você acredita que exista alguma coisa que seja aprovada no PT que não tenha o apoio e conhecimento de Lula?”.

Nada como um dia após o outro. Lulistas como Humberto Costa foram recebidos com uma conhecida “trilha sonora”, quando chegavam ao hotel do Recife onde o PT fez sua convenção: “golpista, golpista!”.

O lucro de R$10 bilhões da Petrobras, o maior desde o início do governo Dilma, não paga o acordo com acionistas da Petrobras na Bolsa de Nova Iorque, por prejuízos causados pela ladroagem petista.

… banalizou: Lula se comparou a Mandela, Luiz Felipe “7 a 1” Scolari também, agora só falta Dilma e Eduardo Cunha fazerem o mesmo.

NO O ANTAGONISTA
Tiro no pé de Lula
Sábado, 04.08.18 07:07
A indefinição imposta por Lula, que empaca a tal unidade da esquerda, pode ser um tiro no pé do presidiário.
Integrantes da campanha de Manuela D’Ávila, por exemplo, dizem que o PC do B ainda está aberto para negociar uma possível aliança com o PDT de Ciro Gomes, publica a Folha.

Provocação de Lula pode levar à cassação da chapa petista
04.08.18 06:50
Segundo técnicos do TSE, se o PT extrapolar o prazo do anúncio do vice — como Lula deseja — a chapa poderá ser cassada.
Embora haja precedente para arrastar o anúncio até o dia 15 de agosto, há ministros da Corte “dispostos a impor a leitura mais restritiva da lei eleitoral, que prega o detalhamento da chapa até este domingo”, registra a Folha.

“Não entro no mérito do que acham os que hoje comandam a Globo”
04.08.18 07:37
Jair Bolsonaro foi ao Twitter comentar a resposta da Globo sobre o editorial de Roberto Marinho que, em 1984, defendeu o apoio do jornal ao regime militar.
“Não entro no mérito do que acham os que hoje comandam a Globo. Apenas lembrei o que disse o senhor Roberto Marinho, falecido em 2003, sobre o Regime Militar. A nota de mea-culpa citada por Míriam Leitão foi lançada 10 anos após sua morte.”

“Decoro e asseio” no TST
04.08.18 08:08
O presidente do TST, João Batista Brito Pereira, proibiu o uso de calças colantes, minissaias, decotes, calças jeans rasgadas, shorts, bermudas e sandálias rasteirinhas na Corte, registra o Estadão.
O ato, que vale para funcionários, advogados e visitantes, determina que só entra no Tribunal quem se apresentar com “decoro e asseio”.

TSE conversa com Google
04.08.18 07:47
O TSE está preocupado com a projeção de altos índices de abstenção na eleição de outubro.
Para isso, a Corte fará uma campanha convocando os eleitores a votar, registra o Estadão.
Além de peças de rádio e TV, o Tribunal também quer que o Google inclua “no seu aplicativo de assistente virtual o serviço de lembrete da data da votação, do local, e dos documentos necessários”.

O crescimento do patrimônio da família Temer
Sexta-feira, 03.08.18 20:40
Reportagem de Allan de Abreu na revista Piauí deste mês mostra que o patrimônio imobiliário da família de Michel Temer – o presidente, suas três filhas, Marcela e o filho caçula – vale pelo menos R$ 33 milhões.
Os imóveis estão em bairros paulistanos de alto padrão, como Alto de Pinheiros, Itaim Bibi e Vila Olímpia. “Quase tudo foi adquirido nas últimas duas décadas, período que coincide com a ascensão política do patriarca”, escreve a revista.
Desde 1998, o patrimônio imobiliário da família de Temer aumentou quase cinco vezes, de R$ 6,8 milhões, corrigidos pela inflação, para os atuais R$ 33 milhões.
O patrimônio declarado do presidente, no entanto, diminuiu de 1999 para cá.

Ciro e a ‘viagem lisérgica’ de Lula
03.08.18 19:51
Ciro Gomes, o inconformado, divulgou hoje uma carta pública chamada “Muita calma nesta hora”, registra a Folha (“logo quem”, pensará o leitor de O Antagonista).
O pedetista, que levou um drible de Lula, afirma que o PT não é em “nenhuma hipótese” inimigo, mas que o País não aguenta uma “aposta no escuro”.
“Compreendamos com humildade e paciência o péssimo momento que a burocracia do PT está vivendo. Já não é mais política, é religião, culto à personalidade, pragmatismo da cúpula de uma organização que parece não querer aprender mais nada”, escreveu Ciro.
O ex-governador do Ceará também chamou de “viagem lisérgica” a insistência na candidatura de Lula.

Gilmar: não é o caso de discutir candidatura de Lula no STF
03.08.18 19:33
Gilmar Mendes afirmou que o STF não deve discutir a inelegibilidade de Lula no seu pedido de soltura pendente de julgamento na Corte. “Não imagino que esse tema será tratado diretamente.”
A declaração, segundo a Folha, foi dada hoje durante a gravação do programa Poder em Foco, do SBT, que vai ao ar à meia-noite de domingo.
“Nem acho que seja o caso de discutir isso [candidatura de Lula] no Supremo. Esse caso tem de ser afetado ao TSE. A questão que está posta é quanto ao possível relaxamento da prisão do ex-presidente”, disse o ministro do STF.
Gilmar acrescentou que para ele, “mantida a condenação, é um caso de inelegibilidade aritmética, porque [Lula] tem uma condenação em segundo grau”.

Lava Jato em SP denuncia Paulo Preto e mais 32
03.08.18 18:40
A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo denunciou pela segunda vez hoje Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa suspeito de ser operador do PSDB, relata a Folha.
Desta vez, o ex-diretor é acusado de fraudes a licitações e cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e do Sistema Viário Integrado. Outras 32 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria.
A nova denúncia teve como base o acordo de leniência da Odebrecht com o Cade. Oito executivos da empreiteira delataram o caso em 2017.

NO BLOG DO JOSIAS
Globo responde a Bolsonaro sobre golpe de 64
Por Josias de Souza
Sábado, 04/08/2018 06:39
O presidenciável Jair Bolsonaro provocou uma saia justa durante sabatina transmitida pela Globonews na noite desta sexta-feira. Questionado sobre a ditadura militar, o ex-capitão injetou em sua resposta um elogio ao patriarca do grupo Globo, Roberto Marinho, por um editorial publicado na capa de O Globo, em 1984, apoiando o golpe de 1964. No final do programa, a mediadora Míriam Leitão leu uma nota oficial. O texto reconheceu que “O Globo apoiou editorialmente o golpe”. Mas realçou que, em 2013, o jornal veiculou outro editorial, no qual reconheceu o erro.
Bolsonaro citou Roberto Marinho em resposta a uma indagação feita por Roberto D’Ávila. O entrevistador lembrou que o candidato havia declarado que não houve uma ditadura no Brasil. E perguntou: “Como podemos imaginar que o senhor, presidente da República, não vai fazer atos ditatoriais?”
“Quem sempre quis o controle social da mídia foi o PT, não fui eu”, respondeu Bolsonaro. “Uma das marcas da ditadura é ter uma imprensa única. A TV Globo nasceu em 1965. A revista Veja nasceu em 1968.”
Bolsonaro prosseguiu: “Quero elogiar, saudar a memória do senhor Roberto Marinho. Editorial de capa do jornal O Globo, de 7 de outubro de 1984. Abre aspas para o senhor Roberto Marinho: ‘Participamos da revolução de 1964, identificada com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, distúrbios sociais, greves e corrupção generalizada.’ Fecha aspas.”
Bolsonaro devolveu a pergunta: “O senhor Roberto Marinho foi um democrata ou um ditador?” A provocação do candidato do PSL era absolutamente previsível. Ele já havia citado o editorial de O Globo nas redes sociais. Repetira a menção na última segunda-feira, em entrevista para o programa Roda Viva, da TV Cultura. A despeito disso, a atmosfera de improviso que marcou o término da sabatina revelou que a equipe da Globonews deixou-se surpreender.
Embora Míriam Leitão tivesse anunciado o término da sabatina, o programa permaneceu no ar. Sem saber que continuava sendo filmado, Bolsonaro excedia-se nos gracejos. ''Vou ter dois ministros nessa sala'', disse, entre risos, aos repórteres que o rodeavam. “Vou dar um abraço hétero no Gabeira”, acrescentou, com a língua destravada.
Súbito, Míriam pôs a ler a nota: “O candidato Jair Bolsonaro disse há pouco que o Roberto Marinho, em editorial de 1984, afirmou que participava do que chamava de revolução de 64, identificado com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas. É fato. Como todos os grandes jornais da época, com exceção da Última Hora, O Globo apoiou editorialmente o golpe, com o objetivo reiterado de Roberto Marinho 20 anos depois.”
A leitura de Míriam era entrecortada por pausas inusuais, como se o texto estivesse sendo ditado por meio de um ponto eletrônico. A jornalista prosseguiu: “O candidato Bolsonaro esqueceu-se, porém, de dizer que, em 30 de agosto de 2013, O Globo publicou um editorial em que reconheceu que o apoio ao golpe de 64 foi um erro. Nele, o jornal disse não ter dúvidas de que o apoio pareceu aos que dirigiam o jornal na época e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do País". E finaliza com essas palavras o editorial: ‘À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editorias no período, que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E corre risco. E ela só pode ser salva por si mesma’.”

Campanha eleitoral leva a Lava Jato para o forno
Por Josias de Souza
04/08/2018 01:52
Ficha-suja, Lula desafia a lei com uma candidatura fictícia. Reformador, Ciro acena com a devolução de procuradores e juízes para suas ''caixinhas''. Abraçado ao Centrão, Alckmin adere à pregação segundo a qual a ''criminalização da política'' afasta da vida pública muita gente boa. Ministro de Temer, Marun sugere que o programa de Meirelles inclua uma ''anistia'' para a delinquência do caixa dois. A campanha de 2018 exala um cheiro de orégano.
Desmoralizados, os grandes partidos apostam na confusão. Impossível distinguir a olho nu direitistas de esquerdistas. Jogados num tanque de lama, personagens como Aécio, agora candidato à Câmara, e Lula, autoconvertido em plataforma de lançamento de postes, deslocam suas massas na mistura viscosa entoando o mesmo lero-lero da ''perseguição''. Esperneiam de maneira idêntica.
Beneficiados por regras viciadas que eles mesmos aprovaram, sujos e mal lavados se equipam para transformar a próxima legislatura num espetáculo de mais do mesmo, seja quem for o presidente da República. Políticos de todos os grandes partidos ensaiam um coro contra a prisão de larápios condenados em segunda instância. Ninguém disse ainda, talvez por medo, mas há uma pizza no forno. Está cada vez mais difícil evitar que assem a Lava Jato.

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