domingo, 22 de abril de 2018

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 22-4-2018 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
DOMINGO, 22 DE ABRIL DE 2018
Assessores mais próximos a Michel Temer, que consolidaram ao longo do governo genuína admiração por ele, não se conformam com a omissão do Itamaraty diante dos vários casos de desrespeito ao presidente no exterior. Como quando, em setembro, dois diplomatas de baixo clero se recusaram a trabalhar durante a permanência de Temer em Nova York, para participar da assembleia-geral das Nações Unidas.

Os diplomatas que se recusaram a atuar na visita de Temer, militantes partidários, alegaram que não trabalhariam para “golpista”.

Até agora, passados oito meses, ninguém no Itamaraty esclarece por que a molecagem desses servidores sequer rendeu uma admoestação.

Houve outros casos de diplomatas, que ganham em dólares, acusados de hostilidade e até de “corpo mole” em relação ao governo brasileiro.

Temer não cobrou punição. Ao contrário, tem permitido que o Itamaraty premie com os melhores postos todos os diplomatas vinculados ao PT.

O Banco do Brasil nega que tenha limitado saques a notas de R$50 e R$100 em caixas eletrônicos, e não explica por que deixa de disponibilizar notas de R$5, R$10 e R$20 no autoatendimento de Brasília. O banco apenas sugere que o cliente deve fazer saques no Banco 24 Horas, pertencente à TecBan, empresa de bancos brasileiros que aliás cobra (muito) mais caro em seus postos de autoatendimento.

Com o custo extra do saque, cliente que tira R$20 no Banco 24h paga o equivalente a uma taxa de 11,25% do saque. A CPMF era de 0,38%.

Em Brasília, os caixas do Banco do Brasil exibem em sua tela inicial o aviso de que somente são disponibilizadas notas de R$50 e R$100.

Fontes do BB confirmaram em off que cédulas de menor valor são disponibilizados apenas em uma pequena parte dos caixas.

O ministro aposentado do STF, Joaquim Barbosa continua de fato indeciso sobre sua possível candidatura à Presidência, em outubro. Não é conversa mole de político, é hesitação mesmo.

Os ex-governadores tucanos Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO) e Geraldo Alckmin, além de Raimundo Colombo (PSD-SC) e Confúcio Moura (PMDB-RO) lutam para vencer as eleições e garantir o foro privilegiado: denunciados, eles podem parar nas mãos de Sérgio Moro.

É comovente o esforço de certos políticos para esvaziar as cadeias. Projeto do senador Eduardo Braga (MDB-AM) pretende dar liberdade a 62 mil presos condenados por crimes não violentos. Tutti buona gente.

Para o New York Times, a maior novidade da eleição para presidente no Brasil é o ministro aposentado do STF, Joaquim Barbosa. Segundo o jornal, ele pode ser um dos principais herdeiros dos votos de Lula.

A Câmara rejeitou projeto que obriga a seguradora a cobrir danos por vandalismo. A justificativa do relator, Lucas Vergílio (SD-GO) é que haveria fraudes com pessoas de má-fé depredando os próprios bens.

Só 36% dos seguidores da revista Época são pessoas de verdade, fato comum na net. No caso, 1,6 milhão são perfis fake, segundo o site Twitter Audit, que apura o tamanho real da audiência nas redes sociais.

Após a prisão de Lula e a filiação de Joaquim Barbosa ao PSB, mil leitores do site Diário do Poder apontaram os preferidos: Bolsonaro tem 16%, Álvaro Dias 11% e Alckmin (PSDB) 9%. Com Haddad, o PT mal chega a 2%. João Amoedo é 4º (8%) e Barbosa o 5º, com 7%.

A comissão que analisa as mudanças na lei de licitações marcou uma audiência pública nesta segunda para debater alterações. O encontro está marcado para às 8h30, no auditório da OAB-PR, em Curitiba.

... neste 21 de abril, Dia do Metalúrgico, o metalúrgico mais famoso do Brasil completou duas semanas de prisão.

NO O ANTAGONISTA
A verdadeira liderança de Lula
Brasil Domingo, 22.04.18 07:30
De Lava Jato a barbeiragem no trânsito, pelo menos 15 dos 20 políticos cotados para disputar a Presidência da República em outubro são alvo de mais de 160 casos em tribunais do País inteiro, segundo levantamento da Folha.
“Esse pelotão é liderado por Lula — condenado a 12 anos e 01 mês—, o presidente Michel Temer (MDB) — alvo de duas denúncias e de duas investigações em andamento —, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC) — réu na Lava Jato e alvo de outros quatro inquéritos — e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), investigado em dois inquéritos na maior operação de combate à corrupção da história do País.”
Os dois planos B do PT, Fernando Haddad e Jaques Wagner, também estão enrolados.
“Sobre Haddad, há uma investigação aberta por suposto caixa dois, em decorrência da delação do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, um dos delatores da Lava Jato.
Em relação a Wagner, ele foi alvo recentemente da Operação Cartão Vermelho (que apura suspeita de propina na reforma da Arena Fonte Nova). Outros dois outros casos foram enviados para o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato no Paraná.”
Ah, sim: até outubro, Lula só é cotado para ser condenado pela segunda vez.

Senador vai a Conselho de Ética contra Gleisi
Brasil 22.04.18 08:10
José Medeiros, senador do Podemos de MT, pedirá ao Conselho de Ética do Senado para analisar a entrevista de Gleisi Hoffmann à TV Al-Jazira, informa a Coluna do Estadão.
Medeiros considera que a declaração da petista fere o decoro parlamentar.
“O presidente do colegiado, João Alberto (MDB-MA), comentou com colegas que vai dar seguimento ao pedido e indicará rapidamente um relator para o caso.”

O perigo de Boulos na direção
Brasil 22.04.18 08:00
Em seu levantamento sobre investigações de presidenciáveis, a Folha localizou casos como o de Guilherme Boulos.
Além de processos relacionados ao MTST, do qual é líder, o candidato do PSOL teria batido em setembro na traseira de uma moto, arremessando-a contra a traseira de outro carro, segundo o boletim de ocorrência.
O dono deste veículo disse à Justiça que Boulos prometeu falar com seu advogado sobre o conserto.
“Desde então o requerido [Boulos] não mais atende suas ligações.”
Alguém está surpreso?

“Ciro Gomes é o campeão, em volume, de casos na Justiça”
Brasil 22.04.18 07:50
É o que diz a Folha na matéria sobre as 160 investigações de 15 presidenciáveis, depois de apontar Lula na liderança do pelotão em razão de sua condenação a 12 anos e 1 mês de cadeia.
Ciro Gomes “acumula mais de 70 processos de indenização ou crimes contra a honra, movidos por adversários. Temer, chamado de integrante do ‘lado quadrilha do PMDB’, é um deles. Ciro foi condenado em primeira instância e recorreu.
Outros adversários que o processam são Bolsonaro (chamado de ‘moralista de goela’), os tucanos José Serra (‘candidato de grandes negócios e negociatas’) e João Dória (‘farsante’), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (‘pinotralha, uma mistura de Pinóquio com Irmão Metralha’). O pedetista tem 9% das intenções de voto.”

Delação da Andrade atinge Alckmin e Serra
Brasil 22.04.18 07:04
A delação da Andrade Gutierrez iniciada semana passada e cujo alvo foi Aécio Neves deve atingir também Geraldo Alckmin e José Serra, informa o Painel da Folha.
“A cúpula da empresa, que já complementou relatos sobre Aécio Neves (PSDB), separou documentos para adensar informações sobre obras no metrô e no Rodoanel de SP – marcas das gestões de José Serra (2007-2011) e Geraldo Alckmin (2003-2007 e 2010-2018). Entre eles, um e-mail, que registra um encontro com membros do partido e uma agenda que mostra quem participou da reunião.”

Raquel Dodge pede mais 60 dias para investigar Jucá
Brasil Sábado, 21.04.18 21:00
Raquel Dodge pediu a prorrogação de mais 60 dias para concluir o inquérito que investiga Romero Jucá, informa o Estadão.
Jucá é investigado por crimes de falsidade ideológica, desvio de contribuições previdenciárias e crimes contra a ordem tributária.
“O inquérito apura se o senador é sócio oculto da TV Caburaí, afiliada à Rede Bandeirantes em Roraima, e eventuais repasses de recursos em benefício de Jucá, por meio da empresa Uyrapuru Comunicações e Publicidade, gestora da rede de televisão de Boa Vista, capital do Estado.
Após o levantamento de sigilo bancário da empresa em 2017, relatório do Ministério Público Federal apontou que não foram identificados pelas instituições financeiras os principais beneficiários dos recursos movimentados nas contas bancárias da Uyrapuru, bem como os principais depositantes dos valores em espécie nessas contas.”

Cabral quis propina mesmo depois de deixar o governo
Brasil 21.04.18 17:30
Carlos Miranda, operador do esquema de Sérgio Cabral, disse em delação premiada que o ex-governador do Rio quis receber propina mesmo depois de deixar o governo, informa a TV Globo.
“Nos últimos 2 anos, 2015 e 2016, o valor era em torno de 300 a 400 mil reais por mês de propina. (…) O Sérgio Cabral me disse que, logo após a eleição do governo, ele contava com o [Marco Antonio] De Luca [fornecedor do comitê da Olimpíada Rio-2016] pra receber propina. E disse que uma das formas que teve para ajudar o De Luca a ter recursos para repassar pro Sérgio, foi indicar o De Luca pra algum serviço na Rio-2016. Não sei qual é o serviço, mas o Sérgio me disse que conseguiu colocar ele pra alguma coisa da olimpíada.”


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