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DESCARTANDO DILMA


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net de 16-7-14
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Ainda não refeito dos resultados negativos (fracasso da seleção, vaias e xingamentos) na “Copa das Copas”, o timeco dos petralhas sofre outra grande derrota internacional. O Brasil não conseguiu ser a sede e nem indicar o presidente do New Development Bank que os “Brics” foram induzidos a criar pelos controladores da finança globalitária. O multilateralismo vence mais uma disputa contra Bruzundanga. Dilma Rousseff tomou nos Brics, e perderá a reeleição.
A derrota na tentativa de emplacar, no mínimo, o nome do presidente do NDB foi mais um sinal da má vontade da Oligarquia Financeira Transnacional com a desgovernança do PT, prestes a ser destronado do Palácio do Planalto. A instituição que financiará projetos de infraestrutura em nações emergentes será presidida por um indiano (alguém de confiança dos banqueiros britânicos) e a sede do banco ficará na cidade chinesa de Xangai (até outro dia um protetorado inglês, e a partir de onde a economia capimunista da China é comandada pelos banqueiros ingleses). 
O presidente do NDB terá cinco anos de mandato – não prorrogáveis. O banco nasce com US$ 50 bilhões de capital inicial, podendo chegar a US$ 100 bilhões. Como “prêmio de consolação”, o Brasil indicará o presidente do Conselho de Administração – que também será um nome que conte com o respaldo do alto comando globalitário das finanças. A Rússia vai presidir o Conselho de Governadores da “empresa”. Detalhe importantíssimo: o banco só começa a funcionar daqui a dois anos. E todos os países precisam entrar com 20% do capital. África do Sul e Brasil vão tirar dinheiro de onde? Talvez a galera na copa tenha respondido para Dilma, nos estádios...
Tão ou mais importante que o banco dos Brics foi a proteção instituída pela Oligarquia Financeira Transnacional para não tomar calotes de países que perdem o controle sobre seu endividamento externo. Os presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul teatralizaram o papel de aprovadores do Acordo de Reserva de Contingência (de US$ 100 bilhões) para ajudar países com problemas de balanço de pagamentos.
A China entrará com US$ 41 bilhões. Brasil, Índia e Rússia destinam US$ 18 bilhões cada um. A África do Sul bota apenas US$ 5 bilhões. O Banco Central do Brasil até emitiu uma nota para explicar que a eventual liberação dos recursos se dará por meio de operações de swap, pelas quais o país solicitante receberá dólares e em contrapartida fornecerá sua moeda aos países contribuintes, em montante e por período determinados.
Festejando o quê?
O mais interessante da reunião dos Brics, com a criação do novo banco e do acordo de reserva, foi a observação festiva do Ministro da Fazenda do Brasil.
O empolgado Guido Mantega proclamou que a reunião dos Brics teve um caráter histórico porque conseguiu ir além do famoso Acordo de Bretton Woods...
Curiosamente, foi justamente este acordo, após a Segunda Guerra, que instituiu a Nova Ordem Financeira Mundial – mantendo sempre países subdesenvolvidos - como o Brasil - endividados e dependentes de crédito externo, a juros altos, para financiar sua infraestrutura.
Foco nos negócios
Os petistas se concentram hoje no fechamento de um mega-acordo de US$ 30 bilhões com os chineses para investimentos em infraestrutura.
Em troca de gordas comissões ou de participações ocultas dos “companheiros” como acionistas das empresas que tocarão as grandes obras, os petistas permitirão que os empreiteiros chineses façam a festa, trazendo para cá operários, tecnologia, equipamentos e insumos.
As transnacionais brasileiras da construção – que lucram alto e fácil no rico setor de concessões e parcerias público privadas – terão de aturar a convivência incômoda com os chineses.
Os alvos
O projeto expansionista chinês tem olho grande no Brasil.
O maior foco deles é conquistar, em futuro próximo, o controle dos maiores empreendimentos da Eletrobras e Petrobras.
Tudo, claro, junto com a construção e operação de novos portos, aeroportos, ferrovias e rodovias – que os chineses, hoje em dia, garantem fazer mais rápido, barato e com mais qualidade que a concorrência, inclusive a dos empreiteiros transnacionais brasileiros.
Os chineses vem com grana e disposição para engolir quem tem a ilusão de reinar absoluto no capimunismo de Bruzundanga.
Olho neles
A reunião dos Brics mostrou quem são os personagens que vão mexer com a polpuda grana dos investimentos globalitários no Terceiro Mundo.
Luciano Coutinho, do BNDES brasileiro; Vladimir Dmitriev, do russo Banco Estatal de Desenvolvimento e Assuntos Econômicos Internacionais (Vnesheconombank); Yaduvendra Mathur, do Eximbank da Índia; Hu Huaibang, do Banco de Desenvolvimento da China (CDB); e Jabulani Moleketi, presidente do Banco de Desenvolvimento do Sul da África (DBSA).
No caso brasileiro, assim que o PT for destronado do poder, Luciano Coutinho não ficará desamparado: assumirá um grande cargo de confiança no esquema financeiro transnacional.
(...)

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