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PASADENA: PETROBRAS PREFERIU BRIGAR NA JUSTIÇA

Pasadena: documentos mostram que Astra estava disposta a negociar com Petrobras
Segundo revista "Época", estatal brasileira, no entanto, preferiu brigar na Justiça e aumentou o prejuízo na compra da refinaria
O GLOBO (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
Publicado:18/04/14 - 9h58
Atualizado:18/04/14 - 16h57
Refinaria Pasadena, da Petrobras, nos EUA Agência Petrobras / Divulgação

SÃO PAULO - Documentos obtidos pela revista “Época” mostram que a Astra - a empresa belga que comprou o controle acionário da refinaria Pasadena, no Texas (EUA), por US$ 42,5 milhões - estava disposta a negociar com a Petrobras. No entanto, a estatal brasileira preferiu entrar na Justiça duas vezes e obteve um prejuízo de US$ 1,2 bilhão no negócio. Após comprar a refinaria, a Astra pagou dívidas antigas, fez investimentos e vendeu 50% de Pasadena à Petrobras por US$ 360 milhões. Havia no contrato uma cláusula segundo a qual, em caso de divergência entre os sócios, a empresa divergente deveria comprar a parte do outro. A divergência ocorreu em 2008, e a Astra fez uma proposta para vender a refinaria à Petrobras. A estatal brasileira decidiu não pagar e entrar na Justiça. Perdeu e foi obrigada a pagar uma indenização de US$ 639 milhões.
O prejuízo poderia ter ficado neste valor se a Petrobras tivesse aceitado um acordo com a Astra. Documentos obtidos pela revista mostram que a empresa belga estava disposta a negociar. Segundo executivos ouvidos, a Astra já estava satisfeita com o valor da indenização e não havia interesse de extrair nos Tribunais todo o dinheiro possível da Petrobras. Como trading, pretendia fazer dinheiro nos anos seguintes vendendo petróleo à estatal brasileira. O litígio com a Petrobras também não interessava à empresa belga porque afetava suas relações comerciais com empresas do mundo todo.

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